Thiago de Aragao

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O DEPUTADO DO PSDB – RS, JÚLIO REDECKER

In Entrevista on julho 19, 2007 at 6:16 pm

Como forma de prestar uma homenagem ao deputado e familiares, estamos reproduzindo a entrevista concedida por Redecker a Arko América Latina no dia 27/04 que traz contribuições muito válidas para a compreensão da situação latino-americana.

“A licenciosidade da política externa brasileira em relação à política autoritária dos Presidentes venezuelano Hugo Chávez e boliviano Evo Morales só traz prejuízos econômicos e perda de prestígio político internacional”.

A avaliação é do líder da minoria na Câmara do Deputados, Júlio Redecker (PSDB-RS). Nesta entrevista exclusiva à Arko América Latina, o parlamentar critica a política externa e a diplomacia do governo Lula, especialmente com os países vizinhos, e aponta a ALCA como a melhor alternativa ao Brasil.

ARKO AMÉRICA LATINA: Qual sua avaliação sobre a política externa do governo Lula?

JÚLIO REDECKER: As premissas da política externa brasileira estão erradas. O Brasil reconhece a China como economia de mercado e impede o andamento dos acordos junto à ALCA e União Européia. Ao mesmo tempo, não realiza o aprofundamento do Mercosul, que está praticamente abandonado.

AAL: O senhor vê alguma viabilidade na parceria que o Brasil tenta fechar com os EUA? O que isso traria para o Brasil e como seu partido percebe os lucros partidários?

JR: O Brasil tem nos Estados Unidos o seu maior parceiro comercial. A ALCA abriria mais mercados e oportunidades de comércio e essa, talvez, seja a melhor parceria. Incrementar o comércio, criando mercados aos produtos brasileiros, inclusive o etanol, é necessário. Contudo, é preciso respeitar as leis ambientais, gerar emprego e renda, pois esse é motor da economia de qualquer País. Os lucros nunca devem ser partidários, mas sim, da Nação, com democracia econômica e inclusão social.

AAL: Quais problemas que o senhor aponta como cruciais na projeção da política brasileira?

JR: A falta de governo do próprio governo, seu descontrole gerencial. O presidente é bom político e um mau gerente. Não há esforço na melhoria do gasto público e diminuição do custo do poder público, constantemente transferido para o bolso do contribuinte. É sempre a mesma história: mais tributos e menos serviços de qualidade para a população.

AAL:Hoje, o Brasil administra relações aparentemente tensas com dois países vizinhos: Venezuela e Bolívia. Para o senhor, a forma como o país vem conduzindo essas relações é adequada ou deveria partir para uma política mais ofensiva?

JR: A licenciosidade da política externa brasileira em relação a esses países só traz prejuízos econômicos e perda de prestígio político internacional. Cada vez que o presidente fala que Chávez é um grande parceiro, isso é ruim para o Brasil. Como fez na reunião de líderes no Chile, que está em andamento naquele País. Tudo porquê Lula prestigia uma liderança nefasta, que só trás prejuízos à Amércia Latina ao defender e protagonizar um governo anti-democrático e na contramão da história.

AAL: Fala-se muito que Hugo Chávez tenta ser o líder do continente. Que efeitos para imagem do Brasil traria algo como isso?

JR: Líder autoritário, que restringe os direitos de seu povo e impede o exercício da democracia, não deve ser levado a sério. Basta o Brasil não seguir seu exemplo e Lula parar de prestigiá-lo a cada encontro de presidentes sul-americanos.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

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