Thiago de Aragao

Archive for the ‘Entrevista’ Category

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In América Latina, America Central, Argentina, Artigos, Banco do Sul, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Costa Rica, Cuba, Entrevista, Equador, Especial, EUA, México, Mercosul, Panama, Paraguai, Peru, Sugestão de Leitura, Uruguai, Venezuela on outubro 24, 2008 at 12:41 pm

Caros Leitores,

O Blog Visao Latino-Americana mudou de endereco! Ele esta muito mais moderno e bonito! As informacoes serao atualizadas no novo site; WWW.THIAGODEARAGAO.COM.BR 

Aguardo a visita de voces, com criticas, sugestoes e participacoes! Quem desejar submeter artigos, serao muito bem vindos!

Logo todo o arquivo estara no novo site: http://www.thiagodearagao.com.br

Abraco,

 

Thiago de Aragao

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ENTREVISTA: Dr. Rosinha, Presidente do Parlamento do Mercosul fala sobre Referendo Revogatorio na Bolivia – Parte II

In Bolívia, Brasil, Entrevista, Mercosul on agosto 26, 2008 at 8:03 pm

AAL 3: Na Colômbia, os aliados do presidente Álvaro Uribe conseguiram as assinaturas necessárias para convocar o referendo que lhe possibilite concorrer ao terceiro mandato. Caso seja aprovado, outros países poderão optar por essa via?Dr. Rosinha: Recordo que por ocasião do plebiscito na Venezuela para a aprovação de uma emenda constitucional, que entre outras coisas, propunha reeleições indefinidas naquele país, partidos de direita das Américas e a maior parte da imprensa, inclusive brasileira, faziam discursos, artigos e editoriais contra essa iniciativa.

Álvaro Uribe prega a alteração da Constituição visando à reeleição pela segunda vez (três mandatos consecutivos) e os mesmos setores que anteriormente criticavam Chávez agora estão mudos. Antes era um escândalo, agora é tudo dentro da legalidade. Esse comportamento é parcial e vergonhoso.

Sim, acredito que outros países da América do Sul poderão optar por esse caminho, mas são países de menor influência e importância política no cenário sul-americano. Caso seja um presidente de centro-esquerda que faça esse caminho, como se comportará os partidos de direita e seus porta-vozes (imprensa)?

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA: Dr. Rosinha, Presidente do Parlamento do Mercosul fala do Referendo Revogatorio na Bolivia

In Bolívia, Brasil, Entrevista, Mercosul on agosto 26, 2008 at 8:01 pm

Em entrevista exclusiva à Arko América Latina, o atual presidente do Parlasul (Parlamento do Mercosul), deputado Dr. Rosinha (PT-PR), tratou dos desdobramentos da situação política “pós-referendo revogatório” na Bolívia, bem como do referendo que possibilita o presidente Álvaro Uribe concorrer ao terceiro mandato na Colômbia.Arko América Latina: Após o referendo revogatório na Bolívia, o Senhor acredita que o ambiente de radicalização política permanecerá ou há clima para governo e oposição chegarem ao consenso?

Dr. Rosinha: No dia 12 de agosto, dois dias após o referendo, o presidente Evo Morales chamou todos os Prefeitos (assim são chamados os governadores dos Departamentos) da oposição para uma reunião em La Paz, onde buscaria a construção de um consenso mínimo. Não só os convidou, mas também colocou à disposição avião para buscá-los. Todos se negaram a comparecer, ou seja, desejam aprofundar a crise.

AAL 2: A derrota dos governadores de Cochabamba, La Paz e Oruro cria uma nova correlação de forças no país?

Dr. Rosinha: Não só a derrota destes prefeitos, mas o próprio resultado do referendo dá uma nova correlação de forças, em favor de Evo, na Bolívia, pois a vitória do presidente é incontestável.

Segundo a Corte Nacional Eleitoral, com 99,99% dos votos apurados, Evo obteve 67,41% dos votos válidos, o que confirma o seu mandato, pois em 2005 ele foi eleito com 53,74%. Evo Morales e seu vice-presidente, Álvaro García Linera, aumentaram em 13,71 o percentual de aceitação em relação à eleição de 2005. Esse percentual aumentou, inclusive, na chamada região da “meia lua”, onde os prefeitos, reforçados pela imprensa parcial e mentirosa, da Bolívia, fazem uma oposição fascista apoiada pelos Estados Unidos.

Em Santa Cruz, nas eleições de 2005, Evo fez 207.785 votos (33,17% dos votos válidos), agora fez 273.525 (40,71%). Em Beni, fez 16,49% em 2005 e agora 43,72%. Pando não foi diferente, em 2005 fez 20,8%, agora fez 52,5%. A vitória também foi registrada em Tarija, quando em 2005 fez 31,52%, agora fez 49,83%.

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA: DEPUTADO NILSON MOURÃO (PT-AC)

In Brasil, Entrevista on julho 2, 2008 at 6:51 pm

Veja abaixo a entrevista exclusiva da Arko América Latina com o deputado Nilson Mourão (PT-AC), titular da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, suplente da Representação brasileira no Parlamento do Mercosul e professor universitário. 

Arko América Latina: Na Colômbia, a oposição sustenta que o presidente Álvaro Uribe aproveitará a postura intransigente de seus adversários e o sucesso de sua política de combate às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para mudar a Constituição e concorrer ao terceiro mandato. Na Venezuela, dirigentes do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), defendem que o presidente Hugo Chávez tentará uma nova reforma constitucional para instituir a reeleição ilimitada. O senhor acredita que esses dois casos possam servir de argumento para que outros países busquem alterações em suas constituições, criando uma “onda do terceiro mandato” na América Latina?

Nilson Mourão: Cada país vai tratar esse assunto a seu modo, dentro de sua cultura política. Não acredito numa “onda” que leve a maioria a resolver um problema tão particular, da mesma forma. Espero sinceramente que o respeito pela democracia prevaleça porque nossos países lutaram muito para superar regimes totalitários num passado recente.

 

AAL 2: Países como Chile, Colômbia e Peru têm adotado como estratégia de integração a assinatura de TLCs (Tratados de Livre-Comércio). Já Brasil e Argentina apostam no fortalecimento do Mercosul e agora da Unasul (União das Nações Sul-americanas). Na sua avaliação, qual das duas estratégias é mais eficiente?

Nilson Mourão: Não tenho dúvidas, o caminho para a América do Sul é a integração num bloco como a Unasul. É uma tendência atual porque competir no mercado internacional sozinho fica muito mais difícil, especialmente para economias menores. Só seremos fortes nas negociações e na defesa dos interesses do continente se estivermos juntos. Nesse sentido, a política externa do governo Lula vem acertando desde o início do mandato em 2003. O presidente Lula tem sido incansável na busca da integração

 

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Entrevista: Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) comenta eleições no Paraguai

In Brasil, Entrevista, Paraguai on março 28, 2008 at 4:18 pm
Após 60 anos, o partido Colorado está ameaçado de perder o poder. Sua representante na eleição, a ex-ministra Blanca Ovelar está desgastada pelo governo do atual presidente Nicanor Duarte Frutos. Nesse cenário, emerge com força a candidatura do ex-bispo Fernando Lugo, apoiado por vários movimentos sociais e pelo PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico). Além deles, também está no páreo o candidato Lino Oviedo que adota um discurso mais liberal pregando uma redução do tamanho do Estado.
Os paraguaios irão às urnas no dia 20 de abril para escolher seu próximo chefe de Estado. A eleição é de apenas um turno e todas as pesquisas dão vantagem para Lugo. Diante desse quadro político, a Arko América Latina entrevistou, com exclusividade, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre a campanha eleitoral no Paraguai e suas peculiaridades.

Álvaro Dias é professor e está em seu 3º mandato. É um político experiente, pois já exerceu vários cargos eletivos: vereador em Londrina, deputado estadual, deputado federal duas vezes, e senador, antes de ter sido eleito governador do Paraná, em 1986. Opositor determinado do governo Lula, também foi vice-líder do PSDB e líder da Minoria. Atualmente, é o segundo vice-presidente do Senado.

ARKO AMÉRICA LATINA: Senador, o candidato da Aliança Patriótica para a Mudança à presidência do Paraguai, Fernando Lugo, tem dito que o seu país precisa recuperar a soberania de Itaipu. O senhor acha que isso pode ser motivo de preocupação para o Brasil?

Álvaro Dias: Acompanho o desenrolar da campanha eleitoral no Paraguai com peculiar interesse e atenção. Somado ao fato de envolver questões de nosso entorno regional (vetor estratégico), como ex-governador e parlamentar do Paraná, vivenciei os assuntos relacionados à Tríplice Fronteira de forma rotineira. A plataforma dos candidatos ao ‘Palácio de Lopez’ inclui, em alguma medida, a releitura das relações bilaterais Brasil/Paraguai. Nesse contexto, é quase que inexorável que Itaipu não seja alçada ao cerne do debate presidencial. No que toca especificamente ao candidato Fernando Lugo, sua bandeira e mote principais desfraldados nas arborizadas ruas de Assunção, se traduzem no resgate da soberania energética. Sua retórica procura galvanizar o sentimento de setores nacionalistas que defendem a tese da revisão do Tratado de Itaipu em termos radicais. Não pode ser afastada a possibilidade de rompimento de obrigações contratuais, caso Lugo seja sufragado pelas urnas, em abril próximo. Acredito que o Itamaraty já estude essa questão e elabore uma estratégia a ser oferecida ao Presidente da República.

AAL 2: O candidato a presidente do Paraguai pela União Nacional dos Cidadãos Éticos, Lino Oviedo, é o preferido dos políticos e empresários brasileiros. Quais as propostas de Oviedo que mais “seduzem” seus apoiadores?

AD: O General Lino Oviedo retornou à política após um longo e tortuoso itinerário, passando do exílio à prisão. O cárcere é lugar de exaustiva reflexão, recordo-me do ex-governador Miguel Arrais tecendo comentários sobre o seu período de reclusão e exílio na Argélia. Acredito que o General Lino percorreu uma verdadeira via crucis interior e tenha incorporado lições e aprendizados importantes que se refletem hoje nos seus posicionamentos. A sua proposta, ou melhor, a sua tônica é a da negociação pela via diplomática. Não me surpreende que a postura de Oviedo desperte a simpatia de gregos e troianos.

AAL 3: O senhor acredita que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tenha maior influência no Paraguai num eventual governo Fernando Lugo?

AD: Acho temerário vaticinar sobre eventuais posturas do coronel Chávez. O mandatário venezuelano é um homem imprevisível. Contudo, me sinto bastante a vontade para afirmar que numa administração Fernando Lugo, o senhor Chávez seria persona grata.

AAL 4: Qual o seu entendimento sobre o “Projeto do Sacoleiro” (PL 2105/07), que institui o RTU na importação, por via terrestre, de mercadorias procedentes do Paraguai? Qual a postura que o senhor espera do Brasil em relação ao combate à pirataria?

AD: Primeiramente, é preciso recapitular algumas passagens que envolvem essa matéria. O governo Lula colocou na última gaveta a proposta de transformar os sacoleiros em micro-importadores mediante a fixação de alíquota diferenciada. No apagar das luzes do ano de 2006, após marchas e contramarchas da administração petista, levei a proposta ao Senado. O compromisso então assumido pelo governo, qual seja, responder a questão num horizonte temporal de 30 dias venceu e foi postergado até junho do ano passado, quando foi editada a Medida Provisória –MP – 380. Essa MP foi revogada em nome do pragmatismo da gestão Lula: não obstruir a pauta e permitir a aprovação da CPMF. Logo em seguida, surgiu o PL 2105 que institui o Regime de Tributação Unificada (RTU) para a importação de mercadorias do Paraguai, por via terrestre, pelos micro e pequenos empresários participantes do Simples Nacional (Supersimples). O combate à pirataria deve ser prioridade das autoridades governamentais, bem como o Brasil deve ser signatário e apoiador de 1ª hora de todas as iniciativas multilaterais que objetivam combater esse fenômeno que se alastrou pelos quatros cantos.

AAL 5: O próximo governo paraguaio diminuirá o problema da pirataria e do contrabando?

AD: Na plataforma de Oviedo esse é um ponto fulcral. Qualquer homem sério que se proponha a governar a República do Paraguai, sabe que é vital desconstruir essa imagem de ‘pirata sem mar’ que o Paraguai ostenta. Tudo converge para que o combate à pirataria seja intensificado pelas autoridades constituídas daquele país.

AAL 6: A possível derrota do partido Colorado no Paraguai, que está no poder há 60 anos, poderá trazer mudanças bruscas para a política interna e externa desse país?

AD: A derrota da candidata Blanca Ovelar – o fim da hegemonia do Partido Colorado no comando do país – deverá trazer novos ventos. Com Oviedo, uma brisa moderada, mas nem por isso fraca. Com Lugo, a velocidade dos ventos pode ser incerta.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA: Europa vê com cautela possibilidades de mudança em Cuba

In Cuba, Entrevista on março 17, 2008 at 6:15 pm

A DW-WORLD.DE consultou três especialistas em política externa sobre a nova fase das relações entre Havana e a UE, após a abdicação de Castro. Dentre eles, o brasileiro Thiago de Aragão.

Quando Fidel Castro entregou o cargo de presidente de Cuba, em janeiro último, após 49 anos no poder, uma pergunta atravessou toda a comunidade internacional. Pode-se esperar mudança democrática, acompanhando a reviravolta da abdicação?

 

Uma delegação da União Européia parte para Havana a fim de constatar se a atmosfera local permitirá a sobrevivência de relações normalizadas e de engajamento. A DW-WORLD.DE conversou com três especialistas sobre as perspectivas de uma nova aproximação entre Havana e Bruxelas.

 

Observação e monitoração

 

O brasileiro Thiago de Aragão é pesquisador associado do Foreign Policy Center, um think tank europeu sediado em Londres. Em entrevista a ele classificou a relação entre a União Européia e Cuba, até agora, como de “observação e monitoração”, sendo mais próxima com a Espanha, por razões óbvias.

 

Juan Diaz concorda, acrescentando a relação com a Itália. Ele é diretor do projeto CSS de Mediação Integrativa, do Ministério alemão das Relações Exteriores. Karen Smith, docente da London School of Economics, ressalva que a UE nunca teve o que se possa intitular “relações institucionalizadas” com o país de Castro.

 

Segundo Aragão, nos anos mais recentes o dirigente cubano haveria se tornado mais flexível no tocante ao diálogo internacional. Contudo, segundo Diaz, “toda vez que a UE se abre para Cuba, emitindo sinais, Cuba parece achar um jeito de complicar a situação”.

 

O calo da democracia

 

Quanto às principais áreas de conflito entre Bruxelas e Havana, Diaz e Smith apontam a democracia e os direitos humanos, especificamente a detenção de dissidentes. Diaz destaca ainda as críticas constantes de Fidel Castro ao chefe da diplomacia da UE, Javier Solana. “Isso torna difícil para a UE implementar um diálogo. Mas ela continua tentando.”

 

Já o especialista brasileiro observa, cético: “Quando a União Soviética morreu, Cuba também morreu para a maioria dos governos europeus”. Assim, as expectativas de abertura democrática na ilha caribenha “jamais ultrapassaram o nível retórico”.

 

“Acredito que a política da UE em relação a Cuba é parcialmente ligada à estadunidense […] em termos de valores democráticos. Por outro lado, a política praticada pelos EUA é uma herança da Guerra Fria”, especifica Thiago de Aragão.

 

Castro não está morto

 

Os três peritos em política externa concordam que o mundo vê na abdicação de Castro uma possibilidade de realinhar interesses, sobretudo no tocante à democracia.

 

Juan Diaz crê que a UE “procura assistir o povo de Cuba a desenvolver sua sociedade. E, aos olhos dos europeus, “valores democráticos, respeito pelos direitos humanos e liberdade econômica sejam parte deste desenvolvimento”.

 

Segundo Karen Smith, se há possibilidade de mudança, esta será lenta. E é uma “oportunidade para não ter que pressionar demais no sentido da democratização, pois a liberalização já está ocorrendo, e ninguém quer colocá-la em risco”.

 

Aragão fala de uma “oportunidade revitalizada de reiniciar conversações”. Porém adverte: “Devemos lembrar que [Castro] está abdicando, mas não está morto. Mesmo longe do cargo, ele continua decidindo em Cuba. O capitão do navio pode mudar, mas enquanto [Castro] estiver vivo, o curso continuará bem o mesmo”. (na/av)

Entrevista para o site alemão Deutsche Welle sobre a transição em Cuba

In Entrevista on março 11, 2008 at 5:28 pm

Europe Warily Eyes Window of Opportunity in Cuba

Louis Michel, the European Commissioner for Development and Aid, leads an EU delegation to Cuba on Thursday, Feb. 6, to assess the political climate after the retirement of President Fidel Castro.

When Fidel Castro stepped down as president of Cuba last month after 49 years in power, the main question asked by the international community was whether democratic change could be expected in the wake of his abdication. A European Union delegation travels to Havana this week to see for itself if a new climate exists where normalized ties and engagement can survive. DW-WORLD.DE asked the opinions of three experts on the future of EU-Cuban relations.

 

Thiago de Aragao is the Latin American senior research associate at the Foreign Policy Center, a London-based European think-tank. Dr. Juan Diaz is the director of the CSS Project for Integrative Mediation, a Berlin-based conflict resolution project financed by the German Ministry of Foreign Affairs. Dr. Karen Smith is a reader in international relations at the London School of Economics.

 

DW-WORLD.DE: How would you describe relations between the European Union and Cuba while Fidel Castro was in power?

 

Thiago de Aragao: The relationship was one of observation and monitoring. Due to obvious reasons, Spain always had closer ties with Cuba. As I recall, the Spanish embassy was always one of the busiest and most active in Havana. During the latter years, Castro was more flexible towards international dialogue, especially with Spain. The European Union never expected important changes while Castro was in power. Louis Michel, European Commissioner for Development, always analyzed Cuba closely. He is the one that maintained high hope for the development of political talks with Cuba.

 

Dr. Juan Diaz: The relationship has been on and off for many years. It seems that the EU, mostly due to Spain but also Italy, has tried to develop a constructive dialogue with Cuba. However, every time the EU opens up to Cuba and sends out signals, Cuba seems to find a way to complicate matters. 

 

Dr. Karen Smith: The EU has never had what I would call ‘institutionalized’ relations with Cuba, meaning there is no official, legal agreement between the EU and Cuba, but the member states can and do engage extensively with the country. EU policy has been a mixture of ‘un-institutionalized’ engagement and very light and occasional negative measures. Light diplomatic sanctions were imposed in 2003 but have been suspended since 2005.

 

What were the main areas of conflict between EU and Cuba and what were the reasons for these?

 

TdA: The lack of disposition from the Europeans toward Cuba made it difficult to advance in conversations that could produce conflicts. When the Soviet Union died, Cuba also died to most European governments. Their expectations for democratic openings on the Caribbean island never surpassed the rhetorical value. In absolute terms, Cuba never represented anything of any worth for most European powers.

 

JD:  Specific issues of concerns have included the EU ambassadors’ demand that they are free to invite anyone to the embassies for events, and the arrest of dissidents. Fidel seems to have it in for EU Foreign Policy Chief Javier Solana and has criticized him publicly on numerous occasions. This makes it difficult for the EU to implement a dialogue. But it continues to try.

 

KS: Democracy and human rights have always been areas of conflict. In addition, Cuba is a leading country of the Non-Aligned Movement, which generally opposes many EU positions within the UN, for example within the Human Rights Council. To the extent that the UN matters for the EU, then Cuban ‘resistance’ is an important area of conflict.

 

Had there been any movement towards better relations towards the end of Fidel’s reign or had relations always been on an even-keel, either positively or negatively?

 

TdA: The relationship has always been superficial. The only difference has been the relationship between Cuba and Spain, which due to history has been deeper. Spain always encouraged talks between the countries in the hope of democratic openings. In a way, talking with Fidel was easier than talking to Raul will be as Fidel is a more diplomatic character. On the other hand, Raul recognizes the need for certain changes for the sake of Cuba’s future. If Fidel was easier to talk to but harder to convince, I believe Raul is the other way around.

 

Has the EU always taken a stance on Cuba in line with that of the United States?

 

TdA: I believe the EU’s policy towards Cuba is partially linked with US policy. In terms of democratic values, the European Union and the US are linked. On the other hand, the policy practiced by the US is a legacy of the Cold War. The proximity of Cuba to the US means it has a different kind of relationship than the one the EU has with Cuba. Also, the amount of Cuban immigrants in the United States is a good enough reason to shape a foreign policy in different terms than the Europeans have. The EU has always given moral support to the United States, but very little effective support.

 

JD: The EU does not follow the US position but it is mindful to avoid as much as possible an irritation in the transatlantic relationship.  The EU actually follows its own thinking on Cuba.

 

KS: The EU’s position is not in line with that of the US. The EU has been firmly opposed to extraterritorial application of US sanctions on Cuba. However, its policy towards Cuba is necessarily linked to that of the US given Washington’s predominance in the region and also because member states would not wish to jeopardize good relations with the US over an issue like Cuba.

 

What would have been the European Union’s reaction to the news that Fidel Castro was stepping down? Would the EU see this as an opportunity to strengthen relations and push for more democracy in Cuba?

 

TdA: I believe everyone is seeing this as an opportunity to strengthen relations and push for democracy. During the last 50 years, we learned that Fidel Castro was a tough negotiator and really believed in the cause he was defending. When he stepped down, the world saw it as a revitalized opportunity to restart conversations and keep aiming for democratic openings. We must remember he is stepping down, but he is not dead. Even away from the chair, he is still deciding and talking every single day with Cuba. The navigator of the ship might change, but while he is alive, the course will remain fairly the same.

 

KS: This abdication has been on the cards for a while. But does it present an opportunity for change? Slowly, perhaps; but it could also be seen as an opportunity not to have to push too hard for democracy on the grounds that there is liberalization going on, and one wouldn’t want to jeopardize that. Instead I see it as a chance to strengthen economic links which would be justified with the argument that economic growth and liberalization would lead eventually to more political liberalization. In any event, EU policy will undoubtedly depend on the outcome of elections in Spain, arguably the main driving force behind any EU policy towards Cuba; though the Czech Republic for one may try to push for a policy more tilted towards encouraging democracy and punishing any backsliding on that.

 

Is the EU’s main goal a democratic Cuba ? What does it stand to gain from a change in ideology in Cuba ? Does the EU have another agenda?

 

TdA: In economic terms, Cuba represents very little to the EU, the US, China, Brazil and other powerhouses. The main interest is definitely on the promotion of democracy. We must remember Cuba has very rich mining fields, though the exploration is still very amateurish. Perhaps a relaxation of restrictions could attract foreign mining companies. Besides the democratic opportunity, perhaps the availability of Cuban cigars is the main interest right now.

 

JD: I think that the EU seeks to assist the people of Cuba to develop their society and the EU believes that democratic values, respect for human rights and economic freedom are part of this development.  However, they do not necessarily believe that sanctions are the most appropriate ways of achieving these goals.

 

KS: At a rhetorical level, yes the EU wants a democratic Cuba but in practice it hasn’t pushed particularly hard for this as it doesn’t want to be seen to be too close to the hard-line US position. The EU stands to gain in the removal of an issue causing some tensions with US and also the chance for more trade. A more open Cuba could be included in the Cotonou convention and therefore in the Economic Partnership Agreement with the Caribbean states.

 

Does the handing of the reins to Raul Castro signify any opportunity for a change in relations between the EU and Cuba ?

 

TdA: It is the beginning of a new era. The most important shift to be seen from Fidel stepping down is the increase in governmental responsibility that his Vice-President Carlos Lage will have. I believe he is the man to look at, not Raul Castro. For years Carlos Lage controlled the operations of the government machinery. Fidel worked mostly like the “Queen of England” in Cuba. Since Raul is less charismatic than Fidel, Carlos Lage will be more “hands on” during this new phase. Lage is more modern and admires very much the Chinese model. If there is a negative reaction towards Raul from the population, than Lage will gain in power and strength and will consequently have more opportunities to implement economic and political possibilities.

 

What does Raul Castro mean in terms for Cuba’s future role in the world? Does he represent the same obstinacy to change and opposition as embodied by his brother or could he be a reformer of any type?

 

TdA: I don’t think he represents the same obstinacy as his brother. Raul knows that the world today is different. Fidel is the king of a kingdom that failed to meet his standards. The vast majority of the world knows that. Raul will represent more the image of a melancholic past than the possibility of a socialist future. He will be like the owner of a beeper store in a world of mobile phones. People may be nostalgic, but that doesn’t mean they will buy them anymore.

 

JD: It is too early to tell whether Raul will change Cuba.  For now he has shown that stability and continuity are priorities. Some say he is interested in economic reform. But the Cuban government always sought to develop economically and reform is part of that.

 

What will the EU delegation heading to Cuba  this week hope to achieve?

 

TdA: They will hope to understand the new structure of the Cuban government. They will ask themselves questions: to what extent is Fidel still the boss? What is the public opinion towards Raul? How modern and effective is Carlos Lage? How the population is dealing with this new period? I believe these are the key questions the EU officials are aiming to answer.

 

JD: I think the main aim for the EU delegation is to restart a constructive dialogue with Cuba.

 

Raul Castro is not a young man. When it is his time to step down, are there any young potential leaders-in-waiting and if so, who are they, what are their beliefs? Are they young revolutionaries or is there a movement for democratic change just waiting to claim Cuba once the old guard is gone for good?

 

TdA: Carlos Lage is the strongest at the moment. He is only 56; an open-minded, admirer of the Chinese economy and one who is aware of the difficulties of his country. Between Fidel, Raul and Lage, he is the one that knows the world he lives in. He can differentiate between utopia and realism.

 

JD: There is much speculation as to what might or might not happen but Cuba has demonstrated time and again that it will not be dictated to by the US or Europe and it resists pressure. Many thought that finally Carlos Lage, economically liberal and moderate in the government, would have received a more prominent role. But he did not. Whether this will change in time, we will just have to wait and see.


AuthorInterviews: Nick Amies

© Deutsche Welle

Entrevista Exclusiva: Senador Cristovam Buarque comenta conflito entre Venezuela, Colômbia e Equador

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Entrevista, Equador, Venezuela on março 5, 2008 at 7:05 pm

A Arko América Latina, em entrevista exclusiva, conversou com o presidente da CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte), senador Cristovam Buarque (PDT-DF), também membro da CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional), a respeito do conflito ocorrido essa semana entre a Colômbia e o Equador. No último sábado, uma operação militar colombiana deu início à crise em território equatoriano. Na operação, os colombianos mataram um dos comandantes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes.Arko América Latina: A morte do líder número dois na hierarquia das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, gerou uma crise diplomática de grandes proporções para Venezuela, Equador, e Colômbia. No seu entendimento, que conseqüências isso terá na relação entre essas nações? Haverá um rompimento definitivo?

Cristovam Buarque: A crise além de diplomática também é militar, e é muito séria. O governo do Equador, por um lado, tem de dar uma resposta à opinião pública do seu país, bem como aos países vizinhos. A Colômbia, por outro lado, se vê numa posição geográfica fragilizada: Equador de um lado, Venezuela do outro, e às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) dentro do seu território. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, está tentado a pedir a ajuda dos EUA, o que poderá fazer a situação sair de controle, provocando manifestações frente à embaixada norte-americana.

AAL 2: Alguns analistas sustentam que a ameaça de Chávez sobre uma eventual “guerra latino-americana” tem como objetivo buscar uma união interna de seus partidários. O senhor concorda com isso? Por quê?

CB: Desde as pequenas guerras já ocorridas em nosso continente (a do Paraguai, Chile-Bolívia e Peru-Equador), não há registro de algo tão sério como essa ameaça de guerra na América Latina. É comum essa iniciativa do Chávez em tentar uma união interna de seus partidários. Na história, até mesmo recente, há precedentes para isso. Veja o caso da guerra do Iraque, na qual o presidente americano Bush se valeu desse incidente para unir o seu país. Há também o exemplo da reestruturação econômica na Argentina, onde a forte crise ocorrida no país serviu para unir os seus cidadãos.

AAL 3: Na posição de maior país da América do Sul, como o senhor avalia a atuação do Brasil no conflito?

CB: Em primeiro lugar, acredito que o Brasil não deva entrar sozinho nesse conflito latino-americano. Em segundo, é preciso aproveitar a liderança do nosso presidente Lula e do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para atrair países a apoiá-los diante desse cenário.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA EXCLUSIVA: SENADOR FLEXA RIBEIRO (PSDB-PA)

In Brasil, Entrevista on dezembro 6, 2007 at 5:18 pm

Três dias após a derrota do presidente Hugo Chávez no referendo popular sobre seu projeto de reforma constitucional, que pretendia abrir caminhos para a implementação do socialismo no país, a Arko América Latina entrevistou o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) sobre o cenário político-econômico da Venezuela e sua repercussão no continente.Flexa Ribeiro é engenheiro civil e membro da CI (Comissão de Serviços de Infra-Estrutura), CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), CDR (Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo), entre outras. Forte defensor do desenvolvimento regional em seu estado, o parlamentar levanta a bandeira das hidrovias e se preocupa também com a questão energética.

ARKO AMÉRICA LATINA: Senador, após os últimos acontecimentos envolvendo o presidente Hugo Chávez (Venezuela) e o Congresso brasileiro, o ingresso da Venezuela como membro-pleno do Mercosul está inviabilizado? Por quê? Qual o posicionamento dos senadores brasileiros a respeito desse assunto?

FLEXA RIBEIRO: O ingresso da Venezuela no Mercosul não está inviabilizado. Entretanto, para ser aceito no bloco, qualquer país pleiteante deve preencher requisitos em termos econômicos e políticos, adequando-se aos princípios do Mercosul. Nesse sentido, requisito básico é que seja um regime democrático.

Infelizmente, a situação venezuelana tem indicado o enfraquecimento da democracia naquele país, com restrições aos direitos civis e políticos, à liberdade de expressão e mesmo à livre iniciativa. Ora, inadmissível que, a curto prazo, seja aceito um regime não-democrático no Mercosul. Desse modo, no caso específico da Venezuela, enquanto ali persistir o modelo chavista-autoritário, será difícil encontrar apoio nesta Casa para a admissão no bloco.

Registre-se, ademais, que o presidente Chávez tem feito ameaças ao Congresso e atacado o Senado brasileiro como se o Poder Legislativo de nosso país fosse marionete do mandatário venezuelano.

Portanto, acho pouco provável que, em curto espaço de tempo, haja condições favoráveis para o ingresso da Venezuela ser aprovado no Senado. O mais provável é que o processo fique suspenso até que a democracia seja restabelecida naquele país. Oxalá isso ocorra o mais brevemente possível.

AAL: Como o senhor avalia a reforma constitucional venezuelana que, entre outras coisas, estabelece a reeleição ilimitada para presidente, a proibição da autonomia do Banco Central, a transformação da propriedade privada em social e a redução da jornada de trabalho de 8 para 6 horas diárias?

FR: O que se percebe com a reforma constitucional é a tentativa de consolidação de um regime autoritário e populista na Venezuela. Se forem aprovadas essas reformas, a ditadura chavista naquele país estará “legalizada”, com graves prejuízos para os venezuelanos e repercussão nefasta para o continente como um todo.

Veja que essas mudanças estão na contramão da lógica hoje seguida pela maioria dos países do mundo, ao menos se considerarmos Estados democráticos e, em especial, aqueles que estão em busca do desenvolvimento. Assim, caso tal reforma constitucional – que prevê uma série de medidas retrógradas – venha, de fato, a se concretizar, não apenas os valores democráticos, mas também o desenvolvimento da Venezuela estará seriamente comprometido.

AAL: A política externa brasileira, em 2003, tinha o objetivo de transformar o presidente Lula num porta-voz dos países desenvolvidos junto às grandes potências. A principal bandeira utilizada era o combate à fome no mundo. Hoje, temos uma mudança de foco. Lula apresenta-se como o representante do biocombustível. Como o senhor avalia a política externa do atual governo?

FR: A política externa do governo Lula é o reflexo da falta de foco nas ações deste governo. A opção pelo biocombustível é louvável e de grande importância para o País. Entretanto, deveria ser abraçada com mais convicção, com planejamento claro e ordenado e com medidas efetivas e eficazes para levar o Brasil à posição de destaque no concerto das nações.

De maneira geral, a política externa de Lula tem revelado grande fragilidade do Brasil nas relações internacionais, marcadamente em virtude das humilhações sofridas, por exemplo, com a questão boliviana. E, ao invés de reagir, com força, em defesa dos interesses brasileiros no exterior, o Governo Lula mostra-se omisso. Surpreende, mesmo, o anúncio de maiores investimentos na Bolívia, depois de toda a afronta que o Brasil sofreu e vem sofrendo pelo Governo Morales. Acrescente-se a isso a conduta do Presidente Lula de apoiar incondicionalmente Hugo Chávez, mesmo quando aquele age de forma atentatória a princípios democráticos basilares e a premissas fundamentais de boa convivência nas relações internacionais.

Falta rumo para a política externa de Lula. Falta preocupação com os interesses nacionais. Falta altivez no cenário sul-americano. Falta competência para defender os brasileiros no exterior.

AAL: Na América Latina, estamos assistindo a uma onda de “continuísmos”. Na Venezuela, Chávez caminha para ser reeleito de forma ilimitada. No Equador, e na Bolívia o mesmo poderá ocorrer. Na Colômbia, Uribe cogita a possibilidade de um terceiro mandato. Caso esse cenário se mantenha até 2010, existe a possibilidade de uma reforma constitucional passar pelo Congresso e dar chance a Lula concorrer mais uma vez?

FR: Apesar da vontade do governo de que haja um terceiro mandato, a aprovação da questão é improvável. Outro ponto a destacar é que o presidente Lula, em alguns momentos, nega a intenção de disputar um outro mandato, mas não o faz de forma enfática e nem deixa claro aos parlamentares de seu partido que essa questão sequer deve ser posta em discussão.

Trata-se, de fato, de um grande teste para nossa democracia. Se ocorrer, as conseqüências serão desastrosas e poremos em risco todo o processo democrático construído nas últimas décadas. Um terceiro mandato seria o sinal de que o Brasil não conseguiu preservar sua democracia.

Muito arriscado, ademais, o argumento de que é o povo que deve escolher sobre um terceiro mandato. Regimes autoritários se formaram e se sustentaram sob o argumento de que o faziam em nome do povo. Um terceiro mandato, portanto, é retrocesso político-institucional em nosso País.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA: SEN. CRISTÓVAM BUARQUE (PDT-DF): “O que vai acabar com Chávez é o desabastecimento ou a guerra civil”

In Brasil, Entrevista, Venezuela on novembro 27, 2007 at 11:17 am

A Arko América Latina, em entrevista exclusiva nesse fim de semana, lançou três perguntas ao senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), presidente da Comissão de Educação do Senado Federal. Ele esteve na semana passada em Caracas.

ARKO AMÉRICA LATINA: Chávez é um ditador?

CRISTÓVAM BUARQUE: Ainda não. É autoritário. Os jornais e TVs que existem dizem o que querem, mas ele governa só, sem pontes com os diferentes setores da sociedade. Percebi lá que eles fazem uma confusão. Acham que ser contra a reforma da Constituição é ser contra Chávez. E a oposição erra também ao achar que ser a favor da reforma da Constituição é ser contra ela, a oposição. Vou fazer uma previsão: o que vai acabar com Chávez é o desabastecimento ou a guerra civil.

AAL: O que o Senhor acha da opinião dos embaixadores Rubem Barbosa e Rubens Ricupero, para quem a discussão é técnica (negociação do protocolo de adesão ao Mercosul, que a Venezuela descumpre) e não política (respeito à democracia)?

CB: Essa discussão jamais apareceu no Parlamento do Mercosul, a cujas reuniões tenho sempre comparecido. Se for mesmo assim, a gente deve exigir isso dele, pois não temos discutido nem se ele é democrata nem se está cumprindo sua parte nas negociações técnicas. Mas sou a favor da entrada do país no Mercosul.

AAL: O Senhor acha que Lula, como Chávez, desmoraliza a democracia?

CB: Lula desmoraliza a esperança. Quem desmoraliza a democracia somos nós todos – políticos, juízes, imprensa – ao ignorarmos propostas alternativas. Lula disse no passado que o Congresso era formado por 300 picaretas e hoje se comporta como um dos políticos mais tradicionais.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)