Thiago de Aragao

Archive for 15 de julho de 2007|Daily archive page

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O SENADOR MOZARILDO CAVALCANTI (PTB-RR)

In Entrevista on julho 15, 2007 at 10:23 pm

Para o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), a política externa brasileira precisa deixar de lado a exclusiva promoção de intercâmbio cultural e acordos meramente diplomáticos e partir para uma estratégia mais agressiva na conquista de mercados. Nesta entrevista exclusiva à Arko América Latina, o parlamentar analisa a atuação internacional do Governo Lula, especialmente no continente latino-americano.

ARKO AMÉRICA LATINA: Qual sua avaliação sobre a política externa brasileira?

MOZARILDO CAVALCANTI: Acho positiva. Ela tem avançado bastante, não é unilateral e não tem viés ideológico. Para mim, isso é fundamental.

AAL: Para o senhor existe algum entrave que deve ser superado?

MC: Acho que falta maior agressividade comercial. A nossa diplomacia tem que ser mais comercial e não só a relação puramente diplomática, de intercâmbio cultural ou de outra ordem.

AAL: Qual sua análise sobre o Mercosul? O Brasil tem uma atuação satisfatória?

MC: Acho que o Mercosul avança. É um mecanismo de difícil implantação. São peculiaridades muito diferentes. Ao longo do tempo, como dizem nossos vizinhos, que vivíamos de costas para o outro. Essa política vem mudando e agora se desenha de maneira mais sólida. Há muito obstáculo a se vencer ainda.

AAL: Hugo Chávez (presidente da Venezuela) e Evo Morales (presidente da Bolívia) se consolidam no continente sob a bandeira do socialismo e com discursos favoráveis à nacionalização de empresas importantes para o desenvolvimento econômico. Qual a sua perspectiva sobre a relação do Brasil com esses dois países?

MC: Com relação à Venezuela, não vejo problema algum. Podemos divergir sobre a política interna. No entanto, nisso não podemos interferir. Sobre a Bolívia, o que há é um ajuste interno. Secularmente, muitos países exploravam os recursos da Bolívia de uma forma que era desvantajosa para a nação boliviana. A atitude do Evo Morales demonstra que ele quer tirar um atraso de séculos em curto tempo.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

Anúncios

ARGENTINA: Menem e Rodríguez Saá querem expulsão de Néstor e Cristina do PJ

In Argentina on julho 15, 2007 at 10:21 pm

De acordo com a agencia EFE o ex-presidentes da Argentina, Carlos Menem e Adolfo Rodríguez Saá, defenderam a expulsão de Néstor e Cristina Kirchner do Partido Justicialista. Na opinião dos dois ex-presidentes, Néstor e Cristina, são integrantes de outro partido, a Frente para a Vitória (criado pelo atual presidente em 2003).

Em declaração a imprensa, Menem afirmou: “eles deixaram de ser justicialistas, com a criação da Frente para a Vitória”. Para que a expulsão seja efetivada, Menem e Saá apresentaram um documento junto ao tribunal de disciplina do PJ (Partido Justicialista).

Os dois ex-presidentes argentinos estão buscando uma forma de excluir o kircherismo das fileiras do partido para não perder o espaço que está sendo ocupado por Néstor e Cristina Kirchner.

Como, atualmente,o peronismo não dispõe de nomes alternativos, o casal Kirchner está dominando a legenda e ameaçando figuras históricas, tais como, Menem e Saá.

Assim, com a expulsão deles um espaço seria aberto dentro do peronismo sendo ocupado por algum político de oposição ao atual governo.

Conforme podemos ver está ocorrendo dentro do partido o velho conflito de elites inerentes a qualquer organização, na medida em que, o kirchnerismo está mais forte que o peronismo.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

PERU: Para população, cenário econômico é regular

In Peru on julho 15, 2007 at 10:20 pm

De acordo com pesquisa de satisfação sobre o governo feita pela Universidade de Lima, a situação do país não pode ser considerada das melhores. Para 55,3% dos entrevistados, o cenário econômico é regular; 30,1% o consideram ruim ou muito ruim. Somente 14,5% o avalia como bom ou muito bom.

Sobre as expectativas, 29,4% acha que no período de um ano a situação irá melhorar. Em junho, 34,7% pensava desta maneira. Na avaliação de 35,4%, as coisas permanecerão da mesma forma e para 27,3% irão piorar. Completando a pesquisa, para 22,1% a economia familiar melhorou, já 50,3% analisam que é a mesma e 25,4% pensam que piorou no último ano.

Apesar da população avaliar o momento econômico atual como apenas “regular”, esse continua sendo o bastião do governo de Alan Garcia. Se, politicamente este não avança muito em matérias delicadas como infra-estrutura e reformas essenciais que necessitariam ser aprovadas no Congresso (como Trabalhista e Previdenciária), economicamente o país está em uma situação de crescimento constante. No entanto, esse crescimento econômico não vem demonstrando uma visível melhora na vida da população. Garcia aguarda a conclusão do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os EUA, para poder aumentar o volume de exportações e beneficiar as indústrias do país por meio de incentivos fiscais. Segundo Garcia, esse processo é vital para a geração de empregos e o desenvolvimento da indústria peruana.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

EUA condiciona acordo com o Mercosul a exclusão da Venezuela

In EUA, Mercosul, Venezuela on julho 15, 2007 at 10:17 pm

Durante sua passagem pelo Brasil, o subsecretário de Estado norte-americano para Assuntos Políticos, Nicholas Burns, classificou o Brasil como o melhor parceiro dos EUA na América Latina.
Esse bom relacionamento está ligado ao acordo de cooperação firmado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e George W. Bush (EUA) para a produção do biocombustível.

Burns aproveitou esse estreitamento das relações para tentar isolar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Segundo ele, “um possível acordo dos EUA com o Mercosul dependerá da exclusão dos venezuelanos como sócio pleno do Bloco”.

De acordo com Burns, “a agenda dos EUA, Brasil, Argentina, Chile, Peru, Equador, Bolívia, Uruguai e Paraguai é a agenda da democracia”. Já, segundo o subsecretário, “a política de Chávez caracteriza-se pelo medo e pela divisão”.

Assim, a política externa norte-americano busca aproximar-se da América Latina para conter os avanços de Hugo Chávez e, ao mesmo tempo, reduzir a rejeição externa e interna a guerra no Iraque.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)