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In Brasil, Paraguai on Abril 28, 2008 at 6:54 pm
Em discurso realizado ontem no Plenário, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) lembrou que, em 1976, quando era deputado federal, alertou que a concretização da usina binacional de Itaipu poderia trazer problemas para o Brasil e criar “uma encrenca secular e internacional” para o país. Assinado em 1973, o Tratado de Itaipu vale até 2023. As informações foram divulgadas pela agência Senado.
De acordo com Camata, o Paraguai não tinha, naquela época, e até hoje não tem, a personalidade jurídica de país assentado para assinar um acordo que fosse durar tantos anos. No seu entendimento, o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, usou, de maneira demagógica, a promessa de revisão do tratado durante sua campanha.
O parlamentar advertiu também aos consumidores brasileiros que eles pagarão mais pela energia elétrica para dar mais dinheiro para o Paraguai, para reforçar a demagogia do ex-bispo que acaba de se eleger lá.
“Caso o Brasil aceite revisar o tratado, deveria exigir algo em troca do Paraguai, como uma fiscalização mais eficiente da fronteira entre os países”, afirmou o peemedebista. Acrescentou ainda que armamentos seriam contrabandeados pela fronteira do Paraguai com o Brasil e acabariam em poder de criminosos de todo o país, principalmente do Rio de Janeiro, de São Paulo e Espírito Santo. Além disso, drogas também passariam pela fronteira paraguaia em direção ao Brasil, alertou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Paraguai on Abril 28, 2008 at 6:53 pm
O senador Delcidio Amaral (PT-MS) afirmou ontem que uma revisão do Tratado de Itaipu iria provocar ações dos legislativos do Brasil e do Paraguai. O debate poderá levar, segundo ele, a “explicações de difícil entendimento” e pôr em risco um dos projetos hidrelétricos mais exitosos da América do Sul e do mundo. As informações foram divulgadas pela agência Senado.
“Itaipu não é um negócio, mas uma grande obra de engenharia financeira e de relação diplomática entre dois países”, ressaltou o parlamentar. No seu entendimento, a usina não foi concebida sob ótica negocial, mas sim como um grande projeto de geração de energia em que o Paraguai é visto como um país irmão, levando-se em conta as assimetrias existentes entre os dois países à época da assinatura do acordo.
De acordo com Amaral, o foco de Itaipu é mais amplo, a administração é competente e garante ao Paraguai a auto-suficiência energética. Acrescentou também que o Paraguai tem direito à metade da geração de Itaipu, que é hoje a usina com a maior potência instalada do mundo, que agregou uma série de tecnologias que servem hoje de referência para as demais barragens brasileiras e do mundo.
O parlamentar ressaltou ainda que a discussão sobre o tratado não pode ser politizada, referindo-se à recente campanha eleitoral paraguaia. E contestou informações divulgadas pela imprensa de que o Brasil pagaria apenas US$ 3 ao Paraguai pelo megawatt/hora da energia gerada pela usina. “É preciso derrubar esses argumentos. Pagamos US$ 42,5 por megawatt/hora, acrescidos de US$ 3, pela remuneração por cessão de energia. O discurso político é equivocado e fora da realidade. Itaipu trouxe otimização energética, navegabilidade. Se existem espaços a avaliar, vamos discutir isso, mas não mexer em um tratado exitoso”, afirmou, apontando que 95% da economia de Itaipu é consumida pelo Brasil e o restante pelo Paraguai.
José Agripino (DEM-RN), Renato Casagrande (PSB-ES) e Tião Viana (PT-AC) apoiaram o pronunciamento, em apartes.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise nacional, crise política, Evo Morales, provincias autonomias, referendo popular, Reforma Constitucional Boliviana, separatismo
In Bolívia on Abril 28, 2008 at 6:51 pm
Faltando onze dias para o referendo autonomista no departamento de Santa Cruz, o presidente Evo Morales (Bolívia) pediu unidade nacional aos militares. Segundo a BBC Brasil, a solicitação do boliviano ocorreu durante um discurso. “Faço um chamado a todo o povo boliviano, incluindo as Forças Armadas, a defender a unidade do país”, afirmou.
De acordo com a ABI (Agência Boliviana de Informação), Morales também disse que a Bolívia é um país que conta com grandes reservas de hidrocarbonetos, minerais e recursos hídricos “por vontade divina”. Por isso, ele disse que é obrigação dos bolivianos defenderem a unidade nacional.
Apesar do discurso nacionalista do presidente, está cada vez mais difícil encerrar a crise política entre governo e oposição.
As divergências são conseqüência da nova Constituição (aprovada sem o consentimento da oposição) e pela tentativa de autonomia nos departamentos de Santa Cruz, Beni, Tarija e Pando.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, corrupção, crise política, FARC, paramilitares, politica da colombia
In Colômbia on Abril 28, 2008 at 6:50 pm
Está descartada a adoção de medidas radicais como saída para a crise política desencadeada com as denúncias de ligação de deputados com paramilitares. A afirmação foi feita pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Caminhando em sentido oposto, a oposição pede a dissolução do Congresso.
De acordo com a agência Reuters, o posicionamento do presidente colombiano ocorreu um dia após seu primo, o ex-senador Mario Uribe, ter sido preso por supostas ligações com os grupos ilegais. Aproveitando esse cenário, os opositores querem a reconvocação do Congresso e a antecipação das eleições.
Como Álvaro Uribe é o presidente mais popular da América Latina devido ao sucesso no combate às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), a oposição quer utilizar a prisão de seu primo e os supostos vínculos com paramilitares para mudar o foco da agenda política.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)