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In Bolívia, Brasil on Fevereiro 26, 2008 at 4:24 pm
Os problemas na oferta de gás boliviano para satisfazer a demanda de Argentina e Brasil podem ser solucionados com maiores investimentos na Bolívia, pois essa é a melhor maneira de ajudar esse país e sua estabilidade, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, em entrevista ao jornal “Clarín”. Ele disse que a Petrobras já anunciou que deseja investir mais de US$ 1 bilhão para aumentar a capacidade de produção. As informações foram divulgadas pela agência Efe.Ronda os 40 milhões de metros cúbicos diários a atual produção boliviana de gás, que subirá este ano a 42 milhões, frente a uma demanda do mercado externo e interno de 46 milhões de metros cúbicos.
De acordo com Amorim, além de maiores investimentos na Bolívia, é necessário um trabalho conjunto entre Brasil e Argentina em outras áreas de energia, inclusive a nuclear.
Na sexta-feira passada (22), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente argentina Cristina Kirchner decidiram desenvolver um reator nuclear para aliviar a demanda crescente de energia elétrica nos dois países. Os dois líderes planejam também criar uma empresa binacional de enriquecimento de urânio.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In América Latina, Argentina, Bolívia, Brasil on Fevereiro 26, 2008 at 4:21 pm
“A crise energética sul-americana deixou de ser um cenário hipotético para se transformar em ameaça real, diante da qual todos os governos da região estão adotando medidas de urgência para evitar que dentro de poucos meses comecem os cortes massivos de fornecimento de energia. E a tensão política já começa a notar-se”. A afirmação foi feita pelo jornal “El País” (Espanha), segundo a BBC Brasil.De acordo com o periódico, a presença do presidente Evo Morales (Bolívia) no encontro ocorrido entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina) é um sinal do agravamento da crise energética.
Atualmente, o Brasil importa da Bolívia um volume de gás natural dez vezes maior que a Argentina. No entanto, o governo boliviano informou que não terá condições de cumprir os contratos estabelecidos inicialmente, a não ser que o Brasil abra mão de parte de seu gás para a Argentina.
Na avaliação do “El País”, Kirchner poderia recorrer ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, devido à dificuldade do Brasil em abrir mão do gás em favor da Argentina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Argentina, Bolívia, Brasil on Fevereiro 26, 2008 at 4:18 pm
Embora não abra mão de nenhuma parte do gás importado da Bolívia, o Brasil ofereceu à Argentina transferência de energia elétrica como alternativa. A decisão ocorreu após uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina). A proposta apresentada pelo Brasil contempla um repasse de energia brasileira nos meses de inverno, estação na qual a Argentina corre risco de desabastecimento causado pelo aumento da demanda por eletricidade destinada ao aquecimento das residências e indústrias.Existe uma preocupação por parte de Lula em não criar um mal-estar com a Argentina devido à recusa em repassar gás boliviano aos argentinos. Segundo o governo brasileiro, o país necessita da totalidade dos 30 milhões de metros cúbicos de gás importados de La Paz.
Após participar do encontro com Lula e Cristina, o presidente Evo Morales (Bolívia) afirmou, em entrevista ao jornal argentino “Clarín”, que a Bolívia não conseguirá atender as demandas de Brasil e Argentina e defendeu a distribuição das cotas do gás vendido aos dois países.
Com base no acordo firmado em 2006 entre a Bolívia e o então presidente da Argentina, Nestor Kirchner, o primeiro país deveria fornecer 7,7 milhões de metros cúbicos de gás para o segundo. Porém, como conseqüência do aumento da demanda interna e do fornecimento ao Brasil, há o risco de serem repassados apenas 2 milhões de metros cúbicos diários.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Venezuela on Fevereiro 26, 2008 at 4:17 pm
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi designado no último sábado como presidente do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela). Segundo o coordenador da Comissão Promotora Nacional do partido, Jorge Rodríguez, a decisão foi tomada por unanimidade entre os 1.800 delegados que participaram da 5ª Assembléia do PSUV.Também foi aprovado o sistema de seleção de autoridades nacionais temporárias. Cada delegado indicará três nomes que serão avaliados por Chávez. Os postulados formarão uma lista de candidatos à direção nacional e serão submetidos a um processo de votação onde irão participar porta-vozes, suplentes e comissionados dos batalhões socialistas.
Esta mesma estrutura será responsável pela definição dos candidatos do PSUV às candidaturas de prefeitos e governadores nas eleições deste ano.
Segundo o diretor do Comitê de Disciplina e Organização revolucionária do partido, Diosdado Cabello, a diretiva do PSUV será confirmada no dia 10 de março.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)