Com um país polarizado, chavistas e anti-chavistas movimentam-se visando às eleições de 23/11, onde serão eleitos governadores e prefeitos. Como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem muitos poderes tornando a disputa desigual, a oposição montou uma grande frente política para sair vencedora do pleito.
Os partidos Copei, UNT (Un Nuevo Tiempo), AD (Ação Democrática), PJ (Primeira Justiça), ABP (Aliança Bravo Povo), MAS (Movimento ao Socialismo), Projeto Venezuela, Causa R, Força Liberal, Movimento Republicano, Visão Emergente, SI (Solidariedade Independente), Movimento Trabalhista, União Republicana Democrática, Democracia Renovadora e CNR (Comando Nacional da Resistência), já anunciaram que disputaram as eleições regionais coligados.
No entendimento da oposição, é necessária a construção de uma plataforma unitária entre os candidatos para recuperar o espaço perdido. A união tem como foco a conquista do máximo de prefeituras e governos possíveis para enfraquecer o domínio exercido por Chávez sobre o sistema político.
Vendo a movimentação de seus adversários, o governo não ficou parado. O PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), PCV (Partido Comunista da Venezuela), e o PPT (Partido Pátria Querida) começam suas articulações. Apesar da dependência em relação a Hugo Chávez, o PSUV aposta na regionalização de seus propostas para valorizar as peculiaridades de cada localidade.
O objetivo dos chavistas é o mesmo da oposição, ou seja, eleger o maior número possível de prefeitos e governadores criando as bases para a sucessão presidencial em 2013. No entanto, enquanto a oposição tentará nacionalizar a agenda da campanha devido a crescente perda de popularidade de Chávez, o governo quer concentrar a discussão política nas demandas locais dos eleitores. Assim, o impacto de temas que desgastam a imagem governista (insegurança, desabastecimento e desemprego), seria menor. Tudo indica que a disputa regional servirá para as forças políticas projetarem um nome a sucessão de Hugo Chávez em 2013.