Arquivo da categoria ‘Argentina’
America do Sul, analise politica, politica da america latina, Thiago de Aragão, Visao Latino Americana, www.thiagodearagao.com.br
In America Central, América Latina, Argentina, Artigos, Banco do Sul, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Costa Rica, Cuba, EUA, Entrevista, Equador, Especial, Mercosul, México, Panama, Paraguai, Peru, Sugestão de Leitura, Uruguai, Venezuela on Outubro 24, 2008 at 12:41 pm
Caros Leitores,
O Blog Visao Latino-Americana mudou de endereco! Ele esta muito mais moderno e bonito! As informacoes serao atualizadas no novo site; WWW.THIAGODEARAGAO.COM.BR
Aguardo a visita de voces, com criticas, sugestoes e participacoes! Quem desejar submeter artigos, serao muito bem vindos!
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Abraco,
Thiago de Aragao
Argentina, Brasil, Mercosul, Nelson Jobim, Paraguai, Parlasul, politica da america do sul, sessao plenaria, Uruguai
In Argentina, Brasil, Mercosul, Paraguai, Uruguai on Setembro 15, 2008 at 12:32 pm
Hoje e amanhã, acontece a 13ª Sessão Plenária do Parlasul (Parlamento do Mercosul) na cidade de Montevidéu, Uruguai. Nesta terça-feira, o colegiado também terá a presença do Ministro de Defesa brasileiro, Nelson Jobim, que fará uma exposição sobre o Conselho de Defesa da América do Sul. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Relações Institucionais e Comunicação Social do órgão mercosulino.Destaca-se, entre os temas que serão discutidos, uma proposta de recomendação ao CMC (Conselho do Mercado Comum), apresentada pelo parlamentar brasileiro Eduardo Azeredo, para a priorização dos investimentos em expansão de infra-estrutura. Há também uma recomendação ao Conselho e ao governo argentino, para viabilizar a construção de um trecho da rodovia internacional que unirá a costa brasileira no Oceano Atlântico com a costa chilena no Pacífico, que está sendo chamada de “Corredor Bi–Oceânico”, apresentada pelo parlamentar brasileiro Neuto de Conto.
Além disso, será tratada uma proposta de declaração apresentada pelo Parlamentar argentino Carlos Raimundi em reconhecimento das últimas eleições na República do Paraguai.
Após a exposição do ministro Jobim, o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, Transporte, Recursos Energéticos, Agricultura, Pecuária e Pesca do Parlasul, Juan Domínguez, realizará uma coletiva de imprensa para apresentar o Seminário de Integração Energética, que se realizará na cidade de Caracas, Venezuela, de 9 a 11 de outubro de 2008.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise economica, Cristina Kirchner, economia argentina, Eduardo Duhalde, governo argentino, politica argentina
In Argentina on Setembro 4, 2008 at 2:25 pm
Desde o final do ano passado, o ex-presidente Eduardo Duhalde vem realizando uma intensa movimentação política pelo país. Ele tem visitado estados governados por Kirchneristas dissidentes em busca de apoio. Hoje, ele é o principal oponente ao casal Kirchner (Néstor e Cristina) dentro do partido peronista.
Segundo a imprensa local, Duhalde já inaugurou diretórios do Movimento Produtivo (MP), facção interna do peronismo liderada por ele, em diversas regiões.
Isso representa que o ex-presidente tem uma boa influência junto às estruturas políticas do partido. Encontra, porém, dificuldade de conquistar apoio interno suficiente para ser uma liderança com potencial eleitoral.
Assim, não há garantias de sucesso no seu retorno à atividade partidária. Entretanto, é forte a tendência dele ser o maior opositor de Cristina e Néstor Kirchner no peronismo, pois Carlos Menem e Raúl Alfonsin não possuem mais projeção nacional para liderar a oposição.
Aerolineas Argentinas, Argentina, Cristina Kirchner, economia da argentina, governo argentino, politica argentina
In Argentina on Setembro 4, 2008 at 2:24 pm
Após treze horas de debates, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que autoriza o Estado a assumir o controle das Aerolíneas Argentinas. Foram 167 votos a favor e 79 contra. Para que o objetivo da Casa Rosada seja atingido, será necessário que a votação no Senado também tenha um resultado favorável.
O resultado na Câmara demonstrou a força da bancada “Frente para a Vitória”, facção do partido peronista liderado pelo ex-presidente Néstor Kirchner. Além do apoio majoritário dos governistas, a proposta do governo Cristina contou com votos da oposição.
O líder governista, deputado Agustín Rossi, afirmou que “é preciso transmitir para o país e o mundo que as coisas seguem funcionando na Argentina”. Entre as mudanças previstas no projeto está a norma de que o Estado não poderá perder, em nenhuma circunstância, a condição de acionista majoritário.
Apesar da vitória na Câmara, nada garante que o resultado será favorável no Senado. Basta lembrar que, embora tivesse maioria parlamentar na Casa, o projeto das retenções acabou sendo derrotado.
Independentemente do resultado da votação, a probabilidade de Cristina Kirchner mudar de postura é muito pequena. Assim, ficará cada vez mais nítido o caráter estatista de seu projeto. Por isso, ela mantém a política de controle de preços, resiste em mudar a gestão na área econômica e vem se aproximando do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Argentina, crise institucional, crise politica na Argentina, Cristina Kirchner, Eduardo Duhalde, federacao agraria, politica argentina
In Argentina on Agosto 20, 2008 at 5:05 pm
O presidente da Federação Agrária, Eduardo Buzzi, afirmou que está trabalhando com o “Movimento Produtivo Argentino (MPA)”, facção do partido Peronista liderado pelo ex-presidente da Argentina, Eduardo Duhalde.Ao ser questionado se teve encontro com o ex-chefe de Estado argentino, ele disse que foi uma reunião “formal e institucional”.
O MPA é um agrupamento dissidente liderado por Duhalde com objetivo de recuperar a iniciativa política.
Desde sua criação, já houve reuniões com dirigentes empresariais, sindicais, sociais e vários políticos. Na avaliação de Buzzi, “falta um bloco agrário com diversas ocupações eleitorais”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise política, Cristina Kirchner, familia Kirchner, governo argentino, Nestor Kirchner, renuncia de Cristina
In Argentina on Julho 18, 2008 at 8:22 pm
As horas posteriores a derrota histórica sofrida no Senado foram tão complexas que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi aconselhada a renunciar. Segundo o jornal “Critica”, na manhã seguinte a votação ela e seu marido Néstor Kirchner reuniram-se para decidir qual estratégia ser adotada frente a decisão do vice-presidente Julio Cobos em derrotar o próprio governo.Na discussão, Néstor teria dito que era melhor renunciar do que “dar o braço a torcer”. Por sua vez, Cristina entendeu ser conveniente mudar o rumo e seguir governando com uma nova agenda, como por exemplo, a recuperação das Aerolinhas Argentinas.
Nesse período, o casal Kirchner desligou seus telefones celulares. Nem os colaboradores mais próximos tiveram acesso a eles.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise com ruralistas, crise política, Cristina Kirchner, governo argentino, politica argentina, resolucao 125, retencoes
In Argentina on Julho 18, 2008 at 8:20 pm
O governo da Argentina anunciou a suspensão do polêmico decreto que instituiu o aumento das retenções (imposto cobrado sobre à exportação de grãos). Ele foi responsável pela maior crise entre um governo e o setor econômico de toda história do país.O anuncio foi feito na última sexta-feira pelo chefe de Gabinete da presidente Cristina Kirchner, Alberto Fernández. A expectativa dos analistas locais é que, a partir dessa forte derrota sofrida pelo Kircherismo, inicie uma nova fase no governo Cristina.
Como o país vive uma situação econômica preocupante e uma crise política que se agravou com o voto do vice-presidente Julio Cobos contra o próprio governo, a expectativa é que haja uma mudança de postura na Casa Rosada.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise argentina, crise com ruralistas, Cristina Kirchner, Julio Cobos, retencoes
In Argentina on Julho 18, 2008 at 6:37 pm
Considerado traidor pelo Kirchnerismo, a decisão do vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, de derrotar o projeto das retenções no Senado o transformou em um símbolo da classe média e dos ruralistas.Até o mês passado, era um vice desconhecido da maioria da população e integrante do chamado “baixo clero”. Ele entrou em rota de colisão com a presidente Cristina Kirchner e o ex-presidente Néstor Kirchner quando tentou ser protagonista de um consenso entre governo e ruralistas. Pela característica do Kirchnerismo, consenso é uma palavra quase que proibida. O casal tem como marca o confronto.
Segundo a imprensa local, pesquisas indicam que a popularidade de Cobos já supera a de Cristina. Embora o vice diga que não irá renunciar, existe uma forte pressão interna na Casa Rosada para que ele deixe o governo. Caso ceda às pressões, ele se transformaria numa alternativa de poder e num “perigoso” oponente do casal Kirchner.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Brasil, Cristina Kirchner, energia, Lula, Mercosul, transmissao de energia
In Argentina, Brasil, Mercosul on Julho 2, 2008 at 6:27 pm
A presidente Cristina Kirchner (Argentina) pretende pedir a seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na reunião bilateral que ocorrerá hoje, a redução nos preços e ampliação da quantidade de energia enviada pelo Brasil ao mercado argentino. Ela também deve pedir que o Brasil diversifique fontes de energia.De acordo com a BBC Brasil, a informação partiu de assessores do Ministério do Planejamento de Argentina e foi confirmado a BBC por negociadores do Brasil. Lula e Cristina terão o encontro em San Miguel de Tucamán.
No inverno do ano passado e em maio deste ano, o Brasil socorreu a Argentina e se comprometeu a enviar energia aos vizinhos até agosto.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Álvaro Dias, Brasília, crise argentina, crise com ruralistas, Cristina Kirchner, risco político, Senado
In Argentina, Brasil on Junho 27, 2008 at 6:24 pm
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que a Argentina vive atualmente uma complexa situação econômica, pois apresenta descontrole de gastos públicos e ausência de regras claras para investimentos externos. Ele acredita que esse quadro está afastando os investidores estrangeiros e aumentando a inflação e a pobreza. A informação foi divulgada pela agência Senado.
De acordo com o parlamentar, a realidade argentina não é diferente da brasileira. A seu ver, o fantasma da inflação que assombra os argentinos não pode ser menosprezado entre os brasileiros. Acrescentou também que aqueles que comparecem hoje aos supermercados sentem, no próprio bolso, que a inflação voltou para valer, porém, o governo fecha os olhos e continua gastando como se o tempo não tivesse mudado na economia mundial.
O aumento dos gastos públicos na Argentina foi avassalador nos últimos anos, chegando a mais de US$ 50 bilhões em 2007, ressaltou Alvaro. A elevação dos preços dos alimentos está relacionada, segundo ele, ao aumento dos gastos, à escassez de investimentos estrangeiros e à elevação das taxas sobre as exportações.
O senador alertou ainda para o fato de o Brasil sofrer de problemas parecidos, como a falta de marco regulatório para diversos setores da economia e interferências do Poder Executivo nas agências reguladoras.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Argentina, Brasil, Cupula do Mercosul, Paraguai, Tucumán, Uruguai
In América Latina, Argentina, Brasil, Mercosul on Junho 27, 2008 at 6:20 pm
Até o início da próxima semana, quando a Argentina sediará a Cúpula do Mercosul em Tucumán, a diplomacia brasileira deverá dividir suas atenções entre a África, onde o ministro Celso Amorim passa a semana, e a América do Sul, com a viagem do presidente Lula à Venezuela nesta sexta-feira (27).
Havendo iniciado seu tour africano por Argel (Argélia), entre os dias 22 e 23, até sexta-feira o chanceler brasileiro deverá ter passado também por Marrocos (24 e 25), Tunísia (26) e Cabo Verde (27). Além dos protocolares encontros com autoridades e da assinatura de acordos de cooperação em áreas tão variadas quanto saúde, gestão ambiental, agricultura e inspeção animal (entre outras), a tônica da viagem deverá ser a promoção das exportações brasileiras, com a busca por uma maior presença do país nos mercados do norte da África.
O caso da Argélia, responsável pelo terceiro maior déficit comercial do país em 2007, é emblemático. No país norte-africano, o ministro Celso Amorim defendeu a reabertura do mercado argelino às carnes exportadas pelo Brasil, a compra de aviões da Embraer e a concretização de uma parceria da Petrobras com a estatal petrolífera da Argélia, a Sonatrach. Ainda que respeitando as particularidades locais (por exemplo, no Marrocos os biocombustíveis deverão ocupar lugar de destaque), Amorim deverá dedicar-se à semelhante empreitada em seus outros destinos pelo continente.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
apagão energético, Argentina, crise com ruralistas, crise política, Cristina Kirchner, energia, governo argentina, ruralistas
In Argentina on Junho 26, 2008 at 1:06 pm
Andar em uma montanha russa, sentir medo e saber que o fim será seguro é bastante excitante e gera uma adrenalina saudável. Andar em outra montanha russa, onde os trilhos estão soltos e a estrutura precária, e mesmo assim se salvar é uma lição inestimável para o futuro. Na Argentina, essa percepção não é compartilhada pelo governo local. Após os traumáticos eventos de 2001, quando o país quebrou financeiramente arrastando milhares de pessoas para a pobreza, uma situação parecida está prestes a se repetir.
A recuperação econômica demonstrada no governo de Nestor Kirchner mascarou outros problemas estruturais com alto potencial de destruição. A falta de modernização da matriz energética, bem como a pífia estratégia de mascarar os índices de inflação, estão trazendo problemas imediatos que estão afetando a população.
Cristina Kirchner assumiu a Presidência da República com a missão de continuar o crescimento econômico iniciado pelo marido e melhorar o aspecto diplomático do país, que não era o forte de Nestor. Bem mais carismática, Cristina aparentava ser o eixo que faltava para que a confiança expressa ao povo domesticamente se expandisse para países vizinhos e órgãos internacionais que acompanham o andamento da economia e da política argentina.
No entanto, o que se viu foi uma história completamente diferente e ao mesmo tempo incrivelmente previsível. O problema da matriz energética argentina não é de hoje. Com a crise em 2001, uma modernização do setor ficou temporariamente suspensa. Com a recuperação econômica privilegiando excessivamente o mercado doméstico (impossibilitando produtores de exportar certos produtos, como carne bovina e suína) o consumo doméstico explodiu. Uma parcela significativa da população recuperou o poder de compra e a baixa inflação, segurada forçadamente pelo governo possibilitava os argentinos de comprarem e se endividarem. Com tudo isso, o consumo energético aumentou na mesma correlação que o poder econômico da população aumentou. No entanto, o limite de produção energética era baixo, levando o país a atingir o pico de consumo. Aliado a isso, a Argentina passou a depender integralmente da Bolívia, país pouco confiável devido à grande instabilidade interna.
Apagões generalizados ainda não ocorreram. Porém, apagões programados por certas indústrias vem acontecendo sistematicamente. Cristina assumiu a presidência ciente desse problema e nada faz para solucionar. Suas propostas de resolução do problema apresentadas até o momento são simplistas demais frente à complexidade do problema. Pedir ao Brasil para abrir mão de percentuais importados da Bolívia é um pedido desesperador e não uma postura de Estado para resolver um problema dessa gravidade.
O que ocorreu, é que pouco antes da crise energética detonar (o que pode acontecer a qualquer momento), outra crise política surgiu. A crise com os ruralistas em torno do controle de preço exercido pelo governo bem como o limite de exportações que os ruralistas possuem, foi importante para mostrar outra limitação do governo. A capacidade de negociação de Cristina vem sendo fraca. Suas soluções não são viáveis pois ela se sustenta em um alicerce artificial: os índices de inflação anunciados pelo governo. Para os produtores, produzir e vender para o mercado interno está dando prejuízo pois a inflação real está na casa dos 20%. Cristina não dá o braço a torcer nas negociações e recusa-se a reconhecer que a inflação de 7% anunciada pelo seu governo é irreal.
Das duas uma: ou Cristina vencerá os ruralistas na base do cansaço, e estes perceberão que diminuir a produção e continuar vendendo para o mercado interno é a única alternativa, ou o governo sofrerá uma grave crise de confiança com a revisão das taxas de inflação, apontando os valores reais.
Se o aspecto da grave crise de 2001 era essencialmente econômico, esse de 2008 é político. O poder de destruição da atual situação é alto. Deve-se levar em consideração a baixa capacidade administrativa de Cristina e a mudança de postura da população de baixa renda (sua base eleitoral). Com o povo se voltando contra Cristina, o andamento de sua administração se tornará insustentável.
Argentina, crise politica na Argentina, crise ruralista, Cristina Kirchner, governo argentino, ruralistas argentinos
In Argentina on Maio 27, 2008 at 4:43 pm
Os argentinos comemoraram ontem o Dia da Revolução, data em que milhares de pessoas participaram de protestos a favor e contra o governo. Na cidade de Rosário, houve a mobilização dos simpatizantes dos produtores rurais. De acordo com a BBC Brasil, foi o maior protesto desde o início da crise com a Casa Rosada.
A presidente Cristina Kirchner mobilizou seus simpatizantes no norte da Argentina, na cidade de Salta. Numa clara referência aos agropecuários, Cristina disse que as políticas governamentais devem priorizar a redistribuição da riqueza em detrimento dos interesses individuais de grupos.
Já em Rosário, os ruralistas fizeram fortes discursos contra o governo e ameaçaram voltar a bloquear as estradas, impossibilitando o abastecimento.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise com ruralistas, crise domestica argentina, crise interna, Cristina Kirchner, governo argentino, Nestor Kirchner, politica argentina
In Argentina on Maio 6, 2008 at 6:12 pm
Seis de cada dez argentinos desaprovam a gestão da presidente Cristina Kirchner. De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Management & Fit, 61,8% dos entrevistados “desaprovam a maneira como a mandatária governa o país”, enquanto que 23,6% o apóiam.
30,2% têm uma imagem boa de Cristina, 4,0% muito boa, 29,8% dizem que ela é regular e 26,8% a avaliam negativamente, segundo a agência Efe. Além disso, oito de cada dez entrevistados desaprovam a gestão da presidente em relação á corrupção e sete em cada dez rechaçam sua política econômica.
A falta de flexibilidade do governo em relação ao conflito com os ruralistas, tem derrubado a popularidade de Cristina Kirchner antes do fim de seu primeiro ano à frente da Casa Rosada. Embora tenha uma oposição sem bandeiras e com escassez de lideranças, o Kircherismo não tem sido capaz de conter sua queda de popularidade.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise, Cristina Kirchner, economia argentina, governo, politica argentina, situação da argentina
In Argentina on Abril 10, 2008 at 7:26 pm
O governo de Cristina Kirchner ainda não teve descanso nesses últimos meses. Ainda adotando a estratégia do “dançar conforme a música”, o governo argentino não apresenta um plano estratégico bem delineado, que demonstra sua intenção de resolver alguns problemas internos de grande importância.
O protesto dos produtores rurais contra o aumento de tributos sobre exportações de grãos, não é um fato de acontecimento repentino. Desde meados do governo de Nestor Kirchner, quando, pela necessidade do crescimento, o governo decidiu privilegiar o mercado doméstico em detrimento ao externo, além de estabelecer preços limites para os produtos, os produtores rurais e criadores de gado se colocaram contra o governo. No entanto, naquele tempo, os produtores entendiam sobre a necessidade de aquecer a economia doméstica, aliada a alta do poder de compra do argentino, para compensar a falta de venda externa para uma população com maior poder financeiro. Porém, a época vivida foi de ótima exportação de carne e grãos por parte dos vizinhos argentinos: Brasil, Paraguai e Uruguai. Aos poucos, os produtos argentinos típicos para exportação foram sendo substituídos.
As províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Rios, Córdoba, Santiago del Estero, San Luis e La Pampa – que concentram mais de 80% da produção agropecuária local – foram bloqueadas pelos produtores. O objetivo deles é impedir a circulação de carne, frango, verduras e lácteos. Como conseqüência, os produtos já começam a desaparecer das prateleiras dos supermercados.
A onda de protestos teve início com a decisão do ministro da Economia, Martín Lousteau, em elevar a chamada “retenção” (imposto sem devolução cobrado sobre os exportadores de grãos, mas que atinge a carne e os combustíveis). Com isso, do total de soja que é exportado, 44,1% ficará retido pelo governo contra 35% de antes. A justificativa do governo para tal medida é que os recursos serão utilizados para elevar o superávit fiscal. Apesar do clima conturbado, Cristina Kirchner deu uma forte resposta aos manifestantes. De acordo com ela, esse setor foi o que mais ganhou dinheiro nos últimos anos, como conseqüência do recorde de preços das commodities no exterior.
No momento em que os produtores decidiram exportar, o governo contra-atacou com o aumento no imposto de exportação. Negociações entre líderes do setor e o governo estão ocorrendo, mas com mais intensidade somente na próxima semana. Cristina deverá se reunir pessoalmente e proporá um meio termo, além de um pacote de incentivos fiscais para os produtores. Representantes rurais exigem que o governo divulgue números reais da inflação acumulada do último ano. Nesse ponto, haverá divergências, pois por mais que muitos saibam que o governo maquia os números, esse é o número dado como oficial pela Casa Rosada. Informar números diferentes do que vem sido feito afetará gravemente a credibilidade do governo Kirchner.
Cristina Kirchner não pode alegar que a situação a pegou de surpresa. Há tempos era esperada uma situação como esta. O grande problema de Cristina foi esperar que essa crise eclodisse no momento em que o consumo energético é um problema nacional.
Argentina, crise interna, Cristina Kirchner, economia argentina, Kirchner, pacote de apoio, pequenos produtores rurais
In Argentina on Abril 3, 2008 at 4:18 pm
O apelo feito ontem pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para que a greve realizada pelos produtores rurais fosse suspensa foi rejeitada por eles. Além disso, o governo anunciou um pacote de medidas para beneficiar os pequenos produtores rurais. As informações foram divulgadas pela BBC Brasil.”Em nome de todos os argentinos, peço uma vez e pedirei quantas vezes seja necessário que, por favor, liberem os caminhos e pensem como parte de um país e não como proprietários”, afirmou Cristina na Casa Rosada, sede do governo argentino.
A presidente argentina voltou a afirmar que as portas estão abertas para todos aqueles com disposição para o diálogo. Os ruralistas pedem a suspensão do aumento de impostos que atinge a produção de soja e girassol. Porém, o governo não deseja revogar a medida, gerando esse impasse.
Antes do discurso de Cristina, o ministro Martín Lousteau (Economia) anunciou um pacote para beneficiar os pequenos produtores, tais como a liberação das exportações de trigo, a criação de uma subsecretaria rural, devolução dos impostos de soja e girassol.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise do governo Kirchner, crise interna, Cristina Kirchner, produtores rurais na Argentina
In Argentina on Março 27, 2008 at 4:42 pm
Poucos dias após completar um mês de governo, a presidente Cristina Kirchner (Argentina) enfrenta sua primeira crise. Milhares de produtores rurais protestam nas ruas contra o aumento de tributos sobre exportações de grãos. Ontem, eles conseguiram o apoio dos moradores da capital Buenos Aires, que saíram as ruas para realizar um “panelaço”.As províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Rios, Córdoba, Santiago del Estero, San Luis e La Pampa – que concentram mais de 80% da produção agropecuária local – foram bloqueadas pelos produtores. O objetivo deles é impedir a circulação de carne, frango, verduras e lácteos. Como conseqüência, os produtos já começam a desaparecer das prateleiras dos supermercados.
A onda de protestos teve início com a decisão do ministro da Economia, Martín Lousteau, em elevar a chamada “retenção” (imposto sem devolução cobrado sobre os exportadores de grãos, mas que atinge a carne e os combustíveis). Com isso, do total de soja que é exportado, 44,1% ficará retido pelo governo contra 35% de antes. A justificativa do governo para tal medida é que os recursos serão utilizados para elevar o superávit fiscal.
Apesar do clima conturbado, Cristina Kirchner deu uma forte resposta aos manifestantes. De acordo com ela, esse setor foi o que mais ganhou dinheiro nos últimos anos, como conseqüência do recorde de preços das commodities no exterior.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Blanca Ovelar, Cristina Kirchner, Eleições Paraguaias, eleicoes, Fernando Lugo, Lino Oviedo, Nicanor Duarte Frutos, Paraguai, Partido Colorado, política, visita de Cristina ao Paraguai
In Argentina, Paraguai on Março 12, 2008 at 11:24 am
O candidato à Presidência do Paraguai pela Aliança Patriótica para a Mudança, Fernando Lugo, foi recebido ontem na Casa Rosada (sede do governo argentino) pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner. A ida de Lugo a Buenos Aires tem como objetivo fazer campanha para a comunidade paraguaia que reside no país vizinho. 250 mil paraguaios residem na Argentina, mas esse número pode chegar a um milhão, segundo fontes consulares.Fernando Lugo, candidato de oposição ao partido colorado na eleição do dia 20 de abril, é apoiado por uma coalizão de organizações sociais e de esquerda.
De acordo com as últimas pesquisas divulgadas pelos meios de comunicação locais, ele é o favorito para vencer a disputa e por fim a hegemonia de 60 anos dos colorados no Paraguai.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
abastecimento, Argentina, Bolívia, Brasil, crise energética, Cristina Kirchner, energia, Evo Morales, gás natural, importação de gás, Lula
In Argentina on Março 10, 2008 at 3:57 pm
Em uma tentativa de não repetir a experiência do ano passado, quando os cortes de luz e gás impuseram uma retração no crescimento durante o inverno, a indústria argentina pretende desenvolver uma série de ações para melhorar a utilização do “insumo energético”. A informação foi divulgada pela UIA (União Industrial Argentina).As empresas dos setores alimentício, metal-mecânico, automotivo e farmacêutico são as responsáveis pela instrumentalização das medidas. Os empresários mais preocupados adquiriram geradores elétricos e paradas técnicas para não coincidirem com os horários de maior consumo de energia. Mudaram também os turnos de produção e modificaram ainda os sistemas de refrigeração.
Apesar da precaução, o presidente Juan Carlos Lacurain (UIA) rechaçou a idéia de que o setor esteja preocupado com cortes energéticos durante o inverno.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Argentina, Bolívia, Brasil, Cristina Kirchner, diplomacia, encontro, energia, Evo Morales, Hidreletrica, Lula, Ministério de Minas e Energia, política
In Argentina, Bolívia, Brasil on Fevereiro 27, 2008 at 11:02 am
Brasil, Argentina e Bolívia vão construir cinco hidrelétricas com o objetivo de, juntos, buscarem alternativas para a carência energética na região. A afirmação foi feita ontem pelo ministro brasileiro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ele disse que serão três hidrelétricas na Argentina e duas em território boliviano – juntas, produzirão em torno de 10 mil MW. No total, serão investidos R$ 30 bilhões.Segundo Lobão, o governo vai recorrer à ajuda internacional para garantir a realização das obras, se for necessário. Os ministros dos três países, vão elaborar um plano conjunto das obras, em dez dias, no qual definirão cronograma e os locais das construções das usinas.
A ministra brasileira de Meio Ambiente, Marina Silva, foi chamada para participar das conversas sobre as hidrelétricas, informou Lobão. A idéia é evitar dificuldades na concessão de licença ambiental das hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Argentina, Bolívia, Brasil, crise energética, gás boliviano, gás natural, politica latino americana
In América Latina, Argentina, Bolívia, Brasil on Fevereiro 26, 2008 at 4:21 pm
“A crise energética sul-americana deixou de ser um cenário hipotético para se transformar em ameaça real, diante da qual todos os governos da região estão adotando medidas de urgência para evitar que dentro de poucos meses comecem os cortes massivos de fornecimento de energia. E a tensão política já começa a notar-se”. A afirmação foi feita pelo jornal “El País” (Espanha), segundo a BBC Brasil.De acordo com o periódico, a presença do presidente Evo Morales (Bolívia) no encontro ocorrido entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina) é um sinal do agravamento da crise energética.
Atualmente, o Brasil importa da Bolívia um volume de gás natural dez vezes maior que a Argentina. No entanto, o governo boliviano informou que não terá condições de cumprir os contratos estabelecidos inicialmente, a não ser que o Brasil abra mão de parte de seu gás para a Argentina.
Na avaliação do “El País”, Kirchner poderia recorrer ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, devido à dificuldade do Brasil em abrir mão do gás em favor da Argentina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Argentina, Bolívia, Brasil on Fevereiro 26, 2008 at 4:18 pm
Embora não abra mão de nenhuma parte do gás importado da Bolívia, o Brasil ofereceu à Argentina transferência de energia elétrica como alternativa. A decisão ocorreu após uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina). A proposta apresentada pelo Brasil contempla um repasse de energia brasileira nos meses de inverno, estação na qual a Argentina corre risco de desabastecimento causado pelo aumento da demanda por eletricidade destinada ao aquecimento das residências e indústrias.Existe uma preocupação por parte de Lula em não criar um mal-estar com a Argentina devido à recusa em repassar gás boliviano aos argentinos. Segundo o governo brasileiro, o país necessita da totalidade dos 30 milhões de metros cúbicos de gás importados de La Paz.
Após participar do encontro com Lula e Cristina, o presidente Evo Morales (Bolívia) afirmou, em entrevista ao jornal argentino “Clarín”, que a Bolívia não conseguirá atender as demandas de Brasil e Argentina e defendeu a distribuição das cotas do gás vendido aos dois países.
Com base no acordo firmado em 2006 entre a Bolívia e o então presidente da Argentina, Nestor Kirchner, o primeiro país deveria fornecer 7,7 milhões de metros cúbicos de gás para o segundo. Porém, como conseqüência do aumento da demanda interna e do fornecimento ao Brasil, há o risco de serem repassados apenas 2 milhões de metros cúbicos diários.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Argentina, Bolívia, Brasil on Fevereiro 22, 2008 at 10:37 am
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Evo Morales (Bolívia), e Cristina Kirchner (Argentina), encontram-se no próximo sábado (23) para discutir um acordo energético entre os três países. As informações foram divulgadas pela agência G1.De acordo com o porta-voz brasileiro da presidência, Marcelo Baumbach, o governo brasileiro poderá ajudar a Argentina a enfrentar uma escassez de energia nos meses de inverno fornecendo energia elétrica, como já fez no passado, mas descarta abrir mão do gás natural vindo da Bolívia.
“A impossibilidade de abdicar de parte do gás em favor da Argentina, como quer a Bolívia, não significa indisposição a um eventual acordo”, afirmou Baumbach . Ele acrescentou ainda que existe por parte do Brasil a vontade de cooperar com a Argentina e lembrou que, no passado, o seu país cooperou de outras formas, com fornecimento de energia elétrica.
Em visita a Brasília na semana passada, o vice-presidente boliviano Álvaro García Linera disse que o país não teria capacidade de fornecer gás para Argentina e Brasil nos meses de inverno, quando sobe o consumo. A proposta boliviana é que o Brasil, apesar de poder comprar até 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás, recebesse de 27 a 29 milhões (o que seria a média anual de consumo), e que a diferença fosse encaminhada à Bolívia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, comércio exterior, Cristina Kirchner, economia, exportacao, governo, importação, impostos, Nicanor Duarte Frutos, Paraguai, política
In Argentina, Paraguai on Fevereiro 8, 2008 at 12:14 pm
A Argentina apresenta resistências em eliminar o imposto de 45% sobre as exportações de solventes e derivados de petróleos vindos do Paraguai. Esse tributo está em vigência desde o dia 16 de novembro do ano passado. Em contrapartida, o governo argentino liberou licenças de exportação de solvente industrial, nafta de uso automotivo e gás líquido de petróleo. As informações foram divulgadas pelo diretor geral de Política Econômica da chancelaria do Paraguai, Didier Olmedo, em entrevista ao jornal “ABC Color”.Apesar da promessa argentina de eliminar esse imposto de 45%, a resolução continua vigorando, o que coloca as indústrias locais em sério risco de extinção. No entanto, Olmedo informou que as negociações para a eliminação desse imposto sobre a exportação continuam.
De acordo com ele, o setor privado argentino sustenta que as variações de preços obedecem ao comportamento dos derivados de petróleo e não aos efeitos do certificado de exportação.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner, governo, Nestor Kirchner, Partido Justicialista, PJ, política, Roberto Lavagna
In Argentina on Fevereiro 7, 2008 at 10:13 am
O ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner, e o ex-ministro da Economia, Roberto Lavagna, se uniram para reorganizar o PJ (Partido Justicialista). Em declaração publicada no jornal argentino “Clarín”, Lavagna afirmou que “chegou o momento de resgatar o Justicialismo sobre a base da diversidade, sempre dentro de uma mesma filosofia”.Segundo a agência Afp, o acordo foi firmado entre Kirchner e Lavagna na última sexta-feira (1). A partir de agora, eles formarão um bloco que apoiará a indicação do ex-presidente como presidente do PJ. O Congresso dos peronistas está marcado para ocorrer no dia 7 de março.
Analisando a conjuntura interna do partido, Lavagna disse que “aqui há claramente uma maioria representada pelo ex-presidente (Néstor Kirchner) e pela atual presidente (Cristina Kirchner) e uma minoria, que é o setor que eu orientei nas últimas eleições”.
O ex-ministro da economia concluiu dizendo que nunca houve briga entre ele e Néstor. De acordo com Lavagna, ocorreram divergências políticas no final de 2005.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, corrupção, governo, Nestor Kirchner, patrimonio, política
In Argentina on Janeiro 21, 2008 at 4:59 pm
O patrimônio do ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner, aumentou 160% nos quatro anos em que esteve no poder. A informação foi divulgada com base na declaração de bens apresentada diante da agência anti-corrupção. Nesse período, sua fortuna pessoal passou de US$ 1,8 milhão para US$ 5,6 milhões.Segundo o jornal argentino “La Nación”, Kirchner adquiriu em 2007 um edifício com dez apartamentos e um complexo turístico na cidade de Santa Cruz. Esse investimento lhe teria custado uma dívida de US$ 2,6 milhões. Levando-se em conta apenas o ano passado, o patrimônio do ex-presidente passou de US$ 1,2 milhão para US$ 2,2 milhões.
Estima-se que o matrimônio dos Kirchner (Néstor e Cristina) seja de 19 casas, 14 apartamentos, 6 terrenos e 2 locais comerciais.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
America do Sul, Argentina, Brasil, crise, diplomacia, espionagem, Paraguai, política, terrorismo
In Argentina, Brasil, Paraguai on Janeiro 11, 2008 at 7:56 pm
Os três países da Tríplice Fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai – negaram a existência de atividades terroristas na região, apesar das recentes acusações de órgãos norte-americanos. As informações foram divulgadas pela agência Ansa.Ontem, representantes dos três países e dos EUA realizaram uma nova reunião do “Mecanismo 3+1 sobre Segurança na Tríplice Fronteira, em Assunção. Essa foi a sexta reunião plenária do órgão, criado em 2002, para servir como mecanismo informal de consulta, cooperação e intercâmbio de informações e experiências que possam ajudar a melhorar os níveis de segurança na região, conforme informações da Chancelaria paraguaia.
De acordo com nota oficial paraguaia, com base no ponto de vista dos três países, ignora-se a existência de evidências irrefutáveis de financiamento de terrorismo na região.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, comércio exterior, combustivel, Cristina Kirchner, diesel, energia, exportacao, gasolina, Kirchner
In Argentina on Janeiro 9, 2008 at 5:38 pm
A suspensão das exportações de gasolina e diesel foi anunciada pelo governo argentino esta segunda-feira (7) com o objetivo de assegurar o abastecimento do mercado interno, em situação de penúria. As informações foram divulgadas pela agência Lusa.De acordo com dados divulgados por uma fonte governamental à agência oficial Telam, a situação é considerada como normalizada quando todas as estações de serviço tiverem o abastecimento necessário e os preços voltarem ao seu nível de 31 de outubro.
A medida foi tomada num contexto de penúria de gasolina e sobretudo de diesel nas estações de serviço do país e do aumento consecutivo dos preços. A Argentina exporta não só petróleo e gás mas também produtos petrolíferos refinados (gasolina, querosene, diesel) para o Chile, Brasil e Uruguai.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
acordos bilaterais, Argentina, Cristina Kirchner, economia, Hugo Chavez, Nestor Kirchner, política, Venezuela
In Argentina, Venezuela on Janeiro 8, 2008 at 5:52 pm
Durante a gestão do ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner, 61% dos acordos bilaterais firmados pelo país foram com a Venezuela. A informação foi divulgada pela consultoria Nueva Mayoría. O estudo foi realizado entre 25 de maio de 2003 e 10 de dezembro de 2007, período em que Kirchner governou o país.Segundo a consultoria, “os compromissos assumidos com Caracas foram comerciais, financeiros e econômicos”. O aprofundamento das relações entre Argentina e Venezuela durante os últimos quatro anos tem sido alvo de críticas. Mesmo que Kirchner tenha deixado a política externa em segundo plano, a aproximação com Hugo Chávez (presidente da Venezuela) foi mal visto por muitos setores.
Como conseqüência, ocorreu o afastamento das relações da Argentina com os EUA, o grande adversário da Venezuela na América Latina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, campanha, corrupção, crise, Cristina Kirchner, EUA
In Argentina, EUA on Dezembro 24, 2007 at 4:54 pm
O jornal argentino “La Nación” publicou que as gravações do FBI revelaram a existência de mais recursos ilegais destinados à campanha de Cristina Kirchner do que os US$ 800 mil que foram interceptados antes de entrar na Argentina.De acordo com o promotor federal Thomas Mulvihill, “o envio de fundos adicionais para a campanha presidencial foi muito mais amplo e começou bem antes dos dólares apreendidos com o empresário venezuelano, Guido Antonini Wilson”.
Mulvihill afirmou ainda que o financiamento ilegal para a campanha foi acertado em sigilo pelos governos da Argentina e Venezuela. No entanto, segundo o jornal, o governo argentino argumenta que as denúncias não passam de especulações. Além disso, os dois países alegam que o valor apreendido com o empresário é muito pequeno levando-se em conta o valor total de uma campanha presidencial.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise, Venezuela
In Argentina, Venezuela on Dezembro 18, 2007 at 5:01 pm
A Justiça norte-americana suspeitou, no final da semana passada, que uma maleta de dinheiro que entrou ilegalmente em Buenos Aires, por meio de um empresário venezuelano, seria destinada à campanha da presidente da Argentina, Cristina Kirchner. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.Cristina qualificou a acusação de “lixo da política internacional” e disse também que isso faz parte de uma operação para abalar sua relação com o colega Hugo Chávez. Segundo ela, as suas relações com a Venezuela continuam firmes, apesar do incidente.
“Esta presidente pode ser mulher, mas não vai se deixar pressionar. Vou seguir afirmando nossa relação com todos os países latino-americanos e também com a República Bolivariana da Venezuela”, ressaltou Cristina durante um ato de governo, no qual anunciava a remoção de 26 depósitos de lixo ao céu aberto na província de Buenos Aires.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, governo, Nestor Kirchner
In Argentina on Dezembro 7, 2007 at 3:13 pm
A poucos dias de deixar o poder, o presidente Néstor Kirchner (Argentina) anunciou reajustes de 20% sobre as passagens de trens, metrô e ônibus e aumentou os impostos de exportação para os setores agrícola e petroleiro. Além disso, garantiu a aprovação do Orçamento 2008 no Congresso Nacional. As informações foram divulgadas pela BBC Brasil.Segundo analistas locais, Kirchner está assumindo o ônus dessas medidas impopulares para dar uma segurança maior para a futura presidente, Cristina Kirchner. Entre as medidas propostas, a mais polêmica delas é a lei de emergência econômica. Essa lei autoriza o governo a adotar medidas sem precisar do crivo do Congresso. Essa mesma lei foi adotada há seis anos atrás, quando a Argentina vivia uma grave crise econômica.
Na avaliação do consultor econômico Orlando Ferreres, “os ajustes nas tarifas dos transportes eram necessários porque a economia sofre uma série de distorções”. Segundo ele, “os preços vinham sendo mantidos com subsídios do Estado. Agora, a expectativa é que o próximo governo descongele as tarifas dos serviços públicos privatizados”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner, Mercosul, Uruguai
In Argentina, Mercosul, Uruguai on Novembro 28, 2007 at 1:31 pm
A relação com o Uruguai terá “algum grau de conflito” até que a Corte Internacional de Haia emita o veredicto sobre o conflito pela instalação de uma fábrica de celulose no lado uruguaio da fronteira bilateral, admitiu neste domingo, a presidente argentina eleita, Cristina Fernández Kirchner. As informações foram divulgadas pela agência Ansa.Ela afirmou, porém, que abordará essa relação com “serenidade” e indicou que Montevidéu “governou com uma política de fatos consumados que deteriora a extraordinária relação bilateral”. Garantiu ainda, em declarações divulgadas pelo jornal argentino Pagina/12, que defenderá os interesses dos argentinos e, fundamentalmente, o cumprimento dos tratados.
Durante a recente Cúpula Íbero-americana de Santiago do Chile, a fábrica começou a funcionar, o que causou um mal-estar no governo argentino.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner, politica externa
In Argentina on Novembro 28, 2007 at 1:30 pm
A presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, rechaçou a idéia de que a política externa de seu futuro governo terá uma maior aproximação com o Brasil em detrimento da Venezuela. A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao jornal “página 12”.“A política externa do presidente Kirchner foi muito clara, outorgar à América Latina outro lugar. Vamos continuar aprofundando e a Venezuela vai ingressar no Mercosul”, afirmou Cristina.
No seu entendimento, a aproximação da Argentina com o Brasil não significa um afastamento em relação à Venezuela. Ela também aproveitou para falar a respeito da questão energética. Para Cristina, a entrada da Venezuela no Mercosul é importante para “equação energética”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Brasil, Cristina Kirchner, Hugo Chavez, Lula, politica externa, Venezuela
In Argentina, Brasil, Venezuela on Novembro 27, 2007 at 4:41 pm
A presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que assumirá o poder no próximo dia 10 de dezembro, afirmou neste domingo que seu governo vai priorizar as relações com a América Latina, em especial com o Brasil e a Venezuela, vitais para resolver a equação energética e alimentar regional. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.Cristina acredita também, em entrevista publicada no domingo pelo jornal Página 12, que o Brasil e o Paraguai darão o sinal verde para o ingresso da Venezuela no Mercosul (integrado também por Argentina e Uruguai), a fim de consolidar o posicionamento estratégico do bloco a longo prazo.
De acordo com ela, a entrada da Venezuela é importante, ainda mais agora, que o Brasil encontrou petróleo. Acrescentou ainda que está a sete mil metros de profundidade e, para ser rentável, o barril tem de estar a mais de 100 dólares.
“No mundo que está chegando, as questões energética e dos alimentos são as que vão determinar as direções mais fortes e, neste sentido, temos grandes oportunidades”, declarou em entrevista em sua casa na Patagônia.
A primeira-dama argentina descartou ainda a teoria de que sua aproximação ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a quem prestou sua primeira visita oficial, implique em um distanciamento do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que apoiou a Argentina financeira e energeticamente durante recentes crises.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise, Uruguai
In Argentina, Uruguai on Novembro 27, 2007 at 11:12 am
Fontes da Direção Nacional de Migrações informaram à Afp que o Uruguai fechou neste domingo todas as passagens de fronteira com a Argentina por ordem presidencial. O objetivo da medida foi o de impedir a entrada de ativistas argentinos que planejavam protestar contra uma fábrica de celulose. As informações foram divulgadas pela agência Afp.A Afp foi informada também, por uma fonte oficial, que o fechamento aconteceu no início da tarde, quando o movimento era absolutamente normal e não se percebia a chegada dos manifestantes argentinos.
A 500 km ao noroeste de Montevidéu, foi bloqueado o trânsito de pedestres e veículos na passagem de fronteira que une as cidades de Concordia (Argentina) e Salto (Uruguai) – o único dos três cruzamentos terrestres que permanecia aberto – por disposição do presidente uruguaio Tabaré Vázquez.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, consumo
In Argentina on Novembro 27, 2007 at 11:11 am
A Argentina fechará o ano com um consumo recorde: uma elevação de 8,5% na venda de produtos básicos, o que significa seu melhor índice desde a crise de 2001. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento das compras dos setores mais baixos. Os dados foram revelados pela pesquisa “Escola de Negócios”, da Universidade Austral.Essa elevação foi possibilitada pelo reingresso dos setores médios e baixos que voltaram a ter um elevado poder de compra, como conseqüência da política de controle de preços adotada pelo presidente Néstor Kirchner. Além de melhorar o padrão de vida dos cidadãos, essa elevação deu a vitória a Cristina na última eleição presidencial.
No entanto, economistas independentes têm afirmado que seu fôlego está chegando ao final e a gestão de Cristina poderá ter dificuldades em conter o aumento da inflação.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina
In Argentina on Novembro 24, 2007 at 11:43 am
O secretário de Comércio Internacional da Argentina, Alfredo Chiaradia, afirmou que seu país pretende discutir com os demais sócios do Mercosul a taxação na exportação de produtos agrícolas. Segundo ele, devido a elevação dos preços dos commodities, em Buenos Aires, o imposto já é cobrado.Na avaliação de Chiaradia, o momento é propício para a taxação em função do excesso de demanda que manterá os preços elevados. Sobre a adoção da medida em Buenos Aires, ele disse que “se isso não ocorresse, os exportadores venderiam tudo lá fora”.
O secretário argentino lembrou ainda que se a renda aumenta, as exportações crescem em grande volume, reduz a oferta de comida e a inflação sobe.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Brasil, Congresso, Senado
In Argentina, Brasil on Novembro 23, 2007 at 12:03 pm
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) aplaudiu a decisão dos presidentes Lula e Cristina Kirchner de eliminar a utilização do dólar como moeda de referência nas transações comerciais entre o Brasil e a Argentina. A partir de janeiro de 2008, as importações e exportações entre os dois países serão feitas em moeda local, ou seja, utilizando o real brasileiro e o peso argentino. As informações foram divulgadas pela agência Senado.De acordo com Suplicy, a medida reduzirá os custos das relações comerciais entre os dois países e, em um primeiro momento, a Argentina será a maior beneficiada. Disse ainda que o fato de Cristina Kirchner ter escolhido o Brasil como o primeiro país a visitar após ter sido eleita presidente significa que as relações entre argentinos e brasileiros serão prioridade.
Informou ainda que os dois países decidiram criar uma comissão bilateral para discutir projetos em comum nas áreas de energia, economia, defesa e ciência e tecnologia. A comissão criada se reunirá duas vezes por ano, uma em Brasília e outra em Buenos Aires.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Brasil, energia, Evo Morales
In Argentina, Bolívia, Brasil on Novembro 23, 2007 at 11:23 am
O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, afirmou que a prioridade de seu país é abastecer com gás natural seu mercado interno, seguido do Brasil e da Argentina. Segundo ele, isso está determinado pelos contratos em vigor. A declaração de Villegas foi dada em Santiago, após participar de encontro com outros ministros de energia dos países andinos. Ele também falou de suas expectativas, e, no seu entendimento, Bolívia e Brasil devem trabalhar juntos a partir dos novos investimentos da Petrobras.Mesmo sendo a segunda maior reserva de gás da América do Sul, analistas têm dito que a falta de investimento tem gerado problemas de abastecimento.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner
In Argentina on Novembro 19, 2007 at 3:38 pm
Abaixo, os ministros anunciados pela presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, até o presente momento.Ministro do Interior: Florêncio Randazzo
Ministro das Relações Exteriores: Jorge Taiana
Ministra da Defesa: Nilda Garré
Ministro da Economia e Produção: Martín Lousteau
Ministro do Planejamento: Julio De Vido
Ministro da Justiça, Segurança e Direitos Humanos: Aníbal Fernández
Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social: Carlos Tomada
Ministra da Saúde e Ambiente: Graciela Ocaña
Ministra do Desenvolvimento Social: Alicia Kirchner
Ministro da Educação: Juan Carlos Tedesco
Ministro de Ciência e Tecnologia: Lino Barañao
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner
In Argentina on Novembro 19, 2007 at 3:35 pm
Cristina Kirchner, presidente eleita da Argentina, priorizará a manutenção da gestão do atual governo ao invés de implementar mudanças. De acordo com a imprensa local, nove dos quatorze membros do atual governo (Nestor Kirchner) deverão permanecer no futuro governo.Segundo a agência Efe, a mudança mais significativa ocorreu no ministério da Economia. Martín Lousteau, presidente do banco central da província de Buenos Aires (segunda maior entidade financeira do país em volume de depósitos e créditos) assumirá o lugar do atual ministro Miguel Peirano.
Para o analista político Ricardo Rouvier, isso expressa o resultado das eleições do último dia 28, quando Cristina foi eleita no primeiro turno com uma boa vantagem. “A continuidade venceu, e isso fica explícito na medida em que as figuras do atual governo foram mantidas”, afirmou ele.
Sobre a alteração no ministério da Economia, Rouvier disse que ela não obedece a mudança de política na condução do setor, mas sim a diferenças pessoais dentro do Executivo.
De acordo com a imprensa Argentina, divergências entre Peirano e o secretário de Comércio, Guillermo Moreno, inviabilizaram a permanência dos dois dentro do futuro governo.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Nestor Kirchner
In Argentina on Novembro 19, 2007 at 3:35 pm
A política econômica adotada hoje pelo governo Nestor Kirchner é o ponto mais polêmico da gestão. Por um lado, a adoção do sistema de controle de preços foi responsável por elevar o poder de compra dos cidadãos e alavancar o crescimento industrial do país. Por outro, poderá trazer problemas futuros para o país, como por exemplo, o aumento da inflação.Esse debate deve continuar ao longo da administração da futura presidente, Cristina Kirchner. Nessa semana, dando indícios que a continuidade do atual governo será seu foco inicial, ela anunciou o nome do novo ministro da Economia.
O atual presidente do Banco da província de Buenos Aires, Martín Lousteau, será o novo comandante da pasta. O jovem de apenas 35 anos assumirá o lugar de Miguel Peirano.
Lousteau será o ministro da Economia mais jovem da história do país. Apesar da mudança, a gestão seguirá a linha de seu antecessor. Por ser um defensor do dólar supervalorizado, analistas entendem que não haverá mudanças significativas na gestão macroeconômica.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina
In Argentina on Novembro 13, 2007 at 11:23 am
Os empresários mais influentes da Argentina prevêem um cenário econômico de estabilidade e estão otimistas em relação ao primeiro semestre do ano que vem, quando começa o governo Cristina Kirchner, segundo pesquisa realizada no setor. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.A enquete ouviu os 173 maiores empresários do país sobre suas preocupações com panorama de curto prazo. Eles manifestaram também sua preocupação com a inflação e a necessidade do Estado investir na infra-estrutura energética. 61% dos entrevistados acreditam que a situação econômica vai se manter estável, 20% entendem que ela melhorará moderadamente e 17% acham que ela vai piorar.
A pesquisa foi realizada pela consultoria D’Alessio IROL nos meses de outubro e novembro.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise, Tabaré Vazquez, Uruguai
In Argentina, Uruguai on Novembro 9, 2007 at 2:09 pm
O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, afirmou ontem que são remotas as esperanças de seu país chegar a um acordo com a Argentina sobre a construção de uma fábrica de celulose na fronteira entre os dois países.De acordo com a agência Efe, ele afirmou que não assinará nenhum acordo enquanto continuarem os bloqueios entre os dois países. Na ocasião da Cúpula Ibero-Americana, o uruguaio deverá encontrar-se com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, para discutir o assunto.
A construção dessa fábrica está gerando impasses, pois os argentinos alegam que ela poluirá a rede hidrográfica que passa pela Argentina. Já os uruguaios entendem que o investimento não poluirá o meio-ambiente.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela
In Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela on Novembro 8, 2007 at 2:12 pm
Na ocasião da Cúpula Ibero-Americana de Santiago do Chile (dias 8, 9 e 10 de novembro), o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, terá reuniões bilaterais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais seus colegas da Argentina, Néstor Kirchner e da Venezuela, Hugo Chávez. As informações foram divulgadas pela agência Efe.”A princípio”, deve haver encontros bilaterais com esses países, afirmou nesta terça-feira (6) o ministro do Exterior paraguaio, Rubén Ramírez. De acordo com ele, estão sendo articuladas essas agendas bilaterais e os temas estão obviamente na agenda bilateral com cada um desses países”.
Ramírez declarou ainda que Duarte também estará presente na posse da presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández, dia 10 de dezembro, quando termina o mandato de seu esposo.
A Cúpula Ibero-Americana contará com a presença de quase todos os chefes de Estado e do Governo de América Latina, Espanha e Portugal.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina
In Argentina on Novembro 8, 2007 at 2:11 pm
O governo argentino, por intermédio do ministro do Planejamento Julio De Vido, iniciou as negociações com o presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Luis Alberto Moreno, e a atualização do programa financeiro até 2011 com o objetivo de reorientar o destino dos recursos e criar uma entidade de fomento para o setor produtivo. De acordo com a imprensa local, esse montante de recursos é de US% 5,8 bilhões.Também está participando das reuniões o ministro da Economia da Argentina, Miguel Peirano, para buscar uma forma de conseguir novos créditos a taxas mais baixas para fundar o BICE (Banco de Investimentos e Comércio Exterior). O banco contaria com um capital inicial de US$ 300 milhões para financiar o setor produtivo.
O foco central do BICE seria a aplicação desses recursos em programas de infra-estrutura, direcionados para o desenvolvimento de energia renovável. Atualmente, os programas que o BID tem na Argentina estão concentrados na recuperação das zonas afetadas pelas inundações, modernização portuária, monitoramente de bairros, entre outros.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Kirchner
In Argentina, Artigos on Novembro 1, 2007 at 7:50 pm
A reeleição do casal Kirchner representa um rebaixamento na democracia argentina e um crescimento da política populista-familiar do país. Para aqueles que esperavam uma disputa emocionante pelo comando maior do país, o que se viu foi uma candidata que não precisou mostrar nenhuma qualidade porque a oposição não a colocou contra a parede em nenhuma situação.
A campanha foi muito tranqüila para Cristina Kirchner. Enquanto seus opositores digladiavam entre si, Cristina já ia adiantando algum trabalho como Presidente do país. As viagens internacionais, onde Cristina conversou com Ângela Merkel (Alemanha), Nicolas Sarkozy (França), Lula e Bill Clinton, serviram para consolidar no país a sua imagem de futura presidente da nação.
No entanto, a vitória de Cristina não representa, necessariamente, uma vitória para a Argentina. Sua administração tenderá a ser uma continuação muito fiel do governo de seu marido. Algumas mudanças pontuais poderão ser observadas ao longo de seu mandato, porém serão mudanças referentes à característica pessoa de Cristina e não ao seu modelo de gestão.
A inflação poderá ser um dos primeiros grandes problemas que Cristina enfrentará. Enquanto Nestor fez questão de assegurar ao povo e a investidores estrangeiros que o índice de inflação oscilava entre 7% e 9%, analistas independentes sem vínculos com o governo, afirmavam que esse índice na verdade oscilava entre 17% e 20%. A abrubta diferença não poderá ser maquiada tão facilmente no começo de 2008, como foi feito ao longo de 2007. Uma percepção popular na alta dos preços, caso esse chegue a um ponto insustentável, poderá acarretar facilmente em uma queda de popularidade para Cristina. Em Buenos Aires, única província onde Cristina não venceu nas urnas, a pressão da oposição e fiscalização popular tende a ser maior.
A crise energética se torna cada vez mais uma realidade para a Argentina. O limite de produção energética já foi atingido e o racionamento vem sendo aplicado com mais freqüência. A importação de gás natural proveniente da Bolívia deverá aumentar, assim como a instabilidade no país vizinho. Caso a Bolívia confirme a previsão de se tornar um barril de pólvora, a crise energética argentina se consolidará, a indústria será fortemente afetada e Cristina terá muitas dificuldades em manter a estabilidade da economia, mesmo a força como seu marido vinha fazendo.
Com o Brasil, não devemos esperar grandes mudanças. Afinal, a família é a mesma e Nestor terá um papel preponderante na administração de Cristina. No entanto, a capacidade de dialogar é muito maior em Cristina do que em Nestor. Nesse ponto, poderemos esperar uma sensível melhoria nos diálogos Brasil-Argentina.
In Argentina on Outubro 29, 2007 at 10:42 am
*Por Carlos Eduardo Borenstein, analista político da Arko América Latina
A vitória da candidata da “Frente para a Vitória”, Cristina Kirchner, veio a confirmar as projeções realizadas antes da definição do candidato governista. Fosse Néstor ou Cristina, dificilmente o Kircherismo perderia o poder na Argentina, devido ao cenário econômico favorável. Mesmo que os críticos argumentem que sua durabilidade seja de curto prazo, a política de controle de preços e elevado gasto público, turbinou o poder de compra dos cidadãos (desde pobres até ricos).
Outra conseqüência não menos importante foi a blindagem criada em torno de Cristina. Nem os escândalos de corrupção que atingiram funcionários do alto escalão da Casa Rosada conseguiram abalar sua candidatura. Só para lembrar, a então ministra da Economia, Felisa Miceli, foi obrigada a renunciar após uma bolsa com dólares ser encontrada no banheiro de seu gabinete.
Com um crescimento de 8% nos últimos cinco anos, o governo dispôs de mecanismos para cooptar adversários nas províncias. Isso foi possível através do direcionamento de recursos para localidades governadas pela UCR (União Cívica Radical). Com isso, a Casa Rosada conquistou o apoio de 20 dos 24 governadores. De lá, vieram à maioria dos votos para Cristina.
Em relação à votação dela, o analista político argentino Rosendo Fraga fez uma leitura bastante interessante. De acordo com ele, quatro de cada cinco eleitores de Cristina haviam votado no ex-presidente Carlos Menem, cuja base também foi às províncias mais pobres. Por sua vez, assim como Cristina, o ex-presidente tinha sua rejeição localizada na capital Buenos Aires. As coincidências não param por ai. Os governadores que apoiaram Menem eram das mesmas províncias dos que, nessas eleições, apoiaram Cristina. A diferença fica na questão política, Menem era de centro-direita e Cristina é de centro-esquerda.
Esse fenômeno ocorreu justamente por questões econômicas. Enquanto na capital o eleitor é menos dependente desses recursos, nas províncias a relação é inversa. A vinda de recursos do governo central significa a sobrevivência do político local e dos habitantes.
Num cenário onde os argentinos votaram pragmaticamente com o “bolso”, a oposição não teve nomes nem alternativas para confrontar o governo. Um indicativo foi às estratégias desenvolvidas pelos adversários da futura presidente. A segunda colocada na disputa, Elisa Carrió, apresentou-se como moralizadora prometendo combater a corrupção. Amealhou votou do eleitor de classe média que não tolera desvios éticos, mas deixou a desejar na hora de apresentar um projeto de país.
Atrás dela ficou o ex-ministro da Economia, Roberto Lavagna, que se posicionava como meio governo meio oposição. Fez isso para tentar tirar proveito por ter sido ministro da Economia de 2003 a 2005. Essa estratégia tirou poucos votos do Kircherismo, pois se a política econômica vai bem, porque mudar de candidato? Foi mais ou menos assim o raciocínio do eleitor.
Mesmo crescendo na reta final, o candidato da “ Frejuli (Frente Justiça, União e Liberdade)”, Alberto Rodríguez Saá, não ameaçou o governo. Ele representava a facção do Partido Justicialista (Peronista) de oposição a Nestor Kirchner. Era apoiado pela centro-direita do partido, liderada pelo ex-presidente Carlos Menem. Conseguiu tirar votos daquele eleitor que é peronista, mas estava descontente com o governo.
Por sua vez, o candidato Ricardo López Murphy deu mostras que ainda carrega o desgaste de ter sido ministro da Economia do ex-presidente Fernando de La Rua. Na sua gestão, adotou políticas econômicas ortodoxas de controle do gasto público que geraram insatisfações. Pelo seu passado pregresso, acabou visto pela classe média como um político com posturas muito a direita, ficando inviabilizado politicamente. Mas, por ser um critico do gasto público da atual administração, poderá lucrar caso Cristina fracasse no manejo da economia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner, FMI, Kirchner
In Argentina on Outubro 22, 2007 at 7:26 pm
A candidata a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, atacou o FMI (Fundo Monetário Internacional) ontem, durante seu programa eleitoral. De acordo com a agência Reuters, o comercial de TV mostrou crianças respondendo errado quando eram questionadas a dizer o que era o organismo internacional.
No final da propaganda, um narrador afirmava: “graças a nós, nossas crianças não fazem idéia do que seja o FMI”.
Com o argumento de libertar a Argentina da influência do fundo em sua política econômica, o presidente Néstor Kirchner (Argentina) pagou, antecipadamente, a dívida de US$ 9,5 bilhões que o governo tinha com o fundo.
O atual presidente acredita que as políticas ditadas pelo FMI foram responsáveis pela crise econômica que atingiu o país em 2001 e 2002. A estratégia da campanha de Cristina é reforçar suas críticas ao FMI, que é muito impopular no país devido à eficiente campanha negativa feita por segmentos mais à esquerda.
O discurso da candidata à presidência tem como objetivo dialogar com os segmentos mais à esquerda do Partido Justicialista, pois algumas de suas prioridades têm sido as viagens ao exterior e as reuniões com o empresariado para ser mais simpática junto a esses segmentos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina, Bolívia on Outubro 18, 2007 at 12:14 pm
O ministro de Energia da Bolívia, Carlos Villegas, afirmou que o país atrasará por um ano as exportações de gás natural para a Argentina. O objetivo é fazer com que haja um aumento de sua produção para cumprir com as obrigações contratuais.
“O contrato estabelece que devemos enviar 27 milhões de metros cúbicos, porém podemos esperar por mais um ano para começar a exportar essa quantidade”, afirmou Villegas.
Com uma produção de 40 milhões de metros cúbicos por dia, a Bolívia é a segunda maior reserva de gás da América do Sul, sendo a maior exportadora da região. Entretanto, analistas acreditam que o país terá dificuldades de cumprir suas obrigações contratuais e, ao mesmo tempo, atender sua demanda interna.
Como conseqüência desse cenário, Evo Morales (presidente da Bolívia) tem ameaçado de expulsão as empresas que não investirem em seu país.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Outubro 18, 2007 at 12:13 pm
O ministro do Planejamento Federal, Julio de Vido, descartou a existência de problemas no abastecimento de diesel. As declarações têm como objetivo evitar que a crise energética traga efeitos negativos para o governo na eleição presidencial do próximo dia 28. De acordo com ele, as versões divulgadas na imprensa sobre escassez do produto “não possuem nenhum fundamento técnico”.
Mesmo com a negativa do governo, existem alguns indícios que são preocupantes. A Bolívia, maior exportador de gás natural da região, anunciou a redução do volume exportado para Buenos Aires. Com isso, as dificuldades para segmentos estratégicos da economia serão afetados.
Como faltam poucos dias para as eleições, o desabastecimento não deve trazer ônus para a senadora Cristina Kirchner. No entanto, se a crise permanecer a futura presidente poderá “pagar essa fatura”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner
In Argentina on Outubro 17, 2007 at 2:57 pm
O analista Hugo Krasnobroda afirmou que a candidata Cristina Kirchner não mudará sua estratégia na reta final da campanha eleitoral. No entanto, em artigo publicado no jornal “El Tribuno”, ele afirmou que a senadora se dedicará “exclusivamente a percorrer o território nacional, abandonando as viagens ao exterior”.
Sobre a estratégia dos candidatos de oposição (Elisa Carrió, Roberto Lavagna, Alberto Rodrigúez Saá e Ricardo López Murphy), Krasnobroda entende que “eles não conseguiram apresentar-se à sociedade como portadores legítimos de uma alternativa de governo”.
As declarações do analista retratam bem a conjuntura atual na Argentina. Devido ao bom cenário econômico vivido pelo atual governo, a oposição está sem agenda. Isso ocorre porque o eleitor que melhorou seu padrão de vida nos últimos quatro anos não mostra disposição em mudar.
A expectativa é que a eleição caminhe para uma vitória do Kircherismo no primeiro turno, já que a campanha está no final e, muito dificilmente, haverá uma alteração.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, EUA, Hillary Clinton
In Argentina on Outubro 17, 2007 at 2:53 pm
A forte candidata a suceder, hoje, George W. Bush na Casa Branca, Hillary Rodham Clinton, buscará “aprofundar a cooperação econômica e estratégica” com a Argentina se eleita presidente em 2008, conforme indicam os prognósticos e a aposta da Casa Rosada. Hillary disse que isso fará parte de sua política de vigoroso compromisso com toda a América Latina e criticou Bush por descuidar da região. As informações foram divulgadas pelo jornal argentino “La Nación”.
Como prova desse gesto de apoio à Argentina, a candidata publicou um artigo na prestigiosa revista “Foreign Affairs” para adiantar os eixos de sua política exterior caso venha a ser a primeira presidenta na história dos EUA. “Devemos apoiar às maiores democracias em desenvolvimento na região, Brasil e México, e aprofundar nossa cooperação econômica e estratégica com a Argentina e o Chile”, declarou.
Compartilhou também da crítica que o presidente Néstor Kirchner e outros líderes da região fizeram a Bush e ao seu governo durante os últimos anos. Hillary afirmou que o presidente americano se descuidou dos vizinhos do Sul, bem como retrocedeu no desenvolvimento democrático e na abertura econômica da América Latina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Outubro 17, 2007 at 10:49 am
A forte candidata a suceder, hoje, George W. Bush na Casa Branca, Hillary Rodham Clinton, buscará “aprofundar a cooperação econômica e estratégica” com a Argentina se eleita presidente em 2008, conforme indicam os prognósticos e a aposta da Casa Rosada. Hillary disse que isso fará parte de sua política de vigoroso compromisso com toda a América Latina e criticou Bush por descuidar da região. As informações foram divulgadas pelo jornal argentino “La Nación”.
Como prova desse gesto de apoio à Argentina, a candidata publicou um artigo na prestigiosa revista “Foreign Affairs” para adiantar os eixos de sua política exterior caso venha a ser a primeira presidenta na história dos EUA. “Devemos apoiar às maiores democracias em desenvolvimento na região, Brasil e México, e aprofundar nossa cooperação econômica e estratégica com a Argentina e o Chile”, declarou.
Compartilhou também da crítica que o presidente Néstor Kirchner e outros líderes da região fizeram a Bush e ao seu governo durante os últimos anos. Hillary afirmou que o presidente americano se descuidou dos vizinhos do Sul, bem como retrocedeu no desenvolvimento democrático e na abertura econômica da América Latina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Outubro 17, 2007 at 10:48 am
O analista Hugo Krasnobroda afirmou que a candidata Cristina Kirchner não mudará sua estratégia na reta final da campanha eleitoral. No entanto, em artigo publicado no jornal “El Tribuno”, ele afirmou que a senadora se dedicará “exclusivamente a percorrer o território nacional, abandonando as viagens ao exterior”.
Sobre a estratégia dos candidatos de oposição (Elisa Carrió, Roberto Lavagna, Alberto Rodrigúez Saá e Ricardo López Murphy), Krasnobroda entende que “eles não conseguiram apresentar-se à sociedade como portadores legítimos de uma alternativa de governo”.
As declarações do analista retratam bem a conjuntura atual na Argentina. Devido ao bom cenário econômico vivido pelo atual governo, a oposição está sem agenda. Isso ocorre porque o eleitor que melhorou seu padrão de vida nos últimos quatro anos não mostra disposição em mudar.
A expectativa é que a eleição caminhe para uma vitória do Kircherismo no primeiro turno, já que a campanha está no final e, muito dificilmente, haverá uma alteração.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Cristina Kirchner
In Argentina on Outubro 16, 2007 at 3:02 pm
Há menos de duas semanas para as eleições, a senadora Cristina Kirchner lidera todas as pesquisas e, se a votação ocorresse hoje, venceria em primeiro turno. De acordo com a BBC Brasil, três pesquisas divulgadas no último final de semana indicaram que Cristina tem sua base eleitoral concentrada entre as classes média e baixa.
Entre 16% e 25% de suas intenções de voto concentram-se nas classes alta e média. Já nas classes baixas, esse índice fica entre 49% e 55%.
Nesse momento, a candidata do Kircherismo possui 19 pontos percentuais a mais que a segunda colocada, Elisa Carrió (Coalizão Cívica). Os índices de Cristina variam entre 40% e 45%.
Os percentuais de Carrió, em contra-partida, localizam-se igualmente em todas as classes sociais. O terceiro colocado, Roberto Lavagna (ex-ministro da Economia), tem mais votos nas classes altas e menos votos entre os mais necessitados.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Outubro 11, 2007 at 1:29 pm
*Análise do Cientista Político e Presidente da Arko Advice, Murillo de Aragão
A candidata favorita à Presidência da Argentina, senadora Cristina Kirchner, conseguiu a foto com a qual sonhava para o “broche de ouro” de sua campanha: ao lado do presidente Lula, o líder político mais bem avaliado da América Latina (56%), segundo pesquisa da Ipsos Public Affairs, publicada no fim de semana pelo jornal La Nación, o mais crítico ao peronismo.
Na quarta-feira (03.10.07), depois de almoçar no Palácio do Planalto, Cristina encontrou-se com um grupo de empresários brasileiros e com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, com quem discutiu investimentos em energia na Argentina, uma das maiores preocupações do governo, que voltou a enfrentar apagão no último inverno.
Coutinho estima em US$ 4,5 bilhões as linhas de crédito disponíveis para quem quiser investir na Argentina. A prioridade do “PAC portenho” que Cristina pretende lançar, se eleita, é o gasoduto Norte-Sul, que cruzaria o continente levando gás da Venezuela para o Brasil e a Argentina.
A candidata está convencida de que uma associação entre os três países e a Bolívia “fechará a equação energética da América Latina”, o tema que mais empolga o presidente brasileiro.
Diferentemente do marido, que despreza a política externa e mal conhece Uruguai e Chile (onde tem parentes), a primeira-dama realizou recente périplo pela Europa e Estados Unidos, onde, à exceção de George W. Bush, foi recebida por todos os chefes de estado.
Cristina encantou-se com o universo lá fora e acredita que a química que desenvolveu com aqueles líderes será o principal instrumento da abertura da Argentina para o mundo que pretende promover ao alojar-se na Casa Rosada.
Essa será a principal característica da sua política externa, como forma de romper o isolamento a que seu marido confinou o país, restrito nos últimos anos à amizade de Hugo Chávez e aos laços ancestrais com a Espanha.
O relacionamento com o Brasil, para quem Buenos Aires sempre foi a mais estratégica das parcerias, está contaminado pelo ressentimento desde que Nestor Kirchner trocou a privilegiada pauta comercial com Brasília pelos petrodólares de Caracas.
A virtual futura presidente vislumbra aí o único e forte traço de inovação de seu programa de governo: reaproximar-se do Brasil, que mantém uma boa relação com os Estados Unidos, e aos poucos recompor seu diálogo com os americanos, deteriorado pelo chavismo de Kirchner.
Os argentinos têm um eterno complexo de inferioridade diante de Washington, resultando em relações de amor e ódio, das quais jamais tiram qualquer benefício. Tudo o que eles sonham desde 2001 é a recuperação do que chamam de “protagonismo internacional”.
A convicção de que os argentinos escolherão o continuísmo não está apenas nos números das pesquisas. É uma conclusão natural diante da constatação de que o peronismo domina a periferia de Buenos Aires, quase 30% da população eleitoral de 12 milhões que vive na capital. Esse número representa praticamente metade dos votantes do país.
Governar, no entanto, não será tão simples. Espera-se de Cristina um pacto “a la Moncloa” com empresários e trabalhadores para flexibilizar salários e preços, sem excitar a inflação que estaria em 17% anuais (10% na versão do governo), mantendo a elevada taxa de crescimento da economia prevista para 8% este ano.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Outubro 9, 2007 at 1:44 pm
O presidente da Repsol YFP, Luis García, declarou que a empresa petroleira está interessada em exportar gás natural para o mercado argentino, por meio do contrato assinado com a YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) com a Enarsa (estatal petroleira argentina).
García confirmou ainda que a Repsol está interessada em explorar para o mercado brasileiro. O tema, porém, ainda está sendo estudado entre os sócios da empresa, segundo ele. Também serão analisadas opções para o desenvolvimento de campos, pois é preciso considerar o aspecto técnico.
A Repsol tem sete contratos assinados com a YPFB. Três deles são de exploração e os outros quatro de exportação.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Outubro 8, 2007 at 5:58 pm

A ida da candidata a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ao Brasil em um avião presidencial (Tango 02) recebeu críticas dos principais candidatos de oposição. Os presidenciáveis Elisa Carrió (Coalizão Cívica), Roberto Lavagna (UNA), Alberto Rodríguez Saá (Frente Justicialista) e Ricardo López Murphy (Recrear-PRO) acusaram a candidata governista de usar a máquina pública para fazer campanha, segundo a BBC Brasil.
Essas críticas da oposição não são novas. Antes da definição de quem seria o representante do governo nas eleições, os opositores argumentavam que o presidente Néstor Kirchner estava inaugurando obras públicas com o objetivo de se promover.
Espera-se que a oposição parta para uma campanha negativa de desqualificação de qualquer ação da candidata governista.
Afinal, falta pouco tempo para o primeiro turno e eles seguem sem uma proposta alternativa viável ao Kircherismo.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina, Brasil on Outubro 5, 2007 at 2:59 pm

A senadora candidata a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, almoçou ontem com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e reuniu-se com empresários brasileiros no Itamaraty.
Depois do encontro, Cristina defendeu a “associação energética entre os dois países” e afirmou que ela servirá para criação de um círculo virtuoso de crescimento em toda a região. “O mundo atual tende à formação de blocos, e creio que a ampliação e o aprofundamento deste que formamos no Mercosul é o desafio de todos nós”, declarou.
Na reunião com os empresários, a candidata foi muito questionada sobre o real índice de inflação do país. Recentemente, funcionários do INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos) acusaram o governo de intervir no órgão para manipular os índices inflacionários.
Cristina também fez uma defesa da situação da Argentina, e convidou os empresários brasileiros a investirem no país.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina, Brasil on Outubro 3, 2007 at 1:36 pm
O empresário George Soros tem como objetivo realizar milionários investimentos em projetos de produção de biocombustível e geração de energia elétrica na Argentina. As informações foram divulgadas pelo jornal de negócios “El Cronista”.
Em entrevista concedida ao jornal, o responsável técnico da Adecoagro (sociedade que tem como um dos seus proprietários o milionário George Soros), Alejandro López, declarou que os investimentos no país deverão girar em torno dos US$ 400 milhões.
López também adiantou que o empresário investirá US$ 1 bilhão no Brasil. Atualmente, os brasileiros são responsáveis por uma produção anual de 30 milhões de litros de etanol.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina, Especial on Outubro 1, 2007 at 2:54 pm

Por Rosendo Fraga, analista político argentino
O triunfo da administração Kirchner no Chaco e a vitória em Chubut não modificam o fato de que as eleições provinciais foram difíceis para o governo.
Na eleição no Chaco, a única das seis províncias governadas pelo radicalismo que não está com o governo, houve um surpreendente êxito do candidato de Kirchner, Jorge Capitanich. Enquanto que no Chubut foi reeleito o justicialista (PJ) Mario Das Neves, que é bastante alinhado com o presidente.
De 24 distritos, 14 – que representam aproximadamente a metade do padrão eleitoral nacional – já elegeram seus governadores. Os candidatos alinhados com Nestor Kirchner ganharam em mais da metade: Catamarca, Rio Negro, Entre Rios, San Juan, Tucuman, La Rioja, Chaco e Chubut. Os dois primeiros são radicais pró Kirchner e os outros seis são, assim como Kirchner, justicialistas. O presidente foi derrotado em cinco distritos: Capital, Santa Fé, Terra do Fogo, Neuquen e São Luis. Em Córdoba, apesar de não ter sido derrotado eleitoralmente, Kirchner foi derrotado politicamente, já que uma denúncia de fraude gerou um importante custo político.
As diferentes estratégias para a eleição presidencial de quem derrotou Kirchner mostram a clara divisão nacional da oposição.
Na capital, o prefeito Mauricio Macri, apóia Ricardo López Murphy para presidente, ao passo que na província de Buenos Aires o seu candidato é um governador contrário a Murphy. Já no resto do país, Macri não apóia ninguém.
Em Santa Fé, Hermes Binner respalda, a princípio, a dupla Carrió-Giustanini (esquerda); Em São Luís, o vencedor Alberto Rodriguez Saá apóia sua própria candidatura para presidente por uma facção dissidente dos peronistas. Em Neuquen, o vencedor Jorge Sobisch também sustenta sua própria candidatura presidencial e na Terra do Fogo, Fabiana Rios, a vencedora, apóia a esquerdista Elisa Carrió.
Esta diversidade de estratégias nacionais são uma boa amostra de como a divisão da oposição é uma relevante vantagem do governo. Se nesses cinco distritos os ganhadores apoiassem uma mesma alternativa presidencial, poderíamos ter hoje uma eleição mais acirrada entre forças equivalentes.
Das oito províncias que elegem um governador no dia 28 de outubro, Buenos Aires e Santa Cruz são as mais relevantes politicamente. A primeira constitui 40% dos votos efetivos no país. O município de La Matanza, por exemplo, equivale em votos às províncias de Terra do Fogo, Santa Cruz, La Pampa, São Luis, Catamarca e La Rioja juntas. Na província de Buenos Aires, o candidato do governo Daniel Scioli tem uma vantagem importante, dada a divisão da oposição.
Em Santa Cruz, pela primeira vez em 16 anos, o Kirchnerismo corre certo risco de perder, devido à crise que a província vive e à aparição de um opositor com personalidade, Eduardo Costa. Este distrito adquire importância política por ser o dos Kirchner.
Nas províncias restantes, os comícios mostram certa diversidade. Em Jujuy, La Pampa e Formosa, deverão ser reeleitos os atuais governadores que são justicialistas e apóiam o presidente. Em Salta, deverá ganhar o candidato que apóia o atual governador Juan Carlos Romero, que está formalmente com Kirchner, mas é um crítico de várias medidas políticas do presidente. Em Mendoza, o candidato do governador Julio Cobos, radical (mas apóia Kirchner) pode vir a perder a eleição. Nas Missões, também pode ser derrotado o candidato do governador Carlos Rovira, que apóia o presidente. Nas duas províncias restantes (Santiago e Corrientes), governadas por radicais que apóiam Kirchner, não há eleições para governador.
(Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Agosto 16, 2007 at 5:57 pm

Segundo informe do INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos) as classes média e baixa foram as que mais sofreram com a elevação da inflação.
As duas classes pagaram cerca de 4,3% e 4,4%, respectivamente, nos produtos e serviços que utilizam com mais freqüência.
O INDEC informou que, no primeiro semestre de 2007, a inflação no país ficou em 3,9%.
Os produtos que mais aumentaram foram os alimentos e as bebidas.
Nesse período, os pobres gastaram 46,60% de suas compras com alimentos e bebidas, enquanto que os ricos gastaram 23,26%.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina, Mercosul, México on Agosto 1, 2007 at 4:38 pm

Após reunir-se com o Presidente do México, Felipe Calderón, Néstor Kircher (Presidente da Argentina) afirmou que “a entrada do México no Mercosul é essencial para o Bloco”.
De acordo com Kirchner, os demais sócios do Mercosul também compartilham dessa visão. Na opinião do Presidente argentino, “o momento é de fortalcer e ampliar a integração na América Latina”.
A BBC informou que Kirchner convidou o México a pensar na proposta de integrar o Mercosul com o mesmo status que possuem o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Por sua vez, Felipe Calderón (Presidente do México), não se comprometeu com a proposta. Limitou-se a dizer que “o Mercosul é importante e pretende aproximar seu país do Bloco”.
Como o México faz parte da Área de Livre Comércio da América do Norte, juntamente com os EUA e o Canadá, seu ingresso no Mercosul seria dificultado.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Julho 23, 2007 at 1:18 am

Depois de Felisa Miceli (ex-ministra da Economia), outra ministra do governo Kirchner está sendo acusada de corrupção. A ministra da Defesa, Nilda Garré, está sendo intimada por um suposto contrabando de peças de fuzis FAL para uma empresa dos EUA. De acordo com a agência AFP, a justiça argentina investiga uma exportação de peças de fuzis para a empresa Connecticut (EUA) de propriedade de um ex-militar argentino.
O carregamento (que possui a assinatura da ministra) ficou retido na alfândega porque o preço declarado foi considerado inferior ao real. A ministra contra-argumenta afirmando que “em função da campanha eleitoral a questão está sendo superdimensionada pela justiça argentina”.
Pelos últimos acontecimentos, o tema da corrupção deverá entrar com força na disputa eleitoral. A oposição que estava sem discurso deverá fazer uso da campanha negativa para desgastar o kircherismo. A grande incógnita é saber como a oposição conseguirá vender propostas para o eleitorado, pois apenas com campanha negativa não se ganha eleição. A aposta do governo será que a questão da corrupção esfrie até a disputa de outubro.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Julho 23, 2007 at 1:17 am
De acordo com o INDEC (Instituto Nacional de Estatística de Censos), mesmo com a escassez de gás natural e energia elétrica, a Argentina registrou um crescimento econômico de 8,2% no mês de maio.
Embora esse índice tenha sido confirmando oficialmente somente ontem, isso já havia sido antecipado de forma extra-oficial pelo presidente Néstor Kirchner em ato na Casa Rosada. Com isso, o índice ficou acima das projeções dos analistas econômicos que acreditavam num crescimento de 7,7%.
A notícia é importante para o governo Kirchner, pois, mesmo com os escândalos de corrupção que vem atingindo o governo, a atividade econômica segue em alta, fazendo com que a população tenha condições de vida melhores e diminuindo eventuais insatisfações com a atual gestão.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Julho 15, 2007 at 10:21 pm

De acordo com a agencia EFE o ex-presidentes da Argentina, Carlos Menem e Adolfo Rodríguez Saá, defenderam a expulsão de Néstor e Cristina Kirchner do Partido Justicialista. Na opinião dos dois ex-presidentes, Néstor e Cristina, são integrantes de outro partido, a Frente para a Vitória (criado pelo atual presidente em 2003).
Em declaração a imprensa, Menem afirmou: “eles deixaram de ser justicialistas, com a criação da Frente para a Vitória”. Para que a expulsão seja efetivada, Menem e Saá apresentaram um documento junto ao tribunal de disciplina do PJ (Partido Justicialista).
Os dois ex-presidentes argentinos estão buscando uma forma de excluir o kircherismo das fileiras do partido para não perder o espaço que está sendo ocupado por Néstor e Cristina Kirchner.
Como, atualmente,o peronismo não dispõe de nomes alternativos, o casal Kirchner está dominando a legenda e ameaçando figuras históricas, tais como, Menem e Saá.
Assim, com a expulsão deles um espaço seria aberto dentro do peronismo sendo ocupado por algum político de oposição ao atual governo.
Conforme podemos ver está ocorrendo dentro do partido o velho conflito de elites inerentes a qualquer organização, na medida em que, o kirchnerismo está mais forte que o peronismo.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Julho 6, 2007 at 3:11 pm

Dando continuidade ao acompanhamento das eleições argentinas, a equipe Arko América Latina elaborou uma análise mais aprofundada a respeito dos motivos que levaram o presidente Néstor Kirchner a desistir de concorrer à reeleição cedendo espaço para senadora e primeira-dama, Cristina Kirchner.
Na estratégia do kirchnerismo não pode ser desconsiderado os efeitos da ampla vitória que Mauricio Macri conquistou para a prefeitura autônoma de Buenos Aires. Essa, mostrou que o eleitor argentino “comprou uma nova proposta”, na medida em que, rejeitou Telerman (atual prefeito) e não gostou da campanha negativa que Filmus realizou no segundo turno. Isso ocorreu, pois para a maioria do eleitor ( que não gosta de política), quanto menos agressiva for a campanha, mais simpática ela será. Atento a isso, Macri fez uma campanha propositiva, “conquistando o eleitor argentino” com propostas, evitando criticas. Isso lhe deu uma vitória com larga margem (20% de diferença), fato que assustou o kirchnerismo.
Dessa forma, caso Néstor Kirchner apresentasse a reeleição, ele seria um candidato “velho que tentaria ser vendido como novo”, por isso a escolha por Cristina Kirchner. Uma prova disso é o slogan: “Cristina, a mudança apenas começa” e a declaração do ministro do Interior, Aníbal Fernandez, dizendo que “ela significa a atualização das medidas políticas e econômicas”.
Isso é um indicativo de que as pesquisas internas do governo mostraram que a candidatura do presidente Néstor Kirchner possui “teto” e estava “cansada”. Isso ocorre, pois melhor que seja o governo, ele sempre sofre algum desgaste.
Com Cristina de candidata, ela pode ser apresentada como “mudança”, carregando o “bônus” da política econômica do governo Kirchner e escapando do rótulo do continuísmo. Além disso, uma parcela dos eleitores não conhecem totalmente ela, o que fará ela crescer mais (hoje,Cristina tem 46% de intenção de voto e Néstor Kirchner 50%). Isso dificilmente ocorreria com Kirchner (que 99% dos argentinos conhecem), podendo criar um espaço para uma candidatura de oposição crescer.
Também não pode ser desprezada a tendência de ascensão na política de mulheres em todo o mundo. Além disso, a Argentina tem o histórico de Evita, o que soma pontos para Cristina, mesmo que sejam personalidades políticas diferentes.
Com isso, teremos o seguinte quadro eleitoral na Argentina:
1)Cristina como a candidata da “mudança” com o governo do marido nas costas;
2)A oposição tentando ligar ela às coisas ruins do governo;
Porém, ao que tudo indica, ela escapará dessa ligação por ser “outra candidata”, ou seja, não é o presidente que está disputando o cargo novamente, e principalmente, porque terá a política econômica do marido para defender, deixando a oposição com poucas propostas alternativas para apresentar ao eleitorado.
Essa tendência dificilmente mudará, pois o eleitor tem algo concreto a seus olhos (a política econômica) e terá receio em mudar por algo “duvidoso” (as proposta que serão apresentas pela oposição).
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina on Julho 5, 2007 at 3:10 pm

Ontem, o governador da província de Mendoza, Julio Cobos, confirmou que foi convidado pelos kirchneristas para ser o vice da senadora Cristina Kirchner na disputa eleitoral de outubro. Cobos pertence a uma ala da UCR (União Cívica Radical) que nos últimos anos aliou-se ao presidente Néstor Kirchner. Desde estão eles têm sido denominados como os “Radicais-K”.
Também estão crescendo as especulações no país sobre a pretensão do atual presidente de criar um novo partido. Essa nova sigla vai reunir os peronistas progressistas, integrantes da UCR e os socialistas.
Sobre isso, Aníbal Fernández (ministro do Interior), confirmou que, a partir de dezembro, Kirchner “construirá um moderno partido político”.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Kirchner
In Argentina, Especial on Junho 14, 2007 at 6:52 pm

O representante do governo Kirchner nas eleições para a capital, Daniel Filmus, pediu a intervenção do atual mandatário na sua campanha. Para Filmus, o presidente Kirchner “está mostrando, claramente, quem é o candidato de direita nessas eleições”, numa referência ao seu adversário Mauricio Macri.
Faltando duas semanas para o segundo turno das eleições, o Presidente Nestor Kirchner tem reforçado seu vínculo com Filmus em todos os atos que participa e criticado Macri, buscando vincula-lo ao “projeto neoliberal”.
Mesmo que o atual mandatário seja o grande favorito nas eleições de outubro, o fato é que nas eleições para a Prefeitura Autônoma de Buenos Aires o apoio do governo a Filmus não tem lhe trazido ganhos eleitorais.
Macri realizou uma campanha muito bem feita no primeiro turno, quando conseguiu larga vantagem, que, dificilmente, será revertida.
Ao que tudo indica, o eleitor da capital tem dado pouca importância à estratégia do kirchnerismo de ideologizar o debate, optando pela campanha propositiva de Mauricio Macri.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina
In Argentina, Especial on Junho 5, 2007 at 12:44 pm

*MAURICIO MACRI: O candidato da Aliança Proposta Republicana (PRO) adotou um tom propositivo durante o primeiro turno e obteve êxito. Ao que tudo indica, deverá manter essa postura. Levando-se em conta os votos obtidos no primeiro turno, faltam cerca 6,0% para Macri vencer a eleição. Seus estrategistas pretendem mostrar “uma nova forma de fazer política”. Enfatizará também que “a cidade apostou na mudança”. Para o segundo turno, pretende fazer política de forma construtiva com propostas e sem denúncias, para garantir os votos que lhe faltaram.
*DANIEL FILMUS: O candidato da Aliança Frente para a Vitória apostará em seu vínculo com o Presidente Néstor Kirchner para tentar vencer a eleição. Porém, não será tarefa fácil, pois Filmus precisará que a totalidade dos votos do candidato, além de tirar votos de Macri. Integrantes do governo Kirchner terão presença mais efetiva na sua campanha para aumentar o vinculo Filmus-Kirchner. Os estrategistas tentarão vender que no segundo turno estarão em debate dois modelos distintos de país.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In Argentina, Especial on Junho 1, 2007 at 2:55 pm

TODOS OS CANDIDATOS DA CIDADE DE BUENOS AIRES
1)Mauricio Macri (Aliança Proposta Republicana)
PERFIL: Formou-se em 1959 como Engenheiro Civil na Universidade Católica de Buenos Aires. Desde 1990 preside o Clube Atlético Boca Juniors. Nas eleições de 2003, perdeu no segundo turno para Aníbal Ibarra. Em 2005, foi eleito deputado nacional
2)Daniel Filmus (Frente para a Vitória)
PERFIL: Tem 51 anos e é formado em Sociologia. É o ministro da Educação do governo Néstor Kirchner.
3)JorgeTelerman (Aliança Frente Mais Buenos Aires)
PERFIL: É o atual prefeito de Buenos Aires. Foi secretário da Cultura do ex-prefeito Aníbal Ibarra. Após Ibarra ser destituído, assumiu o comando de Buenos Aires. Foi embaixador em Cuba durante o governo Carlos Menem e chefe de imprensa da campanha de Eduardo Duhalde, em 1999.
4)Patrícia Walsh (Partido Movimento Socialista dos Trabalhadores)
PERFIL:É jornalista e psicóloga social. Militou na esquerda peronista durante os anos 70. Em 1999, foi candidata a presidente pela Esquerda Unida e, em 2000, disputou o governo de Buenos Aires. Atualmente é deputada.
5)Claudio Lozano (Partido Buenos Aires para Todos)
PERFIL: É economista. Nos anos 70, militou na União dos Estudantes Secundários da Juventude Universitária Peronista. Passou um tempo preso durante a ditadura militar. Em 2003, foi eleito deputado nacional.
6)Juan Mussa (Ação Cidadã)
PERFIL: Tem 59 anos e disputou 15 eleições nos últimos 35 anos. É um empresário fabricante de lonas. Preside o grupo Integração Justicialista.
7)Juan Carlos Beiça (Convergência Socialista)
PERFIL: É um trotskista histórico. Em outubro do ano passado, participou da contramarcha do ato pelas vítimas da guerrilha do Plaza San Martín
8)Marcelo Ramal (Partido Operário)
PERFIL: É professor de Economia Industrial na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Buenos Aires. Foi um dos organizadores do movimento do PO (Partido Obrero) durante a ditadura.
9)Christiana Castillo (Partido dos Trabalhadores Socialistas)
PERFIL: É socióloga. Em 2000 participou da luta dos estudantes da Universidade Autônoma do México. É uma intelectual marxista. Coordena a “Cátedra livre Karl Marx” e é diretora do Centro de Estudos, Investigação e Publicação “León Trotsky”.
10)Héctor Heberling (Movimento ao Socialismo)
PERFIL: É dirigente do MAS (Movimento ao Socialismo). Em 1972, dentro da metalúrgica Surrey, ingressou para a militância política.
11)Jorge Selser (Partido Socialista Autônomo)
PERFIL: É especialista em ortopedia, traumatologia e cirurgia da coluna vertebral. Concorreu ao cargo em 2003.
12)Enrique Venturino (MOTIN)
PERFIL: Concorreu à Presidência da Argentina nas eleições de 2003.
13)José Castillo (Frente de Esquerda Socialista Revolucionária)
PERFIL: É economista.
14)Lia Méndez (Partido Humanista)
PERFIL: Advogada mediadora. Foi legisladora da cidade de Buenos Aires, de 2000 a 2003. Pertence a Regional Humanista Latinoamericana. Disputou várias vezes o cargo de Presidente da Argentina. É uma humanista praticante
15)Rubem Saboulard (Movimento Independente de Aposentados e Desocupados)
PERFIL: Ganhou notoriedade nos últimos meses pela sua ida a Montevidéu para protestar contra as papeleras.
16)Javier Brodsky (Partido Concertação Popular)
PERFIL: Tem 50 anos e é funcionário da cidade desde 1993. Seus apoiadores o identificam como “independente”.
17)Guillermo Cherasny (Consenso Portenho)
PERFIL: É um polêmico jornalista, advogado e ex-agente de inteligência. É a favor do aborto e da descriminização das drogas.
18)Graciele Patané (Partido O Movimiento)
PERFIL: É o representante do movimento do ex-presidente Menen (menenismo) na cidade de Buenos Aires.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina
In Argentina on Maio 28, 2007 at 2:47 pm

A eleição presidencial na Argentina, marcada para o dia 28 de outubro, que tem o atual Presidente Néstor Kirchner como franco favorito poderá ter surpresas. Isso poderá ocorrer, pois o mandatário teve que demitir o chefe de uma agência reguladora acusado de suborno em obras públicas.
Além disso, Kirchner teve que pedir a renúncia do governador de Santa Cruz (sua província natal) por causa de uma greve dos professores que gerou manifestações violentas. Com esse cenário, analistas acreditam que o atual presidente vive o seu pior momento no comando da nação.
Assim, uma eleição que era considerada fácil para o kirchnerismo, pode ter uma alteração e tornar-se bastante disputada. Por sua vez, a oposição quer aproveitar as denúncias de soborno nas obras públicas para desconstruir uma das bandeiras do atual presidente.
Néstor Kirchner tem se destacado, nos últimos meses, pelo grande volume de obras que estão sendo realizadas no país. Ao que tudo indica, a oposição usará essas denúncias para tirar votos do candidato governista (seja ele Nestor ou Cristina).
Fica a incógnita se o eleitor argentino dará mais importância à política econômica do governo que melhorou seu padrão de vida, ou irá repensar seu voto em função das denúncias de corrupção.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina
In Argentina on Abril 24, 2007 at 12:36 pm
O governo argentino quer revisar 18 contratos para exploração de petróleo no país concedidos a empresas privadas. A intenção foi anunciada pelo braço direito do Presidente Néstor Kirchner, o ministro de Planejamento, Julio de Vido.
Segundo sua avaliação, os contratos estão sendo sub-explorados e prejudicam a economia nacional. Ele reclamou que as petroleiras investem menos do que o acordado.
O problema é similar ao ocorrido na Bolívia, onde o Presidente Evo Morales ainda luta para liberar os contratos de exploração de petróleo no território boliviano.
O governo da Argentina tentará tornar mais produtiva a atividade petroleira, mas, se não conseguir, assim como Morales, perceberá que um investimento menor é melhor que a paralisação da produção.
Kirchner tem poder para fazer as modificações pretendidas, mas um problema dessa magnitude é algo que ele não precisa em 2007, um ano de eleição presidencial.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Kirchner
In Argentina on Abril 18, 2007 at 10:49 am

Segundo o INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censo), a economia argentina cresceu entre 7,8 e 8,0% ao final do primeiro bimestre de 2007 . Estima-se que o crescimento da atividade econômica foi estimulada pela atividade industrial, construção civil e setor agropecuário.
Segundo a imprensa argentina, isso constituiu num novo récorde histórico, pois o país atingiu o marca de 51 meses seguidos de crescimento. A expectativa é que, ao final de 2007, o PIB (Produto Interno Bruto) chegue a 7,5% de crescimento.
Com dados econômicos cada vez mais positivos refletindo no poder de compra da população, o Presidente Nestor Kirchner desponta como franco favorito nas eleições de outubro.
Atualmente, o grande debate que ocorre no país diz respeito à política econômica do governo. Enquanto alguns sustentam que ela será duradoura, outros afirmam que ela não será. Desenha-se uma vitória tranqüila para o atual governo. Resta a oposição apostar todas as fichas numa crise econômica para ter sucesso nas urnas.
(Equipe Arko América Latina-americalatina@arkoadvice.com.br)