Thiago de Aragao

Archive for the ‘Cuba’ Category

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In América Latina, America Central, Argentina, Artigos, Banco do Sul, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Costa Rica, Cuba, Entrevista, Equador, Especial, EUA, México, Mercosul, Panama, Paraguai, Peru, Sugestão de Leitura, Uruguai, Venezuela on outubro 24, 2008 at 12:41 pm

Caros Leitores,

O Blog Visao Latino-Americana mudou de endereco! Ele esta muito mais moderno e bonito! As informacoes serao atualizadas no novo site; WWW.THIAGODEARAGAO.COM.BR 

Aguardo a visita de voces, com criticas, sugestoes e participacoes! Quem desejar submeter artigos, serao muito bem vindos!

Logo todo o arquivo estara no novo site: http://www.thiagodearagao.com.br

Abraco,

 

Thiago de Aragao

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CUBA: Raúl Castro implementará nova reforma

In Cuba on abril 14, 2008 at 6:09 pm

Com o objetivo de permitir que os trabalhadores recebam melhores rendimentos, Cuba reformará seu sistema de salários. O anúncio foi feito pelos meios de comunicação da ilha, segundo a agência Afp.

A implementação de mais uma reforma está sendo interpretada como uma tentativa do presidente de Cuba, Raúl Castro, de melhorar o desempenho econômico do país.

Pela primeira vez desde a chegada do Castrismo ao poder, não haverá mais limites para os recebimentos dos funcionários. De acordo com o economista Ariel Terrero, “os salários passarão a depender da produtividade”.

Desde que o ex-presidente Fidel Castro havia chegado ao poder em 1959, o país adotou um regime de controle de salários alegando que isso era importante para a igualdade.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA: Europa vê com cautela possibilidades de mudança em Cuba

In Cuba, Entrevista on março 17, 2008 at 6:15 pm

A DW-WORLD.DE consultou três especialistas em política externa sobre a nova fase das relações entre Havana e a UE, após a abdicação de Castro. Dentre eles, o brasileiro Thiago de Aragão.

Quando Fidel Castro entregou o cargo de presidente de Cuba, em janeiro último, após 49 anos no poder, uma pergunta atravessou toda a comunidade internacional. Pode-se esperar mudança democrática, acompanhando a reviravolta da abdicação?

 

Uma delegação da União Européia parte para Havana a fim de constatar se a atmosfera local permitirá a sobrevivência de relações normalizadas e de engajamento. A DW-WORLD.DE conversou com três especialistas sobre as perspectivas de uma nova aproximação entre Havana e Bruxelas.

 

Observação e monitoração

 

O brasileiro Thiago de Aragão é pesquisador associado do Foreign Policy Center, um think tank europeu sediado em Londres. Em entrevista a ele classificou a relação entre a União Européia e Cuba, até agora, como de “observação e monitoração”, sendo mais próxima com a Espanha, por razões óbvias.

 

Juan Diaz concorda, acrescentando a relação com a Itália. Ele é diretor do projeto CSS de Mediação Integrativa, do Ministério alemão das Relações Exteriores. Karen Smith, docente da London School of Economics, ressalva que a UE nunca teve o que se possa intitular “relações institucionalizadas” com o país de Castro.

 

Segundo Aragão, nos anos mais recentes o dirigente cubano haveria se tornado mais flexível no tocante ao diálogo internacional. Contudo, segundo Diaz, “toda vez que a UE se abre para Cuba, emitindo sinais, Cuba parece achar um jeito de complicar a situação”.

 

O calo da democracia

 

Quanto às principais áreas de conflito entre Bruxelas e Havana, Diaz e Smith apontam a democracia e os direitos humanos, especificamente a detenção de dissidentes. Diaz destaca ainda as críticas constantes de Fidel Castro ao chefe da diplomacia da UE, Javier Solana. “Isso torna difícil para a UE implementar um diálogo. Mas ela continua tentando.”

 

Já o especialista brasileiro observa, cético: “Quando a União Soviética morreu, Cuba também morreu para a maioria dos governos europeus”. Assim, as expectativas de abertura democrática na ilha caribenha “jamais ultrapassaram o nível retórico”.

 

“Acredito que a política da UE em relação a Cuba é parcialmente ligada à estadunidense […] em termos de valores democráticos. Por outro lado, a política praticada pelos EUA é uma herança da Guerra Fria”, especifica Thiago de Aragão.

 

Castro não está morto

 

Os três peritos em política externa concordam que o mundo vê na abdicação de Castro uma possibilidade de realinhar interesses, sobretudo no tocante à democracia.

 

Juan Diaz crê que a UE “procura assistir o povo de Cuba a desenvolver sua sociedade. E, aos olhos dos europeus, “valores democráticos, respeito pelos direitos humanos e liberdade econômica sejam parte deste desenvolvimento”.

 

Segundo Karen Smith, se há possibilidade de mudança, esta será lenta. E é uma “oportunidade para não ter que pressionar demais no sentido da democratização, pois a liberalização já está ocorrendo, e ninguém quer colocá-la em risco”.

 

Aragão fala de uma “oportunidade revitalizada de reiniciar conversações”. Porém adverte: “Devemos lembrar que [Castro] está abdicando, mas não está morto. Mesmo longe do cargo, ele continua decidindo em Cuba. O capitão do navio pode mudar, mas enquanto [Castro] estiver vivo, o curso continuará bem o mesmo”. (na/av)

Após 4 anos, México e Cuba retomam relações políticas e comerciais

In Cuba, México on março 17, 2008 at 4:06 pm

A chanceler do México em Cuba, Patrícia Espinosa, afirmou que os dois países prometeram ontem recompor as relações políticas e comerciais que estavam deterioradas desde 2004 devido a divergências entre os ex-presidentes Fidel Castro (Cuba) e Vicente Fox (México).O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, disse que “as relações entre México e Cuba estão plenamente normalizadas e que se abre uma etapa de cooperação, de renovação da amizade histórica e apoio recíproco que existiu entre nossos países”.

A retomada das relações entre os países ocorreu durante o encontro de Espinosa com o ministro cubano. Na oportunidade, executivos do Banco de Comércio Exterior do México e do Banco Central de Cuba assinaram convênios para estimular o desenvolvimento comercial.

Como o presidente cubano, Raúl Castro, tenta passar para a comunidade internacional a mensagem que a ilha está em uma fase de mudanças, a retomada das relações com o México é importante para dar atributos à nova imagem pretendida para Cuba.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CUBA: “Mais do Mesmo”

In Cuba on fevereiro 28, 2008 at 11:27 am

A saída de Fidel Castro do posto de “Comandante Chefe” do governo cubano não representa a mudança que muitos esperam. Sua saída voluntária do governo demonstra que a política dos EUA de pressionar Cuba por 50 anos não funcionou. Fidel resolveu sair porque sua condição física não suportava mais e não por pressão de Washington.A entrada de Raúl Castro representa o continuísmo. Informações diretas da ilha garantem que Raul é menos flexível do que seu irmão, menos carismático e não terá medo de adotar fortes medidas para diminuir a onda de “oba-oba” que se instalou na mídia internacional desde que Fidel anunciou seu afastamento.

Simbolicamente, a saída de Fidel do posto político mais alto do país é um grande feito. Sendo uma das figuras do século XX, Fidel é o único personagem ativo de um mundo polarizado e tenso. Sua imagem, hoje, vale mais do que suas mensagens e sua capacidade de convencimento. Em um mundo onde as idéias socialistas do passado são consideradas utópicas e às vezes até ridículas (principalmente tendo Hugo Chávez como principal porta-voz do socialismo pré-89), Fidel era a lembrança de um mundo que não prosperou, que não soube perder.

Cuba se manterá como está durante algum tempo. Raúl Castro é apenas cinco anos mais novo do que Fidel e com uma saúde longe do ideal. Seu legado não resistirá muito tempo. Por mais que a ilha continue dentro do “mais do mesmo”, Raúl Castro representa uma substituição aos 43 minutos do segundo tempo, de um jogo perdido há 19 anos.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

MERCOSUL: Lula quer apoio do bloco para Cuba não voltar a ser um cassino

In Brasil, Cuba, Mercosul on fevereiro 28, 2008 at 11:25 am

Os investimentos para exploração de gás natural na Bolívia só vão surtir efeito daqui a quatro anos, em 2012. A afirmação foi feita pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista concedida a um programa de TV argentino, segundo a BBC Brasil. “A Bolívia tem muito gás, mas esse gás precisa ser explorado. E para ser explorado tem que ter investimentos, e o resultado destes investimentos não aparece no dia seguinte. Até 2012, vamos ter que tirar quase que da própria pele para atender às necessidades do mercado argentino, do mercado brasileiro”, afirmou Lula.Para o brasileiro, até 2012 deverá ser produzido o equivalente a 73 milhões de metros cúbicos de gás. Hoje, essa produção está em torno de 45 milhões. A declaração de Lula foi dada à emissora Todo Notícia. No entendimento do presidente, o problema energético é estrutural e não conjuntural.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Hillary Clinton colocará condições para relações com Venezuela e Cuba

In Cuba, EUA, Venezuela on fevereiro 28, 2008 at 11:24 am

A pré-candidata a presidente dos EUA, Hillary Clinton, criticou a postura de seu colega de partido, senador Barack Obama, em relação à política externa norte-americana para Cuba, Venezuela e Irã. De acordo com ela, Obama não dispõe de experiência em política internacional. Numa tentativa de se diferenciar de seu concorrente, Hillary disse que não manterá relações com líderes do Irã, Coréia do Norte, Venezuela ou Cuba sem condições prévias.Para Hillary, os EUA não podem agendar encontros com líderes dessas nações porque estaria legitimando estes regimes e debilitando o prestígio norte-americano. Diferentemente de Hillary, Obama acredita que os EUA não devem temer o diálogo com seus inimigos. No entanto, entende que ele devem ocorrer com cuidados preparatórios.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Brasil pode ser uma alternativa à dependência de Cuba da Venezuela

In Brasil, Cuba, Venezuela on fevereiro 22, 2008 at 10:39 am

O Brasil poderá ser uma alternativa à dependência de Cuba da Venezuela, afirmou ontem o jornal americano Washington Post em um artigo que comenta a “política punitiva fracassada” dos EUA em relação à ilha. As informações foram divulgadas pela BBC Brasil.A pesquisadora do Lexington Institute, Anya Landau French,

e autora do artigo “Nossa fracassada política de punição”, cita o Brasil como exemplo de países que, ao contrário dos EUA, optaram por manter relações construtivas com Cuba e poderiam se beneficiar com isso. Segundo French, Venezuela, China, Canadá, Espanha e Brasil têm, hoje, presença robusta na ilha, e por isso o próximo presidente americano deve retomar algum tipo de relação com o país para não ficar a ver navios. “A renúncia do presidente cubano Fidel Castro, em seus próprios termos, anunciada na terça-feira (19), demonstrou que os esforços dos EUA para isolar o país e derrubar seu governo socialista fracassaram”, ressaltou a autora.

Ela recomenda também medidas para que o próximo presidente americano aumente a influência dos EUA em Cuba em nome da segurança nacional do país: “diminuir o fluxo de imigrantes ilegais; aumentar a segurança em torno da base americana de Guantánamo; impedir nas águas territoriais cubanas o trânsito de traficantes de drogas que seguem para os EUA; e proteger a costa da Flórida de danos ambientais causados pela exploração estrangeira de petróleo nas águas cubanas.”

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CUBA: Ex-ministro brasileiro diz que saída de Fidel abrirá economia na ilha

In Cuba on fevereiro 22, 2008 at 10:35 am

A renúncia de Fidel Castro do poder em Cuba abrirá áreas da economia na ilha que antes não estavam abertas ao capital estrangeiro, afirmou ontem o ex-ministro-chefe da casa Civil brasileira, José Dirceu, em entrevista à rádio Eldorado. Segundo ele, o país se apóia basicamente no turismo e exportação de serviços médicos, mas é rico em minerais como o níquel e o calcário. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.Dirceu disse que Cuba tem uma das maiores reservas de calcário das Américas, e por isso pode ser um grande exportador de cimento, apesar de exigir muita energia. No entanto, ele lembrou que a questão energética melhorou muito com o apoio da Venezuela na reestruturação do setor.

O ex-ministro brasileiro, durante o seu exílio, trabalhou, recebeu treinamento militar, estudou na ilha e lá fez uma cirurgia plástica para alterar sua aparência. Retornou ao Brasil, definitivamente, em 1980, com a anistia política.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CUBA: Cubanos residentes em Miami evitam otimismo com futuro da ilha

In Cuba on fevereiro 21, 2008 at 10:57 am

Serenidade e ceticismo. Essa foi a reação dos exilados cubanos residentes em Miami (EUA), após Fidel Castro renunciar a presidência de Cuba. Na avaliação feita pelos exilados, não haverá grandes mudanças na ilha. Em entrevista concedida à agência Efe, Tony Alfonso (ex-professor da uma escola) “é o fim de uma era, a era Fidel Castro. Porém, não é o final do castrismo porque Raúl Castro representa o continuísmo”. De acordo com Alfonso, “Raúl fará pequenas mudanças para manter-se no poder”.A avaliação desse exilado vai no mesmo sentido da realizada por analistas, ou seja, as mudanças a serem realizadas serão tímidas. Além disso, o professor Jaime Suchlicki (professor da Universidade Miami) acredita que “poderá ocorrer um aumento da repressão interna para conter reações populares que desejam mudanças”.

Outra situação que não pode ser descartada é o maior interesse do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na transição cubana. Por ser o maior representante do sentimento anti-americano na América Latina, o Chávez deverá ter mais interesse em Cuba devido à representatividade de seu símbolo para a esquerda na região.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)