Serenidade e ceticismo. Essa foi a reação dos exilados cubanos residentes em Miami (EUA), após Fidel Castro renunciar a presidência de Cuba. Na avaliação feita pelos exilados, não haverá grandes mudanças na ilha. Em entrevista concedida à agência Efe, Tony Alfonso (ex-professor da uma escola) “é o fim de uma era, a era Fidel Castro. Porém, não é o final do castrismo porque Raúl Castro representa o continuísmo”. De acordo com Alfonso, “Raúl fará pequenas mudanças para manter-se no poder”.A avaliação desse exilado vai no mesmo sentido da realizada por analistas, ou seja, as mudanças a serem realizadas serão tímidas. Além disso, o professor Jaime Suchlicki (professor da Universidade Miami) acredita que “poderá ocorrer um aumento da repressão interna para conter reações populares que desejam mudanças”.
Outra situação que não pode ser descartada é o maior interesse do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na transição cubana. Por ser o maior representante do sentimento anti-americano na América Latina, o Chávez deverá ter mais interesse em Cuba devido à representatividade de seu símbolo para a esquerda na região.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)