Thiago de Aragao

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ARGENTINA: Mais um caso de corrupção atinge o governo Kirchner

In Argentina on julho 23, 2007 at 1:18 am

Depois de Felisa Miceli (ex-ministra da Economia), outra ministra do governo Kirchner está sendo acusada de corrupção. A ministra da Defesa, Nilda Garré, está sendo intimada por um suposto contrabando de peças de fuzis FAL para uma empresa dos EUA. De acordo com a agência AFP, a justiça argentina investiga uma exportação de peças de fuzis para a empresa Connecticut (EUA) de propriedade de um ex-militar argentino.

O carregamento (que possui a assinatura da ministra) ficou retido na alfândega porque o preço declarado foi considerado inferior ao real. A ministra contra-argumenta afirmando que “em função da campanha eleitoral a questão está sendo superdimensionada pela justiça argentina”.

Pelos últimos acontecimentos, o tema da corrupção deverá entrar com força na disputa eleitoral. A oposição que estava sem discurso deverá fazer uso da campanha negativa para desgastar o kircherismo. A grande incógnita é saber como a oposição conseguirá vender propostas para o eleitorado, pois apenas com campanha negativa não se ganha eleição. A aposta do governo será que a questão da corrupção esfrie até a disputa de outubro.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

ARGENTINA: INDEC confirma crescimento de 8,2%

In Argentina on julho 23, 2007 at 1:17 am

De acordo com o INDEC (Instituto Nacional de Estatística de Censos), mesmo com a escassez de gás natural e energia elétrica, a Argentina registrou um crescimento econômico de 8,2% no mês de maio.

Embora esse índice tenha sido confirmando oficialmente somente ontem, isso já havia sido antecipado de forma extra-oficial pelo presidente Néstor Kirchner em ato na Casa Rosada. Com isso, o índice ficou acima das projeções dos analistas econômicos que acreditavam num crescimento de 7,7%.

A notícia é importante para o governo Kirchner, pois, mesmo com os escândalos de corrupção que vem atingindo o governo, a atividade econômica segue em alta, fazendo com que a população tenha condições de vida melhores e diminuindo eventuais insatisfações com a atual gestão.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O DEPUTADO DO PSDB – RS, JÚLIO REDECKER

In Entrevista on julho 19, 2007 at 6:16 pm

Como forma de prestar uma homenagem ao deputado e familiares, estamos reproduzindo a entrevista concedida por Redecker a Arko América Latina no dia 27/04 que traz contribuições muito válidas para a compreensão da situação latino-americana.

“A licenciosidade da política externa brasileira em relação à política autoritária dos Presidentes venezuelano Hugo Chávez e boliviano Evo Morales só traz prejuízos econômicos e perda de prestígio político internacional”.

A avaliação é do líder da minoria na Câmara do Deputados, Júlio Redecker (PSDB-RS). Nesta entrevista exclusiva à Arko América Latina, o parlamentar critica a política externa e a diplomacia do governo Lula, especialmente com os países vizinhos, e aponta a ALCA como a melhor alternativa ao Brasil.

ARKO AMÉRICA LATINA: Qual sua avaliação sobre a política externa do governo Lula?

JÚLIO REDECKER: As premissas da política externa brasileira estão erradas. O Brasil reconhece a China como economia de mercado e impede o andamento dos acordos junto à ALCA e União Européia. Ao mesmo tempo, não realiza o aprofundamento do Mercosul, que está praticamente abandonado.

AAL: O senhor vê alguma viabilidade na parceria que o Brasil tenta fechar com os EUA? O que isso traria para o Brasil e como seu partido percebe os lucros partidários?

JR: O Brasil tem nos Estados Unidos o seu maior parceiro comercial. A ALCA abriria mais mercados e oportunidades de comércio e essa, talvez, seja a melhor parceria. Incrementar o comércio, criando mercados aos produtos brasileiros, inclusive o etanol, é necessário. Contudo, é preciso respeitar as leis ambientais, gerar emprego e renda, pois esse é motor da economia de qualquer País. Os lucros nunca devem ser partidários, mas sim, da Nação, com democracia econômica e inclusão social.

AAL: Quais problemas que o senhor aponta como cruciais na projeção da política brasileira?

JR: A falta de governo do próprio governo, seu descontrole gerencial. O presidente é bom político e um mau gerente. Não há esforço na melhoria do gasto público e diminuição do custo do poder público, constantemente transferido para o bolso do contribuinte. É sempre a mesma história: mais tributos e menos serviços de qualidade para a população.

AAL:Hoje, o Brasil administra relações aparentemente tensas com dois países vizinhos: Venezuela e Bolívia. Para o senhor, a forma como o país vem conduzindo essas relações é adequada ou deveria partir para uma política mais ofensiva?

JR: A licenciosidade da política externa brasileira em relação a esses países só traz prejuízos econômicos e perda de prestígio político internacional. Cada vez que o presidente fala que Chávez é um grande parceiro, isso é ruim para o Brasil. Como fez na reunião de líderes no Chile, que está em andamento naquele País. Tudo porquê Lula prestigia uma liderança nefasta, que só trás prejuízos à Amércia Latina ao defender e protagonizar um governo anti-democrático e na contramão da história.

AAL: Fala-se muito que Hugo Chávez tenta ser o líder do continente. Que efeitos para imagem do Brasil traria algo como isso?

JR: Líder autoritário, que restringe os direitos de seu povo e impede o exercício da democracia, não deve ser levado a sério. Basta o Brasil não seguir seu exemplo e Lula parar de prestigiá-lo a cada encontro de presidentes sul-americanos.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

PARAGUAI: Dirigente acusa Brasil de prejudicar a economia local

In Brasil, Paraguai on julho 19, 2007 at 6:14 pm

O titular do Centro de Importadores do Paraguai, Max Haber, acusou o Brasil de tentar obrigar o Mercosul a pagar por sua falta de competitividade ante o avanço chinês, ao reajustar a tarifa externa comum do Bloco.

Disse ainda que a elevação prejudicará as confecções, pois os tecidos que importam vão ficar mais caros. “Esta medida só trará vantagem competitiva da ilegalidade em detrimento à indústria nacional e ao comércio formal”, disse ele.

Segundo o dirigente, a taxa de exportação de calçados, por exemplo, do Brasil para o Paraguai já representa 50% do total do produto e, com a medida, aumentará muito mais a dependência do país e estimulará a ilegalidade.

“Por outro lado, em relação aos têxteis, visto que nosso país é altamente dependente da importação deste artigo de fora do Bloco, e ele é utilizado pela pequena e média empresa de confecções, a elevação da tarifa significará um aumento de custo para o consumidor local, além de diminuir a competitividade para as exportações”.

No começo do mês, representantes do governo brasileiro conseguiram convencer o Paraguai a elevar de 20% para 35% a tarifa de confecções e de 18% para 30% a dos calçados.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

MÉXICO: Calderón condiciona investimentos à reforma fiscal

In México on julho 19, 2007 at 6:12 pm

O presidente do México, Felipe Calderón, apresentou ontem o PRONI (Programa Nacional de Infra-estrutura) e afirmou que “seu êxito depende da aprovação da reforma fiscal que está sendo discutida no Congresso mexicano”.

O presidente mexicano acredita que existem três cenários possíveis para que o país esteja entre as 5 maiores economias do mundo até o ano de 2030.

No primeiro deles, “parte da premissa que o país contará com recursos adicionais vindos da reforma fiscal que permitirá aumentar os investimentos em infra-estrutura”.

Existe uma segunda possibilidade (chamada de cenário inercial) onde a reforma fiscal não seria aprovada, fazendo com que o governo não disponha de recursos adicionais para investir em infra-estrutura.

O terceiro (chamado de cenário excelente) é aquele em que o México aplicaria um conjunto de reformas estruturais nas áreas trabalhista, energética e de telecomunicações, que iriam acelerar o crescimento e permitiriam maiores investimentos em infra-estrutura.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

COLÔMBIA: Eleições regionais de outubro estão sob risco

In Colômbia on julho 19, 2007 at 6:09 pm

A diretora da MOE (Missão de Observação Eleitoral), Alejandra Barrios, afirmou que existem ameaças às eleições regionais de outubro. Ela se baseia em um estudo que aponta alto risco do pleito em 13 municípios, médio risco em 42 cidades e baixo em 273.

A investigação foi feita pelas universidades Javeriana, dos Andes e de Rosário, a Corporação Novo Arco-Íris e pela MOE. Foram analisadas variáveis de fatores atípicos por uma alta ou baixa participação eleitoral; risco para a eventual manipulação de votos anulados, brancos ou cédulas não marcadas e os locais onde só um candidato captou exageradas porcentagens de votações.

A acumulação desses itens em uma mesma localidade aumenta a possibilidade de risco de irregularidade nas próximas eleições.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O SENADOR MOZARILDO CAVALCANTI (PTB-RR)

In Entrevista on julho 15, 2007 at 10:23 pm

Para o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), a política externa brasileira precisa deixar de lado a exclusiva promoção de intercâmbio cultural e acordos meramente diplomáticos e partir para uma estratégia mais agressiva na conquista de mercados. Nesta entrevista exclusiva à Arko América Latina, o parlamentar analisa a atuação internacional do Governo Lula, especialmente no continente latino-americano.

ARKO AMÉRICA LATINA: Qual sua avaliação sobre a política externa brasileira?

MOZARILDO CAVALCANTI: Acho positiva. Ela tem avançado bastante, não é unilateral e não tem viés ideológico. Para mim, isso é fundamental.

AAL: Para o senhor existe algum entrave que deve ser superado?

MC: Acho que falta maior agressividade comercial. A nossa diplomacia tem que ser mais comercial e não só a relação puramente diplomática, de intercâmbio cultural ou de outra ordem.

AAL: Qual sua análise sobre o Mercosul? O Brasil tem uma atuação satisfatória?

MC: Acho que o Mercosul avança. É um mecanismo de difícil implantação. São peculiaridades muito diferentes. Ao longo do tempo, como dizem nossos vizinhos, que vivíamos de costas para o outro. Essa política vem mudando e agora se desenha de maneira mais sólida. Há muito obstáculo a se vencer ainda.

AAL: Hugo Chávez (presidente da Venezuela) e Evo Morales (presidente da Bolívia) se consolidam no continente sob a bandeira do socialismo e com discursos favoráveis à nacionalização de empresas importantes para o desenvolvimento econômico. Qual a sua perspectiva sobre a relação do Brasil com esses dois países?

MC: Com relação à Venezuela, não vejo problema algum. Podemos divergir sobre a política interna. No entanto, nisso não podemos interferir. Sobre a Bolívia, o que há é um ajuste interno. Secularmente, muitos países exploravam os recursos da Bolívia de uma forma que era desvantajosa para a nação boliviana. A atitude do Evo Morales demonstra que ele quer tirar um atraso de séculos em curto tempo.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

ARGENTINA: Menem e Rodríguez Saá querem expulsão de Néstor e Cristina do PJ

In Argentina on julho 15, 2007 at 10:21 pm

De acordo com a agencia EFE o ex-presidentes da Argentina, Carlos Menem e Adolfo Rodríguez Saá, defenderam a expulsão de Néstor e Cristina Kirchner do Partido Justicialista. Na opinião dos dois ex-presidentes, Néstor e Cristina, são integrantes de outro partido, a Frente para a Vitória (criado pelo atual presidente em 2003).

Em declaração a imprensa, Menem afirmou: “eles deixaram de ser justicialistas, com a criação da Frente para a Vitória”. Para que a expulsão seja efetivada, Menem e Saá apresentaram um documento junto ao tribunal de disciplina do PJ (Partido Justicialista).

Os dois ex-presidentes argentinos estão buscando uma forma de excluir o kircherismo das fileiras do partido para não perder o espaço que está sendo ocupado por Néstor e Cristina Kirchner.

Como, atualmente,o peronismo não dispõe de nomes alternativos, o casal Kirchner está dominando a legenda e ameaçando figuras históricas, tais como, Menem e Saá.

Assim, com a expulsão deles um espaço seria aberto dentro do peronismo sendo ocupado por algum político de oposição ao atual governo.

Conforme podemos ver está ocorrendo dentro do partido o velho conflito de elites inerentes a qualquer organização, na medida em que, o kirchnerismo está mais forte que o peronismo.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

PERU: Para população, cenário econômico é regular

In Peru on julho 15, 2007 at 10:20 pm

De acordo com pesquisa de satisfação sobre o governo feita pela Universidade de Lima, a situação do país não pode ser considerada das melhores. Para 55,3% dos entrevistados, o cenário econômico é regular; 30,1% o consideram ruim ou muito ruim. Somente 14,5% o avalia como bom ou muito bom.

Sobre as expectativas, 29,4% acha que no período de um ano a situação irá melhorar. Em junho, 34,7% pensava desta maneira. Na avaliação de 35,4%, as coisas permanecerão da mesma forma e para 27,3% irão piorar. Completando a pesquisa, para 22,1% a economia familiar melhorou, já 50,3% analisam que é a mesma e 25,4% pensam que piorou no último ano.

Apesar da população avaliar o momento econômico atual como apenas “regular”, esse continua sendo o bastião do governo de Alan Garcia. Se, politicamente este não avança muito em matérias delicadas como infra-estrutura e reformas essenciais que necessitariam ser aprovadas no Congresso (como Trabalhista e Previdenciária), economicamente o país está em uma situação de crescimento constante. No entanto, esse crescimento econômico não vem demonstrando uma visível melhora na vida da população. Garcia aguarda a conclusão do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os EUA, para poder aumentar o volume de exportações e beneficiar as indústrias do país por meio de incentivos fiscais. Segundo Garcia, esse processo é vital para a geração de empregos e o desenvolvimento da indústria peruana.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

EUA condiciona acordo com o Mercosul a exclusão da Venezuela

In EUA, Mercosul, Venezuela on julho 15, 2007 at 10:17 pm

Durante sua passagem pelo Brasil, o subsecretário de Estado norte-americano para Assuntos Políticos, Nicholas Burns, classificou o Brasil como o melhor parceiro dos EUA na América Latina.
Esse bom relacionamento está ligado ao acordo de cooperação firmado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e George W. Bush (EUA) para a produção do biocombustível.

Burns aproveitou esse estreitamento das relações para tentar isolar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Segundo ele, “um possível acordo dos EUA com o Mercosul dependerá da exclusão dos venezuelanos como sócio pleno do Bloco”.

De acordo com Burns, “a agenda dos EUA, Brasil, Argentina, Chile, Peru, Equador, Bolívia, Uruguai e Paraguai é a agenda da democracia”. Já, segundo o subsecretário, “a política de Chávez caracteriza-se pelo medo e pela divisão”.

Assim, a política externa norte-americano busca aproximar-se da América Latina para conter os avanços de Hugo Chávez e, ao mesmo tempo, reduzir a rejeição externa e interna a guerra no Iraque.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)