Arquivo da categoria ‘América Latina’
America do Sul, analise politica, politica da america latina, Thiago de Aragão, Visao Latino Americana, www.thiagodearagao.com.br
In America Central, América Latina, Argentina, Artigos, Banco do Sul, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Costa Rica, Cuba, EUA, Entrevista, Equador, Especial, Mercosul, México, Panama, Paraguai, Peru, Sugestão de Leitura, Uruguai, Venezuela on Outubro 24, 2008 at 12:41 pm
Caros Leitores,
O Blog Visao Latino-Americana mudou de endereco! Ele esta muito mais moderno e bonito! As informacoes serao atualizadas no novo site; WWW.THIAGODEARAGAO.COM.BR
Aguardo a visita de voces, com criticas, sugestoes e participacoes! Quem desejar submeter artigos, serao muito bem vindos!
Logo todo o arquivo estara no novo site: www.thiagodearagao.com.br
Abraco,
Thiago de Aragao
América Latina, CEPAL, crescimento economico, crescimento na america latina, energia, Petróleo
In América Latina on Julho 21, 2008 at 4:01 pm
O elevado preço do petróleo no mercado internacional começa a afetar o crescimento econômico da América Latina. Segundo o portal “América Econômica”, o petróleo que, paradoxalmente, é uma das principais fontes de receita na região provoca uma importante ameaça para o desenvolvimento: o retorno da inflação.Entretanto, dados das Nações Unidas indicam que os recordes na exportação de petróleo fazem alguns países da região crescerem no mesmo nível da década de 70. De acordo com números oficiais, cerca de 26 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza entre 2002 e 2006.
O aumento do preço dos alimentos, porém, é um fator de preocupação para os países latino-americanos. Segundo dados da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), no último ano, a média da elevação foi de 15%.
Mesmo com esse cenário, países como Brasil, Chile e México se beneficiam da situação pelas exportações de petróleo, soja e cobre. No entanto, a estratégia dos bancos centrais – dessas três nações – de aumentar juros para segurar a inflação pode conter o crescimento.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
America do Sul, Cupula do Mercosul, Hugo Chavez, Lula, Mercosul, Tucumán
In América Latina, Mercosul on Julho 2, 2008 at 6:31 pm
Em Caracas, Lula tratou da mediação de um encontro de cúpula entre Chávez e Álvaro Uribe (presidente colombiano). O tema poderá ser retomado na Argentina e deverá constituir-se em uma das razões para a visita que o presidente brasileiro fará à Colômbia ainda na primeira quinzena de julho.Mais do que mero teste para a mediação (e liderança) brasileira na região, o objetivo é reconstruir a imagem do continente como estável destino para investimentos internacionais.
O presidente Lula buscou trabalhar a idéia na Venezuela e deverá incorporá-la como noção norteadora da presidência brasileira pro tempore do Mercosul, que se inicia logo após a Cúpula de Tucumán e deverá culminar com a realização da Cúpula de Salvador, em dezembro.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, cupula, Evo Morales, Hugo Chavez, latino americano, Mercosul, politica da america latina, Venezuela
In América Latina, Bolívia, Brasil, Mercosul, Venezuela on Junho 27, 2008 at 6:21 pm
Na frente sul-americana, o destaque diplomático da semana será a visita do presidente Lula à Santa Elena do Uairem (Venezuela), na fronteira amazônica entre o Brasil e a Venezuela. Em seu encontro trimestral com o presidente Hugo Chávez, deverá tratar, entre outros temas, da cooperação fronteiriça entre os dois países e da adesão da Venezuela ao Mercosul – ainda carente de aprovação pelo Senado brasileiro.
O tema foi revisitado pelo presidente Lula nessa quarta-feira (25), durante reunião com parte da equipe ministerial em Brasília. Além dele, Lula e seus ministros abordaram a preocupação com a evolução dos principais projetos de integração (especialmente em infra-estrutura) e a construção de duas novas pontes (entre o Brasil e o Paraguai e entre o Brasil e a Bolívia).
O efervescente contexto regional também deverá se tratado no encontro, que é preparatório para a Cúpula do Mercosul na próxima semana.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Argentina, Brasil, Cupula do Mercosul, Paraguai, Tucumán, Uruguai
In América Latina, Argentina, Brasil, Mercosul on Junho 27, 2008 at 6:20 pm
Até o início da próxima semana, quando a Argentina sediará a Cúpula do Mercosul em Tucumán, a diplomacia brasileira deverá dividir suas atenções entre a África, onde o ministro Celso Amorim passa a semana, e a América do Sul, com a viagem do presidente Lula à Venezuela nesta sexta-feira (27).
Havendo iniciado seu tour africano por Argel (Argélia), entre os dias 22 e 23, até sexta-feira o chanceler brasileiro deverá ter passado também por Marrocos (24 e 25), Tunísia (26) e Cabo Verde (27). Além dos protocolares encontros com autoridades e da assinatura de acordos de cooperação em áreas tão variadas quanto saúde, gestão ambiental, agricultura e inspeção animal (entre outras), a tônica da viagem deverá ser a promoção das exportações brasileiras, com a busca por uma maior presença do país nos mercados do norte da África.
O caso da Argélia, responsável pelo terceiro maior déficit comercial do país em 2007, é emblemático. No país norte-africano, o ministro Celso Amorim defendeu a reabertura do mercado argelino às carnes exportadas pelo Brasil, a compra de aviões da Embraer e a concretização de uma parceria da Petrobras com a estatal petrolífera da Argélia, a Sonatrach. Ainda que respeitando as particularidades locais (por exemplo, no Marrocos os biocombustíveis deverão ocupar lugar de destaque), Amorim deverá dedicar-se à semelhante empreitada em seus outros destinos pelo continente.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Brasília, Brasil, Congresso Nacional, deputados brasileiros, parlamentares brasileiros, Parlamento da Unasul, Unasul, União Sul-Americana de Nações
In América Latina, Brasil on Maio 27, 2008 at 4:46 pm
Em debate com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, integrantes da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul questionaram na última quarta-feira (21) a proposta de criar um parlamento sul-americano, com sede em Cochabamba, na Bolívia. A informação foi divulgada pela agência Câmara.
De acordo com o presidente da Representação, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o Parlamento do Mercosul está em processo de construção e seria irracional pensar em um novo fórum. No seu entendimento, essa criação tem que passar pelo Parlamento do Mercosul, até como forma de respeito ao dinheiro público que é gasto na implementação dessas instâncias.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), por sua vez, defendeu o diálogo entre o Parlamento Andino, do qual fazem parte representantes da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, e o Parlamento do Mercosul. Para ele, esse espaço de debate entre os dois parlamentos seria um bom começo para, no futuro, se pensar em um fórum legislativo da Unasul.
Amorim afirmou que a Unasul é um passo importante para a criação de uma área de livre comércio na América do Sul. No entanto, ele informou que não existem prazos para a implantação de um braço legislativo da entidade e lembrou também que o Parlamento do Mercosul surgiu 12 anos depois da criação do bloco comercial. O ministro apoiou a proposta de Dr. Rosinha de iniciar o diálogo entre os dois parlamentos, incluindo representantes da Guiana e do Suriname.
Formada pelo Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, a Unasul realizou na última sexta-feira (23), em Brasília, sua Cúpula de constituição.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
acordo comercial com UE, Mercosul, Mercosur, relacoes comerciais
In América Latina, Mercosul on Maio 20, 2008 at 11:54 am
A UE (União Européia) e o Mercosul não chegaram a um acordo comercial em reunião realizada em Lima (Peru), no último sábado (17), mas sim a uma declaração conjunta de boas intenções com vista na Rodada de Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio). As tarifas industriais e agrícolas são o maior obstáculo das negociações. Na reunião, ficaram evidentes as diferenças entre os dois blocos. A informação foi divulgada pela agência Efe.
De acordo com o presidente da CE (Comissão Européia), José Manuel Durão Barroso Barroso, o Mercosul não vai conseguir que a UE flexibilize sua postura na troca agrícola se não fizer concessões no campo de indústrias e serviços.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, por sua vez, disse a Barroso que o Mercosul não se nega a rever suas tarifas industriais e insistiu em que “a discussão está no quanto” e deve levar em conta as diferenças econômicas e sociais existentes entre cada um dos blocos.
Mercosul e UE aguardam agora a reunião do Conselho de Cooperação que acontecerá no segundo semestre de 2008 e o próximo encontro da Rodada de Doha.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Amazonia, América Latina, Brasil, Equador, politicas publicas
In América Latina, Brasil, Equador on Maio 15, 2008 at 12:29 pm
“A Amazônia tornou-se um lixeiro de políticas públicas”. A afirmação foi feita pelo presidente da Assembléia Constituinte do Equador, Alberto Costa. Ele é considerado o braço-direito do presidente equatoriano Rafael Correa.
Em entrevista concedida à BBC Brasil, ele defendeu a construção de um modelo que atenda à crescente demanda do mundo globalizado por recursos naturais respeitando as populações locais e sua relação com a natureza.
“Nós sempre imaginamos que no subsolo da Amazônia há riquezas petroleiras e minerais, e há sim. Mas o que esses recursos geram são fluxos financeiros que não se traduzem em desenvolvimento, em reinvestimento produtivo sustentável”, ressaltou o equatoriano.
No seu entendimento, a verdadeira riqueza da Amazônia é sua cultura e sua biodiversidade. Por isso, “só por meio da simbiose entre cultura e biodiversidade é possível aproveitar as riquezas regionais como estratégia de desenvolvimento”, acrescentou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
açoes de hugo chavez, Brasil, diplomatas brasileiros, discurso chavista, Hugo Chavez, politica latino americana, Venezuela
In América Latina, Brasil, Venezuela on Março 28, 2008 at 4:15 pm
Embora reconheçam a influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em diversas questões internas de outras nações, diplomatas graduados do governo brasileiro avaliam que a propaganda da força do venezuelano é mais forte do que ela realmente é. A avaliação geral dos integrantes do Itamaraty é que o discurso chavista tem pouca ação prática.A análise dos diplomatas brasileiros está centrada na falta de credibilidade que o bolivarianismo tem de fato. Apesar da forte retórica, as propostas do venezuelano têm pouca conexão com a conjuntura atual. Serve mais para conquistar unidade interna entre seus aliados do que para ser projeto viável.
Mesmo com a preocupação manifestada por muitas autoridades, principalmente quanto a questões relacionadas à corrida armamentista, a Venezuela não possui a força econômica nem política representada pelo Brasil no continente. Guardadas as devidas proporções, o Brasil está para a América do Sul como os EUA estão para América Latina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, ex presidentes, Fernando Henrique Cardoso, Vicente Fox, Carlos Mesa, Ricardo Maduro, Rodrigo Carazo, Jose Maria Aznar, agenda para america latina
In América Latina on Março 28, 2008 at 4:14 pm
Um grupo formado pelos ex-presidentes Vicente Fox (México), Carlos Mesa (Bolívia), Ricardo Maduro (Honduras), Fernando Henrique Cardoso (Brasil) e Rodrigo Carazo (Costa Rica), além do ex-primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, pretendem elaborar uma agenda social para a América Latina e entregá-la no mês de novembro para os atuais governantes.De acordo com a agência Efe, a iniciativa pretende fortalecer o crescimento econômico, as instituições democráticas, a liberdade de expressão, os direitos humanos e a independência dos poderes. O criador da iniciativa foi o ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo. Também participam empresários, sindicatos e outros representantes da sociedade civil.
Fará parte das discussões uma análise sobre os atuais líderes políticos dos EUA, América Latina e Caribe.
Na agenda social proposta estarão incluídos temas como a imigração, direitos dos indígenas e afrodescendentes, integração regional, maior participação das empresas para reduzir a pobreza e a distribuição das riquezas para reduzir as desigualdades.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, BID, economia, investimento externo, remessas
In América Latina on Março 17, 2008 at 4:05 pm
Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), divulgado na última terça-feira (11), revelou que A América Latina e o Caribe receberam US$ 66,5 bilhões em remessas de seus emigrantes durante o ano de 2007. Essa cifra representa um aumento de 6% em comparação ao ano anterior (2006), segundo o Fomin (Fundo Multilateral de Investimentos) do banco. As informações foram divulgadas pela agência Afp.O organismo notou, porém, uma desaceleração do fluxo de dinheiro enviado pelos latino-americanos no exterior a seus países de origem, muitos dos quais dependem em grande medida do dinheiro que seus cidadãos remetem para seus familiares. De acordo com o gerente do Fomin, Donald Terry, isso se explica principalmente porque os dois principais destinatários das remessas na região, Brasil e México, não seguiram as tendências passadas. O México recebeu, segundo o estudo, apenas 1% a mais no ano passado que em 2006, com um total de US$ 23,9 bilhões, enquanto no Brasil os envios de dinheiro de brasileiros no estrangeiro caíram 4% em 2007, ficando em US$ 7,1 bilhões.
O BID estima ainda em US$ 12,4 bilhões o total de remessas para a América Central em 2007, cifra idêntica aos envios feitos para os países andinos e superior aos 8,1 bilhões mandados para os países caribenhos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Chile, Colômbia, conflito armado, conflito e paz, crise militar, Equador, FARC, Hugo Chavez, Michelle Bachelet, morte de Raul Reyes, Rafael Correa, tropas na fronteira colombiana, Venezuela
In América Latina, Chile, Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 5, 2008 at 11:09 am
A Colômbia deve uma explicação ao Equador e a todos os países da América Latina por ter invadido a fronteira equatoriana na operação que matou o líder número dois das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes. A afirmação foi feita ontem pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, segundo a agência Afp. No entendimento da chilena, as fronteiras entre os países precisas ser respeitadas.Em entrevista concedida à rádio ADN de Santiago, Bachelet demonstrou bastante preocupação com a crise diplomática envolvendo o Equador, a Colômbia e a Venezuela.
Ela disse que entrará em contato com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, e com seus colegas do Brasil (Luiz Inácio Lula da Silva) e da Argentina (Cristina Kirchner).
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, EUA, fornecimento energetico, Petróleo, produção de petroleo, relações EUA America Latina
In América Latina, EUA on Fevereiro 29, 2008 at 12:01 pm
Com o objetivo de baixar os altos custos de energia, a Casa Branca, por meio de seu porta-voz Dana Perino, pediu que os países produtores de petróleo aumentem seu fornecimento e a produção doméstica. Com isso, os EUA pretendem que seja encontrada uma solução de curto prazo para o problema.Em declarações à imprensa, Perino também manifestou seu desejo de que a produção nos EUA seja incrementada, sem deixar de preservar o meio-ambiente.
Entre os fornecedores de petróleo encontram-se países que os norte-americanos possuem péssimas relações (Venezuela e Irã, por exemplo) e, por isso, os EUA querem incentivar o aumento da produção doméstica como forma de reduzir a dependência em relação a essas nações.
Por outro lado, os norte-americanos demonstram preocupação com a questão ambiental como forma de ganhar simpatia junto à comunidade internacional.
Desde a recusa do país em assinar o protocolo de Kyoto e a invasão do Iraque em contrariedade com a ONU (Organização das Nações Unidas), os EUA vêm perdendo credibilidade internacional.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Argentina, Bolívia, Brasil, crise energética, gás boliviano, gás natural, politica latino americana
In América Latina, Argentina, Bolívia, Brasil on Fevereiro 26, 2008 at 4:21 pm
“A crise energética sul-americana deixou de ser um cenário hipotético para se transformar em ameaça real, diante da qual todos os governos da região estão adotando medidas de urgência para evitar que dentro de poucos meses comecem os cortes massivos de fornecimento de energia. E a tensão política já começa a notar-se”. A afirmação foi feita pelo jornal “El País” (Espanha), segundo a BBC Brasil.De acordo com o periódico, a presença do presidente Evo Morales (Bolívia) no encontro ocorrido entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina) é um sinal do agravamento da crise energética.
Atualmente, o Brasil importa da Bolívia um volume de gás natural dez vezes maior que a Argentina. No entanto, o governo boliviano informou que não terá condições de cumprir os contratos estabelecidos inicialmente, a não ser que o Brasil abra mão de parte de seu gás para a Argentina.
Na avaliação do “El País”, Kirchner poderia recorrer ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, devido à dificuldade do Brasil em abrir mão do gás em favor da Argentina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, continente, EUA, Felipe Calderon, George W. Bush, governo, influencia, México, política
In América Latina, EUA, México on Fevereiro 12, 2008 at 10:24 am
Os EUA perderam influência na América Latina e deveriam se aproximar dos amigos que ainda lhes restam. A afirmação foi feita pelo presidente do México, Felipe Calderón. Mesmo que os norte-americanos sejam um aliado tradicional dos mexicanos, os dois países enfrentam um momento difícil devido a questões como a imigração e ao narcotráfico. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.No próximo domingo, Calderón irá aos EUA para se encontrar com a comunidade de imigrantes mexicanos residente no país. No entanto, não está previsto nenhum encontro com o presidente dos EUA, George W. Bush, ou com integrantes de seu governo. Segundo o presidente mexicano, o discurso gerado de alguns políticos contra os imigrantes (legais e ilegais) criou um clima de hostilidade.
“Estou muito preocupado porque isso gerou uma atmosfera cheia de preconceitos, uma atmosfera anti-imigrante, com certos temas que são também anti-mexicanos”, afirmou Calderón.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, governo, pesquisa, política, população
In América Latina on Janeiro 21, 2008 at 4:56 pm
Pesquisa realizada pela Gallup Internacional indicou que a população latino-americana é a que menos confia na honestidade dos políticos. Do total de entrevistados, 77% responderam que os políticos são desonestos. O país onde a população menos confia em suas autoridades é a Colômbia (90%), seguida por Paraguai (89%), Bolívia (88%) e Equador (87%).Segundo a pesquisa, as principais demandas dos latino-americanos são o combate à miséria e à fome (27%) e a proteção ao meio ambiente (18%). Eles também acreditam que o crescimento econômico deve ser incentivado para reduzir as diferenças entre ricos e pobres.
A falta de confiança da população nos políticos está relacionada aos problemas que a América Latina enfrenta para consolidar a sua democracia. Embora esteja melhor do que em anos anteriores, a classe política ainda gera muitas desconfianças devido ao seu passado.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Brasil, diplomacia, fronteira, Guiana Francesa, Lula, política
In América Latina, Brasil on Janeiro 21, 2008 at 4:53 pm
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva visitará no dia 12 de fevereiro a Guiana Francesa, onde será recebido pelo seu colega Nicolas Sarkozy. O objetivo principal do encontro entre os dois líderes será a cooperação na fronteira entre o Amapá e o território francês. A visita também servirá para reforçar o apoio de Paris às pretensões geopolíticas do Brasil. Sarkozy aproveitará ainda para pedir ao governo brasileiro que exerça maior controle na área para evitar a entrada de clandestinos em solo francês. (Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, América Latina, cupula, diplomacia, intergraçao, Lima, Peru, política, União Éuropéia
In América Latina, Peru on Janeiro 9, 2008 at 5:36 pm
O presidente da comissão organizadora da 5ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe – União Européia (LAT-UE), Ricardo Vega Llona, informou que o evento será realizado em 16 de maio em Lima. Na ocasião, serão abordados temas como a desigualdade, a inclusão social, o desenvolvimento sustentável, a mudança climática e o aproveitamento da energia. As informações foram divulgadas pela agência Ansa.
Participarão da cúpula pelo menos 60 chefes de Estado e de governo das duas regiões, o que permitirá ao Peru consolidar-se como um país “encaminhado a um real desenvolvimento sustentável”, afirmou Vega.
Segundo ele, esta reunião é sumamente importante porque permitirá a interrelação entre os gerentes de negócios e os políticos, a fim de conseguir certas sinergias para gerar um ambiente de negócios entre Europa e o Peru.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
America do Sul, Brasil, diplomacia, Hugo Chavez, Lula, política, Venezuela
In América Latina, Brasil, Venezuela on Dezembro 24, 2007 at 4:56 pm
O presidente Lula (Brasil) defendeu ontem seu colega venezuelano, Hugo Chávez. Segundo o brasileiro, é fácil negociar com Chávez, pois ele tem “uma grande vontade política com a América do Sul, porém esbarra na dominação da elite financeira”.Com seu estilo pragmático e negociador de ex-líder sindical, Lula busca “agradar” Chávez com o objetivo de ocupar o espaço que ele acabou perdendo. O brasileiro já observou que o chefe de Estado da Venezuela está desgastado, e por isso ele quer ser um líder político que consiga criar um ambiente político de moderação no continente. Entretanto, pelas condições sócio-econômicas, culturais e institucionais, isso é pouco provável que possa ocorrer.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Hugo Chavez, Mercosul, política, Uniao do Sul, Venezuela
In América Latina, Mercosul, Venezuela on Dezembro 19, 2007 at 2:22 pm
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem que o destino da América do Sul depende do Mercosul. “A Venezuela quer entrar no Mercosul para somar nosso modesto potencial ao grande potencial da União do Sul, porque o destino da América do Sul depende do destino do Mercosul e, por isso, temos que cuidar dele”, destacou o venezuelano durante a Cúpula do Mercosul.Segundo a France Presse, Chávez aproveitou seu discurso para descartar o retorno de seu país à CAN (Comunidade Andina das Nações).
Desde a derrota interna que sofreu, o venezuelano tem adotado um discurso mais ameno. Com os problemas internos que está vivendo, Chávez teme perder sua influência na América Latina e, como conseqüência, a inviabilização de seu projeto político.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, aquecimento global, desenvolvimento
In América Latina on Novembro 29, 2007 at 10:56 am
O RDH (Relatório de Desenvolvimento Humano) 2007-2008 do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), divulgado nesta terça-feira (27) revela que os efeitos das alterações climáticas na América Latina e Caribe poderão paralisar ou retroceder o desenvolvimento da região. As informações foram divulgadas pela agência G1.As fortes relações existentes entre a luta contra a pobreza e as iniciativas contra o impacto das mudanças climáticas são apontadas como a causa desse processo. “Combater as alterações climáticas: solidariedade humana num mundo dividido” é o título do relatório do PNUD deste ano.
Os mais pobres serão os mais afetados e os que terão menos recursos para enfrentar os impactos climáticos previstos, segundo o relatório. Ao se comparar a situação dessas famílias com outras de rendimento elevado, esse fato torna-se mais evidente, pois as mais ricas dispõem de mecanismos de proteção, como seguro, poupança e acesso a empréstimos.
De acordo com o diretor de desenvolvimento humano do PNUD, Kevin Watkins, a situação pode estar chegando a um ponto crítico que pode levar a um retrocesso da humanidade em saúde e educação, o que seria um péssimo legado a deixar para as futuras gerações. A declaração foi feita nesta terça-feira (27), no lançamento do relatório em cerimônia no Palácio do Planalto.
Ele ressaltou ainda que são os países pobres os mais prejudicados pela emissão de gás carbônico pelas nações ricas. “Não foram os pobres que criaram a mudança climática, mas são os pobres que estão pagando um preço alto pelas mudanças climáticas”, acrescentou Waktins.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Brasil, Forças Armadas, material bélico
In América Latina, Brasil on Novembro 29, 2007 at 10:55 am
O jornal espanhol “El País”, em reportagem publicada nesta segunda-feira (26), afirmou que “o Brasil optou por dar uma virada significativa em sua política de defesa” com “mais armas e de melhor qualidade para ter mais peso político na América Latina”. As informações foram divulgadas pela BBC Brasil.Segundo a reportagem, o governo de Lula, junto à cúpula militar do país, se encontra elaborando um plano estratégico que virá à luz no começo de 2008, baseado no aumento de até 50% dos gastos em material bélico, uma reorganização das defesas fronteiriças e costeiras e a elevação do papel de principal referência como árbitro nos conflitos que possam surgir no subcontinente.
Ao contrário de outros países da região que recentemente anunciaram um programa de rearmamento militar, como a Venezuela e o Chile, “os brasileiros não empregarão a maior parte deste dinheiro em compras no mercado internacional de armas, mas sim desenvolverão uma indústria bélica própria que, além de garantir uma dependência menor de sistemas estrangeiros, colocará o Brasil como referência para outros países na hora de fazer suas próprias aquisições”, relatou o diário europeu.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, EUA
In América Latina, EUA on Novembro 26, 2007 at 10:45 am
Quatro países da América Latina e a região da tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, receberão nesta semana a visita de uma delegação bipartidária do Senado dos EUA. As informações foram divulgadas pela agência Ansa.Guatemala, Paraguai, México, Colômbia e a região da tríplice fronteira no Cone-Sul, serão os locais visitados, entre 25 de novembro e 2 de dezembro, pelos congressistas chefiados pelo líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid.
De acordo com um comunicado do gabinete de Reid, o objetivo da viagem é demonstrar o compromisso dos EUA com o fortalecimento dos laços com os vizinhos na América Latina.
Os senadores se reunirão com os presidentes da Guatemala, Colômbia, Paraguai e México, assim como com os líderes sindicais e funcionários que combatem o narcotráfico, afirmou o gabinete.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, economia
In América Latina on Novembro 24, 2007 at 11:44 am
O instituto alemão IFO e a FGV (Fundação Getúlio Vargas) informaram nesta quarta-feira (21) que a projeção para o crescimento econômico da América Latina nos próximos meses caiu em outubro. No entanto, esse levantamento ressalta que o índice menor “reflete um clima econômico ainda bom para os negócios e as expectativas em relação aos investimentos produtivos continuam otimistas para os próximos meses”. As informações foram divulgadas pela Veja.com.Brasil, México e Chile foram os países que apresentaram maior declínio no chamado clima econômico. No caso brasileiro, o indicador passou de 7,2 pontos em julho para 6,5 pontos em outubro. Já no México e no Chile, os índices caíram de 5,5 e 7,2 para 5 e 6,6, respectivamente. Na América Latina, o ISA (Índice da Situação Atual) se manteve em 6,4 pontos.
Caiu ainda de 5,4 em setembro para 4,7 em outubro (o mesmo de julho de 2005) o índice de expectativas na economia latino-americana. Os dois números também são os menores em seis anos.
De acordo com o comunicado, “o recuo do índice na América Latina deve-se exclusivamente à disseminação de uma visão mais pessimista entre os especialistas em relação aos próximos meses. Diferentemente do que ocorre nos EUA e na Europa onde, em outubro, as avaliações sobre a situação atual já apresentaram sinais de piora.
A perda de confiança nas economias latinas, segundo o documento, está relacionada, entre outras razões, com a crise no mercado de crédito imobiliário norte-americano, que diminuiu as expectativas de aceleração daquele país. Também é visto como um dos fatores que contribuíram com a desconfiança o alto preço do barril de petróleo, cotado a quase 100 dólares. A sondagem serve para monitorar e antecipar tendências econômicas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Brasil, Lula
In América Latina, Brasil on Novembro 22, 2007 at 10:50 am
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, é o líder político com melhor imagem na América Latina e o único a manter o posto nos últimos dois anos, segundo uma pesquisa da ONG Latinobarômetro, divulgada nesta sexta-feira (16), em Santiago, no Chile. Foram entrevistadas pela entidade mais de 20 mil pessoas em 18 países, à exceção de Cuba, em setembro e outubro deste ano. As informações foram divulgadas pela agência BBC Brasil.Nos últimos lugares deste ranking apareceram Hugo Chávez (Venezuela), George W. Bush (EUA) e Fidel Castro (Cuba). Lula recebeu a nota 5,7, numa avaliação de zero a dez. No entanto, os brasileiros mostraram-se pouco otimistas em relação ao futuro, mesmo com o resultado favorável ao presidente.
De acordo com o estudo do Latinobarômetro, os principais problemas apontados pelos moradores dos principais países da região foram desemprego e delinqüência.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Cuba, EUA, Fidel Castro
In América Latina, Cuba, EUA on Novembro 21, 2007 at 11:38 am
Tropas, aviões e militares foram mobilizados por Cuba, nesta segunda-feira (19), em uma série de exercícios militares para enfrentar uma hipotética invasão dos EUA, seu inimigo. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.A operação, denominada exercício Moncada 2007, vai até sexta-feira nas regiões militares do centro e oeste de Cuba. Nas províncias do leste o exercício foi postergado devido aos danos causados pelas chuvas nas últimas semanas.
De acordo com o semanário Trabajadores, da Central de Trabalhadores da ilha, “Cuba será cenário de um exercício que demonstrará a invulnerabilidade militar do país”. Além das tropas regulares, participam das manobras, civis, segundo o jornal Granma, do Partido Comunista. O objetivo é “aperfeiçoar as ações das diferentes categorias de tropas para resistir a qualquer agressão”, segundo “Trabajadores”.
Uma invasão dos EUA, seu inimigo ideológico que está a apenas 150 quilômetros de sua costa, é a principal hipótese de conflito de Cuba. Para o general Raúl Castro, que assumiu há 16 meses o poder devido à doença do irmão Fidel, tem dito que se os EUA invadirem Cuba vão se deparar com um “vespeiro”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, CEPAL
In América Latina on Novembro 21, 2007 at 11:36 am
O secretário-geral da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe), José Luis Machinea, divulgou na semana passada, por meio do “Panorama Social da América Latina 2007″, que o número de pobres na América Latina está abaixo dos 200 milhões pela primeira vez desde 1990. As informações foram divulgadas pela agência Ansa.De acordo com o informe, 14 milhões de pessoas saíram da pobreza, no último ano, e 10 milhões deixaram de ser indigentes. Em 2006, 36,5% da população da região viviam em situação de pobreza (194 milhões de pessoas), enquanto a pobreza extrema ou indigência equivalia a 13,4% dos habitantes, o que representa 71 milhões de pessoas.
A expectativa para o ano de 2007 é que o número de habitantes em situação de pobreza ou indigência diminua até chegar a 190 e 69 milhões, respectivamente, indicou a Cepal. Nesses casos, uma melhor distribuição do ingresso pode potencializar o efeito do crescimento econômico sobre a redução da pobreza, ressaltou o documento.
No entendimento de Machinea, “a região está bem encaminhada para reduzir a extrema pobreza para a metade”, segundo as metas do milênio.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, Brasil, energia, gás natural
In América Latina, Bolívia, Brasil, Especial on Novembro 14, 2007 at 3:22 pm
A CI (Comissão de Serviços de Infra-Estrutura) do Senado Federal realizou hoje (13) uma audiência pública para tratar do acordo energético entre Brasil e Bolívia para fornecimento de gás. Participaram da reunião o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. As duas autoridades foram convidadas a prestar esclarecimentos sobre o acordo. O debate foi sugerido pelos senadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Renato Casagrande (PSB-ES). As informações foram divulgadas pela agência Senado.Preocupados com uma possível crise energética no Brasil, os senadores propuseram esse debate, esclareceu a assessoria do senador Renato Casagrande. A audiência teve, portanto, a finalidade de trazer o governo ao Senado para explicar a política energética brasileira.
A expectativa é que o novo acordo energético entre Brasil e Bolívia seja assinado em dezembro, durante o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da Bolívia, Evo Morales.
A economia do país também foi tratada na audiência, pois os senadores queriam ouvir explicações das autoridades presentes a respeito desse tema. De acordo com a assessoria, os requerentes da audiência estavam preocupados com a possibilidade de empresas, nacionais ou estrangeiras, deixarem de fazer investimentos por medo do risco de apagão energético.
A comissão reúne-se ainda nesta tarde para deliberar a respeito da recondução de Haroldo Lima ao cargo de diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A indicação, da Presidência da República, tem como relator o senador Valdir Raupp (PMDB-RO).
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Brasil
In América Latina, Brasil on Novembro 13, 2007 at 9:53 pm
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defendeu nesta terça-feira (13) mais objetividade, com a fixação de metas e critérios, para a participação do Brasil e outros países em organismos de representação multilateral, como o Parlamento do Mercosul, o Parlamento Andino e o Parlatino. As informações foram divulgadas pela agência Câmara.De acordo com o presidente, há poucos resultados práticos na existência de tantos fóruns. Por isso, ele defende a criação de metas sociais, culturais e democráticas que orientem a representação brasileira nesses organismos.
Chinaglia participou há pouco da abertura do seminário promovido pela CREDN (Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional) “A Diplomacia Parlamentar e a Proteção aos Direitos Humanos”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Brasil
In América Latina, Brasil on Novembro 12, 2007 at 10:52 am
O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso (FHC), afirmou que uma inflação entre 10% e 15% ao ano não é dramática. A afirmação foi feita em entrevista concedida à imprensa argentina após o 43º Colóquio do IDEA.Segundo FHC, há inflação quando se verifica uma expansão do gasto público sem que ocorra o mesmo com os investimentos públicos e privados.
De acordo com ele, tem de haver um corte moderado do gasto público e das pessoas, pois é melhor tomar decisões corretas antes que a situação se complique. Se isso não for feito, haverá um déficit maior e a pobreza crescerá. O ex-chefe de Estado brasileiro afirmou ainda que os ajustes favorecem a governabilidade.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Colômbia, EUA, Panama, TLC
In América Latina, Colômbia, EUA, Panama on Novembro 12, 2007 at 10:50 am
Hillary Clinton, a pré-candidata democrata à presidência dos EUA, é contra a assinatura de TLCs (Tratados de Livre-Comércio) com a Colômbia, o Panamá e a Coréia do Sul, apesar de ter apoiado o acordo recém-aprovado com o Peru. As informações foram divulgadas pela agência Efe.A senadora por Nova York disse que está muito preocupada com a violência contra os líderes sindicalistas na Colômbia e que não pode apoiar o TLC com o Panamá enquanto o presidente da Assembléia Nacional desse país for um fugitivo da Justiça americana. Já no que diz respeito ao caso da Coréia do Sul, explicou que o acordo não cria “um terreno igual” para fabricantes automobilísticos americanos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, União Éuropéia
In América Latina on Novembro 9, 2007 at 2:15 pm
O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, disse nesta quinta-feira (8) que o potencial das relações econômicas e políticas entre América Latina e UE (União Européia) ainda é “insuficientemente aproveitado”, apesar do bloco europeu ser um dos maiores parceiros comerciais dos latino-americanos. A declaração foi dada durante uma conferência na sede da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), em Santiago do Chile. As informações foram divulgadas pela agência Afp.De acordo com Cavaco Silva, “os Estados latino-americanos são próximos da Europa no sentido mais profundo do termo. Na era global em que vivemos seria imperdoável não valorizar e não tirar todo o proveito desta singularidade que nos une”.
Citou também a União Européia – da qual Portugal faz parte desde 1986 – como exemplo de integração regional, e afirmou que os blocos contribuem decisivamente para dar consistência à economia global atual. “Hoje está bem claro que a globalização precisa do suporte do multiregionalismo para ser consistente e equilibrada, o que pode ser feito mais facilmente partindo da integração regional”, defendeu.
No entendimento do líder português, os países da América Latina ainda não exploraram todas as possibilidades de cooperação econômica regional, se analisada a partir do exemplo europeu. Advertiu, ao final, que “este é, naturalmente, um objetivo que compete aos povos latino-americanos buscar”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina on Outubro 18, 2007 at 12:12 pm
Reuniram-se em Lisboa, entre os dias 9 e 10 de outubro, os Altos Funcionários da América Latina e do Caribe e da União Eurpéia, com o objetivo de aprovar a agenda da 5ª Conferência de Chefes de Estado da ALC-UE e, assim, acordar as decisões para avançar no seu processo de preparação. O evento será realizado em Lima (Peru) no dia 16 de maio do próximo ano. As informações foram divulgadas pelo jornal peruano “El Comercio”.
A agenda estabelece que os 60 Chefes de Estado que comparecerem ao encontro em Lima concentrarão suas deliberações do próximo ano em torno dos temas: 1) Pobreza, desigualdade e inclusão; e 2) Desenvolvimento sustentável – meio ambiente, mudança climática, energia.
O acordo adotado marca a rota temática que seguirão os trabalhos preparatórios, da próxima conferência, nas três reuniões preparatórias que ainda se encontram pendentes e que ocorrerão em 2008, em Bruxelas e Lima.
Ao mesmo tempo, consolida a intenção de ambas as regiões de que as decisões emanadas da próxima reunião de mandatários se traduzam em medidas operacionais e ações concretas, de modo que tenham um impacto positivo sobre situações que preocupam aos atores sociais, os governos, os mecanismos regionais de integração e os foros globais.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina, Brasil on Outubro 11, 2007 at 1:27 pm
A Câmara dos Deputados, por meio de sua Comissão de Desenvolvimento Urbano, realiza essa semana a 8ª Conferência das Cidades. Pretende-se com essa inciativa, segundo informações da agência Câmara, interagir os parlamentos com a sociedade para a implantação da reforma urbana no país. A conferência, que vai até amanhã, tem como tema a “Reforma Urbana na América Latina: produção legislativa e relação parlamento/sociedade”.
O objetivo do evento é debater as experiências vividas nos diversos países latino-americanos e salientar os avanços obtidos na área. Dessa forma, espera-se sintonizar os parlamentos brasileiros com os da América Latina nos diversos problemas levantados com a integração territorial e o desenvolvimento urbano.
Parlamentares e especialistas brasileiros das três esferas do governo (federal, estadual e municipal) e de outros países latino-americanos abordarão três temas centrais: acesso ao solo urbano para produção de novas moradias; urbanização e meio ambiente; e o controle social da política urbana.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In America Central, América Latina, Colômbia, Panama, Peru on Outubro 10, 2007 at 5:41 pm
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, declarou que se o Congresso dos EUA não aprovar os TLCs (Tratados de Livre Comércio) com Colômbia, Peru e Panamá, será um “duro golpe para o país na América Latina”.
A rejeição a esses acordos, de acordo com Rice, dificultará o Peru, Panamá e Colômbia a consolidarem suas democracias. A expectativa é que os acordos com Peru e Panamá estão próximos da ratificação. Entretanto, a situação do tratado com a Colômbia é mais complicado, pois existem problemas envolvendo os direitos humanos nesse país.
Rice entende que, além de fortalecer a democracia, os TLCs promoverão a liberdade comercial no continente.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina, Especial on Outubro 10, 2007 at 12:07 pm
MISSÃO: O Banco do Sul buscará acumular recursos para enfrentar eventuais crises financeiras e impulsionar projetos de desenvolvimento sem necessidade de pedir a organismos multilaterais de crédito.
MEMBROS: Argentina, Brasil, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela
FUTUROS PARTICIPANTES: Peru e Chile
SEDE: Será na Venezuela. Também haverão subsedes em Buenos Aires (Argentina) e La Paz (Bolívia)
FUNDAÇÃO: A ata de fundação do Banco do Sul será submetida à apreciação de cada presidente. Ela deverá ser aprovada formalmente no dia 3 de novembro, em Caracas (Venezuela). Após isso, existe um prazo de 60 dias para a definição do banco.
DECISÃO: Cada país terá direito a um foto no Conselho de Administração do banco, em cuja composição haverá ministros da Fazenda de cada membro. No entanto, a diretoria executiva será definida de acordo com o montante aplicado por cada país. Não há ainda uma definição de quanto cada nação investirá.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina on Outubro 4, 2007 at 2:03 pm

Argentina: O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, adota uma política econômica intervencionista com elevado gasto público. Isso tem resultado na melhora do padrão de vida da população além de possibilitar que o país registrasse 50 meses de crescimento consecutivos. No plano político, Kirchner adota uma postura ambígua. Não possui um posicionamento claro em termos de política externa. Entretanto, aproximou-se de Hugo Chávez (presidente da Venezuela) afastando-se dos EUA. No próximo dia 28, haverá eleições presidenciais no país. Tudo indica que a vencedora será a senadora, Cristina Kirchner, que deverá manter política do marido e terá em Nestor o seu principal mentor.Bolívia: O presidente da Bolívia, Evo Morales, pertence à esquerda ortodoxa de características nacionalista-indígena. É grande aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Internamente enfrenta desgastes, pois a Assembléia Constituinte está se arrastando a mais de um ano. Como conseqüência, os diferentes departamentos (províncias) estão em conflito, gerando um clima de polarização política entre a oposição baseada em Santa Cruz de la Sierra e o governo dividido entre La Paz e Sucre. Tem um posicionamento crítico em relação aos EUA e nacionalizou o setor petrolífero do país.
Colômbia: O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, é um político aliado dos EUA. Tem recebido forte ajuda financeira no combate ao narcotráfico. É um político de direita, num cenário onde a América Latina localiza-se entre a centro-esquerda e a esquerda. Como conseqüência da eficiente política de segurança que reduziu a criminalidade, registra elevada popularidade. Atualmente, negocia um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EUA. Desenvolve fortes programas de incentivo na atração de capital externo e na fomentação da indústria local.
Costa Rica: O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, é um político de centro-direita, pró-EUA. Provavelmente terá um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os norte-americanos, que depende da aprovação em referendo. A votação está marcada para ocorrer em outubro. Arias defende uma economia aberta e busca o diálogo e aproximação com todos, inclusive com países que não são aliados tradicionais dos EUA (Nicarágua, por exemplo).
Chile: A presidente do Chile, Michelle Bachelet, tem orientação de centro-esquerda. Embora seja do PS (Partido Socialista), adota no plano econômico uma política ortodoxa que é bem avaliada pelos organismos internacionais. Seu governo é sustentado pela “Concertación” (coalizão de centro-esquerda que a apóia). Possui um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EUA. Bachelet investe para colocar o Chile como a porta da América Latina para o Pacífico. Seu Ministro da Economia, Andrés Velásquez deseja transformar o peso chileno na moeda corrente nas negociações comerciais no Pacífico Sul. O país vive o risco de ficar sem fornecimento de gás natural e ainda não tem alternativas viáveis para esse problema. Várias indústrias do país dependem do gás natural boliviano (Bolívia é inimiga histórica do Chile e não quer ceder mais gás ao país).
México: O presidente do México, Felipe Calderón, é de centro-direita possuindo uma boa relação com EUA. Tem um Tratado de livre comércio (NAFTA) com os EUA. Atualmente, enfrenta dificuldades financeiras devido à crise do mercado imobiliário norte-americano e pela dependência que o México tem das importações de Petróleo. Isso fez o Congresso aprovar uma reforma fiscal impopular que aumentou impostos sobre a gasolina. Calderón também deseja abrir o capital da Pemex (Petróleos Mexicanos), o que vem resultando em fortes críticas da oposição.
Paraguai: O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, é ideologicamente de centro-direita. Pertence ao Partido Colorado que está a muitos anos no poder. Encontre-se isolado, pois não tem apoio no Congresso. Internacionalmente, não se posiciona nem pró-EUA nem pró-Venezuela. Aguarda o fim de seu mandato melancolicamente. Fracassou no combate à pirataria e na atração de investimentos externos.
Uruguai: O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, pertence à chamada “esquerda-moderna”. É apoiado no Congresso pela Frente Ampla (coalizão de centro-esquerda). Busca uma modernização por meio da abertura da economia. Para isso, negocia um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EUA, fato que tem gerado críticas dos setores mais a esquerda.
In América Latina, EUA on Outubro 3, 2007 at 1:32 pm
O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, iniciou hoje sua primeira viagem pela América Latina. Ela começará por El Salvador. O giro pelo continente latino-americano, segundo a agência Afp, estava previsto para ocorrer em julho, embora tenha sido adiado em função da guerra no Iraque.
Gates começará a visita por El Salvador pelo fato desse país ser um dos principais aliados da Casa Branca no continente. Além disso, foi o único país da América Latina a manter um efetivo no Iraque.
O Pentágono informou que, por motivos de segurança, os demais países a serem visitados pelo secretário não serão divulgados. Entretanto, em julho havia a previsão de que ele passaria pela Colômbia, Chile e Peru.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina, EUA on Setembro 26, 2007 at 2:30 pm
As exportações latino-americanas para os Estados Unidos estão em queda. Segundo os últimos dados publicados pelo Departamento de Comércio dos EUA, as exportações da América Latina caíram 0,17% nos últimos sete meses enquanto as exportações do resto do mundo para os EUA cresceram 5% durante o mesmo período.
Caso exclua o México, as exportações para os EUA caíram 5,73%. A seguir, o desempenho dos principais blocos latino-americanos:
MERCOSUL:
Queda de 2% nas exportações para os EUA nos últimos sete meses. A maior queda foi a do Brasil.
COMUNIDADE ANDINA DE NAÇÕES:
Queda acima de 12%. As maiores baixas foram o Equador (19%), Peru (18%), Colômbia (14%) e Venezuela (10%).
CARIBE E AMÉRICA CENTRAL:
Queda de 5% poderia ser maior caso os dados da República Dominicana fossem computados.
Segundo o Secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, a razão é que a América Latina compete com a Ásia e não com os EUA. Gutierrez acredita que a Ásia está sendo mais competente em sua estratégia de penetrar o mercado norte-americano.
Gutiérrez é um dos principais articuladores para que o Congresso norte-americano ratifique os Tratados de Livre Comércio (TLCs) com Panamá, Peru e Colômbia. Com os TLCs, certamente esse números mudarão e o bom resultado poderá acarretar em novos tratados com outros países latino-americanos.
(Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina, Artigos on Setembro 4, 2007 at 4:05 pm

Fazia um bom tempo que a América Latina não era tão interessante como agora. Temos loucos, pseudo-ditadores, líderes linha dura, afáveis, bobos, mulheres. Temos de tudo, e mesmo assim, o Brasil não parece se importar muito. Em relação à nossa região político-geográfica, adotamos a mesma postura que os EUA tomam em relação ao mundo. Como país e como povo, adotamos o mesmo comportamento que criticamos ferrenhamente dos nossos colegas dos EUA.Tudo bem que o argumento que eles são “cucarachas” e nós não pode ter algum sentido. Afinal, não nos sentimos próximos de um equatoriano como eles se sentem de um colombiano, por exemplo.
Hoje na América Latina, vivemos as seguintes situações que podem afetar direta ou indiretamente o Brasil:
Hugo Chávez: O Presidente venezuelano continua o seu projeto de influência no continente. No entanto, Chávez sofreu graves derrotas nos últimos meses. A última delas, certamente foi a postura do Congresso Nacional do Brasil e do Paraguai, referente ao ingresso da Venezuela no MERCOSUL. Chávez não esperava por esta situação e foi obrigado a rever a volta para a CAN (Comunidade Andina de Nações), onde havia saído alguns meses antes da entrada no MERCOSUL.
Porque é uma ameaça ao Brasil? A projeção de poder de algum líder político na América do Sul que não seja brasileiro, implica em uma ameaça para a nossa hegemonia política no continente. Como o brasileiro não está acostumado a admitir a própria hegemonia e sim criticar a dos outros, nós somos a única força da América do Sul e a principal da América Latina (o México é uma força considerável). A postura de Chávez ameaça diretamente a imagem do Brasil, que pelo seu tamanho e poder tem a obrigação de assumir a condição de líder e não somente ser uma economia gigante porém sem a capacidade de interferir a nosso favor em qualquer país da região. Para isso, o governo brasileiro deve sim disputar a influência regional com o Chávez e ganhar.
Assembléia Constituinte na Bolívia: Isso é um tema delicadíssimo que ninguém no Brasil está dando muita bola. Há alguns meses, eu e Marcelo Suano elaboramos um documento sobre a possibilidade de Guerra Civil na Bolívia a pedido do Senador Cristovam Buarque. O estudo foi apresentado na Comissão de Relações Exteriores do Senado e continha as informações de que a região da planície ostenta planos concretos de separação. A separação da planície, que engloba as províncias de Santa Cruz de la Sierra, Cochabamba, Beni, Tarija e Pando representaria um violento golpe contra a economia boliviana. Cabe lembrar que a maioria do gás natural do país se encontra nessa região. A Assembléia Constituinte, dentro de suas funções de refazer a Constituição do país, se vê diante do dilema de conceder autonomia administrativa e econômica para as províncias “separatistas” mencionadas. Algo que o Presidente Evo Morales considera “inegociável”. Caso esse artigo não seja incluído, há fortes indícios de que o país pode se digladiar politicamente levando á uma Guerra Civil de fortes proporções.
Porque é uma ameaça ao Brasil? Uma Guerra Civil no nosso vizinho já é ruim por si só. Ainda mais quando somos dependentes do gás natural desse país e poderíamos sofrer com a possibilidade de ingresso de aproximadamente 300 mil refugiados para o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nesse caso, o que faria o governo brasileiro? Como nos portaríamos e a que lado apoiaríamos? Há informações de que as organizações separatistas contam com uma milícia armada de 15 mil homens com armas americanas e israelenses que entram via Paraguai.
O nosso isolacionismo esplêndido em relação ao resto da América Latina se deve muito ao nosso sentimento de superioridade em relação aos outros países. A única razão para que acreditamos que os argentinos são realmente os mais arrogantes do continente, se dá pela tentativa desesperada dos hermanos se tentar equiparar o seu país ao nosso. Se levarmos em conta que em Buenos Aires há mais livrarias do que em qualquer lugar do Brasil, que o povo argentino (principalmente o bonaerense) é bem mais culto que o brasileiro, passamos a entender um pouco mais a posição deles. Acredito que os verdadeiros arrogantes do continente, não por culpa, mas por situação, somos nós, os brasileiros. Temos perfeita noção de que o nosso país é disparado o mais poderoso politicamente e economicamente. Temos certeza absoluta que nossas mulheres são as mais bonitas, nosso futebol é comprovadamente o melhor e nosso carnaval é obviamente o mais alegre. Por isso, no entender dos brasileiros, somos o melhor país e isso justifica nossa falta de interesse nos vizinhos.
No entanto, os fatores que avaliamos para nos considerarmos os melhores, são justamente os fatores que nos fazem ser brasileiros e ter orgulho do país: mulheres, futebol e carnaval. Nossa sociedade não é nem próxima de ser participativa nas questões políticas como a sociedade argentina, por exemplo. Nossos hermanos são capazes de se indignar com a política de uma forma mais intensa e mais rápida do que a nossa (apesar de que os recentes escândalos no governo Kirchner não provocaram a ira do povo).
O Brasil, assim como qualquer outro país latino-americano (tirando o Chile, a Costa Rica e atualmente a Colômbia) se apegou ao longo da história da tática do vulcão. Nossa capacidade de planejamento é mínima e aos poucos vamos nos tornando especialistas e apagar o fogo ali e acolá. Esse comportamento uniforme nos aproxima independente deles falarem espanhol e nós português.
In América Latina on Agosto 1, 2007 at 4:46 pm

De acordo com o CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), até o ano de 2030, a América Latina investirá cerca de US$ 267 bilhões em projetos energéticos.
Segundo o diretor da Divisão de Recursos Naturais do Cepal, Fernando Sánchez-Albavera, “os recursos garantirão segurança no fornecimento energético e ampliarão os recursos de fontes renováveis, que hoje representam um quarto do total na região”.
Estima-se que o Brasil será responsável por um terço desses fluxos, enquanto a Bolívia, Colômbia, Peru, Venezuela e Equador dependerão dos investimentos que serão feitos pelos governos e pela iniciativa privada para saber o montante que lhes caberá.
Com isso, a América Latina será responsável por 7% do total do investimento mundial em energia até o ano de 2030.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina, Artigos on Julho 2, 2007 at 1:47 pm

O principal assunto da semana que se inicia na América Latina, não é voltado necessariamente para a política. A Copa América de futebol, que reúne todos os países sul-americanos mais Estados Unidos e México se iniciou nesta semana na Venezuela. No entanto, apesar de ser um evento esportivo e, teoricamente, apartidário, a Copa América organizada por Hugo Chávez tem um forte componente político.Dentro de um estilo infinitamente menor, a Copa América na Venezuela muito lembra as Olimpíadas de Berlim em 1936, onde o então fuhrer alemão, Adolf Hitler mostrava ao mundo a capacidade de organização dos alemães. Sem querer comparar um líder com o outro, Chávez busca na Copa América mostrar a visitantes de todo o continente uma faceta amigável de sua revolução socialista.
O momento em que o torneio se inicia, não poderia ser melhor. Atordoado com as freqüentes manifestações estudantis, que entre outras coisas, ainda reclamam o fechamento da RCTV, a falta de mantimentos de primeira necessidade nos supermercados e a crescente onda de violência nas principais cidades do país, Chávez vê no evento a chance ideal de redirecionar o foco do país e “abafar” suas recentes crises. Há o risco de acertar um tiro no próprio pé. Os grandes gastos e a grande falta de organização do evento podem alertar não só os venezuelanos dos problemas estruturais da revolução, mas também os inúmeros visitantes e jornalistas que cobrem o evento no país.
Apesar de atrair os principais holofotes do mundo, a Copa América não é o principal acontecimento no continente. Para os peruanos, por exemplo, a Tratado de Livre Comércio (TLC) negociado com os EUA entra em uma fase crítica. Após as inúmeras recomendações e alterações propostas pelo Congresso norte-americano, de maioria democrata, os peruanos conseguiram ajustar os pontos necessários (principalmente no que refere a direitos trabalhistas e propriedade intelectual) e o TLC pode ser anunciado a qualquer momento da próxima semana. Este acontecimento representará uma grande vitória para o Presidente Alan Garcia, que temia não conseguir aprovar o Tratado quando os democratas venceram a maioria das cadeiras no Congresso dos Estados Unidos. Mesmo com o sucesso do serviço diplomático peruano em Washington, o Tratados com os EUA não é unanimidade no país. O principal rival político de Alan Garcia, o ultranacionalista Ollanta Humala, afirma frequentemente que este Tratado “escravizará ainda mais o povo do Peru nas mãos dos americanos”. Porém, essas palavras vêm se demonstrando vagas, já que uma grande parcela da população aprova o acordo.
Na vizinha Bolívia, a situação é bem diferente da que ocorre no Peru. O Presidente Evo Morales vem sofrendo com a possibilidade de não honrar seus compromissos de fornecimento de gás para Brasil e Argentina. No caso argentino, a situação é ainda mais grave, pois o país vive um grande racionamento de gás natural, e a situação para as indústrias que dependem do gás pode piorar caso a Bolívia fracasse no fornecimento. Na tentativa desesperada de evitar que o pior ocorra, Morales conclama as empresas estrangeiras situadas no país a aumentar o fluxo de investimento. No entanto, como a desconfiança é tanta, dificilmente uma empresa estrangeira aportará investimentos da ordem desejada por Morales. Ao seu melhor estilo, o líder boliviano ao invés de negociar a entrada de capital, ameaça essas empresas de expulsão caso elas não invistam em seu país. Algumas deverão ceder à ameaça de Morales, outras podem sair do país a qualquer momento, prejudicando ainda mais a situação econômica no país.
No México, o momento é voltado para o imenso debate em torno da reforma fiscal que o Presidente Felipe Calderón pretende implementar. O ponto polêmico é justamente a abertura para que empresas estrangeiras do setor de petróleo possam investir no país. No país, a estatal de petróleo, Pemex, é única na exploração, processamento e distribuição de combustível no país. Calderón identificou que este monopólio representará uma grande perda para a economia do país, caso não haja uma abertura para outras empresas entrarem no país. Alguns estudos elaborados pelo governo apontam que a Pemex não possui a estrutura técnica necessária para aumentar sua capacidade de exploração e atender o mercado doméstico e o dos EUA, seu principal cliente. A grande voz de oposição parte do Partido da Revolução Democrática (PRD), do ex-candidato presidencial Andrés Manuel López Obrador. Este acusa Calderón de querer se desfazer de um grande bem público mexicano (Pemex). No entanto, Calderón parece muito determinado a realizar a reforma fiscal e abrir o mercado para empresas estrangeiras. Essa atitude vem sendo muito elogiada na Europa e nos EUA, onde Calderón goza de um bom prestígio entre os líderes.
Por fim, a reunião de Cúpula do MERCOSUL se iniciará na próxima sexta-feira. O evento é marcado por algumas contradições e temas polêmicos. Certamente o principal assunto a ser debatido será à entrada da Venezuela no bloco. Uruguai e Paraguai são contra e acreditam que o bloco está “pulando etapas” para atingir rapidamente o ponto de União Aduaneira. A resposta venezuelana sobre as críticas referentes à sua entrada foi simplesmente de ignorar o evento. Hugo Chávez realizará no mesmo período visitas à Rússia, Bielorússia e Irã, com intuito de fortalecer suas relações diplomáticas e militares com esses países. Muitas especulações serão levantadas ao longo da próxima semana sobre a reunião. Acredita-se que será um “ataque contra defesa” onde o Brasil e Argentina tentarão justificar e convencer os demais membros sobre a entrada da Venezuela como sócio pleno. Se for uma reunião típica do “velho MERCOSUL”, podemos esperar uma grande agenda de indefinições. Resta saber se este “velho Mercosul” é melhor assim, ou o “novo Mercosul” como deseja Chávez será melhor.
In América Latina, Artigos on Junho 18, 2007 at 7:22 pm

A Venezuela vive uma situação nova para Hugo Chávez. O descontentamento popular está aumentando de forma alarmante para o governo. A economia está crescendo, mas com medidas que tendem a esgotar cada vez mais o país e trazendo descontentamentos também maiores. Entre maio de 2006 e maio de 2007, o preço médio dos alimentos subiu 30%. Algo que tem afetado fortemente os bolsos dos venezuelanos de classe média baixa e classe baixa, a principal base de apoio de Hugo Chávez. Devido a isso, o radicalismo do Presidente apresenta sinais de moderação, da mesma forma que o governo está reduzindo seus discursos agressivos na política externa e está cedendo para uma postura mais negociadora. É um comportamento benéfico para o Brasil, que poderá intensificar sua política externa no continente.
Um ponto importante na semana que entra, será o prosseguimento do acordo de cooperação contra o narcotráfico que a Venezuela está costurando com a Alemanha, pois a intenção de Chávez é abrir a possibilidade de novos acordos que resultem em novos mercados e dividendos para o seu país e benéficos para o governo. Chávez necessita se recuperar dos abalos que suas medidas autoritárias trouxeram e sabe que a Europa é um bom caminho para isso, uma vez que ainda não se indispôs com os europeus. Outro ponto relevante e bastante simbólico de que precisa amenizar sua postura para sobreviver, é a viagem que Hugo Chávez fará à Colômbia, visitando o colega, vizinho e rival Álvaro Uribe. Sendo o principal parceiro dos EUA na América do Sul e antagonista direto do chavismo, Uribe pode obter sucesso na tarefa de convencer o venezuelano a recolocar seu país na Comunidade Andina de Nações (CAN). Além deste tema, que será tratado de forma discreta, ambos discutirão o combate ao narcotráfico na fronteira entre os dois países, bem como possíveis acordos comerciais que visem ampliar as importações e exportações. A visita está agendada para o dia 23 de junho e terá suas arestas aparadas na próxima semana.
A sensação que começa surgir na América Latina é de que o momento não é mais favorável para os países que fazem parte do grupo “esquerdista” do continente. A Venezuela, principal reduto, passa por grave descontentamento popular gerado por medidas autoritárias que tem trazido medo, até mesmo à base de apoio do governo. Por isso, o discurso chavista vem perdendo a força dentro do país, onde a população começa a exigir resultados práticos e menos discursos populistas. O Equador segue na mesma linha. No entanto, sem um “socialismo” tão estabelecido como na Venezuela, Correa precisa apelar para medidas radicais como a convocação do plebiscito e ameaças, como a renúncia, para não perder o paoio. Sua força está nas ruas e não no Congresso ou nos meios de comunicação. Logo, as manifestações pró-Correa deverão se intensificar nas próximas semanas, gerando um clima conturbado em Quito.
In América Latina on Maio 13, 2007 at 1:52 pm

A saída do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, do governo britânico, marcada para o dia 27 de junho, representa uma grande mudança de atitude do governo do Reino Unido frente à América Latina.
Durante seu governo, Blair direcionou as ações externas do Reino Unido para diversas partes do mundo, com menos ênfase na América Latina. Entre as ações do governo britânico no exterior, o ponto mais positivo, foram as negociações conjuntas com o governo irlandês para apaziguar o conflito religioso na Irlanda do Norte e chegar a um acordo de paz. No entanto, a Guerra do Iraque prejudicou fortemente a boa imagem que Tony Blair tinha internamente.
Seu sucessor deverá ser Gordon Brown, companheiro de partido e Ministro das Finanças do governo britânico. De personalidade forte e bastante discreta, Brown possui um interesse maior pela América Latina do que Blair. À frente do Ministério das Finanças, Brown sempre buscou informações de analistas brasileiros e latino-americanos sobre a conjuntura política da América Latina, bem como foi um dos idealizadores do estudo prospectivo sobre América Latina intitulado “América Latina 2015″.
Em conversa com seu principal assessor, Stewart Wood, o interesse de Brown em temas relacionados com a América Latina se mostra evidente. O setor energético e uma aproximação na atração de investimentos são os temas que despertam maior interesse do possível futuro Primeiro-Ministro britânico na América Latina.
(Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Banco do Sul
In América Latina, Banco do Sul on Abril 18, 2007 at 10:55 am

De acordo com a imprensa venezuelana o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Rodrigo Rato, não quis emitir uma opinião à respeito do Banco do Sul. No entanto, Rato afirmou que “espera conhecer mais detalhes a respeito dessa iniciativa”. Mesmo assim ele disse acreditar tratar-se de “um banco regional para trair investimentos, principalmente, em infra-estrutura”.
O Banco do Sul é um projeto financiado pelos governos da Argentina e da Venezuela. Segundo Rodrigo Cabezas, Ministro da Economia da Venezuela, o Banco do Sul virá para oferecer uma alternativa frente ao Banco Mundial mais acessível para países latino-americanos que desejam realizar projetos de infra-estrutura. Alguns analistas, sugerem que a verdadeira proposta do banco é servir de combustível para medidas populistas de líderes latino-americanos aliados ao Presidente Hugo Chávez.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
EUA, TLC
In América Latina, EUA on Abril 10, 2007 at 11:20 am

Desde que os democratas assumiram o controle do Congresso norte-americano, os TLCs (Tratados de Livre Comércio) pretendidos pelo governo George W. Bush estão ameaçados. Na última quinta-feira, o jornal Washington Post pediu aos democratas que aceitem a proposta do governo Bush e aprove os acordos. Semana passada, os democratas exigiram a inclusão de padrões trabalhistas da OIT (Organização Internacional do Trabalho) aos acordos com Colômbia, Panamá, Peru e Coréia do Sul.
Também foram exigidos adequações aos padrões ambientais fixados pelos convênios multilaterais. De acordo com o Washington Post, caso os democratas não aprovem as medidas, estará pondo em risco o futuro comercial e econômico dos EUA, além da estabilidade de aliados chaves, como a Colômbia e o Peru.
Além disso, como o governo republicano cedeu em alguns itens trabalhistas, o jornal acredita que seria uma boa oportunidade para os democratas conseguirem o que sempre buscaram, ou seja, a adequação dos países com os quais firmam acordos aos padrões internacionais e não às suas legislações internas.
Essa tentativa do Washington Post de criar uma agenda política no país, ou seja, fazer a opinião pública pressionar os democratas a aprovarem o TLC, poderá trazer efeitos positivos para os países latino-americanos que estão negociando o tratado com os EUA (Colômbia, Panamá e Peru).
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
In América Latina on Abril 5, 2007 at 12:11 am

No dia 9 de abril de 2007 nascerá uma nova organização que promete também influenciar a produção econômica no mundo.
Em Doha, capital do Qatar, estarão reunidos Venezuela, Rússia, Qatar, Irã e Argélia para formalizar a denominada OPEP do Gás, que, para facilitar a informação, será chamada pela Arko América Latina como OPEG (Organização dos Países Exportadores de Gás).
A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) foi criada em 1960 e, devido ao seu poder arrebatador, consolidou o nome da entidade como uma das mais influentes do mundo.
Os seus 14 membros, que juntos detêm 78% das reservas mundiais de petróleo, são capazes de determinar preços, crises e guerras.
Embora ainda sem grande atuação, a OPEG representa 70% das reservas mundiais de gás. Num contexto onde a demanda pelo recurso cresce exponencialmente, e a causa ambiental pressiona o uso de combustíveis ecológicos, o gás terá importância cada vez mais decisiva.
A pretensão é que chega a ter o mesmo grau de influência que a OPEP tem hoje no mundo.
Na América Latina, desperta-se a atenção para a Bolívia, grande detentora de reservas gaseíficas e é aliada preferencial da Venezuela.
Inicia-se aqui um especial para acompanhar as discussões que envolvem à criação da entidade.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)