Thiago de Aragao

Posts de Março 17th, 2008

ENTREVISTA: Europa vê com cautela possibilidades de mudança em Cuba

In Cuba, Entrevista on Março 17, 2008 at 6:15 pm

A DW-WORLD.DE consultou três especialistas em política externa sobre a nova fase das relações entre Havana e a UE, após a abdicação de Castro. Dentre eles, o brasileiro Thiago de Aragão.

Quando Fidel Castro entregou o cargo de presidente de Cuba, em janeiro último, após 49 anos no poder, uma pergunta atravessou toda a comunidade internacional. Pode-se esperar mudança democrática, acompanhando a reviravolta da abdicação?

 

Uma delegação da União Européia parte para Havana a fim de constatar se a atmosfera local permitirá a sobrevivência de relações normalizadas e de engajamento. A DW-WORLD.DE conversou com três especialistas sobre as perspectivas de uma nova aproximação entre Havana e Bruxelas.

 

Observação e monitoração

 

O brasileiro Thiago de Aragão é pesquisador associado do Foreign Policy Center, um think tank europeu sediado em Londres. Em entrevista a ele classificou a relação entre a União Européia e Cuba, até agora, como de “observação e monitoração”, sendo mais próxima com a Espanha, por razões óbvias.

 

Juan Diaz concorda, acrescentando a relação com a Itália. Ele é diretor do projeto CSS de Mediação Integrativa, do Ministério alemão das Relações Exteriores. Karen Smith, docente da London School of Economics, ressalva que a UE nunca teve o que se possa intitular “relações institucionalizadas” com o país de Castro.

 

Segundo Aragão, nos anos mais recentes o dirigente cubano haveria se tornado mais flexível no tocante ao diálogo internacional. Contudo, segundo Diaz, “toda vez que a UE se abre para Cuba, emitindo sinais, Cuba parece achar um jeito de complicar a situação”.

 

O calo da democracia

 

Quanto às principais áreas de conflito entre Bruxelas e Havana, Diaz e Smith apontam a democracia e os direitos humanos, especificamente a detenção de dissidentes. Diaz destaca ainda as críticas constantes de Fidel Castro ao chefe da diplomacia da UE, Javier Solana. “Isso torna difícil para a UE implementar um diálogo. Mas ela continua tentando.”

 

Já o especialista brasileiro observa, cético: “Quando a União Soviética morreu, Cuba também morreu para a maioria dos governos europeus”. Assim, as expectativas de abertura democrática na ilha caribenha “jamais ultrapassaram o nível retórico”.

 

“Acredito que a política da UE em relação a Cuba é parcialmente ligada à estadunidense [...] em termos de valores democráticos. Por outro lado, a política praticada pelos EUA é uma herança da Guerra Fria”, especifica Thiago de Aragão.

 

Castro não está morto

 

Os três peritos em política externa concordam que o mundo vê na abdicação de Castro uma possibilidade de realinhar interesses, sobretudo no tocante à democracia.

 

Juan Diaz crê que a UE “procura assistir o povo de Cuba a desenvolver sua sociedade. E, aos olhos dos europeus, “valores democráticos, respeito pelos direitos humanos e liberdade econômica sejam parte deste desenvolvimento”.

 

Segundo Karen Smith, se há possibilidade de mudança, esta será lenta. E é uma “oportunidade para não ter que pressionar demais no sentido da democratização, pois a liberalização já está ocorrendo, e ninguém quer colocá-la em risco”.

 

Aragão fala de uma “oportunidade revitalizada de reiniciar conversações”. Porém adverte: “Devemos lembrar que [Castro] está abdicando, mas não está morto. Mesmo longe do cargo, ele continua decidindo em Cuba. O capitão do navio pode mudar, mas enquanto [Castro] estiver vivo, o curso continuará bem o mesmo”. (na/av)

SUCESSÃO NO PARAGUAI(1): Conheça os principais candidatos

In Paraguai on Março 17, 2008 at 4:08 pm

Tendo em vista a proximidade da eleição presidencial no Paraguai, a equipe Arko América Latina publicará, a partir de hoje, informações sobre os candidatos mais competitivos na disputa que ocorrerá no dia 20 de abril. Veja quem são os presidenciáveis e suas trajetórias políticas.OS CANDIDATOS

- Blanca Ovelar: Será candidata pela Associação Nacional Republicana. Representa o partido Colorado do presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos. Tem como candidato a vice Carlos María Santacruz. TRAJETÓRIA POLÍTICA: Foi ministra da Educação por duas oportunidades. Primeiro, no governo de Luis Angel González Macchi (1999-2003) e depois de Nicanor Duarte Frutos (2003-2008). Renunciou ao cargo para dedicar-se à disputa interna entre os colorados.

- Fernando Lugo: Será candidato pela coligação Aliança Patriótica para a Mudança. Tem como candidato a vice Federico Franco Franco, do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico). TRAJETÓRIA POLÍTICA: Iniciou na política em março de 2006 depois de liderar uma caminhada contra o presidente Nicanor Duarte Frutos e a Corte Suprema de Justiça por ter violado a Constituição. Tem vínculo com as organizações campesinas de San Pedro, onde foi bispo da Igreja Católica. Renunciou a essa condição para ser candidato.

- Lino Oviedo: É candidato pelo partido UNACE (União dos Cidadãos Éticos) e tem como candidato a vice o empresário Nicolas Luthold. TRAJETÓRIA POLÍTICA: Foi ex-candidato a presidente pela ANR em 1998, impossibilitado de concorrer devido à tentativa de golpe de Estado em 1996, sendo absolvido em 2007. Após isso, fundou o UNACE. É ex-comandante do Exército.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

EQUADOR: País endurece relação com a Colômbia na fronteira

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 17, 2008 at 4:07 pm

O governo equatoriano pretende deter, repreender com força e julgar os membros de grupos irregulares ou efetivos colombianos que estejam ilegalmente em seu território. De acordo com a agência Reuters, essas medidas têm como objetivo impedir que o conflito entre os países se espalhe pelo território do Equador.Com a decisão, haverá um endurecimento da posição militar do país, marcada pela ponderação. Na avaliação do presidente do Equador, Rafael Correa, “o conflito atravessou a fronteira e é um perigo para a região”.

No entendimento das autoridades equatorianas, novas medidas de segurança são necessárias devido à incapacidade da Colômbia em controlar a região fronteiriça. De acordo com o Ministério da Justiça, “todo indivíduo ou grupo de indivíduos que for encontrado ilegalmente em nosso território nacional será detido e colocado à disposição das autoridades judiciais”.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Após 4 anos, México e Cuba retomam relações políticas e comerciais

In Cuba, México on Março 17, 2008 at 4:06 pm

A chanceler do México em Cuba, Patrícia Espinosa, afirmou que os dois países prometeram ontem recompor as relações políticas e comerciais que estavam deterioradas desde 2004 devido a divergências entre os ex-presidentes Fidel Castro (Cuba) e Vicente Fox (México).O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, disse que “as relações entre México e Cuba estão plenamente normalizadas e que se abre uma etapa de cooperação, de renovação da amizade histórica e apoio recíproco que existiu entre nossos países”.

A retomada das relações entre os países ocorreu durante o encontro de Espinosa com o ministro cubano. Na oportunidade, executivos do Banco de Comércio Exterior do México e do Banco Central de Cuba assinaram convênios para estimular o desenvolvimento comercial.

Como o presidente cubano, Raúl Castro, tenta passar para a comunidade internacional a mensagem que a ilha está em uma fase de mudanças, a retomada das relações com o México é importante para dar atributos à nova imagem pretendida para Cuba.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Em 2007, região recebeu US$ 66,5 bilhões em remessas, segundo BID

In América Latina on Março 17, 2008 at 4:05 pm

Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), divulgado na última terça-feira (11), revelou que A América Latina e o Caribe receberam US$ 66,5 bilhões em remessas de seus emigrantes durante o ano de 2007. Essa cifra representa um aumento de 6% em comparação ao ano anterior (2006), segundo o Fomin (Fundo Multilateral de Investimentos) do banco. As informações foram divulgadas pela agência Afp.O organismo notou, porém, uma desaceleração do fluxo de dinheiro enviado pelos latino-americanos no exterior a seus países de origem, muitos dos quais dependem em grande medida do dinheiro que seus cidadãos remetem para seus familiares. De acordo com o gerente do Fomin, Donald Terry, isso se explica principalmente porque os dois principais destinatários das remessas na região, Brasil e México, não seguiram as tendências passadas. O México recebeu, segundo o estudo, apenas 1% a mais no ano passado que em 2006, com um total de US$ 23,9 bilhões, enquanto no Brasil os envios de dinheiro de brasileiros no estrangeiro caíram 4% em 2007, ficando em US$ 7,1 bilhões.

O BID estima ainda em US$ 12,4 bilhões o total de remessas para a América Central em 2007, cifra idêntica aos envios feitos para os países andinos e superior aos 8,1 bilhões mandados para os países caribenhos.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)