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In Cuba on Fevereiro 19, 2008 at 6:21 pm
Com a renuncia de Fidel Castro, a expectativa é que o país siga o caminho da democracia. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado da França para Assuntos Europeus, Jean Pierre Jouyet, em entrevista concedida a rádio francesa Europe 1. “Não podemos fazer mais do que desejar que esse país siga o caminho da democracia”, afirmou ele.No seu entendimento, o castrismo era o símbolo do totalitarismo. Além disso, Fidel Castro não entendeu as evoluções do mundo nos anos 70 e 80, como também não soube interpretar a queda no muro de Berlim e o desmoronamento da ex-União Soviética.
Porém, Jouyet reconheceu que Castro “garantiu uma certa independência frente á forte presença dos EUA na América Latina”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Cuba on Fevereiro 19, 2008 at 6:20 pm
A renúncia do presidente de Cuba, Fidel Castro, é uma notícia de grande impacto que poderá representar a materialização das reformas anunciadas nos últimos meses por seu irmão Raúl. A afirmação foi feita pela secretária de Estado da Espanha para a Região Ibero-Americana, Trinidad Jiménez. Apesar disso, a espanhola disse que o afastamento de Fidel precisa ser recebido com cautela.De acordo com Jiménez, o governo da Espanha mantém contato permanente com a embaixada do país em Cuba e, por isso, estava esperando por essa decisão há alguns meses. A reação dos espanhóis somada a da França indica que a comunidade internacional está esperançosa que tenha início um processo de reformas democratizantes na ilha.
Além destes dois países, cubanos residentes em Miami (EUA) comemoram a saída de Fidel pelas ruas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Cuba, EUA on Fevereiro 19, 2008 at 6:09 pm
A renúncia de Fidel Castro “deve ser o começo da transição democrática em Cuba”. A afirmação foi feita pelo presidente dos EUA, George W. Bush. Em entrevista concedida em Kigali, capital de Ruanda, o norte-americano disse que “a comunidade internacional deveria trabalhar com o povo cubano para começar a construir instituições para a democracia. Eventualmente, esta transição deveria acabar em eleições livres e justas”.No entendimento de Bush, “são os cubanos que sofrem com Fidel Castro. Eles são os que foram presos por suas crenças, e a eles se negou o direito a viver em uma sociedade livre”.
Para o presidente dos EUA, a saída de Fidel criará um ambiente de debate na comunidade internacional sobre a promoção da estabilidade.
No entanto, “enquanto isso, os prisioneiros políticos continuarão na prisão e as condições humanas seguirão sendo patéticas”.
Por fim, Bush disse que seria fundamental a libertação de prisioneiros como o primeiro passo da transição democrática.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
comunismo, Cuba, Fidel Castro, Granma, Raul Castro, revolução, transiçao
In Cuba on Fevereiro 19, 2008 at 6:06 pm
O futuro presidente de Cuba, Raúl Castro, tem 76 anos e é o ministro da Defesa mais duradouro do mundo. De acordo com a agência Efe, ele comanda as Forças Armadas cubanas desde a revolução cubana (1959). Durante este ano, foi o braço direito de seu irmão, Fidel Castro.Apesar de pertencer a velha guarda do partido comunista cubano, Raúl é conhecido como bom administrador. Ele supervisionou a redução de 20% do Exército no período posterior à derrocada da ex-União Soviética.
Para atingir seu objetivo, ele adotou critérios capitalistas a fim de tornar as Forças Armadas Revolucionárias auto-suficientes, com importante participação no setor do turismo, um dos mais importantes de Cuba.
Raúl também é o segundo secretário do partido comunista desde 1965, ano de sua fundação. Em função desse perfil mais moderado, muitos analistas acreditam que ele já começou o processo de transição na ilha. Resta saber qual será a intensidade dessas reformas.
Apesar da pressão externa e dos setores mais jovens do regime, ainda há muitos partidários de Fidel Castro com poder dentro das estruturas do governo. Além disso, Raúl está longe de ser um líder carismático como seu irmão.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
comunismo, Cuba, Fidel Castro, Granma, Raul Castro, revolução, transiçao
In Cuba on Fevereiro 19, 2008 at 6:03 pm
O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, representou durante décadas um símbolo para a esquerda revolucionária. Durante meio século teve como principal característica o constante desafio aos EUA. Na ditadura militar da década de 70, abrigou militantes de esquerda em seu país. Sua última jogada política antes de se retirar, foi tornar pública a transição política na ilha.Apesar de sua grave crise econômica, Cuba é o único país que resistiu ao colapso da ex-União Soviética, ocorrido em 1991. Até então, o regime castrista recebia ajuda econômica dos soviéticos. Após isso, quem garantiu a resistência da ilha foi o carisma de Fidel Castro, mesmo com o seu governo ditatorial.
A partir de agora, o legado do líder cubano ficará sob responsabilidade do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O venezuelano será a maior liderança da esquerda ortodoxa na América Latina e o responsável pela retórica anti-americana. Em relação a Cuba, não deverá ocorrer grandes mudanças a curto prazo, pois os setores mais conservadores do partido comunista ainda têm muito poder dentro do regime.
No entanto, devido à pressão da comunidade internacional, dos opositores e da ala jovem do partido, não podem ser descartadas mudanças a longo prazo. Resta saber qual será a intensidade delas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)