Thiago de Aragao

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ENTREVISTA: Analista Político venezuelano, Michael Penfold

In Uncategorized on março 30, 2007 at 4:36 pm

Leia abaixo a entrevista concedida por Michael Penfold na cidade da Guatemala durante a Reunião Anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Penfold é analista político e professor do IESA (Instituto de Estudos Superiores de Administração), conceituada escola de administração, economia e ciência política da Venezuela:

Arko América Latina: Qual é o alcance do poder econômico de Hugo Chávez, domesticamente e na região latino-americana?

Michael Penfold: Chávez controla além do setor petrolífero do país. As três maiores empresas da Venezuela estão sob o seu controle. No entanto, acredito que ele terá um problema de balanço fiscal nos próximos dois anos. Seus gastos estão em um nível muito alto, pois está consumindo 40% do PIB em gastos diversos. Isto é insustentável.

AAL: Há algum líder que possa estar surgindo dentro do “Chavismo”?

MP: No momento não há nenhum líder surgindo dentro do Chavismo, até porque Chávez controla isso muito de perto. Quando aparece alguém que possa ameaçar sua hegemonia, essa pessoa logo é deslocada para um cargo menos importante.

AAL: Podemos esperar um declínio no poder de Chávez para os próximos anos?

MP: A popularidade Chávez não está tão boa quanto parece. A imagem que se vende é que ela está muito acima do que realmente ocorre. A influência do Presidente na vida das pessoas está muito mais focada na participação econômica do que política. As classes mais baixas estão com Chávez porque estão economicamente “reféns”. Politicamente, não há tantos que acreditam no projeto de Hugo Chávez.

AAL: Há a possibilidade da economia venezuelana quebrar no futuro próximo?

MP: A economia quebra se o preço do petróleo cair drasticamente. Como acredito que isso demorará um pouco a acontecer, o risco da economia venezuelana quebrar, assim como ocorreu com a Argentina, ainda é baixo em curto prazo. No entanto, pela irresponsabilidade fiscal do Presidente, isso poderá ocorrer no futuro.

AAL: Como a oposição está se organizando para enfrentar Chávez?

MP: A oposição tem muitas dificuldades em competir. Não existe ajuda de empresas privadas para “profissionalizar” a oposição e os partidos oficiais de oposição não recebem verbas do governo para se manter. Como não há um líder na oposição, até o financiamento externo fica difícil. Não vejo a oposição organizada tão cedo.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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A Inteligência Brasileira e o Itamaraty

In Uncategorized on março 29, 2007 at 8:17 pm

Re-edição do artigo publicado em 2005.

O Serviço de Inteligência brasileiro sempre foi concebido como vinculado à Presidência da República e/ou a Casa Militar do Governo Federal. Tal posicionamento raramente passou por discussão e ao longo do tempo não se refletiu se este era o lugar mais eficaz. Isso se explica porque a estruturação da Inteligência brasileira adotou o modelo norte-americano com ligação direta com o Presidente da República, embora sua organização interna, altamente centralizada, nos traga à lembrança os modelos francês (DGSE) e canadense (CSIS).

Marcado por um passado opressor, enfrenta um paradoxo quando se analisa o seu lugar na estrutura do Estado neste momento democrático do país. A direta subordinação à Presidência e à Casa Militar, leva-o à uma ação doméstica, o que viola à privacidade e a consideração aos direitos individuais, característicos de uma sociedade democrática.

O papel adequado a um serviço desta natureza diz respeito à garantia da segurança do país perante ações externas, bem como visa obter informações para abastecer a formulação de análises sobre a conjuntura internacional em suas expressões política, econômica, social, científica e tecnológica, dentre outras, sem se voltar para ações contra os próprios cidadãos do país. Esse papel, cabe ressaltar, é bem definido nas democracias estabelecidas que, de forma alguma permitem a intrusão de um órgão de Inteligência na vida particular de seus cidadãos. Logo, se a real atividade da Inteligência é a sua atuação externa e quando age internamente o faz somente quando objetiva trazer esclarecimentos sobre as ações estrangeiras no território nacional, ou dar suporte às ações do Estado que precisam ser reforçadas internamente antes de serem executadas externamente, percebe-se que o posicionamento de subordinação do Serviço de Inteligência no Brasil está equivocado.

No nosso caso, o Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty – é um dos ministérios de maior prestígio doméstico e externo. Ademais, sendo dotado de uma certa autonomia para suas formulações estratégicas, bem como para execução de seus serviços, tem condições de pensar e trabalhar de forma mais ampla as questões que dizem respeito a uma adequada função para um Serviço de Inteligência.

Em uma democracia sólida, com modelo presidencialista, o mais eficaz para garantir não só a democracia, mas o engrandecimento e legitimidade de uma instituição de Informações, seria ter as atividades de inteligência coordenadas por um órgão diretamente ligado a esse ministério. Além de estar mais adequado ao modelo de sistema política, fortaleceria o posicionamento do País no sistema internacional.

No cenário atual, nota-se um problema de articulação e de coerência na política externa brasileira como, por exemplo, o apoio informal aos atos praticados pela Venezuela enquanto, ao mesmo tempo, se elabora e executa uma campanha de ingresso no Conselho de Segurança da ONU. Adotando-se uma perspectiva de análise que parta da identificação da configuração de forças da política internacional e busque enquadrar corretamente as prioridades do país, percebemos que esses dois objetivos lançados para a comunidade mundial são contraditórios, além de poderem estar equivocados, ambos, ou ao menos um deles.

Um correto trabalho de Inteligência, estruturado e coordenado por um órgão no Ministério das Relações Exteriores, mostraria não apenas essas contradições, mas, principalmente, qual deve ser a lógica de uma política externa eficiente, com objetivos claros e passos eficazes para alcançá-los. O preparo histórico, a relativa autonomia e a estrutura da Abin serviriam para coletar informações e formular análises que nem sempre estão ao alcance de diplomatas brasileiros, colaborando de forma intensa no trabalho do Itamaraty, bem como na formulação da nossa política externa. Essa união fortaleceria a importância e a atuação das duas instituições e, ao mesmo tempo, aliviaria o Governo das freqüentes acusações da falta de foco da Agência. Além disso, teríamos dois ganhos táticos: seria amenizado o passado de atuação doméstica do nosso serviço de informações e a democracia brasileira sairia fortalecida.

É possível afirmar que esse vínculo permitiria solucionar o problema que arrasta todos os defeitos originados da forma como ele foi concebido, criado e organizado, ao longo da história, independente do modelo no qual se baseou: sempre existiu para servir ao governo, ao invés de servir ao Estado.

É uma diferença que não carece de sutilezas, pois, pelo fato de os órgãos, os principais dirigentes e funcionários estarem ligados à Presidência da República, o foco de interesses sempre se concentrou nas questões sociais, ideológicas e político-partidárias, tornando a instituição um instrumento para garantir a estabilidade de governos e não para propiciar o conjunto de informações e análises que dariam aos governantes parâmetros para o nortear o comportamento do Estado em questões que incidem na sua sobrevivência e, por isso, exigem um posicionamento preciso e coerente perante à comunidade internacional.

É esse o defeito que precisa ser corrigido, pois uma interpretação adequada acerca do que deve fazer um serviço de Inteligência e a identificação correta de a quem deve servir, bem como a quem deve ser subordinado estruturalmente, permitirá compreender o tipo de profissional que deve compor os seus quadros e o produto que se espera. Talvez, então, possamos ter líderes que façam políticas externas mais coerentes e cidadãos mais conscientes das verdadeiras necessidades do Estado, bem como das adequadas exigências da sociedade e do correto sentido de sua cidadania.

Chávez: "Quem não estiver comigo fracassará!"

In Uncategorized on março 29, 2007 at 7:58 pm

O Presidente venezuelano Hugo Chávez encara diversos tipos de dificuldades para unificar os partidos aliados e formar o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela).

Além da eliminação de siglas tradicionais da política venezuelana, tais como o Podemos, Pátria para Todos e Partido Comunista Venezuelano, seus próprios seguidores e aliados estão incomodados com a concentração de poder que o presidente terá.

A intenção de Chávez é se aproximar do modelo bipartidário como transição para o modelo de partido único.

Essa formatação ainda possibilitará que o controle político de bastidores continue vinculado ao Presidente. No entanto, também aumentará as divisões internas e os impasses sobre temas fundamentais. Assim, nos bastidores do poder as divergências tenderão a se apresentar como conspirações e levantes secretos.

Chávez deverá desenvolver um mecanismo de controle de informações dos que entrarem e saírem do partido, monitorando a lealdade e a deslealdade.

Um sistema de partido único facilitará a adesão popular ao partido, por gerar a sensação de proximidade do poder, e permitirá o monitoramento ideológico de militantes, extendendo-se à sociedade.

A situação da oposição ficará mais complicada. Se antes, quando havia vários partidos governistas ela podia escolher o alvo a ser batido, a partir de agora esse mesmo grupo terá de enfrentar o partido unificado. Quem bater ficará mais exposto ao próprio governo.

Chávez ganha por um lado e perde por outro com a criação do PSUV. Ganha pela centralização de poder; pelo monitoramento das atividades políticas de aliados e inimigos e pela nebulosa mistura entre Estado, governo e partido.

Por outro lado, perderá na capacidade de dividir responsabilidades, utilizar partidos aliados da forma que mais lhe convier (inclusive para ser o bode expiatório quando necessário) e pode gerar incômodo em antigos aliados, que responderão ao líder perdendo os pequenos feudos de poder de outrora.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CHILE: Modelo para a América Latina?

In Uncategorized on março 29, 2007 at 11:25 am

Artigo elaborado pela equipe Arko América Latina e publicado na Agência Estado – Broadcast

A Presidente chilena, Michelle Bachelet, afirma: “Nunca nos agradou falar que o Chile é modelo (para a América Latina). Porque quando se fala em modelo, fala-se em receita. E a verdade é que há experiências que em uns países são muito exitosas, mas em outros podem fracassar”.

No entanto, apesar da humildade da mandatária, o Chile é tido como um modelo inquestionável no continente. O país possui duas características invejáveis a qualquer país da América Latina: uma política econômica tradicional e independente, que transcende os períodos de turbulência e os ciclos eleitorais; uma população que participa ativamente dos assuntos de interesse nacional.
Em 2006, a Revolução dos Pingüins levou milhares de estudantes às ruas que protestavam contra as más condições de ensino no país.

As manifestações impactaram o governo, que tomou medidas para reparar o problema. Atualmente, os protestos podem se repetir, só que em relação ao transporte público da região metropolitana de Santiago, o chamado Transantiago.

Enquanto as manifestações ocorrem, discutem-se questões políticas, mas em momento algum se coloca em dúvida a estabilidade econômica ou a condução do país para as regras de livre mercado.

A dúvida é saber qual das características é a causa original para o grande desenvolvimento do Chile, que, em 15 anos, reduziu a taxa de pobreza pela metade.

A lição que se pode tirar do caso chileno é que a participação da população na democracia tem relação direta com a melhoria das condições de vida proporcionadas pelo crescimento econômico, com melhores salários e oportunidades de trabalho.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)

Pemex, PDVSA e Petrobras em situações distintas

In Uncategorized on março 27, 2007 at 5:27 pm

As três maiores empresas petrolíferas da América Latina vivem momentos bastante distintos. O bom momento da brasileira desperta inveja à velha Pemex, do México, e incômodo à exaurida PDVSA da Venezuela.

No México, a Pemex tem em suas mãos o monopólio nacional, já que é protegida por lei. A entrada de empresas estrangeiras no país só é autorizada em parceria com a empresa mexicana.
No entanto, esta situação vem prejudicando o desenvolvimento tecnológico da empresa, que, por não contar com competidores, acabou se tornando um abrigo do funcionalismo público, depósito de material antiquado e base de inúmeras suspeitas de corrupção. O presidente Felipe Calderón busca mudar a situação da empresa com a quebra do monopólio no setor petrolífero. Calderón espera que, atraindo novas empresas para o país, poderá modernizar a Pemex e torná-la mais competitiva, além de aumentar a capacidade de produção e distribuição de combustível.

Na Venezuela, a PDVSA (Petróleos de Venezuela Sociedade Anônima) continua sendo a principal fonte do presidente Hugo Chávez. No entanto, a forma como Chávez vem utilizando os recursos da empresa, mostra um comportamento que levará a sua fonte ao esgotamento. A crise fiscal em que o país poderá entrar brevemente se deve ao descontrole no qual a empresa está.

Chávez usa mais do que a PDVSA gera para financiar suas obras assistencialistas no continente. O tamanho da empresa continua desproporcional frente à Pemex e a Petrobras, no entanto, isto de deve à quantidade de petróleo que a Venezuela possui e não necessariamente à boa gestão da corporação. Mesmo com as enormes reservas de petróleo da Faixa do Orinoco, a PDVSA não possui capacidade técnica para aumentar o poder de extração.

A Petrobras é novamente a empresa petroleira mais estável da América Latina. Apesar da crise gerada pela desapropriação de suas refinarias na Bolívia, ela segue com alto prestígio doméstico e internacional.

Mesmo com a intervenção do governo federal em seus assuntos, ela continua essencial para projetos em parceria no continente.

Reunião do BID: O que ocorre nos bastidores?

In Uncategorized on março 25, 2007 at 11:52 pm

Publicada originalmente em 20 de março de 2007 no sistema Broadcast da Agência Estado

* Direto da Cidade da Guatemala

Em eventos como do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), as conversas de bastidores valem tanto ou mais que os dados oficiais divulgados nos seminários. É comum participar de discussões informais e, minutos depois, perceber que o colega do lado é o ministro da Economia e das Finanças do Peru, Luiz Carranza Ugarte, ou qualquer outra autoridade de alguma nação da América Central ou do Sul.

Desses encontros fortuitos despontaram os seguintes rumores:

– A economia venezuelana poderá quebrar nos próximos quatro ou cinco anos por conta do forte descontrole fiscal do governo nos últimos anos. Os gastos estão muito maiores do que a arrecadação; não há diversificação de fonte de renda do governo e a fragilidade técnica da PDVSA (Petróleos de Venezuela Sociedade Anônima) prejudicará a extração de petróleo nos próximos dois anos.

– É quase consenso entre os participantes do evento que o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) não trará grandes benefícios para o crescimento econômico brasileiro. Muitos acreditam que a simples realocação de recursos não promoverá um crescimento sustentável e, caso ocorra um pequeno aumento no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), será pela reação natural da forte entrada de dinheiro público em alguns setores.

– A América Latina só conseguirá crescer com um investimento maciço em infra-estrutura. Analistas e economistas concordam que para que o continente consiga atingir um crescimento econômico sustentável, necessitará de investimentos de até US$ 100 bilhões em infra-estrutura.

– A política econômica do Presidente argentino Néstor Kirchner fracassará. Espera-se que o forte controle de preços que o governo argentino exerce em setores estratégicos da economia (como o agropecuário) resultará em uma possível crise. A inflação do país é mantida de forma artificial. No momento em que o presidente largar o controle de preços, a inflação aumentará rapidamente e o mercado externo voltará a ser prioritário em prejuízo aos produtores argentinos.

– Lula (Presidente do Brasil) deverá perder muito poder político dentro do Mercosul. A entrada da Venezuela no bloco servirá de vitrine para o Presidente venezuelano Hugo Chávez. Com um apelo popular mais forte que o de Lula e disposto a realizar investimentos em outros países, o presidente venezuelano será a cara do Mercosul. Como Lula tem restrições a Hugo Chávez, o envolvimento político do Brasil no Mercosul poderá diminuir.

(Equipe Arko America Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Reunião Anual do BID: Criação do Banco do Sul marca conversas de bastidores

In Uncategorized on março 25, 2007 at 11:46 pm

* Direto da Cidade da Guatemala

Proposta pelos governos da Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador, a criação do Banco Do Sul é assunto freqüente em roda de economistas aqui na Guatemala.

Oficiais dos governos venezuelano e argentino defendem com convicção a criação de um novo banco que promova o desenvolvimento na América Latina e possa substituir o Banco Mundial e o BID.

No entanto, a percepção de economistas de outros países é muito diferente do objetivo almejado pelos venezuelanos. Muitos avaliam que o Banco não terá propostas que possam competir com o BID e ele será um instrumento de manobras políticas e populistas.

Ainda acreditam que economistas bons e sérios dificilmente se juntarão ao Banco do Sul.
O ministro das Finanças da Venezuela, Rodrigo Cabeza, em apresentação a um grupo reduzido de investidores, avisou que todas as facilidades e garantias oferecidas pelo BID também estarão à disposição no Banco do Sul.

Perguntado sobre a possibilidade de trabalho em conjunto com o Banco Interamericano, Cabeza disse que “todo trabalho em conjunto é bem vindo, desde que um lado não explore o outro”.

(Equipe Arko America Latina – americalatina@arkoadvice.com.br

Henrique Meirelles elogiado por investidores

In Uncategorized on março 25, 2007 at 11:41 pm

* Direto da Cidade da Guatemala

Em um evento paralelo à reunião do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), na Guatemala, o Presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, conseguiu transmitir tranqüilidade aos investidores e conquistou elogios.

Meirelles destacou a política fiscal como um instrumento pelo qual se atinge todas as metas do governo. Entre elas, a redução dos índices inflacionários e a queda das taxas de juros.

Perguntado sobre o papel dos investimentos externos no crescimento do Brasil, o presidente do BC confirmou a sua importância, mas apontou o mercado doméstico como o propulsor da economia do país.

Na saída do evento, representantes de fundos de investimento o questionaram sobre o etanol e sobre o desempenho econômico brasileiro.

(Equipe Arko America Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Reuniao do BID na Guatemala

In Uncategorized on março 17, 2007 at 3:21 am

Caros,

Estou na Cidade da Guatemala para acompanhar as reunioes do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Participarei de todas as conferencias, e ao final do encontro (terca-feira) postarei várias informacoes relevantes e em primeira mao do evento.

A cidade está respirando esse evento. Todos os hotéis estao lotados e vários espetáculos estao ocorrendo em toda a capital para os participantes da reuniao anual.

A cidade é muito interessante e contrastante. A populacao é de aproximadamente 6 milhoes de habitantes, o transito é caótico e a cidade é claramente dividida em zonas desenvolvidas, outras para turistas, outras muito pobres.

A populacao é muito misturada entre descendentes de espanhóis e descendentes de maias. Hoje eu fui em um sítio arqueológico no qual vários maias estavam realizando uma cerimonia aos deuses maias. Ainda há muitos seguidores da antiga civilizacao aqui. No entanto, parece haver uma certa discriminacao entre os “espanhois” e os “indigenas”

Se alguem tiver interesse em alguma questao específica do BID ou da Guatemala, pode postar que eu tentarei responder na próxima vez em que eu publicar algo. Estarei preparando duas análises muito interessantes. Uma será para a Agencia Estado e a outra para o Ministério das Financas do governo britanico. Buscarei publicar parte delas aqui.

Abraco,

Thiago de Aragao

EQUADOR: Lúcio Gutiérrez avalia crise política do país

In Uncategorized on março 14, 2007 at 9:29 pm

Em entrevista ao portal BBC Brasil, o ex-presidente do Equador, Lúcio Gutiérrez, acusou o atual presidente do país, Rafael Correa, de intolerante ao se recusar ao diálogo com a oposição.

Gutiérrez acredita que a forma de barrar o autoritarismo que está se instala no país será por meio de uma Constituição. Quando ocupou a Presidente da República, ele a defendeu, mas esbarrou na negativa da oposição, que era maioria na época.

O partido do ex-presidente, Sociedade Patriótica, votou majoritariamente (24 votos) a favor da consulta popular.

Segundo Gutiérrez, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de aprovar a consulta popular sem passar pelo Congresso é um indicativo de que Correa quer implementar um regime autoritário. O ex-presidente concorda com a Constituinte, mas sem atropelar o Legislativo.

Segundo foi noticiado pela BBC Brasil, analistas políticos avaliam que, por ser a segunda maior bancada do Congresso, o partido de Lúcio Gutiérrez (Sociedade Patriótica) é a carta na manga para ele se consolidar politicamente.

(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)