Thiago de Aragao

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Chávez e Lula disputam liderança no continente

In Brasil, Venezuela on abril 24, 2007 at 12:38 pm

Em entrevista concedida a BBC Brasil o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, negou que exista uma rivalidade entre os Presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil).

Segundo ele, ambos os mandatários mantém uma relação de “confiança e amizade”. Disse também que “os meios de comunicação tentam alimentar uma rivalidade”. Maduro reafirmou, durante a entrevista, que “Chávez não é contra a produção do etanol brasileiro, mas sim, ao projeto norte-americano”.

Segundo ele, Lula disse que a produção do etanol não colocará em risco a produção de alimentos. O ministro venezuelano confirmou que seu país vai comprar etanol do Brasil para mesclar com a produção de gasolina.

Mesmo com as negativas de Maduro, Lula e Chávez disputam a condição de líder da América Latina. Em 2002, quando o Presidente brasileiro assumiu o comando do Brasil, ele anunciou publicamente ter esse objetivo.

No início, Lula transitou nos países do primeiro mundo e tudo indicava que poderia atingir sua meta. Com o passar do tempo, em função do estilo negociador, ele perdeu o espaço para Hugo Chávez, que passou a pautar a política no continente.

Mais do que isso, hoje, Chávez, consegue interferir politicamente em outros países na América Latina em função do poder econômico advindo do petróleo, feito que Lula ainda não conseguiu.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

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ARGENTINA: Revisão de contratos petroleiros pode trazer benefícios e danos

In Argentina on abril 24, 2007 at 12:36 pm

O governo argentino quer revisar 18 contratos para exploração de petróleo no país concedidos a empresas privadas. A intenção foi anunciada pelo braço direito do Presidente Néstor Kirchner, o ministro de Planejamento, Julio de Vido.

Segundo sua avaliação, os contratos estão sendo sub-explorados e prejudicam a economia nacional. Ele reclamou que as petroleiras investem menos do que o acordado.

O problema é similar ao ocorrido na Bolívia, onde o Presidente Evo Morales ainda luta para liberar os contratos de exploração de petróleo no território boliviano.

O governo da Argentina tentará tornar mais produtiva a atividade petroleira, mas, se não conseguir, assim como Morales, perceberá que um investimento menor é melhor que a paralisação da produção.

Kirchner tem poder para fazer as modificações pretendidas, mas um problema dessa magnitude é algo que ele não precisa em 2007, um ano de eleição presidencial.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

FMI quer conhecer a proposta do Banco do Sul

In América Latina, Banco do Sul on abril 18, 2007 at 10:55 am

De acordo com a imprensa venezuelana o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Rodrigo Rato, não quis emitir uma opinião à respeito do Banco do Sul. No entanto, Rato afirmou que “espera conhecer mais detalhes a respeito dessa iniciativa”. Mesmo assim ele disse acreditar tratar-se de “um banco regional para trair investimentos, principalmente, em infra-estrutura”.

O Banco do Sul é um projeto financiado pelos governos da Argentina e da Venezuela. Segundo Rodrigo Cabezas, Ministro da Economia da Venezuela, o Banco do Sul virá para oferecer uma alternativa frente ao Banco Mundial mais acessível para países latino-americanos que desejam realizar projetos de infra-estrutura. Alguns analistas, sugerem que a verdadeira proposta do banco é servir de combustível para medidas populistas de líderes latino-americanos aliados ao Presidente Hugo Chávez.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

ARGENTINA: Crescimento econômico coloca Kirchner como franco favorito

In Argentina on abril 18, 2007 at 10:49 am

Segundo o INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censo), a economia argentina cresceu entre 7,8 e 8,0% ao final do primeiro bimestre de 2007 . Estima-se que o crescimento da atividade econômica foi estimulada pela atividade industrial, construção civil e setor agropecuário.

Segundo a imprensa argentina, isso constituiu num novo récorde histórico, pois o país atingiu o marca de 51 meses seguidos de crescimento. A expectativa é que, ao final de 2007, o PIB (Produto Interno Bruto) chegue a 7,5% de crescimento.

Com dados econômicos cada vez mais positivos refletindo no poder de compra da população, o Presidente Nestor Kirchner desponta como franco favorito nas eleições de outubro.

Atualmente, o grande debate que ocorre no país diz respeito à política econômica do governo. Enquanto alguns sustentam que ela será duradoura, outros afirmam que ela não será. Desenha-se uma vitória tranqüila para o atual governo. Resta a oposição apostar todas as fichas numa crise econômica para ter sucesso nas urnas.

(Equipe Arko América Latina-americalatina@arkoadvice.com.br)

Dependência do petróleo ameaça economia do México e da Venezuela

In México, Venezuela on abril 12, 2007 at 5:36 pm

* Matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo no dia 08 de abril de 2007

Uso político de Pemex e PDVSA faz com que grupos percam capacidade de expansão e de atualização tecnológica

Nicola Pamplona

A exaustão do campo de petróleo de Cantarell, o maior do México, é sinal de alerta para países com grande dependência de petróleo. Responsável por 37% da arrecadação do governo mexicano, a estatal Pemex vê sua principal fonte de receita se esvair, ao mesmo tempo em que encontra dificuldades para expandir suas operações. Especialistas prevêem problemas semelhantes para a venezuelana PDVSA, caso a companhia não consiga comprovar a existência de reservas gigantes na Faixa do Orinoco.

Maior campo marítimo do mundo, Cantarell já produziu, desde que foi descoberto em 1976, 11,5 bilhões de barris de petróleo. Volume pouco inferior às reservas brasileiras atuais. Em 2006, o campo produziu uma média de 2 milhões de barris/dia, 60% de todo o petróleo extraído no país, e as perspectivas não são animadoras: segundo a Pemex, a produção média de 2007 deve ficar em 1,683 milhão de barris/dia. Em 2008, cai a 1,430 milhão de barris.

A questão vem provocando um intenso debate no México, onde o governo tenta convencer a população a abrir o setor de petróleo ao investimento privado, como uma tentativa para atrair novas tecnologias. O México é um dos mercados mais fechados às petroleiras multinacionais e é consenso no mercado que o monopólio, que já dura quase 60 anos, levou o país a perder o bonde tecnológico que movimentou a indústria nas últimas décadas. “A Pemex perdeu capital humano e tecnológico”, diz Thiago de Aragão, analista político da consultoria Arko Advice.

O problema pode ter graves conseqüências para a segunda maior economia da América Latina. Já há quem estime que o México, 5º maior produtor mundial, possa se tornar importador de petróleo a médio prazo. “O Estado mexicano sempre usou muito a Pemex para se financiar, mas agora que a produção tende a cair, fala-se cada vez mais em algum tipo de reforma para tornar a empresa mais autônoma e eficiente”, diz o analista Erasto Almeida, da consultoria americana Eurasia Group.Para ele, o México deve servir de exemplo à Venezuela, onde a indústria de petróleo tem participação ainda maior na economia.

Dados do World Factbook, da Agência de Inteligência Americana (CIA), apontam que o setor é responsável por 90% das exportações e 50% das receitas do país. A estatal local PDVSA é ainda importante instrumento para políticas sociais do governo Hugo Chávez: apenas no ano passado, a empresa aportou US$ 2,3 bilhões em um fundo chamado Fondespa, que investe em habitação, infra-estrutura e educação; além de US$ 987 milhões nas chamadas missões sociais, projetos do governo em regiões carentes.“A PDVSA sempre foi muito importante para equilibrar as contas do Estado, mas com Chávez o grau de ingerência política tem aumentado e tende a piorar, causando piora também nas contas da empresa. Talvez a PDVSA seja a Pemex de amanhã”, compara Almeida.

A Venezuela, porém, é mais receptiva às companhias estrangeiras que, desde o início do ano passado, operam no país em empresas mistas, com 60% de capital estatal. Para os especialistas, isso pode ajudar no intercâmbio de tecnologia.A Venezuela tem grande expectativa de confirmar a existência de reservas gigantes na Faixa do Orinoco, região com jazidas já conhecidas de óleo ultra-pesado. Segundo estimativas do governo, se comprovadas as descobertas, o país pode passar a ter as maiores reservas mundiais, superando a Arábia Saudita. “A Venezuela tem petróleo, mas como está explorando há muito tempo, a extração fica cada vez mais difícil”, avalia Aragão.

Ele concorda que a PDVSA sofre processo semelhante ao já passado pela Pemex, de sucateamento tecnológico. “O governo não exige modernização da companhia porque há abundância de petróleo, por enquanto”, diz. “A empresa não precisa focar em redução de custos ou operações mais eficientes para maximizar a receita e, hoje, melhores resultados dependem da influência do governo na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)”, completam, em relatório, pesquisadores do James Baker III Institute for Public Policy.PETROBRÁSCom números mais modestos do que Pemex e PDVSA, a Petrobrás enfrenta situação mais confortável. Na linha de frente da tecnologia de exploração em águas profundas, a empresa estima ter pelo menos 10 bilhões de barris a explorar, que seriam suficientes para praticamente dobrar as reservas brasileiras atuais.

Especialistas lembram ainda que a companhia expandiu suas atividades internacionais – ao contrário de Pemex e PDVSA, que exploram petróleo apenas em seus territórios – e tem parcerias com companhias de todos os portes, o que ajuda na troca de tecnologias.Mas, mesmo em caso de problemas com a empresa, seu impacto na economia nacional é bem menor. O petróleo representa apenas cerca de 5% das exportações brasileiras e algo em torno de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) – valor semelhante ao do México e três vezes menor do que na Venezuela. “A importância fiscal da Petrobrás é mais recente e relativamente bem menor.

Além disso, a empresa tem reinvestido lucros e crescido com sucesso”, destaca Almeida.De qualquer forma, a preocupação sobre os destinos das estatais do petróleo é crescente no mercado, uma vez que elas hoje controlam 77% das reservas mundiais, segundo dados do Baker Institute.

Washington Post pressiona democratas para aprovar TLC

In América Latina, EUA on abril 10, 2007 at 11:20 am

Desde que os democratas assumiram o controle do Congresso norte-americano, os TLCs (Tratados de Livre Comércio) pretendidos pelo governo George W. Bush estão ameaçados. Na última quinta-feira, o jornal Washington Post pediu aos democratas que aceitem a proposta do governo Bush e aprove os acordos. Semana passada, os democratas exigiram a inclusão de padrões trabalhistas da OIT (Organização Internacional do Trabalho) aos acordos com Colômbia, Panamá, Peru e Coréia do Sul.

Também foram exigidos adequações aos padrões ambientais fixados pelos convênios multilaterais. De acordo com o Washington Post, caso os democratas não aprovem as medidas, estará pondo em risco o futuro comercial e econômico dos EUA, além da estabilidade de aliados chaves, como a Colômbia e o Peru.

Além disso, como o governo republicano cedeu em alguns itens trabalhistas, o jornal acredita que seria uma boa oportunidade para os democratas conseguirem o que sempre buscaram, ou seja, a adequação dos países com os quais firmam acordos aos padrões internacionais e não às suas legislações internas.

Essa tentativa do Washington Post de criar uma agenda política no país, ou seja, fazer a opinião pública pressionar os democratas a aprovarem o TLC, poderá trazer efeitos positivos para os países latino-americanos que estão negociando o tratado com os EUA (Colômbia, Panamá e Peru).

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

OPEG: Uma sigla para uma instituição Política e Econômica

In América Latina on abril 5, 2007 at 12:11 am

No dia 9 de abril de 2007 nascerá uma nova organização que promete também influenciar a produção econômica no mundo.

Em Doha, capital do Qatar, estarão reunidos Venezuela, Rússia, Qatar, Irã e Argélia para formalizar a denominada OPEP do Gás, que, para facilitar a informação, será chamada pela Arko América Latina como OPEG (Organização dos Países Exportadores de Gás).

A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) foi criada em 1960 e, devido ao seu poder arrebatador, consolidou o nome da entidade como uma das mais influentes do mundo.
Os seus 14 membros, que juntos detêm 78% das reservas mundiais de petróleo, são capazes de determinar preços, crises e guerras.

Embora ainda sem grande atuação, a OPEG representa 70% das reservas mundiais de gás. Num contexto onde a demanda pelo recurso cresce exponencialmente, e a causa ambiental pressiona o uso de combustíveis ecológicos, o gás terá importância cada vez mais decisiva.

A pretensão é que chega a ter o mesmo grau de influência que a OPEP tem hoje no mundo.
Na América Latina, desperta-se a atenção para a Bolívia, grande detentora de reservas gaseíficas e é aliada preferencial da Venezuela.

Inicia-se aqui um especial para acompanhar as discussões que envolvem à criação da entidade.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Para EUA, Lula deve ser mais pró-ativo

In Uncategorized on abril 5, 2007 at 12:09 am

Em entrevista concedida a BBC Brasil, a representante comercial dos EUA, Susan Schwab, afirmou que o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tem um papel especial como líder global. Segundo ela, por meio de seu potencial, ele pode “ajudar a promover a até mesmo salvar a rodada de Doha”.

Para Schwab, “a liderança de Lula junto aos países em desenvolvimento poderá contribuir para que os parceiros brasileiros e americanos abram seus mercados e revejam supostas posições protecionistas”. Ela qualificou a reunião do último sábado entre George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva como “excelente”.

Em relação à rodada de Doha, ela afirmou: “os EUA não esperam que o Brasil haja primeiro. E acredito que o Brasil não espera o mesmo dos EUA. Temos de atuar juntos para que, quando estivemos perto de um avanço, todos possam colocar suas cartas na mesa, como diz que o presidente Lula, de forma simultânea, para que não haja surpresas”.

A declaração da representante comercial dos EUA dá indícios de que os norte-americanos têm interesse em estimular Lula a ser pró-ativo com o objetivo de neutralizar o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Por isso, Schwab declarou que os EUA e o Brasil precisam atuar de maneira conjunta, não somente na Rodada de Doha, mas também dentro da América Latina. Como os norte-americanos estão desgastados em função da guerra do Iraque, eles querem aproveitar o pragmatismo de Lula para que ele assuma a condição de líder anti-Chávez. Mas esse mesmo pragmatismo irá dificultar a concretização da intenção norte-americana.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

Análise dos principais temas discutidos na reunião do BID

In Uncategorized on abril 2, 2007 at 2:20 am

A reunião do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) ocorrida na Guatemala ameaçou aprofundar temas relevantes, mas, no geral, foi superficial. A participação dos ministros de Finanças de vários países, de presidentes de Bancos Centrais e outros agentes governamentais frustrou os economistas, investidores e analistas que vieram de todas as partes do mundo para acompanhar o evento.

No entanto, alguns temas importantes foram abordados e comentados. A criação do Banco do Sul; o PAC (Programa de Aceleramento de Crescimento); o ingresso da China no BID; o futuro do Mercosul e a visita de George W. Bush ao continente foram os assuntos mais discutidos durantes os três dias do evento.

A proposta de criação de um Banco latino-americano que promova o desenvolvimento social e econômico da região é a meta do Banco do Sul. Idealizado pelos governos venezuelano e argentino, com apoio do Equador e da Bolívia, o Banco foi um dos pontos mais polêmicos da reunião anual.

Sua função foi muito discutida. O veredicto é que poucos acreditam que o interesse seja trabalhar exclusivamente para o fomento de projetos sociais da região. Investidores e analistas de grandes bancos internacionais dividiram a mesma opinião: que o caráter é muito mais assistencialista e provedor de verbas para o populismo do que um Banco com objetivos similares ao Banco Interamericano, por exemplo.

Rodrigo Cabezas, Ministro das Finanças da Venezuela, buscou defender sua criação a qualquer custo. Quando palestrava ou simplesmente circulava pelo lobby do Hotel Intercontinental, Cabezas não falava apenas desse assunto e repetia a frase que se tornou bordão no evento: “vamos nos livrar das humilhações do Banco Mundial”!

O Programa de Aceleramento de Crescimento (PAC) do governo brasileiro foi outra estrela no evento. Não pelas melhores razoes ou pelo otimismo demonstrado por Guido Mantega em suas palestras. O PAC não foi bem recebido por investidores e economistas. Sua formulação é vista como superficial e a opinião de que a simples alocação de verba publica em projetos de infra-estrutura não será suficiente se o setor privado não for engajado totalmente.

A diminuição da alta carga tributária aplicada no Brasil seria o verdadeiro PAC, analisou um economista do Banco Merrill Lynch. Ministros de outros países também mostraram pouco otimismo com o plano brasileiro. O ministro da Economia do Chile e possível sucessor de Michelle Bachelet, Andrés Velasco, confessou em conversa particular que não “faria desta forma”, pois sem oferecer uma possibilidade do empresariado se envolver no plano (baixando a carga tributária) o projeto terá uma boa largada, mas não se sustentará por muito tempo.

Enquanto Matega buscava vender uma idéia que não agradava, Henrique Meirelles se destacou entre os ouvintes com uma série de palestras exaltando os pontos favoráveis da economia brasileira. A maioria do público que o assistiu ficou com impressão positiva sobre o futuro brasileiro, em curto prazo.
O ingresso da China no Banco Interamericano foi outra questão discutida amplamente.
Membros do governo argentino se apresentaram como os principias defensores da entrada do gigante asiático e se comprometeram em apoiar a entrada da China no BID, caso compre títulos da dívida portenha.

No ano passado, os chineses firmaram um TLC (Tratado de Livre Comércio) com o Chile e pretendem realizar acordos similares com outros países da América Latina.

No entanto, a maioria dos países participantes adotou a postura do “discutimos isso depois”.
Formalmente, o tema não foi tão abordado quanto se esperava. Novamente, o lobby dos hotéis foi onde mais se discutiu a entrada dos chineses no Banco. Apesar de campanhas contrárias exercidas pela Guatemala e pelo Paraguai (os dois países mantém excelentes relações com Taiwan), a sensação foi de que é uma questão de tempo até a entrada da China se formalizar.

O futuro do Mercosul foi discutido, principalmente, nos fóruns paralelos que ocorriam em outros salões dos hotéis. A entrada da Venezuela no bloco gerou muitas dúvidas sobre o comportamento político do Brasil dentro do bloco e, principalmente, quem deverá assumir a liderança informal do Mercosul: Kirchner, Chávez ou Lula.

Por fim, a visita de George W. Bush à América Latina resultou em muitas especulações. O incômodo que Bush sentia em relação ao presidente venezuelano Hugo Chávez está tornando um temor em função da viabilidade da extração de petróleo das reservas da Faixa do Orinoco. Estas reservas, caso exploradas aceleradamente, tornarão a Venezuela a maior produtora mundial de petróleo, superando a Arábia Saudita.

O investimento que os americanos pretendem fazer no etanol possui um caráter mais político que prático. A expectativa de produção em larga escala de um combustível ecologicamente correto pode diminuir a frenesi em cima do poder de Chávez na América Latina.

Em um círculo de renomados economistas argentinos e mexicanos, todos comentavam que a visita de Bush busca reviver a mesma estratégia da “política de boa vizinhança”, aplicada por Roosevelt pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Bush busca claramente definir quem são seus aliados e quem estará contra ele, para adotar uma política específica para cada país.

Visita de Bush ainda levanta poeira..

In Uncategorized on abril 2, 2007 at 2:09 am

Ainda permanece na América Latina a guerra retórica entre EUA e Venezuela. Depois de o Presidente Hugo Chávez ridicularizar a vinda do Presidente dos EUA, George W. Bush, o Presidente do Comitê Nacional do Partido Republicano, Mel Martinez, rebateu as afirmações.

Segundo Martinez, a movimentação diplomática de Chávez no mesmo instante em que Bush visitava Brasil, Uruguai, Colômbia, Guatemala e México, foi um grande fracasso.

Para ele, pior que isso, somente a Argentina que permitiu ao mandatário venezuelano realizar um comício em seu país. O republicano afirmou que “o povo argentino não merecia algo assim”.
Aproveitou para enaltecer o crescimento econômico da Colômbia e sua luta contra o narcotráfico.

Ao que tudo indica, ou os EUA não tem interesse na América Latina ou eles erraram o timing, pois a resposta americana às declarações de Chávez demoraram a ocorrer. Assim, transparece para a opinião pública que os EUA estão surpresos com a ousadia chavista.