Thiago de Aragao

Posts de Março, 2008

Entrevista: Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) comenta eleições no Paraguai

In Brasil, Entrevista, Paraguai on Março 28, 2008 at 4:18 pm
Após 60 anos, o partido Colorado está ameaçado de perder o poder. Sua representante na eleição, a ex-ministra Blanca Ovelar está desgastada pelo governo do atual presidente Nicanor Duarte Frutos. Nesse cenário, emerge com força a candidatura do ex-bispo Fernando Lugo, apoiado por vários movimentos sociais e pelo PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico). Além deles, também está no páreo o candidato Lino Oviedo que adota um discurso mais liberal pregando uma redução do tamanho do Estado.
Os paraguaios irão às urnas no dia 20 de abril para escolher seu próximo chefe de Estado. A eleição é de apenas um turno e todas as pesquisas dão vantagem para Lugo. Diante desse quadro político, a Arko América Latina entrevistou, com exclusividade, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre a campanha eleitoral no Paraguai e suas peculiaridades.

Álvaro Dias é professor e está em seu 3º mandato. É um político experiente, pois já exerceu vários cargos eletivos: vereador em Londrina, deputado estadual, deputado federal duas vezes, e senador, antes de ter sido eleito governador do Paraná, em 1986. Opositor determinado do governo Lula, também foi vice-líder do PSDB e líder da Minoria. Atualmente, é o segundo vice-presidente do Senado.

ARKO AMÉRICA LATINA: Senador, o candidato da Aliança Patriótica para a Mudança à presidência do Paraguai, Fernando Lugo, tem dito que o seu país precisa recuperar a soberania de Itaipu. O senhor acha que isso pode ser motivo de preocupação para o Brasil?

Álvaro Dias: Acompanho o desenrolar da campanha eleitoral no Paraguai com peculiar interesse e atenção. Somado ao fato de envolver questões de nosso entorno regional (vetor estratégico), como ex-governador e parlamentar do Paraná, vivenciei os assuntos relacionados à Tríplice Fronteira de forma rotineira. A plataforma dos candidatos ao ‘Palácio de Lopez’ inclui, em alguma medida, a releitura das relações bilaterais Brasil/Paraguai. Nesse contexto, é quase que inexorável que Itaipu não seja alçada ao cerne do debate presidencial. No que toca especificamente ao candidato Fernando Lugo, sua bandeira e mote principais desfraldados nas arborizadas ruas de Assunção, se traduzem no resgate da soberania energética. Sua retórica procura galvanizar o sentimento de setores nacionalistas que defendem a tese da revisão do Tratado de Itaipu em termos radicais. Não pode ser afastada a possibilidade de rompimento de obrigações contratuais, caso Lugo seja sufragado pelas urnas, em abril próximo. Acredito que o Itamaraty já estude essa questão e elabore uma estratégia a ser oferecida ao Presidente da República.

AAL 2: O candidato a presidente do Paraguai pela União Nacional dos Cidadãos Éticos, Lino Oviedo, é o preferido dos políticos e empresários brasileiros. Quais as propostas de Oviedo que mais “seduzem” seus apoiadores?

AD: O General Lino Oviedo retornou à política após um longo e tortuoso itinerário, passando do exílio à prisão. O cárcere é lugar de exaustiva reflexão, recordo-me do ex-governador Miguel Arrais tecendo comentários sobre o seu período de reclusão e exílio na Argélia. Acredito que o General Lino percorreu uma verdadeira via crucis interior e tenha incorporado lições e aprendizados importantes que se refletem hoje nos seus posicionamentos. A sua proposta, ou melhor, a sua tônica é a da negociação pela via diplomática. Não me surpreende que a postura de Oviedo desperte a simpatia de gregos e troianos.

AAL 3: O senhor acredita que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tenha maior influência no Paraguai num eventual governo Fernando Lugo?

AD: Acho temerário vaticinar sobre eventuais posturas do coronel Chávez. O mandatário venezuelano é um homem imprevisível. Contudo, me sinto bastante a vontade para afirmar que numa administração Fernando Lugo, o senhor Chávez seria persona grata.

AAL 4: Qual o seu entendimento sobre o “Projeto do Sacoleiro” (PL 2105/07), que institui o RTU na importação, por via terrestre, de mercadorias procedentes do Paraguai? Qual a postura que o senhor espera do Brasil em relação ao combate à pirataria?

AD: Primeiramente, é preciso recapitular algumas passagens que envolvem essa matéria. O governo Lula colocou na última gaveta a proposta de transformar os sacoleiros em micro-importadores mediante a fixação de alíquota diferenciada. No apagar das luzes do ano de 2006, após marchas e contramarchas da administração petista, levei a proposta ao Senado. O compromisso então assumido pelo governo, qual seja, responder a questão num horizonte temporal de 30 dias venceu e foi postergado até junho do ano passado, quando foi editada a Medida Provisória –MP – 380. Essa MP foi revogada em nome do pragmatismo da gestão Lula: não obstruir a pauta e permitir a aprovação da CPMF. Logo em seguida, surgiu o PL 2105 que institui o Regime de Tributação Unificada (RTU) para a importação de mercadorias do Paraguai, por via terrestre, pelos micro e pequenos empresários participantes do Simples Nacional (Supersimples). O combate à pirataria deve ser prioridade das autoridades governamentais, bem como o Brasil deve ser signatário e apoiador de 1ª hora de todas as iniciativas multilaterais que objetivam combater esse fenômeno que se alastrou pelos quatros cantos.

AAL 5: O próximo governo paraguaio diminuirá o problema da pirataria e do contrabando?

AD: Na plataforma de Oviedo esse é um ponto fulcral. Qualquer homem sério que se proponha a governar a República do Paraguai, sabe que é vital desconstruir essa imagem de ‘pirata sem mar’ que o Paraguai ostenta. Tudo converge para que o combate à pirataria seja intensificado pelas autoridades constituídas daquele país.

AAL 6: A possível derrota do partido Colorado no Paraguai, que está no poder há 60 anos, poderá trazer mudanças bruscas para a política interna e externa desse país?

AD: A derrota da candidata Blanca Ovelar – o fim da hegemonia do Partido Colorado no comando do país – deverá trazer novos ventos. Com Oviedo, uma brisa moderada, mas nem por isso fraca. Com Lugo, a velocidade dos ventos pode ser incerta.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Para Brasil, discurso chavista é mais forte que suas ações práticas

In América Latina, Brasil, Venezuela on Março 28, 2008 at 4:15 pm

Embora reconheçam a influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em diversas questões internas de outras nações, diplomatas graduados do governo brasileiro avaliam que a propaganda da força do venezuelano é mais forte do que ela realmente é. A avaliação geral dos integrantes do Itamaraty é que o discurso chavista tem pouca ação prática.A análise dos diplomatas brasileiros está centrada na falta de credibilidade que o bolivarianismo tem de fato. Apesar da forte retórica, as propostas do venezuelano têm pouca conexão com a conjuntura atual. Serve mais para conquistar unidade interna entre seus aliados do que para ser projeto viável.

Mesmo com a preocupação manifestada por muitas autoridades, principalmente quanto a questões relacionadas à corrida armamentista, a Venezuela não possui a força econômica nem política representada pelo Brasil no continente. Guardadas as devidas proporções, o Brasil está para a América do Sul como os EUA estão para América Latina.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Grupo de ex-presidentes discutirá agenda para América Latina

In América Latina on Março 28, 2008 at 4:14 pm

Um grupo formado pelos ex-presidentes Vicente Fox (México), Carlos Mesa (Bolívia), Ricardo Maduro (Honduras), Fernando Henrique Cardoso (Brasil) e Rodrigo Carazo (Costa Rica), além do ex-primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, pretendem elaborar uma agenda social para a América Latina e entregá-la no mês de novembro para os atuais governantes.De acordo com a agência Efe, a iniciativa pretende fortalecer o crescimento econômico, as instituições democráticas, a liberdade de expressão, os direitos humanos e a independência dos poderes. O criador da iniciativa foi o ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo. Também participam empresários, sindicatos e outros representantes da sociedade civil.

Fará parte das discussões uma análise sobre os atuais líderes políticos dos EUA, América Latina e Caribe.

Na agenda social proposta estarão incluídos temas como a imigração, direitos dos indígenas e afrodescendentes, integração regional, maior participação das empresas para reduzir a pobreza e a distribuição das riquezas para reduzir as desigualdades.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

PERU: Ministro nega presença de grupos armados das FARC no país

In Colômbia, Peru on Março 27, 2008 at 4:44 pm

O ministro da Defesa do Peru, Antero Flores Aráoz, negou que exista a incursão de militantes armados das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em seu país. No entanto, não descartou que eles estejam no país como civis, algo difícil de ser detectado. De acordo com ele, seu país realiza constantes ações para impedir que os guerrilheiros ingressem no Peru, por meio da vigia de sua fronteira e patrulhamento do exército.“Não há representantes das FARC uniformizados ou com material de guerra, mas podem haver infiltrações de pessoas vestidas como civis”, afirmou o ministro em entrevista concedida à Radioprogramas. Antero Flores lembrou que, devido à ativa relação comercial existe na fronteira, o ingresso de representantes das FARC vestidos como civis é algo difícil de ser detectado.

Como desde a implementação da política de Segurança Democrática por parte do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, as FARC estão migrando para a fronteira, a penetração dos guerrilheiros em outros territórios é algo que ocorre com freqüência. Essa é uma alternativa para que eles fujam da repressão do exército colombiano.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ARGENTINA: Cristina Kirchner enfrenta sua primeira crise interna

In Argentina on Março 27, 2008 at 4:42 pm

Poucos dias após completar um mês de governo, a presidente Cristina Kirchner (Argentina) enfrenta sua primeira crise. Milhares de produtores rurais protestam nas ruas contra o aumento de tributos sobre exportações de grãos. Ontem, eles conseguiram o apoio dos moradores da capital Buenos Aires, que saíram as ruas para realizar um “panelaço”.As províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Rios, Córdoba, Santiago del Estero, San Luis e La Pampa – que concentram mais de 80% da produção agropecuária local – foram bloqueadas pelos produtores. O objetivo deles é impedir a circulação de carne, frango, verduras e lácteos. Como conseqüência, os produtos já começam a desaparecer das prateleiras dos supermercados.

A onda de protestos teve início com a decisão do ministro da Economia, Martín Lousteau, em elevar a chamada “retenção” (imposto sem devolução cobrado sobre os exportadores de grãos, mas que atinge a carne e os combustíveis). Com isso, do total de soja que é exportado, 44,1% ficará retido pelo governo contra 35% de antes. A justificativa do governo para tal medida é que os recursos serão utilizados para elevar o superávit fiscal.

Apesar do clima conturbado, Cristina Kirchner deu uma forte resposta aos manifestantes. De acordo com ela, esse setor foi o que mais ganhou dinheiro nos últimos anos, como conseqüência do recorde de preços das commodities no exterior.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

COLÔMBIA: País quer retomar relações com Equador o quanto antes

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 27, 2008 at 4:41 pm

Após ter admitido que uma das pessoas mortas pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em um ataque realizado no Equador tinha nacionalidade desse país, a Colômbia anunciou ontem que tenta restabelecer o quanto antes suas relações diplomáticas com o vizinho. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.Fernando Araújo (chanceler colombiano) defendeu a reconciliação e evitou tratar da polêmica com o governo do Equador, reavivada no fim de semana quando a Colômbia reconheceu a morte do equatoriano no bombardeio. De acordo com ele, as intruções recebidas foram para manter relações diplomáticas fraternais e eficientes e dar continuidade à agenda positiva que se estava montando.

No entanto, a ministra equatoriana das Relações Exteriores, María Isabel Salvador, entende que a retomada das relações dependerá dos sinais que receber do governo colombiano que, segundo ela, até o momento são “pouco confiáveis”. O Equador deseja que a OEA (Organização dos Estados Americanos) investigue a morte e exigiu que a Colômbia comprove suas acusações (de que a vítima possuía vínculos com as FARC desde 2003) por meio dos canais pertinentes e legais.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

COLÔMBIA: País cometeu crime de lesa-humanidade, diz embaixador equatoriano

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 27, 2008 at 4:40 pm

O embaixador do Equador na Venezuela, René Vargas, afirmou ontem que as tropas colombianas que realizaram uma operação militar contra um acampamento das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano cometeram crimes de lesa-humanidade suscetíveis de denúncia perante tribunais internacionais. As informações foram divulgadas pela agência Efe.Após um ataque inicial com bombas inteligentes, as tropas chegaram em helicópteros para “massacrar” os sobreviventes, dentre os quais havia um equatoriano que “foi assassinado pelas costas”, disse o diplomata ao canal estatal Venezolana de Televisión.

De acordo com Vargas, isto permite ao Equador mover uma ação em organismos como a Corte Internacional Penal, para acusar “estes criminosos”. Ele indicou também que o fato mais grave ocorrido nos últimos dias foram as declarações do ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, nas quais voltou a utilizar o termo “guerra legítima”, como se estivesse fazendo pouco caso da posição equatoriana, para justificar a agressão a seu país.

“As declarações de Santos representaram um passo atrás em relação aos entendimentos da cúpula do Grupo do Rio, realizada no início do mês em Santo Domingo”, acrescentou o embaixador equatoriano.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ESPECIAL OEA (1): Equador fala em campanha midiática contra o país

In Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 19, 2008 at 7:39 pm

A chanceler do Equador, María Isabel Salvador, denunciou a existência de uma campanha midiática contra o governo de seu país baseada em “provas não verificadas” sobre possíveis vínculos com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). “Apesar de dizerem que não há, existe uma campanha midiática com o claro objetivo de desprestigiar o governo do Equador”, afirmou. No seu entendimento, essas acusações “não possuem consistência”.De acordo com a agência Efe, Salvador citou como exemplo disso a recente reportagem realizada pelo jornal espanhol “El País”, quando afirmou que o Equador era um santuário dos guerrilheiros. A ministra também criticou a foto publicada no jornal colombiano “El Tiempo”, onde erradamente identificou-se um encontro do ministro equatoriano de Segurança Interna, Gustavo Larrea, junto ao número dois das FARC, Raúl Reyes, morto no dia 1º de março.

Ela enfatizou ainda que seu país coopera de forma eficaz com o combate ao terrorismo e informou a existência de um efetivo de 7 mil homens na fronteira com a Colômbia, que chegou a 11 mil após a incursão militar colombiana. Além disso, Salvador disse que foram desmantelados 117 acampamentos das FARC no Equador.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

VENEZUELA: Segundo pesquisa, oposição a Chávez atinge 41%

In Venezuela on Março 19, 2008 at 7:35 pm

Desde que o presidente Hugo Chávez (Venezuela) assumiu o poder, os opositores superam, pela primeira vez, os apoiadores. Segundo pesquisa elaborada pela Keller e Associados, 41% rejeitam o venezuelano e 37% o apóiam. Em entrevista concedida à União Rádio, Alfredo Keller (presidente da Keller Associados) afirmou que, em relação ao levantamento anterior, o chavismo perdeu 13 pontos percentuais ao cair de 50% para 37% e a oposição passou de 29% para 41%, crescendo 12%.Já a popularidade de Chávez está em 47%, três pontos percentuais a mais que sua rejeição (44%). No entendimento de Alfredo, “isso é conseqüência do carisma do presidente”. De acordo com pesquisa realizada em fevereiro, Chávez caiu de 65% para 38% em dois anos.

“No começo de 2006, Chávez tinha 65% de popularidade e agora tem algo em torno de 38% e continua perdendo pontos”, ressaltou Alfredo Keller. Além disso, a pesquisa da Keller Associados revelou que apenas 5% da população entende que o problema da insegurança está sendo resolvido. Já 82% acham que está piorando.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ENTREVISTA: Europa vê com cautela possibilidades de mudança em Cuba

In Cuba, Entrevista on Março 17, 2008 at 6:15 pm

A DW-WORLD.DE consultou três especialistas em política externa sobre a nova fase das relações entre Havana e a UE, após a abdicação de Castro. Dentre eles, o brasileiro Thiago de Aragão.

Quando Fidel Castro entregou o cargo de presidente de Cuba, em janeiro último, após 49 anos no poder, uma pergunta atravessou toda a comunidade internacional. Pode-se esperar mudança democrática, acompanhando a reviravolta da abdicação?

 

Uma delegação da União Européia parte para Havana a fim de constatar se a atmosfera local permitirá a sobrevivência de relações normalizadas e de engajamento. A DW-WORLD.DE conversou com três especialistas sobre as perspectivas de uma nova aproximação entre Havana e Bruxelas.

 

Observação e monitoração

 

O brasileiro Thiago de Aragão é pesquisador associado do Foreign Policy Center, um think tank europeu sediado em Londres. Em entrevista a ele classificou a relação entre a União Européia e Cuba, até agora, como de “observação e monitoração”, sendo mais próxima com a Espanha, por razões óbvias.

 

Juan Diaz concorda, acrescentando a relação com a Itália. Ele é diretor do projeto CSS de Mediação Integrativa, do Ministério alemão das Relações Exteriores. Karen Smith, docente da London School of Economics, ressalva que a UE nunca teve o que se possa intitular “relações institucionalizadas” com o país de Castro.

 

Segundo Aragão, nos anos mais recentes o dirigente cubano haveria se tornado mais flexível no tocante ao diálogo internacional. Contudo, segundo Diaz, “toda vez que a UE se abre para Cuba, emitindo sinais, Cuba parece achar um jeito de complicar a situação”.

 

O calo da democracia

 

Quanto às principais áreas de conflito entre Bruxelas e Havana, Diaz e Smith apontam a democracia e os direitos humanos, especificamente a detenção de dissidentes. Diaz destaca ainda as críticas constantes de Fidel Castro ao chefe da diplomacia da UE, Javier Solana. “Isso torna difícil para a UE implementar um diálogo. Mas ela continua tentando.”

 

Já o especialista brasileiro observa, cético: “Quando a União Soviética morreu, Cuba também morreu para a maioria dos governos europeus”. Assim, as expectativas de abertura democrática na ilha caribenha “jamais ultrapassaram o nível retórico”.

 

“Acredito que a política da UE em relação a Cuba é parcialmente ligada à estadunidense [...] em termos de valores democráticos. Por outro lado, a política praticada pelos EUA é uma herança da Guerra Fria”, especifica Thiago de Aragão.

 

Castro não está morto

 

Os três peritos em política externa concordam que o mundo vê na abdicação de Castro uma possibilidade de realinhar interesses, sobretudo no tocante à democracia.

 

Juan Diaz crê que a UE “procura assistir o povo de Cuba a desenvolver sua sociedade. E, aos olhos dos europeus, “valores democráticos, respeito pelos direitos humanos e liberdade econômica sejam parte deste desenvolvimento”.

 

Segundo Karen Smith, se há possibilidade de mudança, esta será lenta. E é uma “oportunidade para não ter que pressionar demais no sentido da democratização, pois a liberalização já está ocorrendo, e ninguém quer colocá-la em risco”.

 

Aragão fala de uma “oportunidade revitalizada de reiniciar conversações”. Porém adverte: “Devemos lembrar que [Castro] está abdicando, mas não está morto. Mesmo longe do cargo, ele continua decidindo em Cuba. O capitão do navio pode mudar, mas enquanto [Castro] estiver vivo, o curso continuará bem o mesmo”. (na/av)

SUCESSÃO NO PARAGUAI(1): Conheça os principais candidatos

In Paraguai on Março 17, 2008 at 4:08 pm

Tendo em vista a proximidade da eleição presidencial no Paraguai, a equipe Arko América Latina publicará, a partir de hoje, informações sobre os candidatos mais competitivos na disputa que ocorrerá no dia 20 de abril. Veja quem são os presidenciáveis e suas trajetórias políticas.OS CANDIDATOS

- Blanca Ovelar: Será candidata pela Associação Nacional Republicana. Representa o partido Colorado do presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos. Tem como candidato a vice Carlos María Santacruz. TRAJETÓRIA POLÍTICA: Foi ministra da Educação por duas oportunidades. Primeiro, no governo de Luis Angel González Macchi (1999-2003) e depois de Nicanor Duarte Frutos (2003-2008). Renunciou ao cargo para dedicar-se à disputa interna entre os colorados.

- Fernando Lugo: Será candidato pela coligação Aliança Patriótica para a Mudança. Tem como candidato a vice Federico Franco Franco, do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico). TRAJETÓRIA POLÍTICA: Iniciou na política em março de 2006 depois de liderar uma caminhada contra o presidente Nicanor Duarte Frutos e a Corte Suprema de Justiça por ter violado a Constituição. Tem vínculo com as organizações campesinas de San Pedro, onde foi bispo da Igreja Católica. Renunciou a essa condição para ser candidato.

- Lino Oviedo: É candidato pelo partido UNACE (União dos Cidadãos Éticos) e tem como candidato a vice o empresário Nicolas Luthold. TRAJETÓRIA POLÍTICA: Foi ex-candidato a presidente pela ANR em 1998, impossibilitado de concorrer devido à tentativa de golpe de Estado em 1996, sendo absolvido em 2007. Após isso, fundou o UNACE. É ex-comandante do Exército.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

EQUADOR: País endurece relação com a Colômbia na fronteira

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 17, 2008 at 4:07 pm

O governo equatoriano pretende deter, repreender com força e julgar os membros de grupos irregulares ou efetivos colombianos que estejam ilegalmente em seu território. De acordo com a agência Reuters, essas medidas têm como objetivo impedir que o conflito entre os países se espalhe pelo território do Equador.Com a decisão, haverá um endurecimento da posição militar do país, marcada pela ponderação. Na avaliação do presidente do Equador, Rafael Correa, “o conflito atravessou a fronteira e é um perigo para a região”.

No entendimento das autoridades equatorianas, novas medidas de segurança são necessárias devido à incapacidade da Colômbia em controlar a região fronteiriça. De acordo com o Ministério da Justiça, “todo indivíduo ou grupo de indivíduos que for encontrado ilegalmente em nosso território nacional será detido e colocado à disposição das autoridades judiciais”.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Após 4 anos, México e Cuba retomam relações políticas e comerciais

In Cuba, México on Março 17, 2008 at 4:06 pm

A chanceler do México em Cuba, Patrícia Espinosa, afirmou que os dois países prometeram ontem recompor as relações políticas e comerciais que estavam deterioradas desde 2004 devido a divergências entre os ex-presidentes Fidel Castro (Cuba) e Vicente Fox (México).O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, disse que “as relações entre México e Cuba estão plenamente normalizadas e que se abre uma etapa de cooperação, de renovação da amizade histórica e apoio recíproco que existiu entre nossos países”.

A retomada das relações entre os países ocorreu durante o encontro de Espinosa com o ministro cubano. Na oportunidade, executivos do Banco de Comércio Exterior do México e do Banco Central de Cuba assinaram convênios para estimular o desenvolvimento comercial.

Como o presidente cubano, Raúl Castro, tenta passar para a comunidade internacional a mensagem que a ilha está em uma fase de mudanças, a retomada das relações com o México é importante para dar atributos à nova imagem pretendida para Cuba.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Em 2007, região recebeu US$ 66,5 bilhões em remessas, segundo BID

In América Latina on Março 17, 2008 at 4:05 pm

Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), divulgado na última terça-feira (11), revelou que A América Latina e o Caribe receberam US$ 66,5 bilhões em remessas de seus emigrantes durante o ano de 2007. Essa cifra representa um aumento de 6% em comparação ao ano anterior (2006), segundo o Fomin (Fundo Multilateral de Investimentos) do banco. As informações foram divulgadas pela agência Afp.O organismo notou, porém, uma desaceleração do fluxo de dinheiro enviado pelos latino-americanos no exterior a seus países de origem, muitos dos quais dependem em grande medida do dinheiro que seus cidadãos remetem para seus familiares. De acordo com o gerente do Fomin, Donald Terry, isso se explica principalmente porque os dois principais destinatários das remessas na região, Brasil e México, não seguiram as tendências passadas. O México recebeu, segundo o estudo, apenas 1% a mais no ano passado que em 2006, com um total de US$ 23,9 bilhões, enquanto no Brasil os envios de dinheiro de brasileiros no estrangeiro caíram 4% em 2007, ficando em US$ 7,1 bilhões.

O BID estima ainda em US$ 12,4 bilhões o total de remessas para a América Central em 2007, cifra idêntica aos envios feitos para os países andinos e superior aos 8,1 bilhões mandados para os países caribenhos.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

COLÔMBIA: Uribe apresenta sua versão à OEA

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador on Março 14, 2008 at 10:59 am

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, apresentou ontem ao secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, seu informe sobre a operação militar que matou o número dois na hierarquia das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes. A entrega da versão de Uribe sobre os fatos ocorreu durante encontro na Casa de Nariño, sede do governo colombiano.Desde a invasão do território equatoriano pelas forças armadas colombianas, Uribe ficou na defensiva. Por motivos ideológicos ou alegando violação do direito internacional, a maioria dos países foi solidária com o Equador. A partir disso, a estratégia da Colômbia tem sido provar a existência de bases das FARC na fronteira entre os países para tentar inverter o jogo, transformando sua “derrota” externa numa “vitória”.

Dentro dessa perspectiva, Uribe tem conseguido vitórias importantes. Nos últimos dias, ele vem debatendo a questão do terrorismo internacional, fato que antes era mais restrito à Colômbia.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvivce.com.br)

COLÔMBIA: Incursão militar no Equador fortaleceu Uribe internamente

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 14, 2008 at 10:45 am

A popularidade do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, atingiu seu maior índice desde que assumiu o poder ao chegar a 84%. A pesquisa foi realizada pelo instituto Gallup Colômbia, entre os dias 4 e 6 de março. Em relação à pesquisa realizada em janeiro, sua avaliação positiva cresceu 3 pontos percentuais.Ao mesmo tempo, verificou-se que 90% dos colombianos têm uma avaliação desfavorável em relação ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Na avaliação do gerente da Gallup, Jorge Londoño, “a imagem de Uribe se deve aos últimos efeitos diplomáticos”. No entanto, ele lembra que o impacto da solução diplomática alcançada durante o Grupo do Rio ainda não gerou impacto na opinião pública.

Outro dado interessante revelado foi que 82% dos colombianos aprovam a política adotada pelo governo para combater as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Em relação ao levantamento anterior, o respaldo à política de segurança cresceu 15%.

Os números da pesquisa Gallup Colômbia vem a confirmar as análises realizadas pela equipe Arko América Latina, ou seja, a incursão militar ocorrida em território equatoriano no dia 1º de março foi muito bem calculada por Uribe. Mesmo sabendo da rejeição que isso causaria para sua política externa, o colombiano optou pelo fortalecimento de sua imagem em seu território. Com índices de popularidade tão elevados, aumentará a pressão dos aliados no sentido de que Uribe busque o terceiro mandato.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

EQUADOR: País espera que OEA condene Colômbia

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 14, 2008 at 10:43 am

A chanceler do Equador, María Isabel Salvador, afirmou que o governo do seu país espera que a OEA (Organização dos Estados Americanos) condene a Colômbia por violar seu território durante a incursão militar colombiana que matou o número dois das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, no dia 1º de março. “Como estratégia diplomática, vamos solicitar a condenação contra a Colômbia na próxima reunião da OEA”. O encontro está marcado para ocorrer na próxima segunda-feira, em Washington.Salvador enfatizou também que o Equador não reatará as relações diplomáticas com a Colômbia até que a confiança em Bogotá seja restabelecida. No entanto, a chanceler equatoriana reconheceu, em entrevista coletiva concedida à imprensa, que acha difícil que a resolução da OEA inclua a palavra “condenação”, pois há pressões para evitar seu uso.

Segundo a agência Efe, Salvador lembrou que a Colômbia reconheceu pela primeira vez a violação do território equatoriano, embora tenham ocorrido outros conflitos na fronteira.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

As diferentes estratégias de Lula e Hugo Chávez

In Brasil, Venezuela on Março 12, 2008 at 11:26 am

A ausência do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na reunião da cúpula do Grupo do Rio questionou novamente o fato de o país não impor na região seu peso político e econômico. Em reportagem da BBC Brasil, o sociólogo venezuelano Javier Biardeau avaliou que Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, possuem estratégias distintas em relação à integração. Na sua avaliação, “Chávez dá ênfase para a questão política e Lula para a econômica”.Apesar da prioridade econômica em suas ações, os recursos do petróleo possibilitam ao venezuelano desenvolver projetos econômicos. Sobre isso, o analista internacional Carlos Romero avalia que a liderança de Chávez na questão energética lhe dá um espaço privilegiado. Já o Brasil é pressionado por seus vizinhos para compensar as assimetrias econômicas na região, mas os resultados tem sido tímidos.

Além dessas diferenças, Brasil e Venezuela falam para públicos diferentes. Para o analista político equatoriano Milton Benitez, “Chávez opta pelo permanente enfrentamento à política norte-americana, atraindo as camadas populares da esquerda sul-americana”. Já Lula é mais identificável com a classe média e o empresariado por sua postura moderada e negociadora. “Esses setores vêem Lula como uma liderança que garante a tranqüilidade”, acredita Benitez.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

PARAGUAI: Lugo é recebido por Cristina Kirchner e faz campanha no país

In Argentina, Paraguai on Março 12, 2008 at 11:24 am

O candidato à Presidência do Paraguai pela Aliança Patriótica para a Mudança, Fernando Lugo, foi recebido ontem na Casa Rosada (sede do governo argentino) pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner. A ida de Lugo a Buenos Aires tem como objetivo fazer campanha para a comunidade paraguaia que reside no país vizinho. 250 mil paraguaios residem na Argentina, mas esse número pode chegar a um milhão, segundo fontes consulares.Fernando Lugo, candidato de oposição ao partido colorado na eleição do dia 20 de abril, é apoiado por uma coalizão de organizações sociais e de esquerda.

De acordo com as últimas pesquisas divulgadas pelos meios de comunicação locais, ele é o favorito para vencer a disputa e por fim a hegemonia de 60 anos dos colorados no Paraguai.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

VENEZUELA: Governo prepara anúncio das Fábricas Socialistas

In Venezuela on Março 12, 2008 at 11:23 am

Nesta semana, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançará o plano das “Fábricas Socialistas” por meio do qual o governo pretende aumentar os níveis de produção no país, tendo como foco o setor alimentício. O lançamento do programa será com a formação de 73 EPS (Empresas de Produção Social).De acordo com o ministro do Planejamento e Desenvolvimento, Haiman El Troudi, a prioridade número 1 do governo será o setor agroindustrial. Também haverá fábricas para o processamento de vegetais e cereais, cujo objetivo central será a distribuição e logística de alimentos.

Outra decisão anunciada pelo governo é que o Estado passará a ser o único acionista da Invetex (Indústria Venezuelana Endógena de Têxteis).

O anúncio será feito formalmente por Chávez no próximo sábado. No primeiro ano de operações, a expectativa é de que sejam produzidos 8 milhões de jeans.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Entrevista para o site alemão Deutsche Welle sobre a transição em Cuba

In Entrevista on Março 11, 2008 at 5:28 pm

Europe Warily Eyes Window of Opportunity in Cuba

Louis Michel, the European Commissioner for Development and Aid, leads an EU delegation to Cuba on Thursday, Feb. 6, to assess the political climate after the retirement of President Fidel Castro.

When Fidel Castro stepped down as president of Cuba last month after 49 years in power, the main question asked by the international community was whether democratic change could be expected in the wake of his abdication. A European Union delegation travels to Havana this week to see for itself if a new climate exists where normalized ties and engagement can survive. DW-WORLD.DE asked the opinions of three experts on the future of EU-Cuban relations.

 

Thiago de Aragao is the Latin American senior research associate at the Foreign Policy Center, a London-based European think-tank. Dr. Juan Diaz is the director of the CSS Project for Integrative Mediation, a Berlin-based conflict resolution project financed by the German Ministry of Foreign Affairs. Dr. Karen Smith is a reader in international relations at the London School of Economics.

 

DW-WORLD.DE: How would you describe relations between the European Union and Cuba while Fidel Castro was in power?

 

Thiago de Aragao: The relationship was one of observation and monitoring. Due to obvious reasons, Spain always had closer ties with Cuba. As I recall, the Spanish embassy was always one of the busiest and most active in Havana. During the latter years, Castro was more flexible towards international dialogue, especially with Spain. The European Union never expected important changes while Castro was in power. Louis Michel, European Commissioner for Development, always analyzed Cuba closely. He is the one that maintained high hope for the development of political talks with Cuba.

 

Dr. Juan Diaz: The relationship has been on and off for many years. It seems that the EU, mostly due to Spain but also Italy, has tried to develop a constructive dialogue with Cuba. However, every time the EU opens up to Cuba and sends out signals, Cuba seems to find a way to complicate matters. 

 

Dr. Karen Smith: The EU has never had what I would call ‘institutionalized’ relations with Cuba, meaning there is no official, legal agreement between the EU and Cuba, but the member states can and do engage extensively with the country. EU policy has been a mixture of ‘un-institutionalized’ engagement and very light and occasional negative measures. Light diplomatic sanctions were imposed in 2003 but have been suspended since 2005.

 

What were the main areas of conflict between EU and Cuba and what were the reasons for these?

 

TdA: The lack of disposition from the Europeans toward Cuba made it difficult to advance in conversations that could produce conflicts. When the Soviet Union died, Cuba also died to most European governments. Their expectations for democratic openings on the Caribbean island never surpassed the rhetorical value. In absolute terms, Cuba never represented anything of any worth for most European powers.

 

JD:  Specific issues of concerns have included the EU ambassadors’ demand that they are free to invite anyone to the embassies for events, and the arrest of dissidents. Fidel seems to have it in for EU Foreign Policy Chief Javier Solana and has criticized him publicly on numerous occasions. This makes it difficult for the EU to implement a dialogue. But it continues to try.

 

KS: Democracy and human rights have always been areas of conflict. In addition, Cuba is a leading country of the Non-Aligned Movement, which generally opposes many EU positions within the UN, for example within the Human Rights Council. To the extent that the UN matters for the EU, then Cuban ‘resistance’ is an important area of conflict.

 

Had there been any movement towards better relations towards the end of Fidel’s reign or had relations always been on an even-keel, either positively or negatively?

 

TdA: The relationship has always been superficial. The only difference has been the relationship between Cuba and Spain, which due to history has been deeper. Spain always encouraged talks between the countries in the hope of democratic openings. In a way, talking with Fidel was easier than talking to Raul will be as Fidel is a more diplomatic character. On the other hand, Raul recognizes the need for certain changes for the sake of Cuba’s future. If Fidel was easier to talk to but harder to convince, I believe Raul is the other way around.

 

Has the EU always taken a stance on Cuba in line with that of the United States?

 

TdA: I believe the EU’s policy towards Cuba is partially linked with US policy. In terms of democratic values, the European Union and the US are linked. On the other hand, the policy practiced by the US is a legacy of the Cold War. The proximity of Cuba to the US means it has a different kind of relationship than the one the EU has with Cuba. Also, the amount of Cuban immigrants in the United States is a good enough reason to shape a foreign policy in different terms than the Europeans have. The EU has always given moral support to the United States, but very little effective support.

 

JD: The EU does not follow the US position but it is mindful to avoid as much as possible an irritation in the transatlantic relationship.  The EU actually follows its own thinking on Cuba.

 

KS: The EU’s position is not in line with that of the US. The EU has been firmly opposed to extraterritorial application of US sanctions on Cuba. However, its policy towards Cuba is necessarily linked to that of the US given Washington’s predominance in the region and also because member states would not wish to jeopardize good relations with the US over an issue like Cuba.

 

What would have been the European Union’s reaction to the news that Fidel Castro was stepping down? Would the EU see this as an opportunity to strengthen relations and push for more democracy in Cuba?

 

TdA: I believe everyone is seeing this as an opportunity to strengthen relations and push for democracy. During the last 50 years, we learned that Fidel Castro was a tough negotiator and really believed in the cause he was defending. When he stepped down, the world saw it as a revitalized opportunity to restart conversations and keep aiming for democratic openings. We must remember he is stepping down, but he is not dead. Even away from the chair, he is still deciding and talking every single day with Cuba. The navigator of the ship might change, but while he is alive, the course will remain fairly the same.

 

KS: This abdication has been on the cards for a while. But does it present an opportunity for change? Slowly, perhaps; but it could also be seen as an opportunity not to have to push too hard for democracy on the grounds that there is liberalization going on, and one wouldn’t want to jeopardize that. Instead I see it as a chance to strengthen economic links which would be justified with the argument that economic growth and liberalization would lead eventually to more political liberalization. In any event, EU policy will undoubtedly depend on the outcome of elections in Spain, arguably the main driving force behind any EU policy towards Cuba; though the Czech Republic for one may try to push for a policy more tilted towards encouraging democracy and punishing any backsliding on that.

 

Is the EU’s main goal a democratic Cuba ? What does it stand to gain from a change in ideology in Cuba ? Does the EU have another agenda?

 

TdA: In economic terms, Cuba represents very little to the EU, the US, China, Brazil and other powerhouses. The main interest is definitely on the promotion of democracy. We must remember Cuba has very rich mining fields, though the exploration is still very amateurish. Perhaps a relaxation of restrictions could attract foreign mining companies. Besides the democratic opportunity, perhaps the availability of Cuban cigars is the main interest right now.

 

JD: I think that the EU seeks to assist the people of Cuba to develop their society and the EU believes that democratic values, respect for human rights and economic freedom are part of this development.  However, they do not necessarily believe that sanctions are the most appropriate ways of achieving these goals.

 

KS: At a rhetorical level, yes the EU wants a democratic Cuba but in practice it hasn’t pushed particularly hard for this as it doesn’t want to be seen to be too close to the hard-line US position. The EU stands to gain in the removal of an issue causing some tensions with US and also the chance for more trade. A more open Cuba could be included in the Cotonou convention and therefore in the Economic Partnership Agreement with the Caribbean states.

 

Does the handing of the reins to Raul Castro signify any opportunity for a change in relations between the EU and Cuba ?

 

TdA: It is the beginning of a new era. The most important shift to be seen from Fidel stepping down is the increase in governmental responsibility that his Vice-President Carlos Lage will have. I believe he is the man to look at, not Raul Castro. For years Carlos Lage controlled the operations of the government machinery. Fidel worked mostly like the “Queen of England” in Cuba. Since Raul is less charismatic than Fidel, Carlos Lage will be more “hands on” during this new phase. Lage is more modern and admires very much the Chinese model. If there is a negative reaction towards Raul from the population, than Lage will gain in power and strength and will consequently have more opportunities to implement economic and political possibilities.

 

What does Raul Castro mean in terms for Cuba’s future role in the world? Does he represent the same obstinacy to change and opposition as embodied by his brother or could he be a reformer of any type?

 

TdA: I don’t think he represents the same obstinacy as his brother. Raul knows that the world today is different. Fidel is the king of a kingdom that failed to meet his standards. The vast majority of the world knows that. Raul will represent more the image of a melancholic past than the possibility of a socialist future. He will be like the owner of a beeper store in a world of mobile phones. People may be nostalgic, but that doesn’t mean they will buy them anymore.

 

JD: It is too early to tell whether Raul will change Cuba.  For now he has shown that stability and continuity are priorities. Some say he is interested in economic reform. But the Cuban government always sought to develop economically and reform is part of that.

 

What will the EU delegation heading to Cuba  this week hope to achieve?

 

TdA: They will hope to understand the new structure of the Cuban government. They will ask themselves questions: to what extent is Fidel still the boss? What is the public opinion towards Raul? How modern and effective is Carlos Lage? How the population is dealing with this new period? I believe these are the key questions the EU officials are aiming to answer.

 

JD: I think the main aim for the EU delegation is to restart a constructive dialogue with Cuba.

 

Raul Castro is not a young man. When it is his time to step down, are there any young potential leaders-in-waiting and if so, who are they, what are their beliefs? Are they young revolutionaries or is there a movement for democratic change just waiting to claim Cuba once the old guard is gone for good?

 

TdA: Carlos Lage is the strongest at the moment. He is only 56; an open-minded, admirer of the Chinese economy and one who is aware of the difficulties of his country. Between Fidel, Raul and Lage, he is the one that knows the world he lives in. He can differentiate between utopia and realism.

 

JD: There is much speculation as to what might or might not happen but Cuba has demonstrated time and again that it will not be dictated to by the US or Europe and it resists pressure. Many thought that finally Carlos Lage, economically liberal and moderate in the government, would have received a more prominent role. But he did not. Whether this will change in time, we will just have to wait and see.


AuthorInterviews: Nick Amies

© Deutsche Welle

COLÔMBIA: Após incursão, Uribe vive desgaste externo e vitória interna

In Colômbia on Março 10, 2008 at 3:59 pm

Após a incursão militar em território equatoriano que matou o número dois na hierarquia das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, dois cenários apresentam-se para o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Na política externa, ele está sendo prejudicado por ter violado um direito internacional. Na política doméstica, ele somou pontos importantes para reforçar sua principal bandeira do governo (combate às guerrilhas) e elevar sua popularidade em busca de uma reforma constitucional que lhe permite disputar o terceiro mandato.De acordo com pesquisas divulgadas após a operação militar, a avaliação positiva de Uribe passou de 70% para 89%. Soma-se a isso o fato de 93% dos colombianos avaliarem negativamente a atuação das FARC. A aprovação da opinião pública sobre a ação militar é conseqüência do desejo dos colombianos de que os conflitos internos terminem.

Como a atuação das FARC é rejeitada, a morte de Reyes reforça a idéia de que os guerrilheiros podem ser derrotados, conforme defende Uribe desde sua chegada à presidência. No entanto, isso pode criar problemas para a libertação dos reféns. Reyes não era só um dos “cérebros” das FARC, mas também o contato político na busca de um acordo humanitário.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

ARGENTINA: Indústria adota medidas para melhorar utilização de energia

In Argentina on Março 10, 2008 at 3:57 pm

Em uma tentativa de não repetir a experiência do ano passado, quando os cortes de luz e gás impuseram uma retração no crescimento durante o inverno, a indústria argentina pretende desenvolver uma série de ações para melhorar a utilização do “insumo energético”. A informação foi divulgada pela UIA (União Industrial Argentina).As empresas dos setores alimentício, metal-mecânico, automotivo e farmacêutico são as responsáveis pela instrumentalização das medidas. Os empresários mais preocupados adquiriram geradores elétricos e paradas técnicas para não coincidirem com os horários de maior consumo de energia. Mudaram também os turnos de produção e modificaram ainda os sistemas de refrigeração.

Apesar da precaução, o presidente Juan Carlos Lacurain (UIA) rechaçou a idéia de que o setor esteja preocupado com cortes energéticos durante o inverno.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

COLÔMBIA: País avalia positivamente decisão da OEA

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 6, 2008 at 5:11 pm

A opinião pública colombiana reconheceu que seu país violou a soberania no Equador, porém, enfatizou o fato de não ter recebido nenhuma sanção por parte da OEA (Organização dos Estados Americanos). A Colômbia reiterou seu pedido de desculpas ao Equador e a aceitação da convocação de uma missão do organismo que visitará os dois países para analisar os fatos, destacou a imprensa local.Os jornais colombianos ressaltaram também que não se trata de uma verificação nem de uma investigação, mas sim de uma análise que buscará maiores informações dos acontecimentos. Um dos objetivos da Colômbia é mostrar para a comissão a presença das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no norte do território equatoriano, fronteira com a Colômbia.

Na avaliação do embaixador colombiano na OEA, Camilo Ospina, “essa resolução reconhece que os feitos não são de uma via só, tem uma causa e isso é o que a comissão verá”.

No entendimento do governo colombiano, diante da gravidade da situação, o país saiu-se bem porque desativou uma condenação hemisférica e ampliou a natureza da missão que avaliará os acontecimentos.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

EQUADOR: País enaltece decisão da OEA

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 6, 2008 at 5:10 pm

A resolução aprovada pela OEA (Organização dos Estados Americanos) que reconheceu a violação do território equatoriano por parte das forças militares colombianas “superou uma prova histórica”. A avaliação foi feita pela chanceler do Equador, María Isabel Salvador, em Washington.“Considero que a OEA superou uma prova histórica ao ratificar sua razão de ser, pois este é um organismo chamado a zelar pela paz e a segurança hemisférica”, afirmou. Salvador lembrou que o Conselho permanente da OEA ratificou o princípio de que o território de um Estado é inviolável e a ação realizada violou a soberania e a integridade do Equador.

A ministra equatoriana aproveitou para dizer que seu país “não concorda com as ações violentas das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) nem de outros grupos que atuam de forma irregular na Colômbia”. Manifestou também que o Equador não concorda que a luta interna dos colombianos com ações violentas passe a atingir outros Estados.

De um modo geral, a imprensa equatoriana enalteceu a decisão da OEA que reconheceu a violação da soberania desse país. No entanto, enfatizou-se também o fato de não ter ocorrido nenhuma condenação a Colômbia como conseqüência de sua ação.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

VENEZUELA: País expressa conformidade com decisão da OEA

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 6, 2008 at 5:09 pm

O embaixador da Venezuela junto à OEA (Organização dos Estados Americanos), Jorge Valero, disse que o governo venezuelano expressa sua conformidade com a solução aprovada ontem pelo organismo, na qual foi declarada a violação da soberania do Equador por parte das forças armadas colombianas.“A Venezuela está contente com este acordo porque ele foi inspirado na paz e a Venezuela aposta na paz porque ela é o coração e a substância da democracia”, afirmou o embaixador. Valero disse que a delegação venezuelana trabalhará para que, na reunião do dia 17 de março, ocorra uma “decisão mais categórica” por parte da OEA.

No seu entendimento, esse é o primeiro passo para encontrar as medidas políticas e diplomáticas para construir a paz.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Entrevista Exclusiva: Senador Cristovam Buarque comenta conflito entre Venezuela, Colômbia e Equador

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Entrevista, Equador, Venezuela on Março 5, 2008 at 7:05 pm

A Arko América Latina, em entrevista exclusiva, conversou com o presidente da CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte), senador Cristovam Buarque (PDT-DF), também membro da CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional), a respeito do conflito ocorrido essa semana entre a Colômbia e o Equador. No último sábado, uma operação militar colombiana deu início à crise em território equatoriano. Na operação, os colombianos mataram um dos comandantes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes.Arko América Latina: A morte do líder número dois na hierarquia das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, gerou uma crise diplomática de grandes proporções para Venezuela, Equador, e Colômbia. No seu entendimento, que conseqüências isso terá na relação entre essas nações? Haverá um rompimento definitivo?

Cristovam Buarque: A crise além de diplomática também é militar, e é muito séria. O governo do Equador, por um lado, tem de dar uma resposta à opinião pública do seu país, bem como aos países vizinhos. A Colômbia, por outro lado, se vê numa posição geográfica fragilizada: Equador de um lado, Venezuela do outro, e às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) dentro do seu território. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, está tentado a pedir a ajuda dos EUA, o que poderá fazer a situação sair de controle, provocando manifestações frente à embaixada norte-americana.

AAL 2: Alguns analistas sustentam que a ameaça de Chávez sobre uma eventual “guerra latino-americana” tem como objetivo buscar uma união interna de seus partidários. O senhor concorda com isso? Por quê?

CB: Desde as pequenas guerras já ocorridas em nosso continente (a do Paraguai, Chile-Bolívia e Peru-Equador), não há registro de algo tão sério como essa ameaça de guerra na América Latina. É comum essa iniciativa do Chávez em tentar uma união interna de seus partidários. Na história, até mesmo recente, há precedentes para isso. Veja o caso da guerra do Iraque, na qual o presidente americano Bush se valeu desse incidente para unir o seu país. Há também o exemplo da reestruturação econômica na Argentina, onde a forte crise ocorrida no país serviu para unir os seus cidadãos.

AAL 3: Na posição de maior país da América do Sul, como o senhor avalia a atuação do Brasil no conflito?

CB: Em primeiro lugar, acredito que o Brasil não deva entrar sozinho nesse conflito latino-americano. Em segundo, é preciso aproveitar a liderança do nosso presidente Lula e do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para atrair países a apoiá-los diante desse cenário.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Bush manifesta apoio incondicional à Colômbia

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, EUA, Equador, Venezuela on Março 5, 2008 at 4:35 pm

O presidente dos EUA, George W.Bush, manifestou seu apoio incondicional à luta do seu colega colombiano Álvaro Uribe, contra as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Em discurso realizado na Casa Branca, Bush disse que os norte-americanos estão do lado da Colômbia contra o Equador e a Venezuela.“Essa é uma questão de segurança nacional, se não cumprirmos com nossos acordos vamos abandonar nosso aliado na América do Sul”, disse o presidente norte-americano.

No seu entendimento, “os republicanos e democratas devem trabalhar ao lado do nosso aliado (Colômbia) contra o narcotráfico, pois esse é o caminho para a paz e a prosperidade”.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CRISE DIPLOMÁTICA(1): A estratégia do governo brasileiro

In Brasil, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador on Março 5, 2008 at 11:13 am

A estratégia do governo brasileiro para mediar o conflito diplomático instalado na América do Sul após a morte do número dois na hierarquia das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, está traçada. Segundo o chanceler Celso Amorim, o país quer a criação de uma comissão de investigação da OEA (Organização dos Estados Americanos) para circunscrever o tema na agenda bilateral e atuar de forma coordenada com outros países.Além disso, o Brasil quer usar todo o peso de sua diplomacia dentro do continente para que a Colômbia faça um novo pedido de desculpas ao Equador. Os brasileiros classificaram como muito grave a violação territorial realizada pelo exército colombiano. Esse novo pedido de desculpas, no entendimento do Brasil, não poderia haver qualificações, ou seja, explicando que ele ocorreu como conseqüência “do combate ao terrorismo”.

No discurso oficial do governo brasileiro, ocorrido ontem, também ficou claro que o país excluirá o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, da questão. A estratégia do Brasil é focar o problema nos dois países envolvidos, Colômbia e Equador. Nos bastidores do Palácio do Planalto, existe a avaliação que a entrada do venezuelano no conflito diplomático é um complicador, pois Chávez aposta na radicalização.

O Brasil pretende amenizar, por meio dessas medidas, a situação política na América do Sul. Caso obtenha êxito, o presidente Lula entraria em campo para selar a paz entre Colômbia e Equador. Antes do distanciamento das relações, não interessaria a Lula se desgastar politicamente entrando na mediação sem garantias de sucesso.

Já os analistas internacionais avaliaram que o posicionamento do Brasil diante da crise foi considerado fraco. No entendimento deles, o país condena apenas a Colômbia e não fala das relações entre o Equador e as FARC. Entretanto, as características da liderança de Lula e o papel que o Brasil exerce no continente podem ser os fatores determinantes para levar o país a conquistar uma vitória diplomática.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CHILE: Bachelet acha que Colômbia deve explicações à América Latina

In América Latina, Chile, Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 5, 2008 at 11:09 am

A Colômbia deve uma explicação ao Equador e a todos os países da América Latina por ter invadido a fronteira equatoriana na operação que matou o líder número dois das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes. A afirmação foi feita ontem pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, segundo a agência Afp. No entendimento da chilena, as fronteiras entre os países precisas ser respeitadas.Em entrevista concedida à rádio ADN de Santiago, Bachelet demonstrou bastante preocupação com a crise diplomática envolvendo o Equador, a Colômbia e a Venezuela.

Ela disse que entrará em contato com o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, e com seus colegas do Brasil (Luiz Inácio Lula da Silva) e da Argentina (Cristina Kirchner).

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

COLÔMBIA: Uribe denunciará Chávez ao Tribunal Penal Internacional

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 5, 2008 at 11:08 am

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, denunciará seu colega venezuelano Hugo Chávez, junto ao Tribunal Penal Internacional por patrocinar o terrorismo. A informação foi divulgada pela rádio Caracol.De acordo com o colombiano, a denúncia será apresentada quando for comprovada a ligação de Chávez com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Com base em documentos encontrados no computador do Raúl Reyes (porta-voz internacional da guerrilha, morto no sábado), o venezuelano teria doado em torno de US$ 500 milhões para as FARC.

Uribe enfatizou ainda que, apesar da crise diplomática, “continuará firme a luta contra o terrorismo e seus patrocinadores, para que a Colômbia se livre de uma vez por rodas deste pesadelo”.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

CONFLITO NA COLÔMBIA: Chávez quer desviar foco dos problemas internos

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 4, 2008 at 5:49 pm

Tendo que enfrentar problemas internos como o aumento da violência e a falta de produtos básicos nas prateleiras dos supermercados, o presidente Hugo Chávez (Venezuela) utiliza o conflito diplomático criado com a morte do número dois das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, para desviar a atenção dos problemas.De acordo com analistas políticos locais, Chávez convive com a crescente fragmentação de seus movimentos políticos que, somados à insegurança e à falta de produtos básicos, estão derrubando sua popularidade. No entanto, analistas entendem que esta estratégia fracassará porque a maioria dos venezuelanos é contra um conflito armado com a Colômbia.

Segundo o jornal argentino “La Nación”, apesar disso, a maioria da população apóia a guerra verbal de seu presidente contra Álvaro Uribe, avalia o diretor do instituto de pesquisa venezuelano Dataanálises, Luis Vicente León.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

MÉXICO: Calderón quer mediar conflito diplomático

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, México, Venezuela on Março 4, 2008 at 5:46 pm

O presidente do México, Felipe Calderón, ofereceu a seu colega Rafael Correa (Equador) ser mediador no conflito desse país com a Colômbia. De acordo com comunicado da presidência mexicana, “Felipe Calderón teve conversas telefônicas com os presidentes Rafael Correa (Equador) e Álvaro Uribe (Colômbia) a fim de dialogar sobre a delicada situação entre os dois países”.O mexicano manifestou “a vontade de seu governo em apoiar qualquer ação que favoreça o diálogo entre as nações com o propósito de que a relação bilateral recupere sua normalidade”. De acordo com a imprensa local, as embaixadas mexicanas no Equador e na Colômbia receberam a orientação de dar um acompanhamento detalhado aos acontecimentos.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Ação Colombiana contra as FARC é apoiada por 83% do povo

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 4, 2008 at 10:43 am

Em pesquisa realizada pelo Centro Nacional de Consultoria, 83% da população apóia o governo colombiano nos ataques aéreos que matou Raul Reyes.

 

A pesquisa também indica que 80% dos entrevistados são contra o comportamento do Equador, em cortar relações com o governo da Colômbia.

 

A posição dos entrevistados é ainda mais forte em relação à Venezuela. Cerca de 96% são contra o comportamento de Hugo Chávez, enquanto somente 6% apoiaram o governo do presidente venezuelano.

 

Esse respaldo é muito importante para legitimar as ações e o discurso de Álvaro Uribe. Disposto a negociar pelas vias diplomáticas, Uribe prefere a argumentação frente a força. No entanto, para um país acostumado com conflitos armados, não creio que Uribe cederá e acatará demandas da Venezuela e do Equador.

 

Até o momento, o comportamento do governo brasileiro vem sendo muito fraco. A entrevista do Ministro Celso Amorim demonstrou que ele ainda não está muito interado no assunto. A intermediação do Brasil é crucial para o sucesso da diplomacia em relação à força.

CONFLITO NA COLÔMBIA: Colômbia fala em relações entre Equador e as FARC

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 4, 2008 at 10:05 am

Ontem, o governo da Colômbia confirmou ter encontrado informações sobre supostas ligações entre o governo do presidente do Equador, Rafael Correa, com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em computadores que pertenciam ao porta-voz internacional da guerrilha, Raúl Reyes. Ele foi morto no último fim de semana durante uma operação militar do exército colombiano. As informações foram divulgadas pela BBC Brasil.Segundo o general da Polícia Nacional da Colômbia, Oscar Naranjo, “os documentos encontrados nos computadores permitem falar de um relacionamento estrutural das FARC na Venezuela e no Equador”. Em resposta às acusações, o ministro da Defesa do Equador, Miguel Carvajal, disse que isso não passa de bravata.

Naranjo revelou a existência de documentos que relatam a relação de Reyes com o ministro da Segurança Pública do Equador, Gustavo Larrea. A Polícia Nacional colombiana classificou o material encontrado como muito grave e que afeta a segurança nacional da Colômbia.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

EQUADOR: País rompe relações diplomáticas com a Colômbia

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 4, 2008 at 10:03 am

O governo do Equador anunciou ontem o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia. O anuncio foi feito através do envio de uma carta para Bogotá. “Diante de uma sucessão de fatos inamistosos e de acordo com o estabelecido pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas em 1961, o governo do Equador decidiu romper relações diplomáticas com o governo da Colômbia, a partir desta data”, informou a carta do governo equatoriano.O Equador aproveitou o comunicado para rejeitar qualquer vínculo de seu presidente (Rafael Correa) com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). “As infundadas acusações constituem uma tentativa deliberada de desviar a atenção da violação da soberania territorial equatoriana, tal como foi reconhecido pelo governo colombiano em comunicados e notas diplomáticas”, avalia o governo.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

EQUADOR: Documentos comprovariam relações do país com as FARC, diz Colômbia

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 3, 2008 at 6:02 pm

Os documentos encontrados no computador de Raúl Reyes (guerrilheiros morto na ação do exército colombiano), confirmam que o ministro de Segurança do Equador, Gustavo Larrea, visitou as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em nome do presidente Rafael Correa. É o que relatam as duas cartas que Reyes teria enviado a membros das FARC.De acordo com informações do governo colombiano, Larrea “teria demonstrado o interesse do presidente Correa em oficializar as relações com a direção das FARC e sua disposição para coordenar atividades sociais de ajuda aos povoados na fronteira, além do intercambio de informações”.

O encontro que seria realizado entre as FARC com autoridades equatorianas abordaria temas como a troca de reféns por guerrilheiros presos, discussão sobre a política de fronteira, a situação de Ingrid Betancourt e o papel do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Segundo a agência Afp, o embaixador do Equador em Bogotá, Francisco Suescum, classificou a divulgação dos documentos como “uma grande mentira”.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Chávez: Ação semelhante na Venezuela causaria guerra

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 3, 2008 at 12:29 pm

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reagiu contra a operação militar no Exército colombiano que vitimou o porta-voz internacional das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). De acordo com a BBC Brasil, Chávez lembrou que uma operação semelhante a ocorrida no Equador em seu país seriamotivo para uma guerra entre os dois países.

“Não pense em fazer isso aqui, porque isso poderia ser sério, poderia ser razão para uma guerra”, disse o venezuelano.

Pela reação de Chávez e seus aliados na América Latina, há indícios que a operação da Exército colombiano deverá aumentar a radicalização os países governados pela esquerda ortodoxa contra a Colômbia.

Por serem dependentes dos petrodólares venezuelanos, haverá um respaldo a retórica anti-americana de Hugo Chávez.

(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)

Conheça os integrantes das FARC

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador on Março 3, 2008 at 11:00 am

Confira os integrantes do Secretariado das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). São eles:

1. Pedro Antonio Marín: conhecido como Manuel Marulanda Vélez ou “Tirofijo” e máximo chefe das Farc, que em 1966 participou da criação formal do grupo insurgente. Nasceu em 12 de maio de 1930 e desde 1949 decidiu pegar as armas.
Na atualidade, é considerado por alguns como o terrorista mais antigo do mundo.
Segundo a circular vermelha da Interpol, possui 21 ordens de detenção pelos delitos de terrorismo, homicídio, seqüestro extorsivo e homicídio com fins terroristas.
2. Luis Edgar Devia Silva: conhecido como Raúl Reyes, porta-voz internacional das Farc até a madrugada de hoje, quando foi abatido pelas Forças Armadas.
Ingressou ao grupo insurgente nos anos 70, era um dos homens de confiança de “Tirofijo” e o membro mais visível da organização desde que liderou do lado das Farc as fracassadas negociações de paz com o governo de Andrés Pastrana entre
1999 e 2002. Foi o responsável de numerosas ações delitivas cometidas nos departamentos de Putumayo, Huila e Caquetá, e tinha mais de 25 autos de detenção por terrorismo, crime contra a segurança do estado, seqüestro e assassinato, entre outros.
3. Guillermo Leão Sáenz Vargas: conhecido como Alfonso Calo, ideólogo político e chefe do bloco ocidental das Farc, contra quem as Forças Armadas antecipam há dias uma intensa operação na zona do Canhão das Formosas, no departamento sulista do Tolima. Segundo alguns analistas, esse guerrilheiro com 12 ordens de captura por terrorismo, homicídio, sequestro extorsivo e homicídios com fins terroristas será quem ocupará o posto de Reyes como porta-voz das Farc. Por volta dos 50 anos, 23 deles nas Farc, está à frente do clandestino Movimento Bolivariano, projeto político lançado no dia 29 de abril de 2000. Liderou a delegação negociadora em Caracas (Venezuela) em 1991 e Tlaxcala (México) em 1992.
4. Jorge Briceño Suárez: conhecido como Mono Jojoy e chefe militar desta guerrilha, à qual se vinculou em 1975. Ele é responsabilizado pelo seqüestro em
2002 da então candidata presidencial Ingrid Betancourt, também de nacionalidade francesa. Este guerrilheiro é irmão de Germán Suárez Briceño, conhecido como Grannobles – que foi acusado do assassinato de três indigenistas americanos -, e enfrenta mais de 16 ordens de captura por furto, homicídio, terrorismo, seqüestro e extorsão. É considerado um dos rebeldes mais radicais da ala militar depois que exigiu a renúncia dos prefeitos e funcionários de municípios colombianos que não concordassem com os ideais insurgentes.
5. Manuel J. Muñoz Ortiz: conhecido como Ivan Ríos fez parte da equipe negociadora das Farc no fracassado processo de paz de 1999-2000.

6. Luciano Marín: conhecido como “Ivan Márquez” ingressou no Secretariado depois da morte de Jacobo Arenas, em 1990, e dirige desde 2002 do Bloco Caribe. Líder ideológico e figura internacional, considerado um dos mais radicais dentro da linha política. Em 2007 foi à Venezuela para se reunir com o presidente Hugo Chávez com plenos poderes dados por “Tirofijo” para tratar o tema de um possível acordo humanitário e posterior liberação de seqüestrados. Na página na Internet das Farc oficializou-se como porta-voz, motivo pelo qual alguns analistas também o consideram uma ficha chave para suceder a Raúl Reyes.
7.Rodrigo Londoño Echeverri: conhecido como Timoleón Jiménez ou Tomochenko é um dos guerrilheiros mais antigos das Farc. Uma vez concluídos seus estudos de medicina se vinculou em março de 1982 ao movimento, onde obteve uma rápida ascensão por sua capacidade militar. É considerado um dos principais responsáveis das ações terroristas cometidas sobre a via Medellín-Bogotá, assim como de seqüestros, massacres e desaparições forçadas de civis no departamento de Antioquia.
8. Wilson Valderrama Cano: conhecido como Mauricio ou “O Médico“.
9. Milton de Jesus Toncel Redondo: conhecido como “Joaquín Gómez” e responsável do bloco sul das Farc, na qual ingressou nos anos 80 após vários anos lecionando classes na Universidade do Amazonas, no departamento de Caquetá, após graduar-se na Rússia.
Com a morte de Raul Reyes ocorre a fragmentação da cúpula das FARC. Se por um lado foi uma vitória para a política de segurança do presidente do Colômbia, Álvaro Uribe, por outro, deverá aumentar a radicalização dos conflitos no país.

CONFLITO NA COLÔMBIA: Colômbia reforça segurança contra represálias

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 3, 2008 at 10:46 am

Com objetivo de evitar uma eventual represália das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) devido a morte de Raúl Reyes, o governo da Colômbia reforçou as medidas de segurança nos principais centros urbanos do país e nas zonas sde influencia dos guerrilheiros. As informações foramdivulgadas pela agência Efe.

Segundo o ministro do Interior e Justiça da Colômbia, Carlos Holguín, “todas as medidas serão tomadas para garantir a segurança”.

Porém, ele disse que as FARC possuem “pouco espaço no território nacional para realizar algum tipo de represália. Ele enfatizou que a guerrilha está reduzida e debilitada.

No entanto, o ministro disse que as autoridades não podem se descuidar das FARC, porque “ai está uma cobra viva que ataca de maneira violenta, cruel e traiçoeira a qualquer momento”.

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CONFLITO NA COLÔMBIA(1): Equador lamenta ação do exército colombiano

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 3, 2008 at 10:45 am

O presidente do Equador, Rafael Correa, lamentou a operação militar do Exército colombiano que culminou na morte do porta-voz internacional das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes. A afirmação foi feita pelo equatoriano em entrevista coletiva concedida na Base Aérea Mariscal Sucre, de Quito.
Na sua opinião, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, mentiu para ele quando informou sobre a operação, e considerou que essa é a “pior agressão já sofrida pelo Equador por parte da Colômbia”, cujos militares entraram em território

equatoriano.

“O Governo equatoriano “não vai permitir mais ultrajes do Governo colombiano e vamos ir até as últimas conseqüências para que se esclareça este fato escandaloso, que é uma agressão a nosso território e a nossa pátria”, afirmou Correa.

De acordo com a agência Efe, Correa quer explicações contundentes do governo colombiano.

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Venezuela e Equador ameaçam Colômbia de guerra

In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 2, 2008 at 8:16 pm

 

Uma série de eventos levou os governos da Venezuela e do Equador a retirarem seus embaixadores de Bogotá, Colômbia, e posicionar parte de suas tropas nas fronteiras com a Colômbia.

 

Devido a uma operação do exército colombiano realizada no sábado, onde o “número 2” das FARC, Raul Reyes foi morto, os governos do Equador e da Venezuela mostraram seu repúdio. No entanto, o fato que desencadeou toda a crise foi o ataque aéreo colombiano contra as FARC ocorrida no território equatoriano. Foi justamente neste ataque que Raul Reyes acabou morrendo.

 

A partir de agora, o governo do presidente Alvaro Uribe se encontra em um entrave. Chamado de “filhote dos EUA” por Hugo Chávez, resta à Uribe não responder as provocações de Chávez nem de Rafael Correa – Presidente do Equador. Obviamente se trata de uma questão complicada, levando em consideração que uma ameaça à segurança e soberania nacional foi colocada em xeque no momento que Chávez e Correa posicionaram tanques nas fronteiras.

 

Acredito que Uribe deverá manter a calma, porém sem deixar de endurecer. Posicionar tropas colombianas frente-a-frente com as tropas estrangeiras é, além de um equívoco, algo difícil no momento. O posicionamento dos exércitos do Equador e Venezuela é na mesma região onde as FARC ainda estão localizadas. Logo, um posicionamento colombiano na mesma zona representaria um confronto intenso entre as FARC e o Exército Colombiano.

 

Certamente a participação brasileira nesse incidente será vital. A tradição de omitir-se da política continental quando ocorre esse tipo de crise, traz a incerteza em relação ao posicionamento de Lula. Porém, não deixa de ser uma oportunidade para o presidente Lula projetar-se mundialmente, mediando uma crise desta magnitude.

 

Aos EUA, o repúdio ao comportamento venezuelano não passará de notas oficiais. O próprio governo norte-americano sabe que caso ocorra o pior, a Colômbia, dona do exército mais poderoso da América Latina, saberá se defender tranquilamente. A possibilidade de um conflito armado entre os países ainda são remotas. No entanto, a situação deve ser considerada, pois aparentemente, o presidente Chávez está ansioso por um confronto para poder exibir seus Sukhoi russos, recém comprados.