A libertação de dois reféns em posse das FARC (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), Clara Rojas e Consuelo González, é o exemplo de um bom trabalho diplomático exercido pelo presidente venezuelano Hugo Chávez.

  

Mesmo com uma posição ideologica antagônica ao do presidente colombiano, Chávez value-se desse viés esquerdista para melhorar seu capital de negociação com os guerrilheiros marxistas da Colômbia.

  

Após a forte derrota interna (referendo da reforma constitucional), Chávez conseguiu uma valiosa vitória. Internacionalmente, esse foi o grande “gol”de Chávez, principalmente após o “calla-te” do rei espanhol Juan Carlos.

  

No entanto, ao observamos todo o procedimento de Chávez, pensamos porque o presidente brasileiro Lula não tomou essa postura antes? Detentor de um discurso de esquerda (que agrada aos comandantes das FARC), dono de um melhor relacionamento com o presidente colombiano Álvaro Uribe, ansioso por obter respeito da comunidade internacional como pacificador, Lula perdeu a melhor oportunidade desde que se elegeu pela primeira vez o presidente do país mais poderoso da América Latina.

 Agora, mais do que nunca, Chávez é visto como um líder de pontecial mais concreto do que Lula. Sem querer se arriscar, Lula segue sendo um presidente que sub-aproveita sua capacidade de influência e mantén-se recluso no sucesso temporário que conquistou domésticamente.