Thiago de Aragao

Posts Tagged ‘energia’

BOLÍVIA: Pedido de autonomia plena é rejeitado por Evo Morales

In Bolívia on setembro 26, 2008 at 1:56 pm

O pedido dos governadores de Santa Cruz, Tarija, Beni e Chuquisaca para que fosse concedida autonomia plena para suas regiões foi rejeitada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales. Ele disse que, isso é o mesmo que pedir independência e provocar a divisão do país.“Uma autonomia departamental é outra independência”. Segundo a agência Efe, Morales acusou seus adversários de “camuflar o discurso supostamente separatista sob reivindicações de descentralização”.

O chefe de Estado boliviano disse que a oposição engane-se ao acreditar que eles têm apoio nacional ou internacional a suas reivindicações.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

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PARAGUAI: Especialista fala sobre o preço pago pela energia de Itaipu

In Paraguai on setembro 22, 2008 at 5:19 pm

O Paraguai pode conseguir um preço “mais justo” pela venda de energia ao Brasil sem a necessidade de uma revisão no tratado da hidrelétrica binacional de Itaipu. Segundo a agência Ansa, a afirmação foi feita pelo especialista em energia e membro do Parlasul (Parlamento do Mercosul), Ricardo Canese.Ele reivindica o cumprimento da Ata de Iguaçu, assinada em 1966, sendo anterior ao Tratado de Itaipu (1973). Ela estabelece que “a energia será dividida em partes iguais entre os dois países, sendo reconhecido a cada um deles o direito de preferência para a aquisição desta mesma energia a justo preço de qualquer quantidade que não venha a ser utilizada para o suprimento das necessidades do consumo do outro país”.

Já o Tratado de Itaipu estabelece que os países que não gastam toda energia a que têm direito, são obrigados a vender o excedente a seu sócio por um preço de custo.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Elevado preço do petróleo ameaça o crescimento na região

In América Latina on julho 21, 2008 at 4:01 pm

O elevado preço do petróleo no mercado internacional começa a afetar o crescimento econômico da América Latina. Segundo o portal “América Econômica”, o petróleo que, paradoxalmente, é uma das principais fontes de receita na região provoca uma importante ameaça para o desenvolvimento: o retorno da inflação.Entretanto, dados das Nações Unidas indicam que os recordes na exportação de petróleo fazem alguns países da região crescerem no mesmo nível da década de 70. De acordo com números oficiais, cerca de 26 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza entre 2002 e 2006.

O aumento do preço dos alimentos, porém, é um fator de preocupação para os países latino-americanos. Segundo dados da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), no último ano, a média da elevação foi de 15%.

Mesmo com esse cenário, países como Brasil, Chile e México se beneficiam da situação pelas exportações de petróleo, soja e cobre. No entanto, a estratégia dos bancos centrais – dessas três nações – de aumentar juros para segurar a inflação pode conter o crescimento.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

MERCOSUL: Cristina pedirá a Lula ampliação da quantidade de energia enviada

In Argentina, Brasil, Mercosul on julho 2, 2008 at 6:27 pm

A presidente Cristina Kirchner (Argentina) pretende pedir a seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na reunião bilateral que ocorrerá hoje, a redução nos preços e ampliação da quantidade de energia enviada pelo Brasil ao mercado argentino. Ela também deve pedir que o Brasil diversifique fontes de energia.De acordo com a BBC Brasil, a informação partiu de assessores do Ministério do Planejamento de Argentina e foi confirmado a BBC por negociadores do Brasil. Lula e Cristina terão o encontro em San Miguel de Tucamán.

No inverno do ano passado e em maio deste ano, o Brasil socorreu a Argentina e se comprometeu a enviar energia aos vizinhos até agosto.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ARGENTINA: De Volta Para o Futuro

In Argentina on junho 26, 2008 at 1:06 pm

Andar em uma montanha russa, sentir medo e saber que o fim será seguro é bastante excitante e gera uma adrenalina saudável. Andar em outra montanha russa, onde os trilhos estão soltos e a estrutura precária, e mesmo assim se salvar é uma lição inestimável para o futuro. Na Argentina, essa percepção não é compartilhada pelo governo local. Após os traumáticos eventos de 2001, quando o país quebrou financeiramente arrastando milhares de pessoas para a pobreza, uma situação parecida está prestes a se repetir.

A recuperação econômica demonstrada no governo de Nestor Kirchner mascarou outros problemas estruturais com alto potencial de destruição. A falta de modernização da matriz energética, bem como a pífia estratégia de mascarar os índices de inflação, estão trazendo problemas imediatos que estão afetando a população.

Cristina Kirchner assumiu a Presidência da República com a missão de continuar o crescimento econômico iniciado pelo marido e melhorar o aspecto diplomático do país, que não era o forte de Nestor. Bem mais carismática, Cristina aparentava ser o eixo que faltava para que a confiança expressa ao povo domesticamente se expandisse para países vizinhos e órgãos internacionais que acompanham o andamento da economia e da política argentina.

No entanto, o que se viu foi uma história completamente diferente e ao mesmo tempo incrivelmente previsível. O problema da matriz energética argentina não é de hoje. Com a crise em 2001, uma modernização do setor ficou temporariamente suspensa. Com a recuperação econômica privilegiando excessivamente o mercado doméstico (impossibilitando produtores de exportar certos produtos, como carne bovina e suína) o consumo doméstico explodiu. Uma parcela significativa da população recuperou o poder de compra e a baixa inflação, segurada forçadamente pelo governo possibilitava os argentinos de comprarem e se endividarem. Com tudo isso, o consumo energético aumentou na mesma correlação que o poder econômico da população aumentou. No entanto, o limite de produção energética era baixo, levando o país a atingir o pico de consumo. Aliado a isso, a Argentina passou a depender integralmente da Bolívia, país pouco confiável devido à grande instabilidade interna.

Apagões generalizados ainda não ocorreram. Porém, apagões programados por certas indústrias vem acontecendo sistematicamente. Cristina assumiu a presidência ciente desse problema e nada faz para solucionar. Suas propostas de resolução do problema apresentadas até o momento são simplistas demais frente à complexidade do problema. Pedir ao Brasil para abrir mão de percentuais importados da Bolívia é um pedido desesperador e não uma postura de Estado para resolver um problema dessa gravidade.

O que ocorreu, é que pouco antes da crise energética detonar (o que pode acontecer a qualquer momento), outra crise política surgiu. A crise com os ruralistas em torno do controle de preço exercido pelo governo bem como o limite de exportações que os ruralistas possuem, foi importante para mostrar outra limitação do governo. A capacidade de negociação de Cristina vem sendo fraca. Suas soluções não são viáveis pois ela se sustenta em um alicerce artificial: os índices de inflação anunciados pelo governo. Para os produtores, produzir e vender para o mercado interno está dando prejuízo pois a inflação real está na casa dos 20%. Cristina não dá o braço a torcer nas negociações e recusa-se a reconhecer que a inflação de 7% anunciada pelo seu governo é irreal.

Das duas uma: ou Cristina vencerá os ruralistas na base do cansaço, e estes perceberão que diminuir a produção e continuar vendendo para o mercado interno é a única alternativa, ou o governo sofrerá uma grave crise de confiança com a revisão das taxas de inflação, apontando os valores reais.

Se o aspecto da grave crise de 2001 era essencialmente econômico, esse de 2008 é político. O poder de destruição da atual situação é alto. Deve-se levar em consideração a baixa capacidade administrativa de Cristina e a mudança de postura da população de baixa renda (sua base eleitoral). Com o povo se voltando contra Cristina, o andamento de sua administração se tornará insustentável.

PARAGUAI: País poderá receber gás boliviano, afirma Lugo

In Bolívia, Paraguai on maio 20, 2008 at 11:53 am

Em encontro realizado entre o presidente da Bolívia, Evo Morales, e seu futuro colega paraguaio, Fernando Lugo, discutiu-se a possibilidade de La Paz importar gás para Assunção. “Existe uma grande possibilidade de ter termos gás direito da Bolívia”, afirmou Lugo. O atual presidente Nicanor Duarte Frutos (Paraguai) também participou da reunião.

Consultado pela imprensa sobre o que faltaria para a concretização do acordo, Lugo disse que seguirá conversando com Morales sobre como levar o combustível até seu país. Não está descartada a construção de um gasoduto entre os dois países.

O futuro presidente disse ainda que recebeu um convite do chefe de Estado boliviano para visitá-lo antes do dia 15 de agosto.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

BRASÍLIA: Senador diz que debate sobre Itaipu ameaça projeto hidrelétrico

In Paraguai on abril 28, 2008 at 6:53 pm

O senador Delcidio Amaral (PT-MS) afirmou ontem que uma revisão do Tratado de Itaipu iria provocar ações dos legislativos do Brasil e do Paraguai. O debate poderá levar, segundo ele, a “explicações de difícil entendimento” e pôr em risco um dos projetos hidrelétricos mais exitosos da América do Sul e do mundo. As informações foram divulgadas pela agência Senado.

“Itaipu não é um negócio, mas uma grande obra de engenharia financeira e de relação diplomática entre dois países”, ressaltou o parlamentar. No seu entendimento, a usina não foi concebida sob ótica negocial, mas sim como um grande projeto de geração de energia em que o Paraguai é visto como um país irmão, levando-se em conta as assimetrias existentes entre os dois países à época da assinatura do acordo.

De acordo com Amaral, o foco de Itaipu é mais amplo, a administração é competente e garante ao Paraguai a auto-suficiência energética. Acrescentou também que o Paraguai tem direito à metade da geração de Itaipu, que é hoje a usina com a maior potência instalada do mundo, que agregou uma série de tecnologias que servem hoje de referência para as demais barragens brasileiras e do mundo.

O parlamentar ressaltou ainda que a discussão sobre o tratado não pode ser politizada, referindo-se à recente campanha eleitoral paraguaia. E contestou informações divulgadas pela imprensa de que o Brasil pagaria apenas US$ 3 ao Paraguai pelo megawatt/hora da energia gerada pela usina. “É preciso derrubar esses argumentos. Pagamos US$ 42,5 por megawatt/hora, acrescidos de US$ 3, pela remuneração por cessão de energia. O discurso político é equivocado e fora da realidade. Itaipu trouxe otimização energética, navegabilidade. Se existem espaços a avaliar, vamos discutir isso, mas não mexer em um tratado exitoso”, afirmou, apontando que 95% da economia de Itaipu é consumida pelo Brasil e o restante pelo Paraguai.

José Agripino (DEM-RN), Renato Casagrande (PSB-ES) e Tião Viana (PT-AC) apoiaram o pronunciamento, em apartes.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ARGENTINA: Indústria adota medidas para melhorar utilização de energia

In Argentina on março 10, 2008 at 3:57 pm

Em uma tentativa de não repetir a experiência do ano passado, quando os cortes de luz e gás impuseram uma retração no crescimento durante o inverno, a indústria argentina pretende desenvolver uma série de ações para melhorar a utilização do “insumo energético”. A informação foi divulgada pela UIA (União Industrial Argentina).As empresas dos setores alimentício, metal-mecânico, automotivo e farmacêutico são as responsáveis pela instrumentalização das medidas. Os empresários mais preocupados adquiriram geradores elétricos e paradas técnicas para não coincidirem com os horários de maior consumo de energia. Mudaram também os turnos de produção e modificaram ainda os sistemas de refrigeração.

Apesar da precaução, o presidente Juan Carlos Lacurain (UIA) rechaçou a idéia de que o setor esteja preocupado com cortes energéticos durante o inverno.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

BOLÍVIA: Petrobras inicia exploração de novo poço de petróleo em Sucre

In Bolívia, Brasil on fevereiro 28, 2008 at 11:22 am

O jornal La Razón informou que a Petrobras iniciou a exploração de um novo poço de petróleo no sul da Bolívia, o que confirma a retomada dos investimentos da empresa nesse país. As informações foram divulgadas pela agência Afp.A estatal brasileira começou a perfurar o poço Ingre-X1 em um distrito do departamento de Sucre (sudeste), com um custo aproximado de US$ 40 milhões. Neste mesmo local, a espanhola Repsol descobriu, em 2006, um grande campo de gás, segundo a imprensa boliviana.

De acordo com um relatório técnico da empresa, o poço será perfurado até alcançar 4.810 metros. A Petrobras pretende investir este ano na Bolívia US$ 231 milhões em atividades de exploração.

As principais companhias, além da Petrobras, presentes na Bolívia são a Chaco (British Petroleum), a Repsol, a argentina Pluspetrol e a francesa Total.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

PARAGUAI: Lugo quer que Brasil pague mais por energia de Itaipu

In Brasil, Paraguai on fevereiro 27, 2008 at 11:09 am

O favorito na eleição presidencial paraguaia, o ex-bispo Fernando Lugo, pretende rever os termos da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Existe no Paraguai uma insatisfação com o destino da quase totalidade dos 45 mil gigawatts; hora por ano destinada para o Brasil. Esse volume representa metade da produção da Itaipu.Os outros dois candidatos fortes na disputa, Blanca Ovelar e Lino Oviedo, também anunciam a pretensão de renegociar pontos do Tratado de Itaipu. Apesar disso, apenas Lugo utiliza com maior intensidade em seus discursos a recuperação da soberania estratégica como proposta. O ex-bispo é o representante da Aliança Patriótica para a Mudança, legenda que une 7 partidos e 11 movimentos sociais.

Lugo também afirma em seus discursos que abrirá negociações para derrubar a exigência que obriga o Paraguai entregar ao Brasil a energia excedente. O ex-bispo ainda sustenta que pretende discutir o “preço de mercado justo”. A meta do candidato de oposição é elevar o retorno anual de US$ 200 milhões para US$ 1,8 bilhão.

Embora negue a inspiração em Evo Morales (presidente da Bolívia), lideranças políticas que apóiam Lugo ressaltam a decisão boliviana de mudar os contratos de exploração e produção de gás, aumentando o volume de recursos que ingressam na economia local.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)