Posts de 2008
America do Sul, analise politica, politica da america latina, Thiago de Aragão, Visao Latino Americana, www.thiagodearagao.com.br
In America Central, América Latina, Argentina, Artigos, Banco do Sul, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Costa Rica, Cuba, EUA, Entrevista, Equador, Especial, Mercosul, México, Panama, Paraguai, Peru, Sugestão de Leitura, Uruguai, Venezuela on Outubro 24, 2008 at 12:41 pm
Caros Leitores,
O Blog Visao Latino-Americana mudou de endereco! Ele esta muito mais moderno e bonito! As informacoes serao atualizadas no novo site; WWW.THIAGODEARAGAO.COM.BR
Aguardo a visita de voces, com criticas, sugestoes e participacoes! Quem desejar submeter artigos, serao muito bem vindos!
Logo todo o arquivo estara no novo site: www.thiagodearagao.com.br
Abraco,
Thiago de Aragao
Chile, governo do chile, Jose Miguel Insulza, Michelle Bachelet, politica chilena
In Chile on Outubro 17, 2008 at 1:23 pm
Ao comentar se a possível candidatura do ex-presidente do Chile, Ricardo Lagos, lhe prejudicaria, o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, admitiu já estar na corrida presidencial.Segundo a agência Efe, além de Lagos e Insulza, outros nomes cogitados são a ex- chanceler Soledad Alvear e o ex-presidente Eduardo Frei, ambos democratas cristãos.
Ao ser questionado sobre a liderança do empresário Sebastián Piñeda, candidato da oposição, ele disse que a Concertación (coalizão que apóia o atual governo), ainda não tem candidato. Por isso, Piñeda está em vantagem.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, analise politica, brasiguaios, economia paraguaia, Fernando Lugo, governo do paraguai, Paraguai, politica do paraguai, situação politica
In Paraguai on Outubro 17, 2008 at 1:22 pm
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que “não há qualquer intenção de expulsar os “brasiguaios” de seu país. Segundo a agência Ansa, a declaração do chefe de Estado paraguaio foi uma resposta à preocupação do Brasil em relação aos chamados “brasiguaios”.As informações são que eles estariam supostamente sendo perseguidos por dirigentes campesinos paraguaios. Os “brasiguaios” são acusados de ocupar as terras dos pequenos agricultores.
Mesmo reconhecendo a existência de brasileiros com problemas de comunicação, Lugo disse que fará o possível para regularizar a situação.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
BNDES, calote do equador, crise brasil equador, crise institucional, Equador, odebrecht no equador, politica do Equador, Rafael Correa
In Equador on Outubro 17, 2008 at 1:20 pm
A dívida do Equador com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ultrapassa os US$ 460 milhões. O valor foi revelado depois de uma auditoria realizada pela Secretária Nacional Anti-Corrupção do Equador, segundo o jornal equatoriano “Hoy”.Em reportagem realizada com base em informações do governo locao, é contestado o pagamento de US$ 13,6 milhões à construtora brasileira Norberto Odebrecht. Como conseqüência deste cenário de incertezas, o Brasil tem elevado a tom contra o Equador. Existe o temor que o empréstimo concedido pelo BNDES não seja pago, principalmente se levarmos em conta a postura nacionaista do presidente do Equador, Rafael Correa.
Não é por acaso que o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, diz que as relações comerciais entre os dois países estão ameaçadas.
Caso haja o calote, será exigida uma resposta por parte do governo brasileiro. No Congresso Nacional, senadores da oposição vêm cobrando uma postura mais agressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise institucional, crise política, economia boliviana, Evo Morales, politica boliviana, referendo na bolivia, Thiago de Aragão
In Bolívia on Outubro 17, 2008 at 1:19 pm
O Congresso recebeu um prazo de 24 horas dos setores sociais bolivianos para convocar o referendo sobre a nova Constituição do país. De acordo com a agência Ansa, a nova medida de pressão foi anunciada ontem em Patacamaya, 100 quilômetros ao sul de La Paz.”Caso o Congresso não aprove a convocação em 24 horas e envie a lei, retomaremos a marcha na sexta-feira”, afirmou Fidel Surco, executivo da Coordenação Nacional para a Mudança (Conalcam), que organiza o protesto.
Isaac Avalos, o máximo dirigente do setor rural, ressaltou que os camponeses não sairão de La Paz até que o Congresso aprove a convocação ao referendo. Já os representantes das Nações Unidas, da Igreja católica e da Defensoria Pública tentam amenizar a situação de tensão e pedem que não sejam impostos prazos ou condições.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
America do Sul, Brasil, crise financeira, impactos da crise financeira, Lula, Mercosul, Mercosur, politica brasileira, politica latino americana
In Brasil, Mercosul on Outubro 10, 2008 at 5:35 pm
Deu no G1.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (10), durante a primeira entrevista exclusiva aos portais de Internet, que está avaliando convocar uma reunião de emergência do Mercosul para discutir medidas conjuntas para combater os efeitos da crise financeira internacional para o bloco.
Ele disse que debaterá o assunto com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, durante a viagem que fará a partir deste domingo (12) para Espanha, Índia e Moçambique.
“Tem que fazer uma reunião [do Mercosul]. Eu estou indo para uma viagem, só volto na quinta-feira (16), e ela só pode ocorrer depois de quinta-feira. Estamos viajando eu e o Celso Amorim e na viagem nós vamos conversar sobre isso e vamos ver. Se eu tomar a decisão pego o telefone e marcamos”, afirmou.
Na entrevista, Lula disse que:
1 Pode cortar investimentos se a crise exigir
2 Avalia convocar reunião do Mercosul
3 Pode fazer campanha eleitoral em SP
4 A autonomia do BC se dá na relação com o presidente
5 Paulo Lacerda pode voltar à Abin
6 Começou a baixar músicas na internet
Alan Garcia, analise politics, crise institucional, governo peruano, Peru, politica peruana, risco politico na america latina
In Peru on Outubro 9, 2008 at 6:00 pm
No início da tarde, ao chegar na sede do governo peruano, o presidente do Conselho de Ministros, Jorge del Castillo, confirmou que haverá nesta tarde uma renuncia coletiva de todo o Ministério do presidente Alan García devido ao escândalo das concessões petroleiras.
“Vamos ao Palácio do Governo e colocaremos nossos cargos à disposição do presidente da República para que ele decida”, disse Castillo em entrevista concedida a imprensa local.
García sofre uma forte pressão de líderes da oposição desde que foi divulgado uma gravação no programa Cuarto Poder, da América Televisión. As fitas relatam o conteúdo de uma conversa entre o ex-ministro Rômulo León conversa com Fortunato Canaan, representante da Discover Petroleum, sobre a concessão de cinco áreas petrolíferas.
As fitas mostraram que León e o diretor da estatal Perupetro, Alberto Quimper, beneficiariam a Discover Petroleum na exploração de campos no Peru em troca de comissões ilegais. O caso levou à demissão do ministro da Energia, Juan Valdivia, e do presidente da Petroperu, César Gutierrez.
Com uma avaliação positiva de apenas 19%, a crise política deve causar sérios problemas de governabilidade a Alan García, além de aumentar as pressões para que ele altere a política econômica.
Bolívia, crise boliviana, crise poltitica, Evo Morales, gás natural, governo da bolivia, guerra civil na bolivia, oposiccao na bolivia
In Bolívia on Outubro 4, 2008 at 6:05 pm
Os governadores de Santa Cruz, Tarija, Beni e Chuquisaca decidiram suspender “temporariamente” o diálogo com o governo. Segundo a agência Efe, eles acusaram o governo de descumprir as bases do processo de negociações com uma “caçada” contra o cidadãos e líderes de seus departamentos.O anúncio da suspensão das negociações ocorreu pelo governador de Tarija, Mario Cossío. Ele exigiu a intervenção direta do presidente da Bolívia, Evo Morales. “Está nas mãos do presidente continuarmos ou não com o diálogo”, afirmou.
A reação dos opositores ocorreu pela detenção de um cidadão em Tarija. Ele é acusado pelo governo de participar da atentados contra gasodutos e refinarias durante os protestos realizados há duas semanas atrás.
Cossio lembrou que a oposição vem sofrendo “maus tratos, contínuas agressões, ameaças governamentais e uma permanente guerra psicológica e campanhas midiáticas adversas durante as negociações”.
A oposição entende que detenção efetuada pelo Ministério de Governo representa uma violação dos direitos e garantias constitucionais.
“Cumprimos nossa parte, mas não o governo nacional, que intensificou bloqueios, cercou Santa Cruz e não deteve a campanha midiática a favor da nova Constituição”, afirmou Cossio.
Ele ainda denunciou a existência de setores que não querem o sucesso do acordo que vem sendo costurado entre governo e oposição.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, crise financeira na AL, economia mexicana, Felipe Calderon, governo mexicano, México, politica da america latina, politica do mexico
In México on Outubro 4, 2008 at 6:04 pm
O presidente da Comissão de Finanças do Senado,José Isabel Trejo, afirmou que o governo mantém a “luz vermelha” frente a crise financeira que atravessa os EUA.Segundo a agência Ansa, ele disse que o governo prepara medidas para suavizar os efeitos negativos do cenário atual sobre a economia.
“O presidente Felipe Calderón nos instruiu, e em particularmente a mim, para analisar quase minuto a minutos os eventos e ir preparando, caso seja necessário, uma série de medidas possíveis que nos permitam suavizar os efeitos deste fenômeno que está se apresentando no exterior”, afirmou o ministro das Finanças, Agustín Carstens.
Ele disse que o México tem força para enfrentar a crise, entretanto, isso não quer dizer que conseqüências não serão sofridas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, crise financeira, economia, economia do peru, governo peruano, Peru, political peruana
In Peru on Outubro 4, 2008 at 6:01 pm
O presidente do Peru, Alan García, afirmou que devido a estrutura sólida da economia, o país está livre da crise financeira internacional.
Segundo ele, a população não deve entrar em pânico, mas sim manter a calma e serenidade.
“O Peru é um país livre da crise financeira e das ameaças, estamos melhores estruturados neste momento”, afirmou.
De acordo com García, as autoridades do governo central, regional e local devem tomar as medidas necessárias para que o país sinta menos os efeitos.
No seu entendimento, a crise demonstra que se perdeu a estabilidade e a confiança em um sistema que permitiu aos setores financeiros ir além do permitido.
Entretanto, García disse que o mundo tem oportunidades produtivas, comerciais e industriais. Por isso, o chefe de Estado peruano manifestou sua confiança que a crise passará.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Constituição, Equador, politica do Equador, Rafael Correa, referendo no equador
In Equador on Setembro 27, 2008 at 5:40 pm
Domingo, os equatorianos irão as urnas para aprovarem ou não o novo texto constitucional que foi aprovado pela Assembléia Constituinte. Segundo a BBC Brasil, o projeto conta com 444 artigos, além de um chamado Regime de Transição, durante o qual serão criadas leis e regulamentos que permitirão a aplicação do texto.
Se a Constituição for aprovada, os equatorianos iniciarão um novo período de campanha eleitoral para a escolha do presidente. Se for reeleito, o presidente Rafael Correa poderá ficar no poder por um total de dez anos.
A oposição critica o empenho do presidente em aprovar a Constituição. Eles alegam que as viagens de Correa são financiadas com dinheiro público. O governo também é acusado de usar os meios de comunicação, criando um desequilibrio publicitário.
Por sua vez, Correa alega que sua participação na campanha está de acordo com a lei. Assim, ele tem direito de participar dos eventos realizados por seu partido.
A elevada popularidade do chefe de Estado equatoriano somada ao suposto desequilíbrio publicitário e a falta de um discurso eficaz por parte da oposição, deixa o “Sim” numa situação vantajosa.
Não bastasse isso, nessa semana, o episódio envolvendo a expulsão da construtora brasileira Odebrecht veio a reforçar o discurso nacionalista de Rafael Correa.
Alegando que a empresa causou prejuízos financeiros ao país, o confisco dos bens da Odebrecht deu ainda mais espaço para Correa divulgar sua mensagem e fortalecer a defesa da nova Constituição, que aumenta o poder do Estado sobre setores estratégicos da economia nacional.
Conselho de Seguranca, Felipe Calderon, governo mexicano, México, ONU, politica mexicana
In México on Setembro 26, 2008 at 2:04 pm
O presidente do México, Felipe Calderón, defendeu a candidatura de seu país a um assento provisório no Conselho de Segurança da ONU para os anos de 2009 e 2010.Segundo a agência Ansa, ele disse que a participação do país no conselho se daseará na defesa do império da lei e dos princípios da paz.
Em relação a política migratória, ele disse que a comunidade internacional não pode reduzir o tema a questão de segurança. Sobre os problemas de violência do narcotráfico enfrentados pelo México, ele disse que não há lugar onde as drogas não cause problemas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise institucional, crise política, energia, Evo Morales, gas natural na bolivia, guerra civil na bolivia, political boliviana, Santa Cruz de la Sierra
In Bolívia on Setembro 26, 2008 at 1:56 pm
O pedido dos governadores de Santa Cruz, Tarija, Beni e Chuquisaca para que fosse concedida autonomia plena para suas regiões foi rejeitada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales. Ele disse que, isso é o mesmo que pedir independência e provocar a divisão do país.“Uma autonomia departamental é outra independência”. Segundo a agência Efe, Morales acusou seus adversários de “camuflar o discurso supostamente separatista sob reivindicações de descentralização”.
O chefe de Estado boliviano disse que a oposição engane-se ao acreditar que eles têm apoio nacional ou internacional a suas reivindicações.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
analise politica, China, cooperacao militar, governo da venezuela, Hugo Chavez, politica venezuelana, Venezuela
In Venezuela on Setembro 26, 2008 at 1:54 pm
O governo da China contradisse as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e negou que esteja negociando uma cooperação militar com o país sul-americano.”Não tenho certeza de que tipo de cooperação Chávez mencionou. Reitero que, durante a visita, não falamos de cooperação militar”, afirmou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Liu Jianchao, ao comentar a suposta venda de aviões para a Venezuela.
Segundo a agência Efe, Liu confirmou que foram assinados acordos na área econômica, política e culturas, mas disse que não ouviu troca de idéias sobre cooperação militar.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
economia da venezuela, governo da venezuela, Hugo Chavez, marinha russa, politica venezuelana, Russia, russia na america latina, Venezuela
In Venezuela on Setembro 22, 2008 at 5:21 pm
O subcomandante da Marinha russa, Igor Dygalo, informou à agência RIA Novosti que vários navios de guerra da Rússia estão prontos para zarpar em direção à Venezuela, onde participarão de manobras militares conjuntas com a Marinha local.Segundo o oficial, os navios de guerra russos participarão de manobras conjuntas com a Marinha venezuelana durante essa viagem. Por sua vez, o presidente venezuelano, Hugo Chávez já havia confirmado recentemente que uma frota militar russa chegaria às águas territoriais da Venezuela em “novembro ou dezembro”, para participar de manobras conjuntas.
Inéditas no Caribe desde o fim da Guerra Fria, as manobras serão realizadas em uma região dos EUA considerada há um século como zona de influência americana, e no momento em que as relações entre Moscou e Washington estão abaladas pela intervenção russa na Geórgia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Brasil, economia paraguaia, energia, Fernando Lugo, Itaipu, Lula, Paraguai, politica paraguaia, usina de Itaipu
In Paraguai on Setembro 22, 2008 at 5:19 pm
O Paraguai pode conseguir um preço “mais justo” pela venda de energia ao Brasil sem a necessidade de uma revisão no tratado da hidrelétrica binacional de Itaipu. Segundo a agência Ansa, a afirmação foi feita pelo especialista em energia e membro do Parlasul (Parlamento do Mercosul), Ricardo Canese.Ele reivindica o cumprimento da Ata de Iguaçu, assinada em 1966, sendo anterior ao Tratado de Itaipu (1973). Ela estabelece que “a energia será dividida em partes iguais entre os dois países, sendo reconhecido a cada um deles o direito de preferência para a aquisição desta mesma energia a justo preço de qualquer quantidade que não venha a ser utilizada para o suprimento das necessidades do consumo do outro país”.
Já o Tratado de Itaipu estabelece que os países que não gastam toda energia a que têm direito, são obrigados a vender o excedente a seu sócio por um preço de custo.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, comércio exterior, economia colombiana, EUA, politica colombiana, relacoes Colombia EUA, TLC, Tratado de Livre Comércio
In Colômbia on Setembro 22, 2008 at 5:17 pm
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, espera que os parlamentares norte-americanos aprovem rapidamente o TLC (Tratado de Livre Comércio) assinado pelas duas nações em 2006. Ele está parado porque a maioria do partido Democrata alega que há atos violentos contra sindicalistas, além do desprezo por direitos humanos e trabalhistas.”Temos esperança de que a qualquer momento o Congresso dos EUA aprove o acordo de livre comércio”, afirmou Uribe.
Segundo a agência Reuters, o chefe de Estado colombiano disse que a aprovação do TLC ajudaria a combater o narcotráfico e a atrair mais investimentos norte-americanos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
crise na bolivia, Evo Morales, guerra civil na bolivia, Hugo Chavez, politica boliviana, politica venezuelana
In Bolívia, Venezuela on Setembro 17, 2008 at 2:05 pm
Fonte: Arko America Latina: thiago@arkoadvice.com.br
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mobilizou tropas militares para intervir no conflito interno da Bolívia, segundo informações às quais o presidente Lula teve acesso. Isso significa que, enquanto participava da reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), na segunda-feira – com a presença de oito presidentes latino-americanos –, em favor do entendimento, Chávez também conduzia uma alternativa militar.
Chávez considera inaceitável qualquer concessão aos autonomistas da parte baixa da Bolívia e ofereceu intervenção militar direta para apoiar Evo Morales. A informação chegou ao Palácio do Planalto na tarde de ontem e causou grande apreensão. A iniciativa de Chávez pode determinar a reação das Forças Armadas bolivianas que, por meio do seu comandante, general do ar LuisTrigo, rechaçou qualquer intervenção externa nos problemas bolivianos. Considerado um homem sério, legalista e com boas relações com autoridades brasileiras, Trigo pode ser um empecilho para os planos de Chávez e ser afastado do cargo.
Na segunda-feira, Chávez atacou duramente o comandante Trigo, a quem acusou de desobedecer ordens do presidente Evo Morales e o comparou a militares venezuelanos que facilitaram a tentativa de golpe contra ele em 2002. A proposta do presidente venezuelano, ainda que seja uma hipótese, agrega tensão ao quadro complicado enfrentado pelo governo na Bolívia.
Bolívia, crise boliviana, Evo Morales, guerra civil na bolivia, politica boliviana, politica da america do sul
In Bolívia on Setembro 16, 2008 at 3:46 pm
“Não há mais volta no caminho revolucionário introduzido pelo presidente Evo Morales”. A afirmação foi feita pelo ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Saul Ávalos, em entrevista concedida a BBC Brasil.No seu entendimento, os conflitos entre governo e oposição não irão deter a nacionalização do setor energético. “A oposição deve saber que não vai nos intimidar. Vamos continuar esse processo de mudanças”, ressaltou.
Ávalos, que assumiu como ministro na reforma ministerial feita por Morales dias antes da eclosão dos confrontos, é um ardoroso defensor da nacionalização do petróleo e gás iniciada pelo atual governo em 2006.
“Graças à nacionalização, contamos com mais recursos para distribuir. Quando este setor estava com as empresas transnacionais, a oposição não reclamava. Mas agora fizeram esse boicote de fechar válvulas para afetar o abastecimento”, acrescentou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise política, decisao da unasul, Evo Morales, guerra civil na bolivia, politica boliviana, politica da america do sul, politica da america latina, Unasul
In Bolívia on Setembro 16, 2008 at 3:44 pm
O presidente da Bolívia, Evo Morales, se disse surpreendido com o apoio recebido pela Unasul (União das Nações Sul-Americanas). Segundo ele, pela primeira vez na história, os países da América do Sul decidiram resolver seus próprios problemas.Segundo a agência Efe, o chefe de Estado boliviano lembrou que antes a solução de assuntos internos os bilaterais eram tratados nos EUA.
“Felizmente começamos resolver nossos assuntos mediante a Unasul e agora estamos muito mais comprometidos para aprofundar essa integração sul-americana”, afirmou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
conflitos na bolivia, crise na bolivia, Evo Morales, guerra civil na bolivia, politica boliviana, Thiago de Aragão
In Bolívia on Setembro 15, 2008 at 1:20 pm
Thiago de Aragão: conflitos na Bolívia (12/09/2008)
Thiago de Aragão, especialista em política latino-americana, fala sobre os conflitos na Bolívia. Repórter: Viviane Vaz
Bolívia, crise boliviana, Evo Morales, guerra civil na bolivia, politica boliviana
In Bolívia on Setembro 15, 2008 at 12:49 pm
Se nada mudar, a Bolívia está caminhando para uma guerra civil de baixa intensidade. A afirmação foi feita pelo diretor de mestrado para o desenvolvimento da Universidade Católica Boliviana, Gonzalo Chávez, em entrevista concedida a BBC Brasil.Na sua avaliação, o país chegou a uma “situação limite”. O analista lembrou que, nas últimas horas, o conflito realizou a transição da esfera interna para a internacional. Gonzalo Chávez se referia à expulsão do embaixador da Bolívia nos EUA e, posteriormente, da mesma decisão ter sido tomada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em relação ao embaixador norte-americano em Caracas.
Para o diretor, as explosões no gasoduto criaram um problema energético na região.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Brasil, Mercosul, Nelson Jobim, Paraguai, Parlasul, politica da america do sul, sessao plenaria, Uruguai
In Argentina, Brasil, Mercosul, Paraguai, Uruguai on Setembro 15, 2008 at 12:32 pm
Hoje e amanhã, acontece a 13ª Sessão Plenária do Parlasul (Parlamento do Mercosul) na cidade de Montevidéu, Uruguai. Nesta terça-feira, o colegiado também terá a presença do Ministro de Defesa brasileiro, Nelson Jobim, que fará uma exposição sobre o Conselho de Defesa da América do Sul. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Relações Institucionais e Comunicação Social do órgão mercosulino.Destaca-se, entre os temas que serão discutidos, uma proposta de recomendação ao CMC (Conselho do Mercado Comum), apresentada pelo parlamentar brasileiro Eduardo Azeredo, para a priorização dos investimentos em expansão de infra-estrutura. Há também uma recomendação ao Conselho e ao governo argentino, para viabilizar a construção de um trecho da rodovia internacional que unirá a costa brasileira no Oceano Atlântico com a costa chilena no Pacífico, que está sendo chamada de “Corredor Bi–Oceânico”, apresentada pelo parlamentar brasileiro Neuto de Conto.
Além disso, será tratada uma proposta de declaração apresentada pelo Parlamentar argentino Carlos Raimundi em reconhecimento das últimas eleições na República do Paraguai.
Após a exposição do ministro Jobim, o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, Transporte, Recursos Energéticos, Agricultura, Pecuária e Pesca do Parlasul, Juan Domínguez, realizará uma coletiva de imprensa para apresentar o Seminário de Integração Energética, que se realizará na cidade de Caracas, Venezuela, de 9 a 11 de outubro de 2008.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise na bolivia, Evo Morales, guerra civil na bolivia, politica boliviana
In Bolívia on Setembro 11, 2008 at 4:41 pm
Aproximadamente uma centena de pessoas, provenientes da cidade de El Alto (suburbio de La Paz) estiveram na Praca Murillo (local do palacio presidencial) pedindo armas ao governo boliviano.
De acordo com um dos manifestantes, as armas sao para enfrentar os oposicionistas que querem dividir a Bolivia. Alguns argumentaram que mesmo se o governo nao os apoiar com armas, eles buscaram uma forma de encarar os oposicionistas.
Thiago de Aragao
Bolívia, confronto, crise politica na bolivia, Evo Morales, guerra civil na bolivia
In Bolívia on Setembro 11, 2008 at 4:37 pm
Em um confronto ocorrendo nesse exato momento na Provincia de Pando (norte da Bolivia) entre oficialistas (pro-Morales) e opositores ocorreu a morte de tres pessoas. Segundo informacoes locais, manifestantes do partido MAS encontraram manifestantes oposicionistas na cidade de Porvenir a 45km da capital da provincia, Corbija.
Confrontos como estes estao se alastrando pelo pais.
por Thiago de Aragao
Bolívia, crise boliviana, Cristovam Buarque, Evo Morales, governo boliviano, guerra civil, politica boliviana, Senado brasileiro
In Bolívia, Brasil on Setembro 11, 2008 at 3:58 pm
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que solicitou ao presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional), senador Heráclito Fortes (DEM-PI), uma reunião de emergência do colegiado para discutir a atual situação política da Bolívia. O pedido foi feito durante o seu pronunciamento de ontem no Plenário. As informações foram divulgadas pela agência O senador acredita que aquele país sul-americano vive hoje um estado de “guerra civil” que poderá colocar em risco a população local e os estrangeiros que ali vivem, além de prejudicar o fornecimento de gás natural ao Brasil.”A reunião servirá para ouvir as autoridades do Executivo e para discutir as providências a serem adotadas pelo Brasil diante dos futuros desdobramentos da crise na Bolívia”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, o Senado não pode se omitir diante dos problemas da Bolívia, pois o continente sul-americano encontra-se às vésperas de uma “guerra civil ampliada”.
Cristovam levantou também as seguintes indagações: Que posição podemos tomar para que a tragédia em andamento não se acirre a um ponto que favoreça o corte de gás, a divisão da Bolívia em dois países e o fluxo de imigrantes daquele país fugindo para o Brasil? Como vamos fazer para ocupar espaço e agir, com todo o respeito à soberania da Bolívia, para que a tragédia seja evitada?
Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Sérgio Zambiasi (PTB-RS) manifestaram, em aparte, apoio à iniciativa de Cristovam.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise politica na bolivia, Evo Morales, gás natural, governo boliviano, guerra civil, politica boliviana
In Bolívia on Setembro 11, 2008 at 3:55 pm
Um grupo de jovens opositores ao governo boliviano saqueou e botou fogo no escritório da televisão estatal no departamento de Santa Cruz, um dos principais redutos dos adversários do presidente Evo Morales.Segundo a agência Efe, eles destruíram computadores, móveis e fizeram uma fogueira na entrada do prédio. O ato de vandalismo foi transmitido ao vivo pelo canal 7 (TV ATB). A imprensa local informou que todas as ações são lideradas por membros da UJC (União Juvenil Cruzense). Houve também incidentes em Beni e Taroja, onde grupos civis invadiram uma usina petroleira.
O agravamento da crise ocorre em meio a uma grave crise política. A oposição (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija) exige que o governo faça a restituição da parte dos recursos arrecadados pelo governo com o imposto sobre a exportação de hidrocarbonetos, atualmente destinada para financiar o programa “Renda Dignidade” (por meio do qual bolivianos com mais de 60 anos recebem uma aposentadoria paga pelo Estado).
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise na bolivia, Evo Morales, gás boliviano, politica boliviana
In Bolívia on Setembro 11, 2008 at 3:54 pm
Grupos de direita realizaram saques em sedes de várias estatais de Santa Cruz. Um dos escritórios atingidos foi o Instituto para a Reforma Agrária. De acordo com a agência Efe, eles também colocaram fogo diante das portas da Entel (empresa estatal de telecomuniucações).Houve enfrentamento com as forças de segurança oficiais, deixando vários feridos. Segundo a imprensa local, ocorreu uma batalha campal entre militares e jovens.
Em meio a uma grave crise política, a polarização na sociedade boliviana está crescendo e se tornando cada vez mais perigosa. Mais do que isso, o país vive uma crise institucional.
Pelo cenário que se desenha, o governo Evo Morales está muito perto de perder o controle da situação.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise na bolivia, crise política, Evo Morales, gás natural, guerra civil, politica boliviana
In Bolívia on Setembro 11, 2008 at 3:53 pm
Com o objetivo de pressionar o presidente da Bolívia, Evo Morales, representantes da oposição confirmaram que o envio de gás natural para o Brasil foi diminuido. Segundo informações dadas a BBC Brasil pelo presidente do Comitê Cívico de Tarija, Reinaldo Bayard, foi fechada uma válvula no gasoduto de Villamontes, um dos principais centros petroleiros do país.”Nossa intenção é ir além, encontrando lugares onde podemos interromper diretamente esse abastecimento. Tudo para ver se o governo nos ouve. Não vamos desistir desta luta”, afirmou.
O presidente do Comitê Cívico de Villamontes, Felipe Moza, também disse que quatro outras válvulas tinham sido fechadas.
Por sua vez, o ministro do Hidrocarbonetos, Saúl Ávalos, disse que o abastecimento para o mercado brasileiro não foi afetado.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise na bolivia, Evo Morales, governo boliviano, guerra civil, politica boliviana, Santa Cruz
In Bolívia on Setembro 11, 2008 at 3:51 pm
Grupos de direita, adversários do presidente Evo Morales (Bolívia), invadiram e saquearam as principais repartições públicas de Santa Cruz, principal reduto da oposição. Segundo a agência Afp, eles foram liderados pela UJC (União Juvenil Cruzense).De acordo com o ex-constituinte Javier Limpias, as instalações da Entel (empresa estatal de telecomunicações) foi ocupada para ser entregue ao governador de Santa Cruz, Rubén Costas. Os invasores ocuparam suas instalações, jogaram documentos e objetos pelas janelas, e queimaram a papelada nas imediações da empresa.
Esses atos violentos são conseqüência de uma reivindicação de Santa Cruz que não é aceita pelo governo central. Os manifestantes querem a restituição dos royalties procedentes do petróleo e gás, usados por Morales para financiar a previdência social.
Antes de ocupar a Entel, o grupo já havia invadido os escritórios da Receita e do Instituto Nacional de Reforma Agrária.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, economia peruana, governo de Alan Garcia, governo peruano, Peru, planejamento estrategico, politica peruana
In Peru on Setembro 4, 2008 at 2:32 pm
O Planejamento do Setor Público para 2009 estará dirigido para o combate à inflação com o objetivo de ajudar o Banco Central, disse o ministro da Economia e Finanças, Luis Valdivieso.
No seu entendimento, o ano que vem será difícil para o Peru e o restante do mundo devido à desaceleração dos principais sócios comerciais. Apesar disso, Valdivieso acredita que o país manterá as elevadas taxas de crescimento econômico, a capacidade de investimentos e eliminará a pobreza. De acordo com o ministro, o planejamento não deve contribuir para criar mais inflação ou reduzir o crescimento da demanda agregada.
Esse é um sinal que a ortodoxia será mantida na área econômica. Como a aposta do presidente Alan García é num projeto de longo prazo, ele fortalecerá a credibilidade do país no cenário externo e aguardará que as conquistas sejam percebidas pela população até o final de seu mandato.
Trata-se de uma aposta arriscada, pois se o objetivo não for atingido, as chances da oposição explorar com sucesso os problemas sociais serão bem elevadas. Segundo a última pesquisa da consultoria Ipsos Apoyo e Mercado, García é rejeitado por 75% dos peruanos.
agronegocio, Bolívia, carne bovina, crise institucional, crise na bolivia, economia boliviana, exportacao de carne, exportacoes, governo da bolivia, politica boliviana
In Bolívia on Setembro 4, 2008 at 2:31 pm
Os governadores oposicionistas resolveram suspender o envio de carne bovina para as regiões dominadas pelo presidente boliviano Evo Morales. Isso é mais um elemento do protesto que vem sendo realizado em meio à crise política e institucional que afeta o país.
A exigência dos departamentos de Beni e Pando é que o governo central devolva os US$ 166 milhões anuais relativos ao imposto sobre o gás. Morales suspendeu o repasse dos recursos para destiná-los ao projeto “Renda Dignidade” (ajuda financeira dada aos aposentados).
Conforme o esperado, o referendo revogatório não resolveu a crise política local e aprofundou ainda mais as divergências entre governo e oposição. Caso a suspensão do envio de carne bovina por parte de Beni e Pando permaneça, haverá prejuízos políticos para Morales. A tendência é que ele seja cobrado por seus aliados para solucionar esse problema.
Se a oposição está sendo financeiramente prejudicada com o não repasse dos recursos referentes aos impostos sobre o gás, sua estratégia será criar questionamentos políticos ao governo nos departamentos onde os governadores são seus aliados. A expectativa de seus adversários é que isso aumente a pressão sobre Morales.
economia da venezuela, governo de Hugo Chavez, Hugo Chavez, politica venezuelana, Venezuela
In Venezuela on Setembro 4, 2008 at 2:28 pm
Em comparação com o segundo trimestre de 2007, a economia venezuelana apresentou um crescimento de 7,1%. Segundo o BC, isso foi possível graças à expansão do setor petroleiro. Com isso, consolidaram-se dezenove trimestres seguidos de crescimento.
“O comportamento favorável da atividade econômica no segundo trimestre se sustentou tanto na atividade não petroleira, ao crescer 7,8%, quanto na atividade petroleira, que registrou um aumento de 3,2% no valor bruto agregado”, conforme comunicado do organismo financeiro.
De acordo com a imprensa local, a expansão da atividade petroleira esteve associada ao aumento da produção da PDVSA (Petróleos da Venezuela S.A.) assim como das empresas mistas. Entre as atividades não petroleiras, as comunicações (24,6%), construção (11,7%), serviços comunitários, sociais e pessoais (9,4%) e o comércio (8,9%) foram os setores que mais cresceram.
economia venezuelana, exportacoes, governo venezuelano, Hugo Chavez, Petróleo, politica venezuelana, Venezuela
In Venezuela on Setembro 4, 2008 at 2:27 pm
No segundo semestre, as exportações advindas da exportação de petróleo somaram US$ 48,46 bilhões em comparação com o semestre anterior. Isso representou um aumento de 77,92% em relação ao mesmo período do ano passado. As cifras foram divulgadas pelo Banco Central. O crescimento nas exportações petroleiras foi importante para a conta corrente, que fechou junho com um saldo positivo de US$ 26,55 bilhões (139,49% a mais em relação ao ano passado).
Essa situação foi possibilitada pelo aumento do barril de petróleo no mercado internacional, que chegou ao valor médio de US$ 84,7 (US$ 29,6 a mais do que em 2007). Atualmente, a Venezuela produz 3,3 milhões de barris diários de petróleo. Desse total, mais de 2,7 milhões são destinados à exportação.
Do ponto de vista político, isso é muito importante para o presidente Hugo Chávez. Por meio desses recursos, ele tem a possibilidade de realizar uma “troca” com países em dificuldades financeiras (Cuba, Nicarágua, Venezuela, Equador, etc), ou seja, o dinheiro da exportação de petróleo é utilizado para unir essas nações em torno do modelo socialista proposto por ele.
Se isso é importante do lado político, traz prejuízos financeiros a seu país. A Venezuela é hoje um país com elevada inflação, falta de investimentos externos e alto risco-país.
Argentina, crise economica, Cristina Kirchner, economia argentina, Eduardo Duhalde, governo argentino, politica argentina
In Argentina on Setembro 4, 2008 at 2:25 pm
Desde o final do ano passado, o ex-presidente Eduardo Duhalde vem realizando uma intensa movimentação política pelo país. Ele tem visitado estados governados por Kirchneristas dissidentes em busca de apoio. Hoje, ele é o principal oponente ao casal Kirchner (Néstor e Cristina) dentro do partido peronista.
Segundo a imprensa local, Duhalde já inaugurou diretórios do Movimento Produtivo (MP), facção interna do peronismo liderada por ele, em diversas regiões.
Isso representa que o ex-presidente tem uma boa influência junto às estruturas políticas do partido. Encontra, porém, dificuldade de conquistar apoio interno suficiente para ser uma liderança com potencial eleitoral.
Assim, não há garantias de sucesso no seu retorno à atividade partidária. Entretanto, é forte a tendência dele ser o maior opositor de Cristina e Néstor Kirchner no peronismo, pois Carlos Menem e Raúl Alfonsin não possuem mais projeção nacional para liderar a oposição.
Aerolineas Argentinas, Argentina, Cristina Kirchner, economia da argentina, governo argentino, politica argentina
In Argentina on Setembro 4, 2008 at 2:24 pm
Após treze horas de debates, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que autoriza o Estado a assumir o controle das Aerolíneas Argentinas. Foram 167 votos a favor e 79 contra. Para que o objetivo da Casa Rosada seja atingido, será necessário que a votação no Senado também tenha um resultado favorável.
O resultado na Câmara demonstrou a força da bancada “Frente para a Vitória”, facção do partido peronista liderado pelo ex-presidente Néstor Kirchner. Além do apoio majoritário dos governistas, a proposta do governo Cristina contou com votos da oposição.
O líder governista, deputado Agustín Rossi, afirmou que “é preciso transmitir para o país e o mundo que as coisas seguem funcionando na Argentina”. Entre as mudanças previstas no projeto está a norma de que o Estado não poderá perder, em nenhuma circunstância, a condição de acionista majoritário.
Apesar da vitória na Câmara, nada garante que o resultado será favorável no Senado. Basta lembrar que, embora tivesse maioria parlamentar na Casa, o projeto das retenções acabou sendo derrotado.
Independentemente do resultado da votação, a probabilidade de Cristina Kirchner mudar de postura é muito pequena. Assim, ficará cada vez mais nítido o caráter estatista de seu projeto. Por isso, ela mantém a política de controle de preços, resiste em mudar a gestão na área econômica e vem se aproximando do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
africa, economia venezuelana, Hugo Chavez, politica venezuelana, revolução bolivariana, Venezuela
In Venezuela on Setembro 3, 2008 at 3:38 pm
Ontem, ao desembarcar na África do Sul, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que pretende “criar as bases políticas e o marco jurídico para antecipar mecanismo de cooperação bilateral”.O venezuelano disse que seu objetivo é “semear as bases da cooperação Sul-Sul no começo do século 21”. Para Chávez, está em curso uma “nova independência da América do Sul”.
Na sua avaliação, também existe na África um movimento de renovação que busca caminhos de soberania para os povos. O chefe de Estado da Venezuela acredita que iniciativas como o Banco do Sul não são para ficar apenas na América Latina, mas sim para se expandirem para a África, Ásia e o mundo do Sul.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise politica na bolivia, economia boliviana, Evo Morales, oposição, politica boliviama
In Bolívia on Setembro 3, 2008 at 3:37 pm
As estradas que ligam a região produtora de petróleo e gás natural ao restante da Bolívia foram bloqueadas por manifestantes. Eles exigem do governo Evo Morales o repasse dos recursos do IDH (Imposto Direto sobre Hidrocarbonetos).”Todo o Chaco está de pé. Não permitiremos que nos tirem, da noite para o dia, os recursos que custaram tanto sangue de nossa gente”, afirmou o presidente do comitê cívico de Tarija, Jorge Valdivieso.
O protesto que paralisou a região de Chaco recebeu o apoio dos governadores departamentais que se opõem ao presidente Evo Morales.
Além de Chaco, em Yacuiba, Villamontes, Caraparí (Tarija), Macharetti (Chuquisaca), Boyuibe, Camiri e Abapó (Santa Cruz) as paralisações já completaram uma semana.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
economia paraguaia, Fernando Lugo, golpe no Paraguai, Paraguai, plano golpista, politica paraguaia
In Paraguai on Setembro 3, 2008 at 3:35 pm
Em uma mensagem diriga ao país, o presidente Fernando Lugo denunciou a existência de um suposto plano golpista contra seu governo. Lugo afirmou que o plano estaria sendo orquestrado pelo ex-general Lino Oviedo e pelo ex-presidente Nicanor Duarte Frutos.
O chefe de Estado paraguaio disse que um general de alta patente havia sido convocado pelo presidente do Congresso a fim de ser consultado sobre a crise responsável por manter paralisado o Senado há semanas.
O presidente informou ainda que o general Máximo Díaz foi chamado em caráter reservado por Oviedo para saber sua opinião sobre o conflito no Parlamento.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise na bolivia, economia boliviana, Evo Morales, politica boliviana, referendo constitucional
In Bolívia on Setembro 3, 2008 at 3:34 pm
O decreto que convoca um referendo sobre a nova Constituição para 7 de dezembro – emitido pelo presidente da Bolívia, Evo Morales – foi rejeitado pela CNE (Corte Nacional Eleitoral). Segundo a BBC Brasil, o presidente da CNE, José Luis Exeni, comunicou a decisão por carta ao vice-presidente Álvaro García Linera.Na sua avaliação, o decreto presidencial foi um dos principais impedimentos para a realização da consulta popular. Para a Corte, a iniciativa deveria partir do Congresso Nacional, por meio de um projeto de lei.
A nova Carta Magna é uma obsessão de Morales desde a última campanha eleitoral (2006). Entretanto, o texto precisa ser ratificado pelo voto popular. Os aliados do chefe de Estado boliviano vêem a Constituição como a “refundação” do país. O texto tem o apoio dos departamentos de La Paz, Oruro e Potosi. Porém, é rejeitado por Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.
Essa disputa política também envolve o corte do repasse de verbas do setor petroleiro aos departamentos e os processos de autonomia das regiões governadas pela oposição.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Danilo Astori, economia uruguaia, eleicoes no Uruguai, ministerio de economia e financas do uruguai, politica uruguaia, Uruguai
In Uruguai on Setembro 3, 2008 at 3:31 pm
Para se dedicar à eleição presidencial de 2009, o ministro da Economia e Finanças, Danilo Astori, deixou o comando da pasta. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.Segundo a agência Efe, o chefe de Estado uruguaio disse que a saída de Astori não ocorreu por seu desempenho ser satisfatório ou insatisfatório, mas sim para se unir a comissão de senadores que preparará a sucessão presidencial do país.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
governo venezuelano, Hugo Chavez, ken livingstone, politica da venezuela, revolução bolivariana, Venezuela
In Venezuela on Setembro 1, 2008 at 6:59 pm
O ex-prefeito de Londres, Kevin Livingstone, será conselheiro do presidente venezuelano, Hugo Chávez, informou a BBC de Londres em seu site.Segundo a agência Ansa, Livingstone se disse “orgulhoso e honrado com a função e contente que a Venezuela possa escutar os conselhos que nós havíamos prometido um para o outro”.
Quando era prefeito, Livingstone assinou um acordo para abastecer as frotas de ônibus londrinas com o petróleo venezuelano a um preço mais baixo em troca de conselhos técnicos aos prefeitos de Caracas no setor de transporte, proteção ao meio ambiente e planejamento urbano.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Equador, governo de rafael correa, politica do Equador, politica equatoriana, radio estatal, Rafael Correa
In Equador on Setembro 1, 2008 at 6:57 pm
O presidente equatoriano, Rafael Correa, inaugurou a RPE (Rádio Pública do Equador). Segundo a agência Ansa, foi o terceiro meio de comunicação estatal criado em sua gestão.A RPE se une a uma rede de meios públicos integrados que conta com a participação do Equador TV e do jornal El Telégrafo, e também com outros meios controlados pelo Estado, como os canais TC Televisión e Gamavisión.
Foram gastos US$ 1,7 milhão para a criação da emissora. De acordo com um de seus diretores, Enrique Arosemena, o dinheiro vem de um crédito não-reembolsável concedido pelo Banco do Estado.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise boliviana, Dr. Rosinha, Evo Morales, Mercosul, politica boliviana, referendo revogatorio
In Bolívia, Brasil, Entrevista, Mercosul on Agosto 26, 2008 at 8:03 pm
AAL 3: Na Colômbia, os aliados do presidente Álvaro Uribe conseguiram as assinaturas necessárias para convocar o referendo que lhe possibilite concorrer ao terceiro mandato. Caso seja aprovado, outros países poderão optar por essa via?Dr. Rosinha: Recordo que por ocasião do plebiscito na Venezuela para a aprovação de uma emenda constitucional, que entre outras coisas, propunha reeleições indefinidas naquele país, partidos de direita das Américas e a maior parte da imprensa, inclusive brasileira, faziam discursos, artigos e editoriais contra essa iniciativa.
Álvaro Uribe prega a alteração da Constituição visando à reeleição pela segunda vez (três mandatos consecutivos) e os mesmos setores que anteriormente criticavam Chávez agora estão mudos. Antes era um escândalo, agora é tudo dentro da legalidade. Esse comportamento é parcial e vergonhoso.
Sim, acredito que outros países da América do Sul poderão optar por esse caminho, mas são países de menor influência e importância política no cenário sul-americano. Caso seja um presidente de centro-esquerda que faça esse caminho, como se comportará os partidos de direita e seus porta-vozes (imprensa)?
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise boliviana, Dr. Rosinha, Evo Morales, Mercosul, Mercosur, politica boliviana, politica latino americana, referendo na bolivia, referendo revogatorio
In Bolívia, Brasil, Entrevista, Mercosul on Agosto 26, 2008 at 8:01 pm
Em entrevista exclusiva à Arko América Latina, o atual presidente do Parlasul (Parlamento do Mercosul), deputado Dr. Rosinha (PT-PR), tratou dos desdobramentos da situação política “pós-referendo revogatório” na Bolívia, bem como do referendo que possibilita o presidente Álvaro Uribe concorrer ao terceiro mandato na Colômbia.Arko América Latina: Após o referendo revogatório na Bolívia, o Senhor acredita que o ambiente de radicalização política permanecerá ou há clima para governo e oposição chegarem ao consenso?
Dr. Rosinha: No dia 12 de agosto, dois dias após o referendo, o presidente Evo Morales chamou todos os Prefeitos (assim são chamados os governadores dos Departamentos) da oposição para uma reunião em La Paz, onde buscaria a construção de um consenso mínimo. Não só os convidou, mas também colocou à disposição avião para buscá-los. Todos se negaram a comparecer, ou seja, desejam aprofundar a crise.
AAL 2: A derrota dos governadores de Cochabamba, La Paz e Oruro cria uma nova correlação de forças no país?
Dr. Rosinha: Não só a derrota destes prefeitos, mas o próprio resultado do referendo dá uma nova correlação de forças, em favor de Evo, na Bolívia, pois a vitória do presidente é incontestável.
Segundo a Corte Nacional Eleitoral, com 99,99% dos votos apurados, Evo obteve 67,41% dos votos válidos, o que confirma o seu mandato, pois em 2005 ele foi eleito com 53,74%. Evo Morales e seu vice-presidente, Álvaro García Linera, aumentaram em 13,71 o percentual de aceitação em relação à eleição de 2005. Esse percentual aumentou, inclusive, na chamada região da “meia lua”, onde os prefeitos, reforçados pela imprensa parcial e mentirosa, da Bolívia, fazem uma oposição fascista apoiada pelos Estados Unidos.
Em Santa Cruz, nas eleições de 2005, Evo fez 207.785 votos (33,17% dos votos válidos), agora fez 273.525 (40,71%). Em Beni, fez 16,49% em 2005 e agora 43,72%. Pando não foi diferente, em 2005 fez 20,8%, agora fez 52,5%. A vitória também foi registrada em Tarija, quando em 2005 fez 31,52%, agora fez 49,83%.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
economia paraguaia, Fernando Lugo, governo de Lugo, governo paraguaio, orcamento no Paraguai, Paraguai, politica paraguaia
In Paraguai on Agosto 26, 2008 at 7:59 pm
Em meio à polêmica sobre a inclusão dos gastos sociais da central hidroelétrica de Itaipu, o governo do Paraguai enviará amanhã ao Congresso o orçamento para 2009.De acordo com a agência Reuters, os gastos sociais constituem uma verba especial que a usina destina a projetos para as comunidades afetadas por sua construção.
Um dos comprometimentos do presidente Fernando Lugo é com a abertura das contas da empresa a organismos de controle. Durante a campanha eleitoral, ele vem prometendo uma profunda mudança nas estruturas do Estado, atingido por casos de corrupção.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise institucional na bolivia, crise na bolivia, economia boliviana, Evo Morales, golpe de estado, oposição
In Bolívia on Agosto 20, 2008 at 5:11 pm
Os departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca anunciaram ontem o início de uma greve cívica contra o governo Evo Morales. De acordo com a BBC Brasil, a medida eleva a tensão política no país. Com o objetivo de evitar a ocupação de órgãos públicos, foi deslocado reforço policial para essas regiões.Os adversários de Morales exigem que o governo desista de cortar o repasse da receita obtida com a exploração dos hidrocarbonetos para destinar aos aposentados. É a chamada “renda dignidade”.
A greve iniciada nos departamentos governados pela oposição inclui o controle e bloqueio de estradas. Para o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, a paralisação tem como objetivo preparar golpes violentos. Ele comparou o movimento ao golpe do general Hugo Benzer de 19 de agosto de 1971.
“Devo manifestar nossa profunda preocupação pela estranha coincidência de se decretar uma greve cívica que contém cinismo, violência e provocação na mesma data em que na Bolívia se completam exatos 37 anos do início do golpe militar mais violento da história do país”, afirmou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, economia peruana, governo do peru, indice de rejeicao, Peru, politica peruana, rejeicao a Alan Garcia
In Peru on Agosto 20, 2008 at 5:10 pm
A desaprovação ao presidente do Peru, Alan García, atingiu 75%, segundo pesquisa publicada ontem pelo jornal El Comercio. O estudo foi realizado pela empresa de consultoria Ipsos Apoyo y Mercado. Em relação a agosto, a popularidade do chefe de Estado peruano apresentou uma queda de 4%.Quanto à sucessão presidencial, 20% responderam que votariam no atual prefeito de Lima, Luis Castañeda. A deputada Keiko Fujimori e o nacionalista Ollanta Humala estão empatados em segundo lugar com 18%. De acordo com a agência Efe, o diretor da Ipsos, Alfredo Torres, disse que chamou atenção o avanço nas intenções de voto da filha do ex-presidente Alberto Fujimori num momento em que seu julgamento se aproxima do final.
Fujimori governou o Peru de 1990 a 2000. Seu governo foi marcado, de um lado, pela violação de direitos humanos e, de outro, pela estabilização econômica do país que registrava elevados índices inflacionários.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
economia paraguaia, empresarios, Fernando Lugo, Paraguai, politica do paraguai, politica paraguaia
In Paraguai on Agosto 20, 2008 at 5:08 pm
6,7% dos empresários paraguaios avaliam que a gestão do presidente Fernando Lugo será boa, segundo pesquisa publicada pelo jornal Última Hora. A sondagem foi realizada pela empresa de consultoria Gabinete de Estudios de Opinión.19,1% avaliam que a gestão será regular, 12,1% muito boa e 3,5% ruim. 8,6% dos empresários não sabem ou não quiseram responder às questões.
De acordo com a agência Efe, 63,1% acreditam que as indústrias terão uma melhora, 17,7% dizem que melhorarão muito, 16,3% acreditam que continuarão iguais e 2,9% não souberam responder.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, combate a inflacao, economia peruana, governo peruano, Peru, planejamento economico, politica do Peru
In Peru on Agosto 20, 2008 at 5:06 pm
O Planejamento do Setor Público para 2009 estará dirigido para o combate à inflação com o objetivo de ajudar o BCR (Banco Central de Reserva), afirmou o ministro da Economia e Finanças, Luis Valdivieso.Segundo ele, o ano que vem será difícil para o Peru e o restante do mundo devido à desaceleração dos principais sócios comerciais. Apesar disso, Valdivieso disse que o país deseja manter as elevadas taxas de crescimento econômico, manter a capacidade de investimentos e eliminar a pobreza.
De acordo com o ministro, o planejamento não deve contribuir para criar mais inflação ou reduzir o crescimento da demanda agregada.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise institucional, crise politica na Argentina, Cristina Kirchner, Eduardo Duhalde, federacao agraria, politica argentina
In Argentina on Agosto 20, 2008 at 5:05 pm
O presidente da Federação Agrária, Eduardo Buzzi, afirmou que está trabalhando com o “Movimento Produtivo Argentino (MPA)”, facção do partido Peronista liderado pelo ex-presidente da Argentina, Eduardo Duhalde.Ao ser questionado se teve encontro com o ex-chefe de Estado argentino, ele disse que foi uma reunião “formal e institucional”.
O MPA é um agrupamento dissidente liderado por Duhalde com objetivo de recuperar a iniciativa política.
Desde sua criação, já houve reuniões com dirigentes empresariais, sindicais, sociais e vários políticos. Na avaliação de Buzzi, “falta um bloco agrário com diversas ocupações eleitorais”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Mercosul, Mercosur, observatorio da democracia, politica da america do sul, politica regional
In Mercosul on Agosto 20, 2008 at 5:04 pm
O Parlasul (Parlamento do Mercosul) aprovou ontem, por unanimidade, uma proposta apresentada pela deputada argentina Beatriz Rojkes e pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que cria o Observatório da Democracia do órgão, integrado por parlamentares de todos os Estados Partes do bloco. No mesmo texto, o Parlamento aprovou declaração sobre os referendos revogatórios na Bolívia e decidiu visitar o país como primeira iniciativa do Observatório diante das notícias de que o resultado das urnas não seria respeitado, “o que poderia agravar o atualmente instável cenário político-institucional da Bolívia”. As informações foram divulgadas pela agência Senado.Mercadante disse, ao defender a declaração, que o Parlasul deve contribuir para que não haja um aprofundamento da tensão política na Bolívia. Lembrou que está prevista para hoje greve geral (em cinco departamentos de oposição ao presidente Evo Morales) e disse que os parlamentares do Mercosul devem dialogar com os governantes dos departamentos, com Evo Morales e com o presidente do Congresso Nacional para manifestar o entendimento da instituição de que o único caminho possível é o diálogo entre as forças políticas bolivianas.
O Parlamento do Mercosul declara, no texto aprovado, “sua mais sincera admiração pelo povo-irmão da Bolívia, que, de forma madura e responsável, manifestou-se pacificamente nas urnas nos recentes referendos revogatórios”. Declara também seu apoio “incondicional” à democracia boliviana, a suas instituições e a quaisquer processos que tenham por objetivo estabelecer diálogos produtivos entre oposição e governo bolivianos. O Parlasul declara ainda “seu pleno reconhecimento dos legítimos resultados dos referendos revogatórios, seu veemente repúdio a tentativas, venham de onde vierem, de radicalizar o processo político boliviano e ameaçar a integridade territorial da Bolívia”. O órgão faz um apelo a todas as forças políticas bolivianas e aos meios de comunicação de massa daquele país para que se conduzam, “neste momento crucial da história da Bolívia, com a mesma maturidade e responsabilidade demonstradas pelo grande povo boliviano”.
Ao final, a instituição declara sua esperança de que a Bolívia se torne, em breve, membro pleno do Mercosul. Hoje, a Bolívia é Estado Associado ao Mercosul. Os Estados Partes são Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A Venezuela está em processo de adesão ao bloco. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) destacou, durante os debates, que o Parlamento do Mercosul será um elemento muito importante na luta pela democracia, pela justiça e pelos direitos humanos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Cemex, crise institucional, governo venezuelana, Hugo Chavez, México, nacionalização, politica da venezuela, revolução bolivariana, Venezuela
In México, Venezuela on Agosto 20, 2008 at 5:02 pm
Após fracassarem as negociações, o governo da Venezuela expropriou na noite passada a filial da indústria de cimento mexicana Cemex. A operação contou com a ajuda do exército.O anúncio foi feito pelo ministro da Energia, Rafael Ramírez, que relatou as enormes diferenças existentes entre as partes.
De acordo com a imprensa local, o ministro chegou à fábrica acompanhado de simpatizantes do presidente Hugo Chávez.
As outras duas fábricas de cimento, a Lafarge (França) e a Holcim (Suíça) chegaram a um acordo com o chefe de Estado venezuelano e venderam as ações de suas filiais no país.
Ramírez disse que o impasse com os mexicanos ocorreu porque as partes não chegaram a um valor sobre os ativos da companhia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
crise, economia do paraguai, Fernando Lugo, governo do paraguai, Itaipu, Paraguai, politica do paraguai, relaçoes Brasil Paraguai
In Paraguai on Agosto 15, 2008 at 12:13 pm
BBC – Quais serão as prioridades de sua gestão que exigirá resultados de seus ministros quando o governo completar cem dias?
Lugo – Em primeiro lugar, a luta frontal contra a corrupção, que é como um câncer que corrói toda a sociedade. Os cem primeiros dias serão dias de prova, nos quais se possa informar o povo de todos os programas, de redução da pobreza, de assistência médica, programas de emergência médica em diferentes regiões, sobretudo para os grupos indígenas que estão vivendo na extrema miséria, sem comunicação, sem medicamentos, sem educação, sem roupas, sem trabalho, sem alimentação. Estamos encontrando um país devastado, sem instituições. A primeira coisa que vamos exigir é que se normalize a funcionalidade e a institucionalidade da República.
BBC – O senhor disse que vai exigir do Brasil um preço mais justo pela energia elétrica que o Paraguai vende. Qual seria um preço justo, em sua opinião?
Lugo - Há um preço comparativo dos principais produtos energéticos. Eu acredito que os mesmos técnicos não concordam nos números. Nós tivemos uma primeira aproximação na última sexta-feira (1º). Foi a primeira reunião de técnicos e assessores de política internacional do presidente Lula com a equipe paraguaia da renegociação do Tratado de Itaipu e de Yaciretá, aqui em Assunção. Nós apresentamos seis pontos de reclamação da sociedade paraguaia que eles aceitaram serenamente. Esse é o primeiro passo.
Alan Garcia, APRA, Carlos Arana, Carlos Reyna, economia do peru. Foncodes, governo peruano, partido aprista, Peru, politica do Peru
In Peru on Agosto 15, 2008 at 12:11 pm
O analista político Carlos Reyna afirmou que com a designação do controvertido militante aprista Carlos Arana como diretor do Fundo de Compensação para o Desenvolvimento Social (Foncodes), fica demonstrado a intenção do governo de utilizar os programas sociais para manipular politicamente os mais pobres e melhorar sua imagem.
Boliviam referendo revogatorio, Corte Nacional Eleitoral, crise institucional, Evo Morales, governo da bolivia, politica boliviana
In Bolívia on Agosto 15, 2008 at 12:10 pm
O presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE), José Luis Exeni, após avaliar o referendo revogatório, afirmou ontem que a consulta fortaleceu a democracia na Bolívia. Segundo ele, as autoridades políticas ratificadas têm agora a responsabilidade de “administrar” os resultados e dar sinais muito claros para o país ser de diálogo e pacto.
BIV, bolivar, economia da venezuela, fideicomissos, Hugo Chavez, politica da venezuela, revolução bolivariana, Venezuela, William Garrido Tovar
In Venezuela on Agosto 15, 2008 at 12:08 pm
Os organismos oficiais estão aumentando suas colocações no Banco Industrial da Venezuela (BIV), e isso se reflete no volume de fideicomissos da instituição financeira. O presidente do BIV, William Garrido Tovar, informou que, ao final do primeiro semestre do ano, os ativos de fideicomisso estão pela ordem de 10,7 bilhões de bolívares fortes.
Bolívia, bolivarianismo, crise política, Cristina Kirchner, Evo Morales, Hugo Chavez, politica da Bolivia
In Bolívia on Agosto 5, 2008 at 5:44 pm
Deu no Blog do Noblat
O pau está comendo solto em Tarija, na Bolívia, entre manifestantes contrários ao governo Evo Morales e a polícia. Os manifestantes tentaram ocupar o aeroporto para impedir a chegada dos presidentes da Argentina e da Venezuela, que pretendem manifestar sua solidariedade a Morales. Há pelo menos um morto e algumas dezenas de feridos.
Os manifestantes exigem do governo a devolução dos recursos regionais do Imposto Direto sobre Hidrocarburos.
A visita dos presidentes da Argentina e da Venezuela acaba de ser cancelada.
Trabalhadores de minas da região de Huanuni bloqueam desde ontem a estrada que liga Cochabamba a La Paz. Contingente da Polícia Nacional foi enviado para acabar com o bloqueio. Duas pessoas já morrarem no conflito e há pouco mais de 30 feridos.
América Latina, Constituição, Constituinte, Equador, governo equatoriano, Rafael Correa
In Equador on Julho 25, 2008 at 1:30 pm
A Carta Magna que concede amplos poderes ao presidente do Equador, Rafael Correa, foi aprovada nesta madrugada pela Assembléia Constituinte. Foram 94 votos favoráveis e 32 contrários. Agora, ela será submetida a referendo no mês de setembro. De acordo com a agência Efe, o novo texto constitucional possui 444 artigos. Eles foram debatidos durante oito meses.Em relação à Constituição de 1998, foi adotada a reeleição presidencial, o maior controle do Estado sobre a economia, e a possibilidade de dissolução do Congresso por parte do presidente.
“Os cães ladram, é um sinal de que avançamos”, afirmou o presidente da Constituinte, Fernando Cordero. Ele avalia que a nova Constituição acabará com as desigualdades sociais. “Hoje nasce um novo país, onde apenas os que não querem ser parte dele podem negar esta superação de uma década perdida”, ressaltou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, analise politica, Assembleia Constituinte, Assembleia Constituinte do Equador, Equador, politica da america latina, politica do Equador, Rafael Correa
In Equador on Julho 22, 2008 at 4:23 pm
Após uma primeira revisão do texto, a Assembléia Constituinte do Equador anunciou a retirada de 50 artigos do projeto de sua nova Carta Magna, que foi aprovada no sábado. Segundo o presidente da Assembléia, Fernando Cordero, a Constituição passou a contar com 444 artigos.
De acordo com a agência Efe, Cordero disse que “não se tratou da suspensão de 50 dos 494 artigos aprovados em plenário, mas sim da existência de repetições conceituais”. A Constituição será submetida a referendo popular marcado para o dia 28 de setembro.
A nova Carta Magna foi uma das principais bandeiras do presidente do Equador, Rafael Correa. Seu objetivo é que o novo texto tenha uma tendência socialista. Entre as principais modificações está a maior intervenção do Estado sobre a economia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, America do Sul, Álvaro Uribe, Brasil, Colômbia, diplomacia, FARC, governo brasileiro, Lula
In Brasil, Colômbia on Julho 22, 2008 at 4:21 pm
O Brasil é um dos melhores aliados do governo colombiano na questão pertinente á libertação dos reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), segundo a análise publicada na edição de hoje do jornal El País.De acordo com a BBC Brasil, o texto diz que a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Alan García (Peru) na Colômbia, no último final de semana, representa um importante gesto político.
“Brasil e Peru se converteram nos melhores aliados do governo colombiano em um momento de graves tensões com a Venezuela, Equador e Nicarágua, cujo presidente, Daniel Ortega, insiste em desafiar Bogotá dando um tratamento de irmandade a uma guerrilha catalogada como terrorista pela Europa e Estados Unidos”, diz a análise.
Na avaliação de Bogotá, Brasil e Peru assim como Equador e Venezuela sofrem com as invasões das Farc. No entanto, brasileiros e peruanos colaboram com as autoridades colombianas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, analise politica, Bolívia, Evo Morales, governo boliviano, nacionalização, politica da Bolivia
In Bolívia on Julho 22, 2008 at 4:19 pm
O governo da Bolívia enviará na próxima semana um projeto de lei ao Congresso que estatiza os fundos de pensão. A proposta elimina duas administradoras privadas. Uma do grupo Zurich da Suíça e outra do BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria).Segundo o vice-presidente boliviano, Alvaro García, “o futuro fundo de pensão estará sob controle do Estado por meio de uma instituição autônoma e descentralizada”.
Em entrevista concedida à emissora estatal Pátria Nueva, García disse que “o projeto protege as contas individuais para garantir um fundo de pensões a trabalhadores não dependentes de empresas ou instituições”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, CEPAL, crescimento economico, crescimento na america latina, energia, Petróleo
In América Latina on Julho 21, 2008 at 4:01 pm
O elevado preço do petróleo no mercado internacional começa a afetar o crescimento econômico da América Latina. Segundo o portal “América Econômica”, o petróleo que, paradoxalmente, é uma das principais fontes de receita na região provoca uma importante ameaça para o desenvolvimento: o retorno da inflação.Entretanto, dados das Nações Unidas indicam que os recordes na exportação de petróleo fazem alguns países da região crescerem no mesmo nível da década de 70. De acordo com números oficiais, cerca de 26 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza entre 2002 e 2006.
O aumento do preço dos alimentos, porém, é um fator de preocupação para os países latino-americanos. Segundo dados da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), no último ano, a média da elevação foi de 15%.
Mesmo com esse cenário, países como Brasil, Chile e México se beneficiam da situação pelas exportações de petróleo, soja e cobre. No entanto, a estratégia dos bancos centrais – dessas três nações – de aumentar juros para segurar a inflação pode conter o crescimento.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
autonomia, Bolívia, crise na bolivia, Evo Morales, governo boliviano, Sucre
In Bolívia on Julho 21, 2008 at 3:59 pm
Os governadores de oposição desafiaram o presidente da Bolívia, Evo Morales, a convocar um referendo para definir a autonomia plena para Sucre. Eles também ameaçaram fazer greve de fome caso o governo não restitua a renda petrolífera regional.De acordo com a agência Efe, o pedido foi sugerido depois de reunião ocorrida no Conalde (Conselho Nacional Democrático). Esse conselho é formado pelas autoridades de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Cochabamba.
“O tema da autonomia não é um tema entre Sucre e La Paz, mas um tema nacional porque estamos falando da Bolívia, e os departamentos devem decidir o que fazer em relação à autonomia”, avaliou o governador de Tarija, Mario Cossio.
Essas regiões também querem a restituição do IDH (Imposto Direto sobre os Hidrocarbonetos). Ele foi suspenso no mês passado para financiar uma pensão mensal aos idosos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise política, Cristina Kirchner, familia Kirchner, governo argentino, Nestor Kirchner, renuncia de Cristina
In Argentina on Julho 18, 2008 at 8:22 pm
As horas posteriores a derrota histórica sofrida no Senado foram tão complexas que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi aconselhada a renunciar. Segundo o jornal “Critica”, na manhã seguinte a votação ela e seu marido Néstor Kirchner reuniram-se para decidir qual estratégia ser adotada frente a decisão do vice-presidente Julio Cobos em derrotar o próprio governo.Na discussão, Néstor teria dito que era melhor renunciar do que “dar o braço a torcer”. Por sua vez, Cristina entendeu ser conveniente mudar o rumo e seguir governando com uma nova agenda, como por exemplo, a recuperação das Aerolinhas Argentinas.
Nesse período, o casal Kirchner desligou seus telefones celulares. Nem os colaboradores mais próximos tiveram acesso a eles.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise com ruralistas, crise política, Cristina Kirchner, governo argentino, politica argentina, resolucao 125, retencoes
In Argentina on Julho 18, 2008 at 8:20 pm
O governo da Argentina anunciou a suspensão do polêmico decreto que instituiu o aumento das retenções (imposto cobrado sobre à exportação de grãos). Ele foi responsável pela maior crise entre um governo e o setor econômico de toda história do país.O anuncio foi feito na última sexta-feira pelo chefe de Gabinete da presidente Cristina Kirchner, Alberto Fernández. A expectativa dos analistas locais é que, a partir dessa forte derrota sofrida pelo Kircherismo, inicie uma nova fase no governo Cristina.
Como o país vive uma situação econômica preocupante e uma crise política que se agravou com o voto do vice-presidente Julio Cobos contra o próprio governo, a expectativa é que haja uma mudança de postura na Casa Rosada.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
banco estatal, Hugo Chavez, politica da america latina, politica venezuelana, Russia, Venezuela
In Venezuela on Julho 18, 2008 at 8:18 pm
Com o objetivo de criar um banco estatal para financiar projetos bilaterais, o vice-ministro de Finanças da Rússia, Dmitri Pankin, confirmou que seu país vem estabelecendo conversas com o governo da Venezuela. No entanto, Moscou e Caracas ainda não chegaram a um acordo sobre qual será o capital inicial nem o valor a ser desembolsado para a criação do banco.De acordo com o portal América Econômica, há dúvidas também sobre quais os tipos de operações que serão realizadas pela entidade. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou que na reunião da próxima semana com seu colega russo, Dmitri Medvedev, esse será um dos temas abordados.
A ida de Chávez à Rússia servirá para fortalecer a aliança entre os dois países e supervisionar os tanques de guerra que Caracas pretende adquirir. Nos últimos três anos, Chávez comprou 24 aviões de caça Sujói, 30 helicópteros e 100 mil fuzis.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.b
Argentina, crise argentina, crise com ruralistas, Cristina Kirchner, Julio Cobos, retencoes
In Argentina on Julho 18, 2008 at 6:37 pm
Considerado traidor pelo Kirchnerismo, a decisão do vice-presidente da Argentina, Julio Cobos, de derrotar o projeto das retenções no Senado o transformou em um símbolo da classe média e dos ruralistas.Até o mês passado, era um vice desconhecido da maioria da população e integrante do chamado “baixo clero”. Ele entrou em rota de colisão com a presidente Cristina Kirchner e o ex-presidente Néstor Kirchner quando tentou ser protagonista de um consenso entre governo e ruralistas. Pela característica do Kirchnerismo, consenso é uma palavra quase que proibida. O casal tem como marca o confronto.
Segundo a imprensa local, pesquisas indicam que a popularidade de Cobos já supera a de Cristina. Embora o vice diga que não irá renunciar, existe uma forte pressão interna na Casa Rosada para que ele deixe o governo. Caso ceda às pressões, ele se transformaria numa alternativa de poder e num “perigoso” oponente do casal Kirchner.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
bolivarianismo, governo da venezuela, Hugo Chavez, PSUV, reeleição, Venezuela
In Venezuela on Julho 18, 2008 at 6:35 pm
Com o objetivo de manter o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no poder até 2013, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) apresentará uma emenda constitucional que o permita concorrer à reeleição. Segundo o prefeito de Libertador, Freddy Bernal, a proposta será formulada depois das eleições regionais de 23 de novembro.“Essa emenda tem como finalidade perguntar ao país se quer ou não a reeleição de Chávez”, disse Bernal. No seu entendimento, é fundamental a permanência do atual chefe de Estado venezuelano dentro do processo político.
A manifestação do prefeito ocorreu durante intervenção no programa matinal da VTV (Venezuelana de Televisão). Para Bernal, sem Chávez não existirá unidade na revolução bolivariana e, como conseqüência, não haverá estabilidade no país.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Camara dos Deputados, Comissao de Relacoes Exteriores, Deputado Nilson Mourao, Mercosul, politica da america do sul, politica externa
In Brasil, Entrevista on Julho 2, 2008 at 6:51 pm
Veja abaixo a entrevista exclusiva da Arko América Latina com o deputado Nilson Mourão (PT-AC), titular da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, suplente da Representação brasileira no Parlamento do Mercosul e professor universitário.
Arko América Latina: Na Colômbia, a oposição sustenta que o presidente Álvaro Uribe aproveitará a postura intransigente de seus adversários e o sucesso de sua política de combate às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para mudar a Constituição e concorrer ao terceiro mandato. Na Venezuela, dirigentes do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), defendem que o presidente Hugo Chávez tentará uma nova reforma constitucional para instituir a reeleição ilimitada. O senhor acredita que esses dois casos possam servir de argumento para que outros países busquem alterações em suas constituições, criando uma “onda do terceiro mandato” na América Latina?
Nilson Mourão: Cada país vai tratar esse assunto a seu modo, dentro de sua cultura política. Não acredito numa “onda” que leve a maioria a resolver um problema tão particular, da mesma forma. Espero sinceramente que o respeito pela democracia prevaleça porque nossos países lutaram muito para superar regimes totalitários num passado recente.
AAL 2: Países como Chile, Colômbia e Peru têm adotado como estratégia de integração a assinatura de TLCs (Tratados de Livre-Comércio). Já Brasil e Argentina apostam no fortalecimento do Mercosul e agora da Unasul (União das Nações Sul-americanas). Na sua avaliação, qual das duas estratégias é mais eficiente?
Nilson Mourão: Não tenho dúvidas, o caminho para a América do Sul é a integração num bloco como a Unasul. É uma tendência atual porque competir no mercado internacional sozinho fica muito mais difícil, especialmente para economias menores. Só seremos fortes nas negociações e na defesa dos interesses do continente se estivermos juntos. Nesse sentido, a política externa do governo Lula vem acertando desde o início do mandato em 2003. O presidente Lula tem sido incansável na busca da integração
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Cupula Mercosul, fundo petroleiro, Hugo Chavez, Mercosul, Petróleo, Venezuela
In Mercosul, Venezuela on Julho 2, 2008 at 6:48 pm
Durante a Cúpula do Mercosul, o presidente Hugo Chávez (Venezuela) propôs a criação de um plano de emergência para produzir alimentos financiados com recursos do petróleo.De acordo com a agência Efe, a proposta destinará ao fundo US$ 1 para cada barril de petróleo vendido acima dos US$ 100. Somente com as contribuições venezuelanas, isso representaria cerca de US$ 920 milhões ao ano. Hoje, a Venezuela exporta 2,8 milhões de barris por dia.
No entanto, Chávez condicionou a proposta à criação de um instrumento estatal para tramitar o plano. Para ele, o objetivo é transformar petróleo em alimentos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, America do Sul, Cupula do Mercosul, Mercosul, Tabaré Vazquez, Uruguai, xenofobia
In Mercosul, Uruguai on Julho 2, 2008 at 6:41 pm
Os “surtos xenofóbicos” que prejudicam imigrantes latino-americanos foi criticado pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, em seu pronunciamento durante a Cúpula do Mercosul. Ele também disse ser necessário que os países do bloco aprofundem a integração por uma questão de sobrevivência.Para Vázquez, “isso é fundamental para enfrentar os problemas gerados pelo aumento do preço internacional dos alimentos e do petróleo”. De acordo com a agência Efe, o uruguaio disse ficar chocado com as discriminações sofridas pelos cidadãos latino-americanos.
“Ninguém emigra por prazer, mas por necessidade. Nesse sentido, a América Latina é um laboratório de pesquisa genética pelas misturas de raças e, sem dúvida, a mestiçagem será o futuro da humanidade”, afirmou o chefe de Estado uruguaio.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Cupula do Mercosul, Mercosul, Mercosur, politica da america do sul, politica externa
In Brasil, Mercosul on Julho 2, 2008 at 6:34 pm
A política exterior do Brasil vive uma semana sul-americana, com a realização, na Argentina, de mais uma Cúpula do Mercosul. Com a presença aguardada da maioria dos chefes de governo da região (todos associados ao bloco), após o encontro do Mercosul, a reunião deverá transformar-se em cúpula da Unasul (União de Nações Sul-americanas).Formalmente, o encontro de San Miguel de Tucumán, entre os dias 30 de junho e 1º de julho (segunda e terça-feira), tem em sua pauta a aprovação da criação de um Fundo de apoio a pequenas e médias empresas do bloco, de um Programa de Integração Produtiva, do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos, além de um acordo com o Chile sobre comércio de serviços (firmado ontem), da ampliação do Fundo de Financiamento do Setor Educacional do Mercosul, de cinco novos projetos no Paraguai (financiados com recursos do FOCEM – Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul) e da facilitação do trânsito de pessoas pela América do Sul (via isenção do uso de passaporte).
Mais do que o aspecto formal do encontro, no entanto, importará observar o impacto que a conturbada situação política em vários países da região, bem como as ainda existentes desavenças regionais, poderá ter sobre a coesão do bloco.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, America do Sul, Cupula do Mercosul, Mercosul
In Mercosul on Julho 2, 2008 at 6:32 pm
Entre as situações internas que tendem a apresentar-se como desafio para a união regional, contam-se a persistente disputa entre produtores rurais e governo na Argentina, a sucessão paraguaia (já decidida nas urnas, mas paralisada no Congresso do país, que rejeitou a renúncia do presidente Nicanor Duarte), a crise autonomista na Bolívia (que contrapõe o governo central aos governadores de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Cochabamba), e problemas no Equador (envolvendo a aprovação da nova constituição).No campo das desavenças regionais, o maior destaque ainda reside nas relações entre Colômbia e Equador e Venezuela. Somem-se a isso os já tradicionais problemas internos do bloco (relacionados a temas como assimetrias no comércio intrabloco) e começam a ficar claros os enormes desafios que o Mercosul tem pela frente, caso queira constituir-se em base viável para um projeto efetivo de criação de uma União de Nações Sul-americanas.
Na semana passada, preparando-se para o encontro de Tucumán, o presidente Lula cobrou dos ministros o andamento (e resultados) dos vários projetos de integração em andamento no continente, além de haver começado com o presidente Hugo Chávez, em encontro na capital venezuelana na última sexta-feira (27), o diálogo para o restabelecimento de relações cordiais entre Venezuela e
Colômbia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
America do Sul, Cupula do Mercosul, Hugo Chavez, Lula, Mercosul, Tucumán
In América Latina, Mercosul on Julho 2, 2008 at 6:31 pm
Em Caracas, Lula tratou da mediação de um encontro de cúpula entre Chávez e Álvaro Uribe (presidente colombiano). O tema poderá ser retomado na Argentina e deverá constituir-se em uma das razões para a visita que o presidente brasileiro fará à Colômbia ainda na primeira quinzena de julho.Mais do que mero teste para a mediação (e liderança) brasileira na região, o objetivo é reconstruir a imagem do continente como estável destino para investimentos internacionais.
O presidente Lula buscou trabalhar a idéia na Venezuela e deverá incorporá-la como noção norteadora da presidência brasileira pro tempore do Mercosul, que se inicia logo após a Cúpula de Tucumán e deverá culminar com a realização da Cúpula de Salvador, em dezembro.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, Bolívia, Comunidade Andina de Nacoes, crise diplomatica, Evo Morales, Peru, politica da america do sul
In Bolívia, Peru on Julho 2, 2008 at 6:29 pm
O embaixador do Peru na Bolívia, Fernando Rojas, classificou como muito preocupante o estado das relações diplomáticas entre os dois países. Segundo ele, o presidente Alan García (Peru) não admitirá intromissões em assuntos internos. De acordo com a agência Efe, Rojas entende que as declarações do chefe de Estado boliviano, Evo Morales, sobre a suposta instalação de uma base militar norte-americana em território boliviano são uma ingerência em assuntos internos.”O Peru rejeita estas declarações e, em expressão de sua irritação e dessa rejeição, decidiu chamar-me a Lima”, afirmou o embaixador. Antes desse episódio, Morales tinha dito que García estava “muito gordo e pouco imperialista”, numa referência a suas posturas do passado.
Os atritos entre os dois países começaram com a negociação do acordo comercial entre a CAN (Comunidade Andina das Nações) e a UE (União Européia).
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Brasil, Cristina Kirchner, energia, Lula, Mercosul, transmissao de energia
In Argentina, Brasil, Mercosul on Julho 2, 2008 at 6:27 pm
A presidente Cristina Kirchner (Argentina) pretende pedir a seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na reunião bilateral que ocorrerá hoje, a redução nos preços e ampliação da quantidade de energia enviada pelo Brasil ao mercado argentino. Ela também deve pedir que o Brasil diversifique fontes de energia.De acordo com a BBC Brasil, a informação partiu de assessores do Ministério do Planejamento de Argentina e foi confirmado a BBC por negociadores do Brasil. Lula e Cristina terão o encontro em San Miguel de Tucamán.
No inverno do ano passado e em maio deste ano, o Brasil socorreu a Argentina e se comprometeu a enviar energia aos vizinhos até agosto.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
America do Sul, comércio exterior, economia, Mercosul, OMC, protecionismo
In Mercosul on Julho 2, 2008 at 6:25 pm
O Mercosul voltou a exigir o fim do protecionismo dos países desenvolvidos como forma de encarar com sucesso a Rodada de Doha para a liberalização do comércio mundial.De acordo com a agência Efe, durante a reunião na cidade de Tucumán, os ministros e chanceleres do bloco destacaram que seu objetivo é que eventuais acordos seja ambiciosos e garantam um tratamento mais favorável aos países em desenvolvimento.
As negociações em Doha estão bloqueadas desde que os países pobres iniciaram as tratativas para as nações desenvolvidas acabarem com o protecionismo à agricultura.
No entanto, as grandes potências (EUA e Europa) desejam que os emergentes derrubem as barreiras sobre os produtos industrializados.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, Bolívia, diplomacia da america latina, Evo Morales, Peru, politica da america latina
In Bolívia, Peru on Julho 2, 2008 at 6:23 pm
O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou seu colega peruano, Alan García, de ser anti-democrático. Isso ocorreu depois que o presidente do Peru mandou o boliviano calar-se.”Qualquer presidente que manda calar qualquer pessoa é um presidente, ou somos presidentes antidemocráticos, que não aceita o diálogo, que não escuta o povo”, disse Morales, em entrevista coletiva, segundo a agência Reuters.
Os dois países vivem uma conturbada relação diplomática desde as divergências envolvendo o acordo comercial entre CAN (Comunidade Andina das Nações) e a UE (União Européia). Enquanto García defende um comércio mais aberto, Morales é mais protecionista.
Depois disso, o boliviano acusou o peruano de ser “muito gordo e pouco imperialista”, numa referencia as posturas de seu governo em comparação com a primeira gestão de García no Peru.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, FARC, guerrilha colombiana, Ingrid Betancourt
In Colômbia on Julho 2, 2008 at 6:21 pm
Após seis anos como refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia),a franco-colombiana Ingrid Betancourt foi libertada juntamente com 15 reféns. As informações foram divulgadas pelo ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos.Ela foi seqüestrada quando era candidata a Presidência da Colômbia. Vários países europeus, com destaque especial para a França, vinham pressionando a guerrilha para a libertação de Betancourt.
Esse fato é mais uma vitória para a “Política de Segurança Democrática” implementada pelo presidente Álvaro Uribe.
Isso somado as mortes do fundador das Farc, Manuel Marulanda, e do porta-voz internacional da guerrilha, Raúl Reyes, deixa o grupo ainda mais enfraquecido.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Álvaro Dias, Brasília, crise argentina, crise com ruralistas, Cristina Kirchner, risco político, Senado
In Argentina, Brasil on Junho 27, 2008 at 6:24 pm
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que a Argentina vive atualmente uma complexa situação econômica, pois apresenta descontrole de gastos públicos e ausência de regras claras para investimentos externos. Ele acredita que esse quadro está afastando os investidores estrangeiros e aumentando a inflação e a pobreza. A informação foi divulgada pela agência Senado.
De acordo com o parlamentar, a realidade argentina não é diferente da brasileira. A seu ver, o fantasma da inflação que assombra os argentinos não pode ser menosprezado entre os brasileiros. Acrescentou também que aqueles que comparecem hoje aos supermercados sentem, no próprio bolso, que a inflação voltou para valer, porém, o governo fecha os olhos e continua gastando como se o tempo não tivesse mudado na economia mundial.
O aumento dos gastos públicos na Argentina foi avassalador nos últimos anos, chegando a mais de US$ 50 bilhões em 2007, ressaltou Alvaro. A elevação dos preços dos alimentos está relacionada, segundo ele, ao aumento dos gastos, à escassez de investimentos estrangeiros e à elevação das taxas sobre as exportações.
O senador alertou ainda para o fato de o Brasil sofrer de problemas parecidos, como a falta de marco regulatório para diversos setores da economia e interferências do Poder Executivo nas agências reguladoras.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, cupula, Evo Morales, Hugo Chavez, latino americano, Mercosul, politica da america latina, Venezuela
In América Latina, Bolívia, Brasil, Mercosul, Venezuela on Junho 27, 2008 at 6:21 pm
Na frente sul-americana, o destaque diplomático da semana será a visita do presidente Lula à Santa Elena do Uairem (Venezuela), na fronteira amazônica entre o Brasil e a Venezuela. Em seu encontro trimestral com o presidente Hugo Chávez, deverá tratar, entre outros temas, da cooperação fronteiriça entre os dois países e da adesão da Venezuela ao Mercosul – ainda carente de aprovação pelo Senado brasileiro.
O tema foi revisitado pelo presidente Lula nessa quarta-feira (25), durante reunião com parte da equipe ministerial em Brasília. Além dele, Lula e seus ministros abordaram a preocupação com a evolução dos principais projetos de integração (especialmente em infra-estrutura) e a construção de duas novas pontes (entre o Brasil e o Paraguai e entre o Brasil e a Bolívia).
O efervescente contexto regional também deverá se tratado no encontro, que é preparatório para a Cúpula do Mercosul na próxima semana.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Argentina, Brasil, Cupula do Mercosul, Paraguai, Tucumán, Uruguai
In América Latina, Argentina, Brasil, Mercosul on Junho 27, 2008 at 6:20 pm
Até o início da próxima semana, quando a Argentina sediará a Cúpula do Mercosul em Tucumán, a diplomacia brasileira deverá dividir suas atenções entre a África, onde o ministro Celso Amorim passa a semana, e a América do Sul, com a viagem do presidente Lula à Venezuela nesta sexta-feira (27).
Havendo iniciado seu tour africano por Argel (Argélia), entre os dias 22 e 23, até sexta-feira o chanceler brasileiro deverá ter passado também por Marrocos (24 e 25), Tunísia (26) e Cabo Verde (27). Além dos protocolares encontros com autoridades e da assinatura de acordos de cooperação em áreas tão variadas quanto saúde, gestão ambiental, agricultura e inspeção animal (entre outras), a tônica da viagem deverá ser a promoção das exportações brasileiras, com a busca por uma maior presença do país nos mercados do norte da África.
O caso da Argélia, responsável pelo terceiro maior déficit comercial do país em 2007, é emblemático. No país norte-africano, o ministro Celso Amorim defendeu a reabertura do mercado argelino às carnes exportadas pelo Brasil, a compra de aviões da Embraer e a concretização de uma parceria da Petrobras com a estatal petrolífera da Argélia, a Sonatrach. Ainda que respeitando as particularidades locais (por exemplo, no Marrocos os biocombustíveis deverão ocupar lugar de destaque), Amorim deverá dedicar-se à semelhante empreitada em seus outros destinos pelo continente.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Al Gore, Bolívia, EUA, Evo Morales, mudança climática, Santa Cruz de la Sierra
In Bolívia on Junho 27, 2008 at 6:18 pm
O fórum sobre a mudança climática que ocorrerá em agosto, na cidade boliviana de Santa Cruz, contará com a presença do Prêmio Nobel da Paz de 2007, Al Gore, segundo a Universidade Franz Tamayo, uma das organizadoras do evento. A informação foi divulgada pela agência Efe.
Participarão também do seminário “Mudança climática e crise de alimentos – Reflexões da Bolívia para a América Latina”, como expositores, o diretor do Projeto do Milênio da Organização das Nações Unidas, Jerome Glenn, e representantes do governo de Evo Morales.
Gore, que foi vice-presidente dos EUA entre 1992 e 2000, passará quatro dias na Bolívia, onde esteve pela primeira vez em dezembro de 1996 para inaugurar a Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável. O norte-americano ganhou o Nobel da Paz junto com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
gás natural, jazidas de gás, Tabaré Vazquez, Uruguai
In Mercosul on Junho 27, 2008 at 6:17 pm
Com estoque entre 28 bilhões e 84 bilhões de metros cúbicos, testes sismológicos confirmaram a presença de jazidas de gás na plataforma marítima do Uruguai. De acordo com a agência Afp, haverá uma licitação no mês de dezembro para investidores.
O presidente da estatal petrolífera Ancap, Raúl Sendic, disse que “do levantamento sísmico já à disposição pode-se identificar vários reservatórios em distintas profundidades”.
Ele ainda revelou que existe mais de um reservatório na Bacia de Punta Del Este e na Bacia de Pelotas, alguns deles com 6 mil metros de profundidade.
Como a Ancap não dispõe dos recursos necessários, é imprescindível a participação de investidores para a prospecção e extração de gás.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
apagão energético, Argentina, crise com ruralistas, crise política, Cristina Kirchner, energia, governo argentina, ruralistas
In Argentina on Junho 26, 2008 at 1:06 pm
Andar em uma montanha russa, sentir medo e saber que o fim será seguro é bastante excitante e gera uma adrenalina saudável. Andar em outra montanha russa, onde os trilhos estão soltos e a estrutura precária, e mesmo assim se salvar é uma lição inestimável para o futuro. Na Argentina, essa percepção não é compartilhada pelo governo local. Após os traumáticos eventos de 2001, quando o país quebrou financeiramente arrastando milhares de pessoas para a pobreza, uma situação parecida está prestes a se repetir.
A recuperação econômica demonstrada no governo de Nestor Kirchner mascarou outros problemas estruturais com alto potencial de destruição. A falta de modernização da matriz energética, bem como a pífia estratégia de mascarar os índices de inflação, estão trazendo problemas imediatos que estão afetando a população.
Cristina Kirchner assumiu a Presidência da República com a missão de continuar o crescimento econômico iniciado pelo marido e melhorar o aspecto diplomático do país, que não era o forte de Nestor. Bem mais carismática, Cristina aparentava ser o eixo que faltava para que a confiança expressa ao povo domesticamente se expandisse para países vizinhos e órgãos internacionais que acompanham o andamento da economia e da política argentina.
No entanto, o que se viu foi uma história completamente diferente e ao mesmo tempo incrivelmente previsível. O problema da matriz energética argentina não é de hoje. Com a crise em 2001, uma modernização do setor ficou temporariamente suspensa. Com a recuperação econômica privilegiando excessivamente o mercado doméstico (impossibilitando produtores de exportar certos produtos, como carne bovina e suína) o consumo doméstico explodiu. Uma parcela significativa da população recuperou o poder de compra e a baixa inflação, segurada forçadamente pelo governo possibilitava os argentinos de comprarem e se endividarem. Com tudo isso, o consumo energético aumentou na mesma correlação que o poder econômico da população aumentou. No entanto, o limite de produção energética era baixo, levando o país a atingir o pico de consumo. Aliado a isso, a Argentina passou a depender integralmente da Bolívia, país pouco confiável devido à grande instabilidade interna.
Apagões generalizados ainda não ocorreram. Porém, apagões programados por certas indústrias vem acontecendo sistematicamente. Cristina assumiu a presidência ciente desse problema e nada faz para solucionar. Suas propostas de resolução do problema apresentadas até o momento são simplistas demais frente à complexidade do problema. Pedir ao Brasil para abrir mão de percentuais importados da Bolívia é um pedido desesperador e não uma postura de Estado para resolver um problema dessa gravidade.
O que ocorreu, é que pouco antes da crise energética detonar (o que pode acontecer a qualquer momento), outra crise política surgiu. A crise com os ruralistas em torno do controle de preço exercido pelo governo bem como o limite de exportações que os ruralistas possuem, foi importante para mostrar outra limitação do governo. A capacidade de negociação de Cristina vem sendo fraca. Suas soluções não são viáveis pois ela se sustenta em um alicerce artificial: os índices de inflação anunciados pelo governo. Para os produtores, produzir e vender para o mercado interno está dando prejuízo pois a inflação real está na casa dos 20%. Cristina não dá o braço a torcer nas negociações e recusa-se a reconhecer que a inflação de 7% anunciada pelo seu governo é irreal.
Das duas uma: ou Cristina vencerá os ruralistas na base do cansaço, e estes perceberão que diminuir a produção e continuar vendendo para o mercado interno é a única alternativa, ou o governo sofrerá uma grave crise de confiança com a revisão das taxas de inflação, apontando os valores reais.
Se o aspecto da grave crise de 2001 era essencialmente econômico, esse de 2008 é político. O poder de destruição da atual situação é alto. Deve-se levar em consideração a baixa capacidade administrativa de Cristina e a mudança de postura da população de baixa renda (sua base eleitoral). Com o povo se voltando contra Cristina, o andamento de sua administração se tornará insustentável.
Álvaro Uribe, Colômbia, conspitacao na america do sul, crise entre colombia e venezuela, Equador, FARC, Hugo Chavez, Rafael Correa, Venezuela
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Junho 11, 2008 at 4:30 pm
“O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, quer assassinar seus colegas Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Correa (Equador)”, segundo Ivan Márquez, integrante do Secretariado das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Ele acredita que o verdadeiro assassino é o chefe de Estado colombiano.
De acordo com Márquez, o serviço de inteligência colombiano, DAS, teria se infiltrado em Caracas com mais de cem paramilitares com esse objetivo.
Como a política de Segurança Democrática do governo colombiano está desmantelando as Farc, os guerrilheiros tentam conseguir apoio externo para prosseguir com suas atividades.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
agenda bilateral, Equador, EUA, George W Bush e America Latina, governo equatoriano, Rafael Correa
In EUA, Equador on Junho 11, 2008 at 4:27 pm
Os governos do Equador e dos EUA iniciarão conversações para estabelecer uma agenda bilateral construtiva, segundo o ministério de Relações Exteriores equatoriano.
Por meio da divulgação de um comunicado, a chancelaria disse que está analisando com o departamento de Estado norte-americano os temas mais importantes da relação bilateral.
De acordo com o governo equatoriano, “as conversações têm como objetivo estabelecer um mecanismo formal de discussões que permita desenvolver programas e projetos futuros de beneficio mútuo em todos os âmbitos”.
Caso os dois países iniciem esse diálogo, haverá uma mudança de postura por parte do governo equatoriano. Desde que assumiu o poder, no dia 15 de janeiro de 2007, Rafael Correa tem defendido o “socialismo do século XXI” e defendido uma maior intervenção do estado sobre a atividade econômica.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Canadá, Colômbia, comércio da américa do sul, comércio exterior, TLC com Canadá, Tratado de Livre Comércio
In Colômbia on Junho 11, 2008 at 4:26 pm
Fontes oficiais informaram no último sábado (7) que, após cinco rodadas que serão concluídas em Bogotá, o Canadá e a Colômbia encerraram as negociações para um TLC (Tratado de Livre-Comércio) que inclui acordos de cooperação trabalhista e ambiental. A informação foi divulgada pela agência Efe.
O encerramento das negociações foi considerado pelo ministro de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Luis Guillermo Plata, “um passo importante” para a política comercial liderada pelo governo do presidente Álvaro Uribe.
A negociação teve início em 16 de julho de 2007 em Lima (Peru), onde começaram as negociações com o Canadá nesta mesma data. A partir da entrada em vigência do TLC, 97% das exportações colombianas terão acesso ao mercado canadense livre de taxas, segundo comunicado daquele Ministério. O setor agrícola também conseguiu acesso preferencial para 90% do seu universo tarifário, enquanto 97% dos bens industriais ingressarão no Canadá, de forma imediata, tão logo entre em vigor o TLC.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
bolivarianismo, diplomacia, EUA, governo da venezuela, Hugo Chavez, politica da america latina, relacao venezuela eua, socialismo, Venezuela
In EUA, Venezuela on Junho 11, 2008 at 4:24 pm
Os EUA elogiaram as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). No entanto, Washington comprou um maior distanciamento de Caracas em relação aos guerrilheiros. A afirmação foi feita pelo porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Sean McCormack.
“Certamente são boas palavras. Incentivaremos a Venezuela a seguir essas boas palavras com ações concretas”, acrescentou McCormack.
De acordo com a agência Reuters, os EUA avaliam que a Venezuela deve fazer todos os esforços para se distanciar das relações com as Farc.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
corrida armamentista, diplomacia, Equador, governo do equador, politica da america do sul, Rafael Correa
In Equador on Junho 11, 2008 at 4:23 pm
A compra de 24 aviões de combate Super Tucano da Embraer não significa que o Equador esteja precipitando uma corrida armamentista na região, segundo o subsecretário de Defesa equatoriano Jorge Peña.
“Não há uma corrida armamentista, simplesmente há uma atualização de nossas forças. Faremos a recuperação do nosso potencial”, afirmou. De acordo com a agência Afp, o general avalia que o arsenal militar do país está deteriorado após dez anos de abandono. Nesse período, não houve a preocupação com a defesa nacional, acrescentou.
Apesar das negativas do subsecretário, analistas avaliam que a compra dos aviões de combate está relacionada a uma preocupação com futuras violações de seu território, como a ocorrida no dia 1º de março pelas forças militares colombianas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, colombia e venezuela, crise diplomatica colombia venezuela, crise politica na Venezuela, dialogo colombia venezuela, geopolitica da america latina, Hugo Chavez
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Venezuela on Junho 3, 2008 at 7:21 pm
Os chanceleres Fernando Araújo (Colômbia) e Nicolás Maduro (Venezuela) reiniciaram ontem os diálogos para reativar as relações entre as duas nações que foram afetadas desde a incursão militar colombiana em território equatoriano contra um acampamento das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Durante a 38º Assembléia Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), os dois chanceleres destacaram que os primeiros passos para recuperar a confiança bilateral foram dados.
Em entrevista concedida à imprensa após o encontro, Maduro disse que na reunião com Araújo foram expostas com franqueza as diferentes versões que os governos da Colômbia e Venezuela têm sobre sua política bilateral.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Equador, governo equatoriano, politica do Equador, Rafael Correa, setor elétrico, setor eletrico no Equador
In Equador on Junho 3, 2008 at 7:14 pm
O governo está preparando um projeto de lei elétrica composto de 39 artigos. Segundo a imprensa local, fontes informaram que o ponto mais polêmico da proposta é a criação de apenas uma empresa para o setor. Com isso, ela absorverá as demais empresas onde há participação do Estado.
A distribuição de energia, hoje, está sob responsabilidade das sociedades autônomas (participação estatal mais privada). De acordo com a proposta, a participação privada será liquidada e paga para que o setor passe totalmente para as mãos do estado.
O projeto também propõe que a divisão fique da seguinte maneira: 75% para o estado e 25% parra os governos regionais. Atualmente, o estado não tem uma participação de 100% nas distribuidoras.
Apesar do projeto estar pronto, o custo político da proposta e a complexidade do setor estão atrasando seu envio para a Assembléia Constituinte.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, governo peruano, Peru, politica do Peru, preço dos combustiveis, reajuste
In Peru on Junho 3, 2008 at 7:12 pm
O aumento de 4% no preço dos combustíveis será realizado devido à redução dos subsídios e impostos que foi decretado pelo poder Executivo. O anúncio foi feito pelo ministro de Energia e Minas, Juan Valdívia, em entrevista concedida à Radioprogramas. No entanto, ele garantiu que os custos dos combustíveis permanece sendo menor que o registrado em julho de 2006.
O ministro peruano enfatizou também a necessidade do país impulsionar o consumo de gás natural para fazer frente ao aumento do petróleo no mercado internacional.
Valdivia disse que está trabalhando conjuntamente com o Ministério do Meio Ambiente para massificar o consumo de gás natural.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, crise colombia venezuela, crise política, geopolitica da america latina, Hugo Chavez, Venezuela
In Colômbia, Venezuela on Junho 3, 2008 at 7:11 pm
O governo da Venezuela está disposto a entender-se e trabalhar com a Colômbia. A afirmação foi feita pelo chanceler venezuelano Nicolás Maduro. Ele também sustentou que existem elites interessadas no conflito entre os dois países.
Em entrevista concedida à rádio RCN, Maduro disse que “a Venezuela sempre está disposta a conversar para superar as divergências e fazer um esforço supremo porque os governos de Venezuela e Colômbia devem se entender para o bem-estar de seus povos”.
No entendimento do ministro, está em curso uma campanha de desinformação e manipulação de uma parte da imprensa que é anti-venezuelana, anti-bolivariana e que odeia a Venezuela.
Perguntado sobre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Maduro disse que isso é um assunto colombiano.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise politica boliviana, Evo Morales, oposição, Senado boliviano
In Bolívia on Maio 30, 2008 at 5:56 pm
O presidente da Bolívia, Evo Morales, deseja para o país um modelo de concentração e perpetuação no poder seguindo o modelo de seu colega venezuelano, Hugo Chávez. A afirmação foi feita pelo presidente do Senado boliviano, Oscar Ortiz, após audiência com o papa Bento XVI em Roma.
Durante encontro com o secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, o arcebispo Dominique Mamberti, Ortiz explicou em que consistem as autonomias departamentais que estão sendo aprovadas pela oposição na Bolívia. Em relação ao projeto da nova Constituição, o senador explicou que o Podemos (Poder Democrático Social), seu partido, entende que não há os fundamentos básicos da democracia.
Segundo a agência Efe, Ortiz falou ao arcebispo da importância de contar com o apoio da Igreja no processo de negociação entre governo e oposição em seu país.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
acordo Itaipu, Brasil, Fernando Lugo, governo paraguaio, Itaipu, Lula, Paraguai, relaçoes Brasil Paraguai
In Brasil, Paraguai on Maio 30, 2008 at 5:54 pm
O assessor especial do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem que o Brasil não vai revisar o Tratado de Itaipu com o Paraguai. Em Montevidéu, ele disse também que viajará em junho a Assunção para discutir globalmente o tema. A informação foi divulgada pela agência Ansa.
O assessor esteve no último fim de semana na capital uruguaia participando do Fórum de São Paulo, que reuniu partidos e organizações de esquerda da América Latina e Caribe.
“Queremos um preço justo em matéria energética”, assinalou na semana passada o presidente eleito Fernando Lugo, que assumirá no dia 15 de agosto. Único país na região com excedente energético, o Paraguai pede ao Brasil que revise o Tratado de Itaipu porque considera insuficiente o preço que cobra pela energia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, crise política, FARC, governo uribe, parapoliticos
In Colômbia on Maio 30, 2008 at 5:53 pm
Devido à suposta oferta de favores políticos a uma deputada em troca do seu voto na mudança constitucional de 2006 (que aprovou a reeleição presidencial), a Câmara de Representantes do Congresso da Colômbia decidiu abrir ontem uma investigação contra o presidente Álvaro Uribe.
A comissão determinará se as acusações feitas pela oposição merecem uma investigação mais profunda ou se serão arquivadas. A responsável pelas denúncias contra Uribe, a ex-deputada Yidis Medina, está sob prisão domiciliar.
De acordo com a agência AngolaPress, o presidente colombiano e os funcionários acusados negaram ter oferecido vantagens políticas a Medina em troca do voto da ex-parlamentar.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
brasiguaios, Brasil, Brasil e Paraguai, brasileiros no Paraguai, conflito no Paraguai, Fernando Lugo, Paraguai
In Brasil, Paraguai on Maio 30, 2008 at 5:52 pm
Os brasileiros donos de terra no Paraguai, também conhecidos como brasiguaios, estão se armando para tentar proteger as propriedades que estão sendo ocupadas por sem-terra paraguaios.
24 horas por dia, homens armados vigiam a propriedade que fica em Iguaçu, a 50 quilômetros da fronteira, a fim de evitar as invasões dos campesinos, como são chamados os sem-terra no Paraguai. A ordem dos fazendeiros é abrir fogo contra possíveis invasores.
Após uma série de invasões de propriedades rurais em várias regiões do país, a tensão no campo se agravou. As fazendas pertencem, em sua maioria, a agricultores brasileiros. Nas últimas duas semanas, mais de 20 propriedades foram invadidas.
Os jornais paraguaios já falam em uma campanha contra os brasileiros que têm lavouras no país. Os campesinos montaram acampamentos perto da fronteira com o propósito de forçar o governo a fazer a reforma agrária. Eles afirmam que as invasões fazem parte da luta. A informação foi divulgada hoje pelo G1.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Brasil, Celso Amorim, crise da Itaipu, Fernando Lugo, Itaipu, Paraguai, relações com Paraguai
In Brasil, Mercosul, Paraguai on Maio 27, 2008 at 4:49 pm
O chanceler brasileiro, Celso Amorim, apresentou alternativas à negociação de mudanças no contrato da usina hidrelétrica de Itaipu, como quer o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo. Apesar de ser contrário à revisão do contrato, Amorim disse que isso não impede o Brasil de compreender os problemas daquele país e de tentar ajudá-lo, por exemplo, com investimentos em infra-estrutura. A informação foi divulgada pela agência Câmara.
Em debate com deputados e senadores da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, o ministro citou a colaboração com o país vizinho em projetos de infra-estrutura, para escoamento da produção pelos portos brasileiros, uma vez que o Paraguai não possui saída para o mar; ou ainda com investimentos em redes de distribuição de energia. Segundo Amorim, parcerias nessas áreas poderiam aumentar a competitividade da economia paraguaia, sem mexer no contrato de Itaipu.
No entendimento do ministro, o governo brasileiro defende um desenvolvimento saudável para o Paraguai. Ele propôs também novas parcerias para impulsionar a economia daquele país, uma vez que a redução nas tarifas aduaneiras não surtiu o efeito esperado de equilibrar o comércio no Mercosul. O Brasil tem um superávit enorme em relação ao comércio com o Paraguai, acrescentou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Brasília, Brasil, Congresso Nacional, deputados brasileiros, parlamentares brasileiros, Parlamento da Unasul, Unasul, União Sul-Americana de Nações
In América Latina, Brasil on Maio 27, 2008 at 4:46 pm
Em debate com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, integrantes da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul questionaram na última quarta-feira (21) a proposta de criar um parlamento sul-americano, com sede em Cochabamba, na Bolívia. A informação foi divulgada pela agência Câmara.
De acordo com o presidente da Representação, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o Parlamento do Mercosul está em processo de construção e seria irracional pensar em um novo fórum. No seu entendimento, essa criação tem que passar pelo Parlamento do Mercosul, até como forma de respeito ao dinheiro público que é gasto na implementação dessas instâncias.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), por sua vez, defendeu o diálogo entre o Parlamento Andino, do qual fazem parte representantes da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, e o Parlamento do Mercosul. Para ele, esse espaço de debate entre os dois parlamentos seria um bom começo para, no futuro, se pensar em um fórum legislativo da Unasul.
Amorim afirmou que a Unasul é um passo importante para a criação de uma área de livre comércio na América do Sul. No entanto, ele informou que não existem prazos para a implantação de um braço legislativo da entidade e lembrou também que o Parlamento do Mercosul surgiu 12 anos depois da criação do bloco comercial. O ministro apoiou a proposta de Dr. Rosinha de iniciar o diálogo entre os dois parlamentos, incluindo representantes da Guiana e do Suriname.
Formada pelo Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, a Unasul realizou na última sexta-feira (23), em Brasília, sua Cúpula de constituição.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise politica na Argentina, crise ruralista, Cristina Kirchner, governo argentino, ruralistas argentinos
In Argentina on Maio 27, 2008 at 4:43 pm
Os argentinos comemoraram ontem o Dia da Revolução, data em que milhares de pessoas participaram de protestos a favor e contra o governo. Na cidade de Rosário, houve a mobilização dos simpatizantes dos produtores rurais. De acordo com a BBC Brasil, foi o maior protesto desde o início da crise com a Casa Rosada.
A presidente Cristina Kirchner mobilizou seus simpatizantes no norte da Argentina, na cidade de Salta. Numa clara referência aos agropecuários, Cristina disse que as políticas governamentais devem priorizar a redistribuição da riqueza em detrimento dos interesses individuais de grupos.
Já em Rosário, os ruralistas fizeram fortes discursos contra o governo e ameaçaram voltar a bloquear as estradas, impossibilitando o abastecimento.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
bolivariano, ditadura, Hugo Chavez, plano de governo de Chavez, revolução bolivariana, Venezuela
In Venezuela on Maio 27, 2008 at 4:42 pm
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que pretende governar até 2021. No entanto, reconheceu ter sido prematuro apresentar a reforma constitucional, de tendência socialista, que foi derrotada no final do ano passado. De acordo com a agência Afp, a declaração do venezuelano ocorreu durante a inauguração de obras hidrelétricas no estado andino de Mérida.
A afirmação de Chávez indica que ele não desistiu de tentar uma nova reforma que lhe possibilite concorrer novamente. Como ele foi derrotado em dezembro do ano passado por uma margem inferior a 1% dos votos válidos, pode lançar mão de medidas populistas para “conquistar” a pequena parcela do eleitorado que lhe faltou para sair vitorioso em 2007.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
crise diplomatica na America do Sul, crise política, Equador, FARC, guerra colombia equador, Rafael Correa, vínculo de Correa com as FARC
In Colômbia, Equador, Venezuela on Maio 20, 2008 at 11:59 am
Se for comprovado vínculo do governo do Equador com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o presidente Rafael Correa renunciará ao cargo. A afirmação foi feita pelo chefe de Estado equatoriano durante a Cúpula da ALC-UE (América Latina, Caribe-União Européia).
“Tenho a consciência limpa e não tenho nada a temer, tanto que faço uma proposta: se demonstrarem que o governo de Rafael Correa teve alguma relação com as FARC, ponho meu cargo de presidente da República à disposição do povo equatoriano”, afirmou.
De acordo com a agência Afp, a declaração de Correa ocorreu quando ele desqualificava o relatório da Interpol, segundo o qual não ocorreram alterações nos arquivos dos computadores dos guerrilheiros colombianos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alemanha, Angela Merkel, Felipe Calderon, México, relacoes UE - America Latina
In México on Maio 20, 2008 at 11:56 am
A chanceler alemã, Angela Merkel, reúne-se hoje com o presidente Felipe Calderón (México) a fim de tratar de assuntos relacionados a investimentos, combate à pobreza e insegurança, meio ambiente e energia. A informação foi divulgada pela agência Afp.
Merkel e Calderón participarão de um fórum de negócios organizado pela Câmara de Comércio México-Alemanha, segundo a agenda divulgada por fontes diplomáticas alemãs e mexicanas. Estarão presentes no evento cerca de 340 empresários.
A ministra também se reunirá com líderes do Congresso mexicano e com o presidente da Suprema Corte. Com isso, ela finaliza sua viagem pela América Latina, a primeira desde que assumiu a chefia do governo alemão e que incluiu Brasil, Peru e Colômbia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
acordo comercial com UE, Mercosul, Mercosur, relacoes comerciais
In América Latina, Mercosul on Maio 20, 2008 at 11:54 am
A UE (União Européia) e o Mercosul não chegaram a um acordo comercial em reunião realizada em Lima (Peru), no último sábado (17), mas sim a uma declaração conjunta de boas intenções com vista na Rodada de Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio). As tarifas industriais e agrícolas são o maior obstáculo das negociações. Na reunião, ficaram evidentes as diferenças entre os dois blocos. A informação foi divulgada pela agência Efe.
De acordo com o presidente da CE (Comissão Européia), José Manuel Durão Barroso Barroso, o Mercosul não vai conseguir que a UE flexibilize sua postura na troca agrícola se não fizer concessões no campo de indústrias e serviços.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, por sua vez, disse a Barroso que o Mercosul não se nega a rever suas tarifas industriais e insistiu em que “a discussão está no quanto” e deve levar em conta as diferenças econômicas e sociais existentes entre cada um dos blocos.
Mercosul e UE aguardam agora a reunião do Conselho de Cooperação que acontecerá no segundo semestre de 2008 e o próximo encontro da Rodada de Doha.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, energia, Evo Morales, Fernando Lugo, fornecimento de energia, gás natural boliviano, Paraguai
In Bolívia, Paraguai on Maio 20, 2008 at 11:53 am
Em encontro realizado entre o presidente da Bolívia, Evo Morales, e seu futuro colega paraguaio, Fernando Lugo, discutiu-se a possibilidade de La Paz importar gás para Assunção. “Existe uma grande possibilidade de ter termos gás direito da Bolívia”, afirmou Lugo. O atual presidente Nicanor Duarte Frutos (Paraguai) também participou da reunião.
Consultado pela imprensa sobre o que faltaria para a concretização do acordo, Lugo disse que seguirá conversando com Morales sobre como levar o combustível até seu país. Não está descartada a construção de um gasoduto entre os dois países.
O futuro presidente disse ainda que recebeu um convite do chefe de Estado boliviano para visitá-lo antes do dia 15 de agosto.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Amazonia, América Latina, Brasil, Equador, politicas publicas
In América Latina, Brasil, Equador on Maio 15, 2008 at 12:29 pm
“A Amazônia tornou-se um lixeiro de políticas públicas”. A afirmação foi feita pelo presidente da Assembléia Constituinte do Equador, Alberto Costa. Ele é considerado o braço-direito do presidente equatoriano Rafael Correa.
Em entrevista concedida à BBC Brasil, ele defendeu a construção de um modelo que atenda à crescente demanda do mundo globalizado por recursos naturais respeitando as populações locais e sua relação com a natureza.
“Nós sempre imaginamos que no subsolo da Amazônia há riquezas petroleiras e minerais, e há sim. Mas o que esses recursos geram são fluxos financeiros que não se traduzem em desenvolvimento, em reinvestimento produtivo sustentável”, ressaltou o equatoriano.
No seu entendimento, a verdadeira riqueza da Amazônia é sua cultura e sua biodiversidade. Por isso, “só por meio da simbiose entre cultura e biodiversidade é possível aproveitar as riquezas regionais como estratégia de desenvolvimento”, acrescentou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
André Velasco, Chile, crescimento economico, crescimento economico do Chile, governo chileno, Michelle Bachelet, politica chilena
In Chile on Maio 15, 2008 at 12:26 pm
Em 2008, o Chile completará o quinto ano consecutivo entre as economias latino-americanas com o menor nível de expansão. Segundo o BCC (Banco Central do Chile), o país deve crescer entre 4% e 5% neste ano contra a média de 6,3% apresentanda entre 1990 e 2000.
Assim, a liderança do Chile no ranking do crescimento na região faz parte da década passada. De acordo com o informe elaborado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), os chilenos estão na oitava colocação entre as onze economias analisadas pelo organismo financeiro.
Especialistas acreditam que isso está relacionado a queda da produtividade, falta de inovação e escassez de incentivos ao investimento.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
crise interna, EUA, golpe contra Chavez, Hugo Chavez, politica na america do sul, relacoes Venezuela EUA, Venezuela
In EUA, Venezuela on Maio 13, 2008 at 5:33 pm
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que apesar do suposto plano lançado por Washington para derrubá-lo, ele continuará no comando do país. Durante o programa “Alô Presidente!”, o venezuelano disse que tal plano está condenado ao fracasso. Em um tom humorístico, Chávez disse que seu colega norte-americano, George W. Bush, deixará o poder antes dele.
“O presidente dos EUA está desesperado para derrubar o governo bolivariano e andam novamente inventando de tudo. É uma ofensiva bestial”, declarou.
Com o aumento dos problemas internos em seu país (crescimento da violência e da inflação), Chávez identifica seu inimigo externo para desviar a atenção e manter sua base de apoio coesa. Aliás, essa postura do venezuelano não apresenta nenhuma novidade. Sempre que ele tem algum obstáculo, ele utiliza o argumento ideológico para direcionar a opinião pública a seu favor.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, conflito militar na america do sul, guerra colombia venezuela, guerra na america do sul, Hugo Chavez, Venezuela
In Colômbia, Venezuela on Maio 13, 2008 at 5:32 pm
O governo da Colômbia tenta provocar uma guerra com a Venezuela para justificar uma intervenção dos EUA na América Latina. A afirmação foi feita pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. “O governo da Colômbia é capaz de provocar uma guerra contra a Venezuela para justificar uma intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. O presidente Àlvaro Uribe (Colômbia) deve pensar muito bem até onde é capaz de chegar. Faço um apelo para que reflita publicamente”, disse.
De acordo com a agência Afp, Chávez sustentou que a guerra partiria dos Estados ocidentais de Zuliá e Táchira. Segundo ele, “os paramilitares teriam um papel de penetração e inteligência”.
O presidente venezuelano afirmou também que Uribe é uma pessoa muito perigosa, pois foi amigo do chefe do narcotráfico, Pablo Escobar Gaviria. “Ele é um irresponsável, não sei como é o presidente de um país. É um impostor, um manipulador”, acusou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
autonomia, crise política, Equador, Guayaquil, Hugo Chavez, movimentos de autonomia, politica equatoriana, politica venezuelana, Rafael Correa, socialismo século XXI, Venezuela, Zuliá
In Equador, Venezuela on Maio 6, 2008 at 6:16 pm
No Equador e Venezuela, grupos opositores estão coordenando referendos autonomistas similares aos organizados no departamento de Santa Cruz (Bolívia), afirmou o embaixador boliviano em Quito, Javier Zarate. A informação veio respaldar as denúncias que foram formuladas pelos presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Correa (Equador).
Em entrevista concedida ao canal Equavisa, Zarate disse que houve reuniões entre os representantes de Santa Cruz com os da província equatoriana de Guayaquil e o estado de Zuliá (Venezuela).
No seu entendimento, num momento em que a América Latina vive um processo de integração, a ocorrência de referendos é algo preocupante.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
crise politica na Venezuela, governo venezuelano, Hugo Chavez, Manuel Rosales, movimento bolivariano, politica venezuelana, socialismo, Venezuela
In Venezuela on Maio 6, 2008 at 6:14 pm
O governador de Zuliá, Manuel Rosales, desmentiu a acusação feita pelo presidente Hugo Chávez a respeito de um suposto plano separatista da oposição. Em entrevista concedida à “União Rádio”, Rosales disse que “o caminho do progresso e do desenvolvimento passa por uma Venezuela unida”.
A reação do governador ocorreu após Chávez dizer, no último domingo, que tem obtido informações vindas de Washington e Miami sobre um “plano imperialista e de seus lacaios” para criar em 2009 um conflito interno de grandes proporções na Venezuela. Segundo ele, “os lacaios venezuelanos do império” pretendem separar o país em estados ocidentais para criar uma “meia-lua territorial”. No entendimento de Chávez, essa iniciativa será a segunda tentativa de golpe contra seu governo. A primeira ocorreu em 2002.
Em resposta às acusações, Rosales afirmou que a aposta da oposição é na recuperação dos espaços durante as eleições regionais de novembro.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise com ruralistas, crise domestica argentina, crise interna, Cristina Kirchner, governo argentino, Nestor Kirchner, politica argentina
In Argentina on Maio 6, 2008 at 6:12 pm
Seis de cada dez argentinos desaprovam a gestão da presidente Cristina Kirchner. De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Management & Fit, 61,8% dos entrevistados “desaprovam a maneira como a mandatária governa o país”, enquanto que 23,6% o apóiam.
30,2% têm uma imagem boa de Cristina, 4,0% muito boa, 29,8% dizem que ela é regular e 26,8% a avaliam negativamente, segundo a agência Efe. Além disso, oito de cada dez entrevistados desaprovam a gestão da presidente em relação á corrupção e sete em cada dez rechaçam sua política econômica.
A falta de flexibilidade do governo em relação ao conflito com os ruralistas, tem derrubado a popularidade de Cristina Kirchner antes do fim de seu primeiro ano à frente da Casa Rosada. Embora tenha uma oposição sem bandeiras e com escassez de lideranças, o Kircherismo não tem sido capaz de conter sua queda de popularidade.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, crise na politica colombiana, FARC, governo colombiano. Alvaro Uribe, politica colombiana, politica domestica
In Colômbia on Maio 6, 2008 at 6:11 pm
A paralisação do processo de paz no país com grupos terroristas, o fracasso do acordo humanitário e o escândalo da “parapolitica” não têm afetado a popularidade do presidente Álvaro Uribe. Com base nas últimas pesquisas, sua popularidade oscila entre 79% e 83%.
De acordo com a colunista Maria Jimenza Duzán, “é como se Uribe fosse uma pessoa com poderes sobrenaturais”. O assessor da Presidência, José Obdulio Gaviria, afirma que a popularidade do Chefe de Estado colombiano é uma recompensa por sua dedicação e vigorosa luta contra o crime e a violência interna.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, Evo Morales, Movimento separatista, referendo, reforma constitucional, Santa Cruz de la Sierra
In Bolívia on Maio 5, 2008 at 11:45 am
Apesar do enfrentamento entre governo e oposição em vários locais no departamento de Santa Cruz, o referendo autonomista foi aprovado por 85% da população, segundo pesquisas de boca-de-urna.
Depois do resultado, o presidente Evo Morales considerou a consulta ilegal e acusou os opositores de tentarem dividir a Bolívia. De acordo com ele, as informações divulgadas pela imprensa dando conta de uma abstenção de 40%, é um indicativo que o referendo foi um fracasso.
A autonomia dará a Santa Cruz mais independência em relação ao governo central, aumentando seu controle sobre os recursos da região. A partir de agora, o departamento poderá arrecadar impostos, definir políticas públicas e outorgar títulos de propriedade. No entanto, isso poderia dar argumentos para La Paz retaliar a região.
Com esse cenário de incertezas, o país pode caminhar para um impasse institucional. De um lado, o governo luta para fazer valer a nova Constituição, aprovada sem o apoio da oposição. De outro, os departamentos de Santa Cruz, Beni, Tarija e Pando lutam para decretar sua autonomia de La Paz. Nesse conturbado cenário, o referendo é mais um ingrediente para ampliar a crise política boliviana.
Brasil, energia hidrelétrica, Fernando Lugo, Itaipu Binacional, Paraguai, preço da energia, Tratado de Itaipu
In Brasil, Paraguai on Abril 28, 2008 at 6:54 pm
Em discurso realizado ontem no Plenário, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) lembrou que, em 1976, quando era deputado federal, alertou que a concretização da usina binacional de Itaipu poderia trazer problemas para o Brasil e criar “uma encrenca secular e internacional” para o país. Assinado em 1973, o Tratado de Itaipu vale até 2023. As informações foram divulgadas pela agência Senado.
De acordo com Camata, o Paraguai não tinha, naquela época, e até hoje não tem, a personalidade jurídica de país assentado para assinar um acordo que fosse durar tantos anos. No seu entendimento, o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, usou, de maneira demagógica, a promessa de revisão do tratado durante sua campanha.
O parlamentar advertiu também aos consumidores brasileiros que eles pagarão mais pela energia elétrica para dar mais dinheiro para o Paraguai, para reforçar a demagogia do ex-bispo que acaba de se eleger lá.
“Caso o Brasil aceite revisar o tratado, deveria exigir algo em troca do Paraguai, como uma fiscalização mais eficiente da fronteira entre os países”, afirmou o peemedebista. Acrescentou ainda que armamentos seriam contrabandeados pela fronteira do Paraguai com o Brasil e acabariam em poder de criminosos de todo o país, principalmente do Rio de Janeiro, de São Paulo e Espírito Santo. Além disso, drogas também passariam pela fronteira paraguaia em direção ao Brasil, alertou.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, Brasília, Brasil, energia, Fernando Lugo, Hidrelétrica de Itaipu, Itaipu Binacional, Paraguai
In Paraguai on Abril 28, 2008 at 6:53 pm
O senador Delcidio Amaral (PT-MS) afirmou ontem que uma revisão do Tratado de Itaipu iria provocar ações dos legislativos do Brasil e do Paraguai. O debate poderá levar, segundo ele, a “explicações de difícil entendimento” e pôr em risco um dos projetos hidrelétricos mais exitosos da América do Sul e do mundo. As informações foram divulgadas pela agência Senado.
“Itaipu não é um negócio, mas uma grande obra de engenharia financeira e de relação diplomática entre dois países”, ressaltou o parlamentar. No seu entendimento, a usina não foi concebida sob ótica negocial, mas sim como um grande projeto de geração de energia em que o Paraguai é visto como um país irmão, levando-se em conta as assimetrias existentes entre os dois países à época da assinatura do acordo.
De acordo com Amaral, o foco de Itaipu é mais amplo, a administração é competente e garante ao Paraguai a auto-suficiência energética. Acrescentou também que o Paraguai tem direito à metade da geração de Itaipu, que é hoje a usina com a maior potência instalada do mundo, que agregou uma série de tecnologias que servem hoje de referência para as demais barragens brasileiras e do mundo.
O parlamentar ressaltou ainda que a discussão sobre o tratado não pode ser politizada, referindo-se à recente campanha eleitoral paraguaia. E contestou informações divulgadas pela imprensa de que o Brasil pagaria apenas US$ 3 ao Paraguai pelo megawatt/hora da energia gerada pela usina. “É preciso derrubar esses argumentos. Pagamos US$ 42,5 por megawatt/hora, acrescidos de US$ 3, pela remuneração por cessão de energia. O discurso político é equivocado e fora da realidade. Itaipu trouxe otimização energética, navegabilidade. Se existem espaços a avaliar, vamos discutir isso, mas não mexer em um tratado exitoso”, afirmou, apontando que 95% da economia de Itaipu é consumida pelo Brasil e o restante pelo Paraguai.
José Agripino (DEM-RN), Renato Casagrande (PSB-ES) e Tião Viana (PT-AC) apoiaram o pronunciamento, em apartes.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise nacional, crise política, Evo Morales, provincias autonomias, referendo popular, Reforma Constitucional Boliviana, separatismo
In Bolívia on Abril 28, 2008 at 6:51 pm
Faltando onze dias para o referendo autonomista no departamento de Santa Cruz, o presidente Evo Morales (Bolívia) pediu unidade nacional aos militares. Segundo a BBC Brasil, a solicitação do boliviano ocorreu durante um discurso. “Faço um chamado a todo o povo boliviano, incluindo as Forças Armadas, a defender a unidade do país”, afirmou.
De acordo com a ABI (Agência Boliviana de Informação), Morales também disse que a Bolívia é um país que conta com grandes reservas de hidrocarbonetos, minerais e recursos hídricos “por vontade divina”. Por isso, ele disse que é obrigação dos bolivianos defenderem a unidade nacional.
Apesar do discurso nacionalista do presidente, está cada vez mais difícil encerrar a crise política entre governo e oposição.
As divergências são conseqüência da nova Constituição (aprovada sem o consentimento da oposição) e pela tentativa de autonomia nos departamentos de Santa Cruz, Beni, Tarija e Pando.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, corrupção, crise política, FARC, paramilitares, politica da colombia
In Colômbia on Abril 28, 2008 at 6:50 pm
Está descartada a adoção de medidas radicais como saída para a crise política desencadeada com as denúncias de ligação de deputados com paramilitares. A afirmação foi feita pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Caminhando em sentido oposto, a oposição pede a dissolução do Congresso.
De acordo com a agência Reuters, o posicionamento do presidente colombiano ocorreu um dia após seu primo, o ex-senador Mario Uribe, ter sido preso por supostas ligações com os grupos ilegais. Aproveitando esse cenário, os opositores querem a reconvocação do Congresso e a antecipação das eleições.
Como Álvaro Uribe é o presidente mais popular da América Latina devido ao sucesso no combate às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), a oposição quer utilizar a prisão de seu primo e os supostos vínculos com paramilitares para mudar o foco da agenda política.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
corrupção na Venezuela, crise domestica na Venezuela, economia venezuelana, Hugo Chavez, politica venezuelana, Venezuela
In Venezuela on Abril 14, 2008 at 6:12 pm
O economista venezuelano, José Luis Cordeiro, afirmou na última terça-feira (8) que o seu país, governado pelo presidente Hugo Chávez, é o mais corrupto país latino-americano. As informações foram divulgadas pela agência Ansa.
Fundador da Sociedad Mundial del Futuro Venezuela, Cordeiro, disse também que dos países da América Latina, o menos corrupto é o Chile. Segundo ele, a Venezuela não é uma economia de mercado e tão pouco é um país democrático.
O opositor de Chávez, criticou ainda as taxas de crescimento brasileiro, durante o quinto painel desta edição do Fórum da Liberdade, intitulado “As Reformas para Aumentar a Competitividade”. Para Cordeiro, a economia do futuro está baseada no valor agregado. “Sabemos o que precisa ser feito. Surpreende-me que o Brasil cresça apenas 5% ao ano. Isso é medíocre!”, acrescentou.
O seu companheiro de mesa, o ex-ministro brasileiro Pedro Malan, rebateu em seguida a crítica do venezuelano, contestando que um crescimento sustentado ao longo de anos vale mais do que a ilusão de altos índices por pouco tempo.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
crise diplomatica, crise equador colombia, crise FARC, Equador, guerra colombia equador, Rafael Correa
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Abril 14, 2008 at 6:10 pm
“Um helicóptero armado das forças militares da Colômbia violou a linha da fronteira internacional e penetrou por cerca de três quilômetros no espaço aéreo equatoriano”. A denúncia foi feita pelo vice-ministro da Defesa do Equador, Miguel Carvajal, em entrevista concedida à “Rádio Quito”.
De acordo com a agência Afp, o episódio ocorreu na zona de Tobar Donoso na província de Carchi, no norte do país. Nessa mesma região, no dia 30 de março, um helicóptero equatoriano havia invadido o espaço aéreo colombiano.
Desde a incursão militar colombiana que culminou na morte do porta-voz internacional das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, Equador e Colômbia estão com suas relações diplomáticas rompidas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Cuba, economia cubana, Fidel Castro, politica cubana, Raul Castro, reformas, reformas em Cuba
In Cuba on Abril 14, 2008 at 6:09 pm
Com o objetivo de permitir que os trabalhadores recebam melhores rendimentos, Cuba reformará seu sistema de salários. O anúncio foi feito pelos meios de comunicação da ilha, segundo a agência Afp.
A implementação de mais uma reforma está sendo interpretada como uma tentativa do presidente de Cuba, Raúl Castro, de melhorar o desempenho econômico do país.
Pela primeira vez desde a chegada do Castrismo ao poder, não haverá mais limites para os recebimentos dos funcionários. De acordo com o economista Ariel Terrero, “os salários passarão a depender da produtividade”.
Desde que o ex-presidente Fidel Castro havia chegado ao poder em 1959, o país adotou um regime de controle de salários alegando que isso era importante para a igualdade.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Bolívia, crise com oposição, crise na bolivia, economia boliviana, Evo Morales, MAS, reforma constitucional
In Bolívia on Abril 14, 2008 at 6:07 pm
A Igreja Católica acha pouco provável que ocorra um diálogo entre governo e oposição antes do referendo autonomista que ocorrerá em Santa Cruz no dia 4 de maio. Em entrevista concedida à agência Efe, o porta-voz do cardeal Julio Terrazas, Marcial Chupinagua, disse que “qualquer diálogo ocorrerá posterior a essa data”.
No seu entendimento, é fundamental que governo e oposição demonstrem interesse na abertura do diálogo, pois “essa disposição pacificaria e abriria caminho para uma conversa”. Há seis meses, o país vive um clima de radicalização entre governo e oposição como conseqüência da decisão dos aliados do presidente da Bolívia, Evo Morales, em reformar a Constituição.
Em reação a isso, os departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando querem suas autonomias do poder central.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
economia venezuelana, Hugo Chavez, politica venezuelana, preço dos alimentos na Venezuela, Venezuela
In Venezuela on Abril 14, 2008 at 6:05 pm
Os preços de alimentos e bebidas registraram um aumento de 7,8% no primeiro trimestre de 2008, segundo estatísticas do BCV (Banco Central da Venezuela). Diferentemente de 2007, a política de controle de preços e importações baratas por parte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não foi capaz de conter a alta dos preços.
Isso é atribuído a escassez de alimentos. Como os empresários não conseguem cobrir os custos da produção, há o repasse para os consumidores.
Nos meses de janeiro e fevereiro, os produtos que mais aumentaram seus valores foram o queijo branco (47,3%), açúcar (49,2%), arroz (30,5%), pastas (58%), pão (18%) e leite (36,7%).
Esses produtos são consumidos pela população de baixa renda, base social de Chávez, e por isso o desgaste político do presidente deverá aumentar nas próximas pesquisas de opinião.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, economia peruana, Peru, politica do Peru, produção de trigo
In Peru on Abril 14, 2008 at 6:03 pm
O Peru pretende duplicar a produção de trigo até 2011. A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura, Ismael Benavides. “Este projeto é importante porque representa o início do processo para a construção de uma maior produção de trigo”.
De acordo com ele, o objetivo do governo é ir construindo suas próprias reservas para atingir a independência alimentícia. No entanto, ele reconheceu a dificuldade peruana de ser um grande produtor como Argentina, Canadá, EUA e Austrália. “É possível construir uma produção maior”, afirmou Benaviedes.
Atualmente, o Peru tem uma produção anual de 180 mil toneladas, porém, o consumo chega a 1,6 milhões de toneladas.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
economia venezuelana, eleiçoes municipais, Hugo Chavez, politica da venezuela, situação politica, Venezuela
In Venezuela on Abril 10, 2008 at 7:30 pm
Com o objetivo de formar alianças entre os apoiadores do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para as eleições de prefeitos e governadores marcadas para o dia 23 de novembro, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) começa a discutir esse assunto. Apesar do vice-presidente do partido, Alberto Muller Rojas, enfatizar que o tema das candidaturas não é prioridade, o PCV (Partido Comunista da Venezuela) e o PPT (Pátria Para Todos) esperam que essa questão seja definida para a construção das alianças e a definição dos candidatos. Para o secretário-geral do PPT, José Albornoz, “é importante a construção de propostas que possam ser executadas”. Essa disputa regional será importante para o governo e a oposição organizarem suas bases partidárias visando a sucessão de Hugo Chávez. Enquanto o governo busca ampliar seu controle sobre o sistema político, a oposição pretende derrotar o chavismo em redutos estratégicos e construir uma candidatura com perspectivas de vitória.
Chávez reiterou a necessidade de seus aliados conservarem os governos e prefeituras obtidas pelo governo nas eleições regionais e municipais do dia 23 de novembro. Ele também pediu que seus partidários evitassem disputas entre si para decidir quem será o representante do chavismo. De acordo com o venezuelano, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) está começando os trabalhos para eleger governadores e prefeitos. Chávez anunciou também que no dia 29 de março os batalhões do PSUV começarão a organizar suas equipes políticas regionais para a disputa de novembro. Além de manter os atuais postos de comando, o grande objetivo do chavismo é a conquista do Estado de Zuliá, hoje nas mãos da oposição. Na avaliação do presidente venezuelano, a oposição utilizará a disputa de novembro como o primeiro passo para tirá-lo do poder.
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In Venezuela on Abril 10, 2008 at 7:29 pm
A visita do presidente Hugo Chávez ao Brasil para anunciar as obras de uma refinaria em Pernambuco foi um sonho realizado para o venezuelano. A refinaria será construída pela empresa mista binacional que terá 60% de participação da Petrobrás e 40% do Estado venezuelano por meio da PDVSA (Petróleos de Venezuela). A companhia terá capacidade de processamento de 200 mil barris diários de petróleo, uma vez terminada, e vai operar com pessoal de ambas as nações. Em meio a graves crises domésticas, Chávez aproveita uma viagem internacional para se aproximar do presidente Lula. A aproximação dos dois sempre ocorreu, no entanto não com o grau de intensidade que Chávez gostaria.
Domesticamente, o racionamento e a falta de abastecimento segue em frente. A população, cada vez mais impaciente, está demonstrando sinais de descontentamento com o presidente. Podemos esperar:
- Chávez ampliará medidas populistas e diversificará o programa Barrio Adentro (espécie de Bolsa Família venezuelana);
- Acordo com a Argentina onde se vende energia em troca de alimentos de primeira necessidade;
- Regulamentação maior sobre os produtores de alimentos venezuelanos;
- Investimento em grêmios estudantis, para assim, neutralizar manifestações estudantis contra racionamento.
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In Bolívia on Abril 10, 2008 at 7:28 pm
Na Bolívia, o governo de Evo Morales apresenta mais razões para que uma reconciliação entre governo e províncias seja cada vez mais difícil.
As organizações empresariais da região de Santa Cruz se rebelaram contra a decisão do presidente em proibir a exportação de azeite. Eles adiantaram que haverá greves e danos para 300 mil famílias. Entre as entidades estão a Cainco (Câmara de Comércio e Indústria de Santa Cruz) e a CAO (Câmara Agropecuária do Oriente). Eles informaram que se o decreto não for alterado, pedirão ao governo de Santa Cruz, controlado pela oposição, para garantir a produção e exportação de seus produtos. Os empresários acreditam que, com o veto da exportação de azeite, o país deixará de arrecadar US$ 200 milhões.
Ao longo da próxima semana, representantes da Cainco discutirão entre si sobre qual reação deverá ser apresentada contra o governo. O mais provável, é que devido à postura de busca por autonomia, a Cainco, que está por trás do movimento de autonomia da província, intensifique ainda mais a participação popular em busca de maior independência sobre o governo de La Paz. Caso a Câmara busque negociar com Morales, a mensagem que estará sendo dada é de subordinação ao presidente.
É importante lembrar que a grande maioria das decisões de Morales não são frutos de suas próprias vontades e decisões. O partido do presidente, o MAS (Movimento al Socialismo), é muito mais radical do que o próprio Morales. A pressão exercida pelo partido para que Morales tome ações radicais vem prejudicando diariamente o relacionamento do presidente com outras províncias do país.
A estabilidade no país ainda está longe de ser atingida. A oposição boliviana está organizando uma missão para convencer Brasil e Argentina que a situação no país traz sérios riscos à estabilidade na região. O movimento é liderado pelo presidente do Senado da Bolívia, Oscar Ortiz. No seu entendimento, “o desrespeito às instituições pode desembocar num conflito interno de grandes proporções”.Ortiz deseja que os governos sul-americanos obriguem a Bolívia a cumprir os compromissos democráticos assumidos com a OEA (Organização dos Estados Americanos) e o Mercosul. O presidente do Senado boliviano também acusa o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, de financiar as ações do governo Evo Morales. Para Ortiz, chegou a hora de o Brasil deixar de fazer vistas grossas para as interferências de Chávez. Além da nomeação de juízes da Suprema Corte boliviana por meio de decreto, ele acusa as autoridades locais de impedirem a oposição de manifestar-se. Embora sustente que as oposições não querem o confronto, Ortiz rechaça a Constituição aprovada pelos aliados de Morales que: centralize o poder no governo federal; revise todas as concessões de serviços públicos; exige voto popular para a escolha de juízes da suprema corte; e crie instâncias populares para a supervisão dos poderes.
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In Argentina on Abril 10, 2008 at 7:26 pm
O governo de Cristina Kirchner ainda não teve descanso nesses últimos meses. Ainda adotando a estratégia do “dançar conforme a música”, o governo argentino não apresenta um plano estratégico bem delineado, que demonstra sua intenção de resolver alguns problemas internos de grande importância.
O protesto dos produtores rurais contra o aumento de tributos sobre exportações de grãos, não é um fato de acontecimento repentino. Desde meados do governo de Nestor Kirchner, quando, pela necessidade do crescimento, o governo decidiu privilegiar o mercado doméstico em detrimento ao externo, além de estabelecer preços limites para os produtos, os produtores rurais e criadores de gado se colocaram contra o governo. No entanto, naquele tempo, os produtores entendiam sobre a necessidade de aquecer a economia doméstica, aliada a alta do poder de compra do argentino, para compensar a falta de venda externa para uma população com maior poder financeiro. Porém, a época vivida foi de ótima exportação de carne e grãos por parte dos vizinhos argentinos: Brasil, Paraguai e Uruguai. Aos poucos, os produtos argentinos típicos para exportação foram sendo substituídos.
As províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Rios, Córdoba, Santiago del Estero, San Luis e La Pampa – que concentram mais de 80% da produção agropecuária local – foram bloqueadas pelos produtores. O objetivo deles é impedir a circulação de carne, frango, verduras e lácteos. Como conseqüência, os produtos já começam a desaparecer das prateleiras dos supermercados.
A onda de protestos teve início com a decisão do ministro da Economia, Martín Lousteau, em elevar a chamada “retenção” (imposto sem devolução cobrado sobre os exportadores de grãos, mas que atinge a carne e os combustíveis). Com isso, do total de soja que é exportado, 44,1% ficará retido pelo governo contra 35% de antes. A justificativa do governo para tal medida é que os recursos serão utilizados para elevar o superávit fiscal. Apesar do clima conturbado, Cristina Kirchner deu uma forte resposta aos manifestantes. De acordo com ela, esse setor foi o que mais ganhou dinheiro nos últimos anos, como conseqüência do recorde de preços das commodities no exterior.
No momento em que os produtores decidiram exportar, o governo contra-atacou com o aumento no imposto de exportação. Negociações entre líderes do setor e o governo estão ocorrendo, mas com mais intensidade somente na próxima semana. Cristina deverá se reunir pessoalmente e proporá um meio termo, além de um pacote de incentivos fiscais para os produtores. Representantes rurais exigem que o governo divulgue números reais da inflação acumulada do último ano. Nesse ponto, haverá divergências, pois por mais que muitos saibam que o governo maquia os números, esse é o número dado como oficial pela Casa Rosada. Informar números diferentes do que vem sido feito afetará gravemente a credibilidade do governo Kirchner.
Cristina Kirchner não pode alegar que a situação a pegou de surpresa. Há tempos era esperada uma situação como esta. O grande problema de Cristina foi esperar que essa crise eclodisse no momento em que o consumo energético é um problema nacional.
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In Venezuela on Abril 4, 2008 at 1:03 pm
Com um país polarizado, chavistas e anti-chavistas movimentam-se visando às eleições de 23/11, onde serão eleitos governadores e prefeitos. Como o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem muitos poderes tornando a disputa desigual, a oposição montou uma grande frente política para sair vencedora do pleito.
Os partidos Copei, UNT (Un Nuevo Tiempo), AD (Ação Democrática), PJ (Primeira Justiça), ABP (Aliança Bravo Povo), MAS (Movimento ao Socialismo), Projeto Venezuela, Causa R, Força Liberal, Movimento Republicano, Visão Emergente, SI (Solidariedade Independente), Movimento Trabalhista, União Republicana Democrática, Democracia Renovadora e CNR (Comando Nacional da Resistência), já anunciaram que disputaram as eleições regionais coligados.
No entendimento da oposição, é necessária a construção de uma plataforma unitária entre os candidatos para recuperar o espaço perdido. A união tem como foco a conquista do máximo de prefeituras e governos possíveis para enfraquecer o domínio exercido por Chávez sobre o sistema político.
Vendo a movimentação de seus adversários, o governo não ficou parado. O PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), PCV (Partido Comunista da Venezuela), e o PPT (Partido Pátria Querida) começam suas articulações. Apesar da dependência em relação a Hugo Chávez, o PSUV aposta na regionalização de seus propostas para valorizar as peculiaridades de cada localidade.
O objetivo dos chavistas é o mesmo da oposição, ou seja, eleger o maior número possível de prefeitos e governadores criando as bases para a sucessão presidencial em 2013. No entanto, enquanto a oposição tentará nacionalizar a agenda da campanha devido a crescente perda de popularidade de Chávez, o governo quer concentrar a discussão política nas demandas locais dos eleitores. Assim, o impacto de temas que desgastam a imagem governista (insegurança, desabastecimento e desemprego), seria menor. Tudo indica que a disputa regional servirá para as forças políticas projetarem um nome a sucessão de Hugo Chávez em 2013.
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In Argentina on Abril 3, 2008 at 4:18 pm
O apelo feito ontem pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para que a greve realizada pelos produtores rurais fosse suspensa foi rejeitada por eles. Além disso, o governo anunciou um pacote de medidas para beneficiar os pequenos produtores rurais. As informações foram divulgadas pela BBC Brasil.”Em nome de todos os argentinos, peço uma vez e pedirei quantas vezes seja necessário que, por favor, liberem os caminhos e pensem como parte de um país e não como proprietários”, afirmou Cristina na Casa Rosada, sede do governo argentino.
A presidente argentina voltou a afirmar que as portas estão abertas para todos aqueles com disposição para o diálogo. Os ruralistas pedem a suspensão do aumento de impostos que atinge a produção de soja e girassol. Porém, o governo não deseja revogar a medida, gerando esse impasse.
Antes do discurso de Cristina, o ministro Martín Lousteau (Economia) anunciou um pacote para beneficiar os pequenos produtores, tais como a liberação das exportações de trigo, a criação de uma subsecretaria rural, devolução dos impostos de soja e girassol.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Paraguai on Abril 3, 2008 at 4:17 pm
Fernando Lugo, o ex-bispo e candidato à presidência do Paraguai, reiterou suas acusações contra o Partido Colorado. De acordo com ele, a legenda governista prepara uma fraude para as eleições a fim de manter o poder que já dura mais de 60 anos. “É clara” a intenção dos colorados de sabotar as votações, já que todas as pesquisas o indicam como favorito para o cargo, declarou Lugo em um debate entre os candidatos presidenciais. As informações foram divulgadas pela agência Ansa.As sondagens já realizadas em diferentes veículos apontam que o ex-bispo vence em todas. Já Blanca Ovelar, candidata do presidente Nicanor Duarte Frutos, e Lino Oviedo se revesam na vice-liderança. Lugo disse que está tranqüilo e otimista, pórem, afirmou que já começou a fraude, ao se referir sobre a mudança dos colégios eleitorais para lugares distantes a fim de dispersar seus possíveis votantes.
“Seis décadas de fraudes não somem de um dia para o outro. “O Partido Colorado não vai deixar de fazer em 2008 o que tem feito há mais de 60 anos”, destacou. Dirigentes da APM (Aliança Patriótica para a Mudança), de Fernando Lugo, denunciaram a divulgação errada dos censos eleitorais, o que afetou cerca de 30 mil pessoas. A demissão de um juiz considerado confiável do Tribunal Eleitoral, supostamente para deixar os colorados com uma possibilidade maior de manipulação também foi mencionada por eles.
Mesmo com as denúncias o processo eleitoral corre tranqüilo até agora, salvo alguns acidentes isolados entre quem apóia um ou outro candidato
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Venezuela on Abril 3, 2008 at 4:16 pm
Com objetivo de reduzir os elevados índices de criminalidade, o governo venezuelano promulgou o Sistema Nacional de Polícia. De acordo com a BBC Brasil, ele é resultado de um processo de reforma policial realizado desde 2007. A principal medida adotada é a constituição de uma “polícia nacional preventiva e humanista”, em substituição as seguranças estatais, municipais, federais e de inteligência.De acordo com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, “é necessário acabar com esse desmembramento da polícia em distintos corpos, uniformes, salários, armas de guerra e procedimentos”.
Com a nova lei, será tarefa da polícia promover a participação dos cidadãos na tentativa de reduzir a violência no país. O foco nas políticas internas faz parte da estratégia para reduzir o desgaste político de Chávez. Segundo pesquisa elaborada pelo instituto Hinterlaces, 79% dos venezuelanos consideram a insegurança o principal problema do país, ou seja, trata-se de uma demanda nacional.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Mercosul on Abril 3, 2008 at 4:15 pm
A proposta de recomendação a todos os países-membros do Mercosul para que internalizem o mais rápido possível o Acordo sobre Gratuidade de Vistos para Estudantes e Docentes foi aprovada, na última segunda-feira (31), pelo Parlamento do bloco. O acordo somente entrará em vigor depois de ser referendado pelos Congressos Nacionais dos quatro membros plenos do bloco econômico – a Câmara de Deputados do Uruguai foi a única que aprovou o acordo até o momento. As informações foram divulgadas pela agência Senado.Em Plenário, a proposta de recomendação recebeu parecer favorável do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O acordo estabelece que os estudantes e docentes dos países que compõem o Mercosul sejam beneficiados com a gratuidade dos vistos quando solicitarem residência em qualquer dos outros países do bloco, com o objetivo de fazer cursos de graduação ou pós-graduação, ou ainda de atuar em atividades de ensino e pesquisa.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Mercosul on Abril 3, 2008 at 4:14 pm
Durante a 8ª sessão plenária do Parlamento do Mercosul, realizada na última segunda-feira (31), em Montevidéu (Uruguai), foi também anunciada a criação de uma comissão especial que analisará a atual situação do bloco sul-americano. A comissão contará com o apoio de consultores técnicos especializados, como prevê convênio com a UE (União Européia), e debaterá temas como a implantação da união aduaneira, as atuais deficiências do processo de integração e a futura possibilidade de adoção de uma moeda única pelo bloco. As informações foram divulgadas pela agência Senado.O Parlamento decidiu também promover audiência pública sobre a usina hidrelétrica de Itaipu, com a presença dos diretores brasileiro e paraguaio da empresa que administra a hidrelétrica. Um dos principais temas da campanha eleitoral no Paraguai tem sido Itaipu. No dia 20 de abril, o país escolherá seu próximo presidente. O ex-bispo Fernando Lugo, um dos principais candidatos, tem feito do tema de Itaipu uma de suas principais bandeiras políticas. Ele reivindica o aumento dos preços da energia vendida ao Brasil pelo Paraguai. A audiência deverá ocorrer após as eleições.
Na mesma sessão, dois outros projetos foram aprovados: o primeiro estabelece um Acordo Interinstitucional entre o Parlamento do Mercosul e a UPM (União dos Parlamentares do Mercosul); o segundo projeto, este apresentado pelo deputado paraguaio Héctor Lacognata, apóia a iniciativa América Latina e Caribe Sem Fome 2025, promovida por Guatemala e Brasil e apoiada pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). A UPM, criada em 1999, é composta por deputados estaduais de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
eleiçoes no Paraguai, Entrevista, senado federal, Senador Alvaro Dias
In Brasil, Entrevista, Paraguai on Março 28, 2008 at 4:18 pm
Após 60 anos, o partido Colorado está ameaçado de perder o poder. Sua representante na eleição, a ex-ministra Blanca Ovelar está desgastada pelo governo do atual presidente Nicanor Duarte Frutos. Nesse cenário, emerge com força a candidatura do ex-bispo Fernando Lugo, apoiado por vários movimentos sociais e pelo PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico). Além deles, também está no páreo o candidato Lino Oviedo que adota um discurso mais liberal pregando uma redução do tamanho do Estado.
Os paraguaios irão às urnas no dia 20 de abril para escolher seu próximo chefe de Estado. A eleição é de apenas um turno e todas as pesquisas dão vantagem para Lugo. Diante desse quadro político, a Arko América Latina entrevistou, com exclusividade, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre a campanha eleitoral no Paraguai e suas peculiaridades.
Álvaro Dias é professor e está em seu 3º mandato. É um político experiente, pois já exerceu vários cargos eletivos: vereador em Londrina, deputado estadual, deputado federal duas vezes, e senador, antes de ter sido eleito governador do Paraná, em 1986. Opositor determinado do governo Lula, também foi vice-líder do PSDB e líder da Minoria. Atualmente, é o segundo vice-presidente do Senado.
ARKO AMÉRICA LATINA: Senador, o candidato da Aliança Patriótica para a Mudança à presidência do Paraguai, Fernando Lugo, tem dito que o seu país precisa recuperar a soberania de Itaipu. O senhor acha que isso pode ser motivo de preocupação para o Brasil?
Álvaro Dias: Acompanho o desenrolar da campanha eleitoral no Paraguai com peculiar interesse e atenção. Somado ao fato de envolver questões de nosso entorno regional (vetor estratégico), como ex-governador e parlamentar do Paraná, vivenciei os assuntos relacionados à Tríplice Fronteira de forma rotineira. A plataforma dos candidatos ao ‘Palácio de Lopez’ inclui, em alguma medida, a releitura das relações bilaterais Brasil/Paraguai. Nesse contexto, é quase que inexorável que Itaipu não seja alçada ao cerne do debate presidencial. No que toca especificamente ao candidato Fernando Lugo, sua bandeira e mote principais desfraldados nas arborizadas ruas de Assunção, se traduzem no resgate da soberania energética. Sua retórica procura galvanizar o sentimento de setores nacionalistas que defendem a tese da revisão do Tratado de Itaipu em termos radicais. Não pode ser afastada a possibilidade de rompimento de obrigações contratuais, caso Lugo seja sufragado pelas urnas, em abril próximo. Acredito que o Itamaraty já estude essa questão e elabore uma estratégia a ser oferecida ao Presidente da República.
AAL 2: O candidato a presidente do Paraguai pela União Nacional dos Cidadãos Éticos, Lino Oviedo, é o preferido dos políticos e empresários brasileiros. Quais as propostas de Oviedo que mais “seduzem” seus apoiadores?
AD: O General Lino Oviedo retornou à política após um longo e tortuoso itinerário, passando do exílio à prisão. O cárcere é lugar de exaustiva reflexão, recordo-me do ex-governador Miguel Arrais tecendo comentários sobre o seu período de reclusão e exílio na Argélia. Acredito que o General Lino percorreu uma verdadeira via crucis interior e tenha incorporado lições e aprendizados importantes que se refletem hoje nos seus posicionamentos. A sua proposta, ou melhor, a sua tônica é a da negociação pela via diplomática. Não me surpreende que a postura de Oviedo desperte a simpatia de gregos e troianos.
AAL 3: O senhor acredita que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tenha maior influência no Paraguai num eventual governo Fernando Lugo?
AD: Acho temerário vaticinar sobre eventuais posturas do coronel Chávez. O mandatário venezuelano é um homem imprevisível. Contudo, me sinto bastante a vontade para afirmar que numa administração Fernando Lugo, o senhor Chávez seria persona grata.
AAL 4: Qual o seu entendimento sobre o “Projeto do Sacoleiro” (PL 2105/07), que institui o RTU na importação, por via terrestre, de mercadorias procedentes do Paraguai? Qual a postura que o senhor espera do Brasil em relação ao combate à pirataria?
AD: Primeiramente, é preciso recapitular algumas passagens que envolvem essa matéria. O governo Lula colocou na última gaveta a proposta de transformar os sacoleiros em micro-importadores mediante a fixação de alíquota diferenciada. No apagar das luzes do ano de 2006, após marchas e contramarchas da administração petista, levei a proposta ao Senado. O compromisso então assumido pelo governo, qual seja, responder a questão num horizonte temporal de 30 dias venceu e foi postergado até junho do ano passado, quando foi editada a Medida Provisória –MP – 380. Essa MP foi revogada em nome do pragmatismo da gestão Lula: não obstruir a pauta e permitir a aprovação da CPMF. Logo em seguida, surgiu o PL 2105 que institui o Regime de Tributação Unificada (RTU) para a importação de mercadorias do Paraguai, por via terrestre, pelos micro e pequenos empresários participantes do Simples Nacional (Supersimples). O combate à pirataria deve ser prioridade das autoridades governamentais, bem como o Brasil deve ser signatário e apoiador de 1ª hora de todas as iniciativas multilaterais que objetivam combater esse fenômeno que se alastrou pelos quatros cantos.
AAL 5: O próximo governo paraguaio diminuirá o problema da pirataria e do contrabando?
AD: Na plataforma de Oviedo esse é um ponto fulcral. Qualquer homem sério que se proponha a governar a República do Paraguai, sabe que é vital desconstruir essa imagem de ‘pirata sem mar’ que o Paraguai ostenta. Tudo converge para que o combate à pirataria seja intensificado pelas autoridades constituídas daquele país.
AAL 6: A possível derrota do partido Colorado no Paraguai, que está no poder há 60 anos, poderá trazer mudanças bruscas para a política interna e externa desse país?
AD: A derrota da candidata Blanca Ovelar – o fim da hegemonia do Partido Colorado no comando do país – deverá trazer novos ventos. Com Oviedo, uma brisa moderada, mas nem por isso fraca. Com Lugo, a velocidade dos ventos pode ser incerta.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
açoes de hugo chavez, Brasil, diplomatas brasileiros, discurso chavista, Hugo Chavez, politica latino americana, Venezuela
In América Latina, Brasil, Venezuela on Março 28, 2008 at 4:15 pm
Embora reconheçam a influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em diversas questões internas de outras nações, diplomatas graduados do governo brasileiro avaliam que a propaganda da força do venezuelano é mais forte do que ela realmente é. A avaliação geral dos integrantes do Itamaraty é que o discurso chavista tem pouca ação prática.A análise dos diplomatas brasileiros está centrada na falta de credibilidade que o bolivarianismo tem de fato. Apesar da forte retórica, as propostas do venezuelano têm pouca conexão com a conjuntura atual. Serve mais para conquistar unidade interna entre seus aliados do que para ser projeto viável.
Mesmo com a preocupação manifestada por muitas autoridades, principalmente quanto a questões relacionadas à corrida armamentista, a Venezuela não possui a força econômica nem política representada pelo Brasil no continente. Guardadas as devidas proporções, o Brasil está para a América do Sul como os EUA estão para América Latina.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
agenda para america latina, América Latina, Carlos Mesa, ex presidentes, Fernando Henrique Cardoso, Jose Maria Aznar, Ricardo Maduro, Rodrigo Carazo, Vicente Fox
In América Latina on Março 28, 2008 at 4:14 pm
Um grupo formado pelos ex-presidentes Vicente Fox (México), Carlos Mesa (Bolívia), Ricardo Maduro (Honduras), Fernando Henrique Cardoso (Brasil) e Rodrigo Carazo (Costa Rica), além do ex-primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, pretendem elaborar uma agenda social para a América Latina e entregá-la no mês de novembro para os atuais governantes.De acordo com a agência Efe, a iniciativa pretende fortalecer o crescimento econômico, as instituições democráticas, a liberdade de expressão, os direitos humanos e a independência dos poderes. O criador da iniciativa foi o ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo. Também participam empresários, sindicatos e outros representantes da sociedade civil.
Fará parte das discussões uma análise sobre os atuais líderes políticos dos EUA, América Latina e Caribe.
Na agenda social proposta estarão incluídos temas como a imigração, direitos dos indígenas e afrodescendentes, integração regional, maior participação das empresas para reduzir a pobreza e a distribuição das riquezas para reduzir as desigualdades.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Alan Garcia, Álvaro Uribe, Colômbia, diplomacia america do sul, FARC no Peru, Peru, relações peru colombia
In Colômbia, Peru on Março 27, 2008 at 4:44 pm
O ministro da Defesa do Peru, Antero Flores Aráoz, negou que exista a incursão de militantes armados das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em seu país. No entanto, não descartou que eles estejam no país como civis, algo difícil de ser detectado. De acordo com ele, seu país realiza constantes ações para impedir que os guerrilheiros ingressem no Peru, por meio da vigia de sua fronteira e patrulhamento do exército.“Não há representantes das FARC uniformizados ou com material de guerra, mas podem haver infiltrações de pessoas vestidas como civis”, afirmou o ministro em entrevista concedida à Radioprogramas. Antero Flores lembrou que, devido à ativa relação comercial existe na fronteira, o ingresso de representantes das FARC vestidos como civis é algo difícil de ser detectado.
Como desde a implementação da política de Segurança Democrática por parte do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, as FARC estão migrando para a fronteira, a penetração dos guerrilheiros em outros territórios é algo que ocorre com freqüência. Essa é uma alternativa para que eles fujam da repressão do exército colombiano.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, crise do governo Kirchner, crise interna, Cristina Kirchner, produtores rurais na Argentina
In Argentina on Março 27, 2008 at 4:42 pm
Poucos dias após completar um mês de governo, a presidente Cristina Kirchner (Argentina) enfrenta sua primeira crise. Milhares de produtores rurais protestam nas ruas contra o aumento de tributos sobre exportações de grãos. Ontem, eles conseguiram o apoio dos moradores da capital Buenos Aires, que saíram as ruas para realizar um “panelaço”.As províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Entre Rios, Córdoba, Santiago del Estero, San Luis e La Pampa – que concentram mais de 80% da produção agropecuária local – foram bloqueadas pelos produtores. O objetivo deles é impedir a circulação de carne, frango, verduras e lácteos. Como conseqüência, os produtos já começam a desaparecer das prateleiras dos supermercados.
A onda de protestos teve início com a decisão do ministro da Economia, Martín Lousteau, em elevar a chamada “retenção” (imposto sem devolução cobrado sobre os exportadores de grãos, mas que atinge a carne e os combustíveis). Com isso, do total de soja que é exportado, 44,1% ficará retido pelo governo contra 35% de antes. A justificativa do governo para tal medida é que os recursos serão utilizados para elevar o superávit fiscal.
Apesar do clima conturbado, Cristina Kirchner deu uma forte resposta aos manifestantes. De acordo com ela, esse setor foi o que mais ganhou dinheiro nos últimos anos, como conseqüência do recorde de preços das commodities no exterior.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 27, 2008 at 4:41 pm
Após ter admitido que uma das pessoas mortas pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em um ataque realizado no Equador tinha nacionalidade desse país, a Colômbia anunciou ontem que tenta restabelecer o quanto antes suas relações diplomáticas com o vizinho. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.Fernando Araújo (chanceler colombiano) defendeu a reconciliação e evitou tratar da polêmica com o governo do Equador, reavivada no fim de semana quando a Colômbia reconheceu a morte do equatoriano no bombardeio. De acordo com ele, as intruções recebidas foram para manter relações diplomáticas fraternais e eficientes e dar continuidade à agenda positiva que se estava montando.
No entanto, a ministra equatoriana das Relações Exteriores, María Isabel Salvador, entende que a retomada das relações dependerá dos sinais que receber do governo colombiano que, segundo ela, até o momento são “pouco confiáveis”. O Equador deseja que a OEA (Organização dos Estados Americanos) investigue a morte e exigiu que a Colômbia comprove suas acusações (de que a vítima possuía vínculos com as FARC desde 2003) por meio dos canais pertinentes e legais.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 27, 2008 at 4:40 pm
O embaixador do Equador na Venezuela, René Vargas, afirmou ontem que as tropas colombianas que realizaram uma operação militar contra um acampamento das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano cometeram crimes de lesa-humanidade suscetíveis de denúncia perante tribunais internacionais. As informações foram divulgadas pela agência Efe.Após um ataque inicial com bombas inteligentes, as tropas chegaram em helicópteros para “massacrar” os sobreviventes, dentre os quais havia um equatoriano que “foi assassinado pelas costas”, disse o diplomata ao canal estatal Venezolana de Televisión.
De acordo com Vargas, isto permite ao Equador mover uma ação em organismos como a Corte Internacional Penal, para acusar “estes criminosos”. Ele indicou também que o fato mais grave ocorrido nos últimos dias foram as declarações do ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, nas quais voltou a utilizar o termo “guerra legítima”, como se estivesse fazendo pouco caso da posição equatoriana, para justificar a agressão a seu país.
“As declarações de Santos representaram um passo atrás em relação aos entendimentos da cúpula do Grupo do Rio, realizada no início do mês em Santo Domingo”, acrescentou o embaixador equatoriano.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 19, 2008 at 7:39 pm
A chanceler do Equador, María Isabel Salvador, denunciou a existência de uma campanha midiática contra o governo de seu país baseada em “provas não verificadas” sobre possíveis vínculos com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). “Apesar de dizerem que não há, existe uma campanha midiática com o claro objetivo de desprestigiar o governo do Equador”, afirmou. No seu entendimento, essas acusações “não possuem consistência”.De acordo com a agência Efe, Salvador citou como exemplo disso a recente reportagem realizada pelo jornal espanhol “El País”, quando afirmou que o Equador era um santuário dos guerrilheiros. A ministra também criticou a foto publicada no jornal colombiano “El Tiempo”, onde erradamente identificou-se um encontro do ministro equatoriano de Segurança Interna, Gustavo Larrea, junto ao número dois das FARC, Raúl Reyes, morto no dia 1º de março.
Ela enfatizou ainda que seu país coopera de forma eficaz com o combate ao terrorismo e informou a existência de um efetivo de 7 mil homens na fronteira com a Colômbia, que chegou a 11 mil após a incursão militar colombiana. Além disso, Salvador disse que foram desmantelados 117 acampamentos das FARC no Equador.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Venezuela on Março 19, 2008 at 7:35 pm
Desde que o presidente Hugo Chávez (Venezuela) assumiu o poder, os opositores superam, pela primeira vez, os apoiadores. Segundo pesquisa elaborada pela Keller e Associados, 41% rejeitam o venezuelano e 37% o apóiam. Em entrevista concedida à União Rádio, Alfredo Keller (presidente da Keller Associados) afirmou que, em relação ao levantamento anterior, o chavismo perdeu 13 pontos percentuais ao cair de 50% para 37% e a oposição passou de 29% para 41%, crescendo 12%.Já a popularidade de Chávez está em 47%, três pontos percentuais a mais que sua rejeição (44%). No entendimento de Alfredo, “isso é conseqüência do carisma do presidente”. De acordo com pesquisa realizada em fevereiro, Chávez caiu de 65% para 38% em dois anos.
“No começo de 2006, Chávez tinha 65% de popularidade e agora tem algo em torno de 38% e continua perdendo pontos”, ressaltou Alfredo Keller. Além disso, a pesquisa da Keller Associados revelou que apenas 5% da população entende que o problema da insegurança está sendo resolvido. Já 82% acham que está piorando.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
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In Cuba, Entrevista on Março 17, 2008 at 6:15 pm
A DW-WORLD.DE consultou três especialistas em política externa sobre a nova fase das relações entre Havana e a UE, após a abdicação de Castro. Dentre eles, o brasileiro Thiago de Aragão.
Quando Fidel Castro entregou o cargo de presidente de Cuba, em janeiro último, após 49 anos no poder, uma pergunta atravessou toda a comunidade internacional. Pode-se esperar mudança democrática, acompanhando a reviravolta da abdicação?
Uma delegação da União Européia parte para Havana a fim de constatar se a atmosfera local permitirá a sobrevivência de relações normalizadas e de engajamento. A DW-WORLD.DE conversou com três especialistas sobre as perspectivas de uma nova aproximação entre Havana e Bruxelas.
Observação e monitoração
O brasileiro Thiago de Aragão é pesquisador associado do Foreign Policy Center, um think tank europeu sediado em Londres. Em entrevista a ele classificou a relação entre a União Européia e Cuba, até agora, como de “observação e monitoração”, sendo mais próxima com a Espanha, por razões óbvias.
Juan Diaz concorda, acrescentando a relação com a Itália. Ele é diretor do projeto CSS de Mediação Integrativa, do Ministério alemão das Relações Exteriores. Karen Smith, docente da London School of Economics, ressalva que a UE nunca teve o que se possa intitular “relações institucionalizadas” com o país de Castro.
Segundo Aragão, nos anos mais recentes o dirigente cubano haveria se tornado mais flexível no tocante ao diálogo internacional. Contudo, segundo Diaz, “toda vez que a UE se abre para Cuba, emitindo sinais, Cuba parece achar um jeito de complicar a situação”.
O calo da democracia
Quanto às principais áreas de conflito entre Bruxelas e Havana, Diaz e Smith apontam a democracia e os direitos humanos, especificamente a detenção de dissidentes. Diaz destaca ainda as críticas constantes de Fidel Castro ao chefe da diplomacia da UE, Javier Solana. “Isso torna difícil para a UE implementar um diálogo. Mas ela continua tentando.”
Já o especialista brasileiro observa, cético: “Quando a União Soviética morreu, Cuba também morreu para a maioria dos governos europeus”. Assim, as expectativas de abertura democrática na ilha caribenha “jamais ultrapassaram o nível retórico”.
“Acredito que a política da UE em relação a Cuba é parcialmente ligada à estadunidense [...] em termos de valores democráticos. Por outro lado, a política praticada pelos EUA é uma herança da Guerra Fria”, especifica Thiago de Aragão.
Castro não está morto
Os três peritos em política externa concordam que o mundo vê na abdicação de Castro uma possibilidade de realinhar interesses, sobretudo no tocante à democracia.
Juan Diaz crê que a UE “procura assistir o povo de Cuba a desenvolver sua sociedade. E, aos olhos dos europeus, “valores democráticos, respeito pelos direitos humanos e liberdade econômica sejam parte deste desenvolvimento”.
Segundo Karen Smith, se há possibilidade de mudança, esta será lenta. E é uma “oportunidade para não ter que pressionar demais no sentido da democratização, pois a liberalização já está ocorrendo, e ninguém quer colocá-la em risco”.
Aragão fala de uma “oportunidade revitalizada de reiniciar conversações”. Porém adverte: “Devemos lembrar que [Castro] está abdicando, mas não está morto. Mesmo longe do cargo, ele continua decidindo em Cuba. O capitão do navio pode mudar, mas enquanto [Castro] estiver vivo, o curso continuará bem o mesmo”. (na/av)
Blanca Ovelar, Eleições Paraguaias, eleicoes, Fernando Lugo, Lino Oviedo, Nicanor Duarte Frutos, Paraguai, Partido Colorado, política
In Paraguai on Março 17, 2008 at 4:08 pm
Tendo em vista a proximidade da eleição presidencial no Paraguai, a equipe Arko América Latina publicará, a partir de hoje, informações sobre os candidatos mais competitivos na disputa que ocorrerá no dia 20 de abril. Veja quem são os presidenciáveis e suas trajetórias políticas.OS CANDIDATOS
- Blanca Ovelar: Será candidata pela Associação Nacional Republicana. Representa o partido Colorado do presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos. Tem como candidato a vice Carlos María Santacruz. TRAJETÓRIA POLÍTICA: Foi ministra da Educação por duas oportunidades. Primeiro, no governo de Luis Angel González Macchi (1999-2003) e depois de Nicanor Duarte Frutos (2003-2008). Renunciou ao cargo para dedicar-se à disputa interna entre os colorados.
- Fernando Lugo: Será candidato pela coligação Aliança Patriótica para a Mudança. Tem como candidato a vice Federico Franco Franco, do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico). TRAJETÓRIA POLÍTICA: Iniciou na política em março de 2006 depois de liderar uma caminhada contra o presidente Nicanor Duarte Frutos e a Corte Suprema de Justiça por ter violado a Constituição. Tem vínculo com as organizações campesinas de San Pedro, onde foi bispo da Igreja Católica. Renunciou a essa condição para ser candidato.
- Lino Oviedo: É candidato pelo partido UNACE (União dos Cidadãos Éticos) e tem como candidato a vice o empresário Nicolas Luthold. TRAJETÓRIA POLÍTICA: Foi ex-candidato a presidente pela ANR em 1998, impossibilitado de concorrer devido à tentativa de golpe de Estado em 1996, sendo absolvido em 2007. Após isso, fundou o UNACE. É ex-comandante do Exército.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, combate contra as FARC, crise colombia equador venezuela, Equador, farc no equador, fronteira equador colombia, governo colombiano, politica interna, popularidade de Uribe, Rafael Correa
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 17, 2008 at 4:07 pm
O governo equatoriano pretende deter, repreender com força e julgar os membros de grupos irregulares ou efetivos colombianos que estejam ilegalmente em seu território. De acordo com a agência Reuters, essas medidas têm como objetivo impedir que o conflito entre os países se espalhe pelo território do Equador.Com a decisão, haverá um endurecimento da posição militar do país, marcada pela ponderação. Na avaliação do presidente do Equador, Rafael Correa, “o conflito atravessou a fronteira e é um perigo para a região”.
No entendimento das autoridades equatorianas, novas medidas de segurança são necessárias devido à incapacidade da Colômbia em controlar a região fronteiriça. De acordo com o Ministério da Justiça, “todo indivíduo ou grupo de indivíduos que for encontrado ilegalmente em nosso território nacional será detido e colocado à disposição das autoridades judiciais”.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Cuba, diplomacia na america latina, México, politica externa de cuba, politica externa mexicana, relações diplomaticas, relacoes comerciais, relacoes politicas
In Cuba, México on Março 17, 2008 at 4:06 pm
A chanceler do México em Cuba, Patrícia Espinosa, afirmou que os dois países prometeram ontem recompor as relações políticas e comerciais que estavam deterioradas desde 2004 devido a divergências entre os ex-presidentes Fidel Castro (Cuba) e Vicente Fox (México).O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Felipe Pérez Roque, disse que “as relações entre México e Cuba estão plenamente normalizadas e que se abre uma etapa de cooperação, de renovação da amizade histórica e apoio recíproco que existiu entre nossos países”.
A retomada das relações entre os países ocorreu durante o encontro de Espinosa com o ministro cubano. Na oportunidade, executivos do Banco de Comércio Exterior do México e do Banco Central de Cuba assinaram convênios para estimular o desenvolvimento comercial.
Como o presidente cubano, Raúl Castro, tenta passar para a comunidade internacional a mensagem que a ilha está em uma fase de mudanças, a retomada das relações com o México é importante para dar atributos à nova imagem pretendida para Cuba.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
América Latina, BID, economia, investimento externo, remessas
In América Latina on Março 17, 2008 at 4:05 pm
Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), divulgado na última terça-feira (11), revelou que A América Latina e o Caribe receberam US$ 66,5 bilhões em remessas de seus emigrantes durante o ano de 2007. Essa cifra representa um aumento de 6% em comparação ao ano anterior (2006), segundo o Fomin (Fundo Multilateral de Investimentos) do banco. As informações foram divulgadas pela agência Afp.O organismo notou, porém, uma desaceleração do fluxo de dinheiro enviado pelos latino-americanos no exterior a seus países de origem, muitos dos quais dependem em grande medida do dinheiro que seus cidadãos remetem para seus familiares. De acordo com o gerente do Fomin, Donald Terry, isso se explica principalmente porque os dois principais destinatários das remessas na região, Brasil e México, não seguiram as tendências passadas. O México recebeu, segundo o estudo, apenas 1% a mais no ano passado que em 2006, com um total de US$ 23,9 bilhões, enquanto no Brasil os envios de dinheiro de brasileiros no estrangeiro caíram 4% em 2007, ficando em US$ 7,1 bilhões.
O BID estima ainda em US$ 12,4 bilhões o total de remessas para a América Central em 2007, cifra idêntica aos envios feitos para os países andinos e superior aos 8,1 bilhões mandados para os países caribenhos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Casa de Nariño, Colômbia, combate contra as FARC, governo colombiano, OEA, politica interna, popularidade de Uribe
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador on Março 14, 2008 at 10:59 am
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, apresentou ontem ao secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, seu informe sobre a operação militar que matou o número dois na hierarquia das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes. A entrega da versão de Uribe sobre os fatos ocorreu durante encontro na Casa de Nariño, sede do governo colombiano.Desde a invasão do território equatoriano pelas forças armadas colombianas, Uribe ficou na defensiva. Por motivos ideológicos ou alegando violação do direito internacional, a maioria dos países foi solidária com o Equador. A partir disso, a estratégia da Colômbia tem sido provar a existência de bases das FARC na fronteira entre os países para tentar inverter o jogo, transformando sua “derrota” externa numa “vitória”.
Dentro dessa perspectiva, Uribe tem conseguido vitórias importantes. Nos últimos dias, ele vem debatendo a questão do terrorismo internacional, fato que antes era mais restrito à Colômbia.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvivce.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, combate contra as FARC, conflito equador colombia, Equador, governo colombiano, OEA, politica interna, popularidade de Uribe, Rafael Correa
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 14, 2008 at 10:45 am
A popularidade do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, atingiu seu maior índice desde que assumiu o poder ao chegar a 84%. A pesquisa foi realizada pelo instituto Gallup Colômbia, entre os dias 4 e 6 de março. Em relação à pesquisa realizada em janeiro, sua avaliação positiva cresceu 3 pontos percentuais.Ao mesmo tempo, verificou-se que 90% dos colombianos têm uma avaliação desfavorável em relação ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Na avaliação do gerente da Gallup, Jorge Londoño, “a imagem de Uribe se deve aos últimos efeitos diplomáticos”. No entanto, ele lembra que o impacto da solução diplomática alcançada durante o Grupo do Rio ainda não gerou impacto na opinião pública.
Outro dado interessante revelado foi que 82% dos colombianos aprovam a política adotada pelo governo para combater as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Em relação ao levantamento anterior, o respaldo à política de segurança cresceu 15%.
Os números da pesquisa Gallup Colômbia vem a confirmar as análises realizadas pela equipe Arko América Latina, ou seja, a incursão militar ocorrida em território equatoriano no dia 1º de março foi muito bem calculada por Uribe. Mesmo sabendo da rejeição que isso causaria para sua política externa, o colombiano optou pelo fortalecimento de sua imagem em seu território. Com índices de popularidade tão elevados, aumentará a pressão dos aliados no sentido de que Uribe busque o terceiro mandato.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, combate contra as FARC, conflito equador colombia, Equador, governo colombiano, OEA, politica interna, popularidade de Uribe, Rafael Correa
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador on Março 14, 2008 at 10:43 am
A chanceler do Equador, María Isabel Salvador, afirmou que o governo do seu país espera que a OEA (Organização dos Estados Americanos) condene a Colômbia por violar seu território durante a incursão militar colombiana que matou o número dois das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, no dia 1º de março. “Como estratégia diplomática, vamos solicitar a condenação contra a Colômbia na próxima reunião da OEA”. O encontro está marcado para ocorrer na próxima segunda-feira, em Washington.Salvador enfatizou também que o Equador não reatará as relações diplomáticas com a Colômbia até que a confiança em Bogotá seja restabelecida. No entanto, a chanceler equatoriana reconheceu, em entrevista coletiva concedida à imprensa, que acha difícil que a resolução da OEA inclua a palavra “condenação”, pois há pressões para evitar seu uso.
Segundo a agência Efe, Salvador lembrou que a Colômbia reconheceu pela primeira vez a violação do território equatoriano, embora tenham ocorrido outros conflitos na fronteira.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Brasil, estrategias de governo, Grupo do Rio, Hugo Chavez, liderança continental, Lula, relações Chavez Lula, relacoes Brasil Venezuela, Venezuela
In Brasil, Venezuela on Março 12, 2008 at 11:26 am
A ausência do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na reunião da cúpula do Grupo do Rio questionou novamente o fato de o país não impor na região seu peso político e econômico. Em reportagem da BBC Brasil, o sociólogo venezuelano Javier Biardeau avaliou que Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, possuem estratégias distintas em relação à integração. Na sua avaliação, “Chávez dá ênfase para a questão política e Lula para a econômica”.Apesar da prioridade econômica em suas ações, os recursos do petróleo possibilitam ao venezuelano desenvolver projetos econômicos. Sobre isso, o analista internacional Carlos Romero avalia que a liderança de Chávez na questão energética lhe dá um espaço privilegiado. Já o Brasil é pressionado por seus vizinhos para compensar as assimetrias econômicas na região, mas os resultados tem sido tímidos.
Além dessas diferenças, Brasil e Venezuela falam para públicos diferentes. Para o analista político equatoriano Milton Benitez, “Chávez opta pelo permanente enfrentamento à política norte-americana, atraindo as camadas populares da esquerda sul-americana”. Já Lula é mais identificável com a classe média e o empresariado por sua postura moderada e negociadora. “Esses setores vêem Lula como uma liderança que garante a tranqüilidade”, acredita Benitez.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Argentina, Blanca Ovelar, Cristina Kirchner, Eleições Paraguaias, eleicoes, Fernando Lugo, Lino Oviedo, Nicanor Duarte Frutos, Paraguai, Partido Colorado, política, visita de Cristina ao Paraguai
In Argentina, Paraguai on Março 12, 2008 at 11:24 am
O candidato à Presidência do Paraguai pela Aliança Patriótica para a Mudança, Fernando Lugo, foi recebido ontem na Casa Rosada (sede do governo argentino) pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner. A ida de Lugo a Buenos Aires tem como objetivo fazer campanha para a comunidade paraguaia que reside no país vizinho. 250 mil paraguaios residem na Argentina, mas esse número pode chegar a um milhão, segundo fontes consulares.Fernando Lugo, candidato de oposição ao partido colorado na eleição do dia 20 de abril, é apoiado por uma coalizão de organizações sociais e de esquerda.
De acordo com as últimas pesquisas divulgadas pelos meios de comunicação locais, ele é o favorito para vencer a disputa e por fim a hegemonia de 60 anos dos colorados no Paraguai.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
economia venezuelana, Fabricas Socialistas, Hugo Chavez, politica bolivariana, produçao industrial na venezuela, socialismo do seculo XXI, Venezuela
In Venezuela on Março 12, 2008 at 11:23 am
Nesta semana, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançará o plano das “Fábricas Socialistas” por meio do qual o governo pretende aumentar os níveis de produção no país, tendo como foco o setor alimentício. O lançamento do programa será com a formação de 73 EPS (Empresas de Produção Social).De acordo com o ministro do Planejamento e Desenvolvimento, Haiman El Troudi, a prioridade número 1 do governo será o setor agroindustrial. Também haverá fábricas para o processamento de vegetais e cereais, cujo objetivo central será a distribuição e logística de alimentos.
Outra decisão anunciada pelo governo é que o Estado passará a ser o único acionista da Invetex (Indústria Venezuelana Endógena de Têxteis).
O anúncio será feito formalmente por Chávez no próximo sábado. No primeiro ano de operações, a expectativa é de que sejam produzidos 8 milhões de jeans.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
entrevista Cuba, Entrevista para Deutsche Welle, Thiago de Aragão
In Entrevista on Março 11, 2008 at 5:28 pm
Europe Warily Eyes Window of Opportunity in Cuba
Louis Michel, the European Commissioner for Development and Aid, leads an EU delegation to Cuba on Thursday, Feb. 6, to assess the political climate after the retirement of President Fidel Castro.
When Fidel Castro stepped down as president of Cuba last month after 49 years in power, the main question asked by the international community was whether democratic change could be expected in the wake of his abdication. A European Union delegation travels to Havana this week to see for itself if a new climate exists where normalized ties and engagement can survive. DW-WORLD.DE asked the opinions of three experts on the future of EU-Cuban relations.
Thiago de Aragao is the Latin American senior research associate at the Foreign Policy Center, a London-based European think-tank. Dr. Juan Diaz is the director of the CSS Project for Integrative Mediation, a Berlin-based conflict resolution project financed by the German Ministry of Foreign Affairs. Dr. Karen Smith is a reader in international relations at the London School of Economics.
DW-WORLD.DE: How would you describe relations between the European Union and Cuba while Fidel Castro was in power?
Thiago de Aragao: The relationship was one of observation and monitoring. Due to obvious reasons, Spain always had closer ties with Cuba. As I recall, the Spanish embassy was always one of the busiest and most active in Havana. During the latter years, Castro was more flexible towards international dialogue, especially with Spain. The European Union never expected important changes while Castro was in power. Louis Michel, European Commissioner for Development, always analyzed Cuba closely. He is the one that maintained high hope for the development of political talks with Cuba.
Dr. Juan Diaz: The relationship has been on and off for many years. It seems that the EU, mostly due to Spain but also Italy, has tried to develop a constructive dialogue with Cuba. However, every time the EU opens up to Cuba and sends out signals, Cuba seems to find a way to complicate matters.
Dr. Karen Smith: The EU has never had what I would call ‘institutionalized’ relations with Cuba, meaning there is no official, legal agreement between the EU and Cuba, but the member states can and do engage extensively with the country. EU policy has been a mixture of ‘un-institutionalized’ engagement and very light and occasional negative measures. Light diplomatic sanctions were imposed in 2003 but have been suspended since 2005.
What were the main areas of conflict between EU and Cuba and what were the reasons for these?
TdA: The lack of disposition from the Europeans toward Cuba made it difficult to advance in conversations that could produce conflicts. When the Soviet Union died, Cuba also died to most European governments. Their expectations for democratic openings on the Caribbean island never surpassed the rhetorical value. In absolute terms, Cuba never represented anything of any worth for most European powers.
JD: Specific issues of concerns have included the EU ambassadors’ demand that they are free to invite anyone to the embassies for events, and the arrest of dissidents. Fidel seems to have it in for EU Foreign Policy Chief Javier Solana and has criticized him publicly on numerous occasions. This makes it difficult for the EU to implement a dialogue. But it continues to try.
KS: Democracy and human rights have always been areas of conflict. In addition, Cuba is a leading country of the Non-Aligned Movement, which generally opposes many EU positions within the UN, for example within the Human Rights Council. To the extent that the UN matters for the EU, then Cuban ‘resistance’ is an important area of conflict.
Had there been any movement towards better relations towards the end of Fidel’s reign or had relations always been on an even-keel, either positively or negatively?
TdA: The relationship has always been superficial. The only difference has been the relationship between Cuba and Spain, which due to history has been deeper. Spain always encouraged talks between the countries in the hope of democratic openings. In a way, talking with Fidel was easier than talking to Raul will be as Fidel is a more diplomatic character. On the other hand, Raul recognizes the need for certain changes for the sake of Cuba’s future. If Fidel was easier to talk to but harder to convince, I believe Raul is the other way around.
Has the EU always taken a stance on Cuba in line with that of the United States?
TdA: I believe the EU’s policy towards Cuba is partially linked with US policy. In terms of democratic values, the European Union and the US are linked. On the other hand, the policy practiced by the US is a legacy of the Cold War. The proximity of Cuba to the US means it has a different kind of relationship than the one the EU has with Cuba. Also, the amount of Cuban immigrants in the United States is a good enough reason to shape a foreign policy in different terms than the Europeans have. The EU has always given moral support to the United States, but very little effective support.
JD: The EU does not follow the US position but it is mindful to avoid as much as possible an irritation in the transatlantic relationship. The EU actually follows its own thinking on Cuba.
KS: The EU’s position is not in line with that of the US. The EU has been firmly opposed to extraterritorial application of US sanctions on Cuba. However, its policy towards Cuba is necessarily linked to that of the US given Washington’s predominance in the region and also because member states would not wish to jeopardize good relations with the US over an issue like Cuba.
What would have been the European Union’s reaction to the news that Fidel Castro was stepping down? Would the EU see this as an opportunity to strengthen relations and push for more democracy in Cuba?
TdA: I believe everyone is seeing this as an opportunity to strengthen relations and push for democracy. During the last 50 years, we learned that Fidel Castro was a tough negotiator and really believed in the cause he was defending. When he stepped down, the world saw it as a revitalized opportunity to restart conversations and keep aiming for democratic openings. We must remember he is stepping down, but he is not dead. Even away from the chair, he is still deciding and talking every single day with Cuba. The navigator of the ship might change, but while he is alive, the course will remain fairly the same.
KS: This abdication has been on the cards for a while. But does it present an opportunity for change? Slowly, perhaps; but it could also be seen as an opportunity not to have to push too hard for democracy on the grounds that there is liberalization going on, and one wouldn’t want to jeopardize that. Instead I see it as a chance to strengthen economic links which would be justified with the argument that economic growth and liberalization would lead eventually to more political liberalization. In any event, EU policy will undoubtedly depend on the outcome of elections in Spain, arguably the main driving force behind any EU policy towards Cuba; though the Czech Republic for one may try to push for a policy more tilted towards encouraging democracy and punishing any backsliding on that.
Is the EU’s main goal a democratic Cuba ? What does it stand to gain from a change in ideology in Cuba ? Does the EU have another agenda?
TdA: In economic terms, Cuba represents very little to the EU, the US, China, Brazil and other powerhouses. The main interest is definitely on the promotion of democracy. We must remember Cuba has very rich mining fields, though the exploration is still very amateurish. Perhaps a relaxation of restrictions could attract foreign mining companies. Besides the democratic opportunity, perhaps the availability of Cuban cigars is the main interest right now.
JD: I think that the EU seeks to assist the people of Cuba to develop their society and the EU believes that democratic values, respect for human rights and economic freedom are part of this development. However, they do not necessarily believe that sanctions are the most appropriate ways of achieving these goals.
KS: At a rhetorical level, yes the EU wants a democratic Cuba but in practice it hasn’t pushed particularly hard for this as it doesn’t want to be seen to be too close to the hard-line US position. The EU stands to gain in the removal of an issue causing some tensions with US and also the chance for more trade. A more open Cuba could be included in the Cotonou convention and therefore in the Economic Partnership Agreement with the Caribbean states.
Does the handing of the reins to Raul Castro signify any opportunity for a change in relations between the EU and Cuba ?
TdA: It is the beginning of a new era. The most important shift to be seen from Fidel stepping down is the increase in governmental responsibility that his Vice-President Carlos Lage will have. I believe he is the man to look at, not Raul Castro. For years Carlos Lage controlled the operations of the government machinery. Fidel worked mostly like the “Queen of England” in Cuba. Since Raul is less charismatic than Fidel, Carlos Lage will be more “hands on” during this new phase. Lage is more modern and admires very much the Chinese model. If there is a negative reaction towards Raul from the population, than Lage will gain in power and strength and will consequently have more opportunities to implement economic and political possibilities.
What does Raul Castro mean in terms for Cuba’s future role in the world? Does he represent the same obstinacy to change and opposition as embodied by his brother or could he be a reformer of any type?
TdA: I don’t think he represents the same obstinacy as his brother. Raul knows that the world today is different. Fidel is the king of a kingdom that failed to meet his standards. The vast majority of the world knows that. Raul will represent more the image of a melancholic past than the possibility of a socialist future. He will be like the owner of a beeper store in a world of mobile phones. People may be nostalgic, but that doesn’t mean they will buy them anymore.
JD: It is too early to tell whether Raul will change Cuba. For now he has shown that stability and continuity are priorities. Some say he is interested in economic reform. But the Cuban government always sought to develop economically and reform is part of that.
What will the EU delegation heading to Cuba this week hope to achieve?
TdA: They will hope to understand the new structure of the Cuban government. They will ask themselves questions: to what extent is Fidel still the boss? What is the public opinion towards Raul? How modern and effective is Carlos Lage? How the population is dealing with this new period? I believe these are the key questions the EU officials are aiming to answer.
JD: I think the main aim for the EU delegation is to restart a constructive dialogue with Cuba.
Raul Castro is not a young man. When it is his time to step down, are there any young potential leaders-in-waiting and if so, who are they, what are their beliefs? Are they young revolutionaries or is there a movement for democratic change just waiting to claim Cuba once the old guard is gone for good?
TdA: Carlos Lage is the strongest at the moment. He is only 56; an open-minded, admirer of the Chinese economy and one who is aware of the difficulties of his country. Between Fidel, Raul and Lage, he is the one that knows the world he lives in. He can differentiate between utopia and realism.
JD: There is much speculation as to what might or might not happen but Cuba has demonstrated time and again that it will not be dictated to by the US or Europe and it resists pressure. Many thought that finally Carlos Lage, economically liberal and moderate in the government, would have received a more prominent role. But he did not. Whether this will change in time, we will just have to wait and see.
AuthorInterviews: Nick Amies
© Deutsche Welle
Álvaro Uribe, Colômbia, combate contra as FARC, governo colombiano, politica interna, popularidade de Uribe
In Colômbia on Março 10, 2008 at 3:59 pm
Após a incursão militar em território equatoriano que matou o número dois na hierarquia das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes, dois cenários apresentam-se para o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Na política externa, ele está sendo prejudicado por ter violado um direito internacional. Na política doméstica, ele somou pontos importantes para reforçar sua principal bandeira do governo (combate às guerrilhas) e elevar sua popularidade em busca de uma reforma constitucional que lhe permite disputar o terceiro mandato.De acordo com pesquisas divulgadas após a operação militar, a avaliação positiva de Uribe passou de 70% para 89%. Soma-se a isso o fato de 93% dos colombianos avaliarem negativamente a atuação das FARC. A aprovação da opinião pública sobre a ação militar é conseqüência do desejo dos colombianos de que os conflitos internos terminem.
Como a atuação das FARC é rejeitada, a morte de Reyes reforça a idéia de que os guerrilheiros podem ser derrotados, conforme defende Uribe desde sua chegada à presidência. No entanto, isso pode criar problemas para a libertação dos reféns. Reyes não era só um dos “cérebros” das FARC, mas também o contato político na busca de um acordo humanitário.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
abastecimento, Argentina, Bolívia, Brasil, crise energética, Cristina Kirchner, energia, Evo Morales, gás natural, importação de gás, Lula
In Argentina on Março 10, 2008 at 3:57 pm
Em uma tentativa de não repetir a experiência do ano passado, quando os cortes de luz e gás impuseram uma retração no crescimento durante o inverno, a indústria argentina pretende desenvolver uma série de ações para melhorar a utilização do “insumo energético”. A informação foi divulgada pela UIA (União Industrial Argentina).As empresas dos setores alimentício, metal-mecânico, automotivo e farmacêutico são as responsáveis pela instrumentalização das medidas. Os empresários mais preocupados adquiriram geradores elétricos e paradas técnicas para não coincidirem com os horários de maior consumo de energia. Mudaram também os turnos de produção e modificaram ainda os sistemas de refrigeração.
Apesar da precaução, o presidente Juan Carlos Lacurain (UIA) rechaçou a idéia de que o setor esteja preocupado com cortes energéticos durante o inverno.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, conflito armado, crise militar, Equador, FARC, Hugo Chavez, morte de Raul Reyes, Rafael Correa, tropas na fronteira colombiana, Venezuela
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 6, 2008 at 5:11 pm
A opinião pública colombiana reconheceu que seu país violou a soberania no Equador, porém, enfatizou o fato de não ter recebido nenhuma sanção por parte da OEA (Organização dos Estados Americanos). A Colômbia reiterou seu pedido de desculpas ao Equador e a aceitação da convocação de uma missão do organismo que visitará os dois países para analisar os fatos, destacou a imprensa local.Os jornais colombianos ressaltaram também que não se trata de uma verificação nem de uma investigação, mas sim de uma análise que buscará maiores informações dos acontecimentos. Um dos objetivos da Colômbia é mostrar para a comissão a presença das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no norte do território equatoriano, fronteira com a Colômbia.
Na avaliação do embaixador colombiano na OEA, Camilo Ospina, “essa resolução reconhece que os feitos não são de uma via só, tem uma causa e isso é o que a comissão verá”.
No entendimento do governo colombiano, diante da gravidade da situação, o país saiu-se bem porque desativou uma condenação hemisférica e ampliou a natureza da missão que avaliará os acontecimentos.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
Álvaro Uribe, Colômbia, conflito armado, crise militar, Equador, FARC, Hugo Chavez, morte de Raul Reyes, Rafael Correa, tropas na fronteira colombiana, Venezuela
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 6, 2008 at 5:10 pm
A resolução aprovada pela OEA (Organização dos Estados Americanos) que reconheceu a violação do território equatoriano por parte das forças militares colombianas “superou uma prova histórica”. A avaliação foi feita pela chanceler do Equador, María Isabel Salvador, em Washington.“Considero que a OEA superou uma prova histórica ao ratificar sua razão de ser, pois este é um organismo chamado a zelar pela paz e a segurança hemisférica”, afirmou. Salvador lembrou que o Conselho permanente da OEA ratificou o princípio de que o território de um Estado é inviolável e a ação realizada violou a soberania e a integridade do Equador.
A ministra equatoriana aproveitou para dizer que seu país “não concorda com as ações violentas das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) nem de outros grupos que atuam de forma irregular na Colômbia”. Manifestou também que o Equador não concorda que a luta interna dos colombianos com ações violentas passe a atingir outros Estados.
De um modo geral, a imprensa equatoriana enalteceu a decisão da OEA que reconheceu a violação da soberania desse país. No entanto, enfatizou-se também o fato de não ter ocorrido nenhuma condenação a Colômbia como conseqüência de sua ação.
(Equipe Arko América Latina – americalatina@arkoadvice.com.br)
acordo na OEA, Álvaro Uribe, Colômbia, conflito armado, crise militar, Equador, FARC, Hugo Chavez, morte de Raul Reyes, Rafael Correa, tropas na fronteira colombiana, Venezuela
In Colômbia, Conflito Colômbia-Venezuela-Equador, Equador, Venezuela on Março 6, 2008 at 5:09 pm
O embaixador da Venezuela junto à OEA (Organização dos Estados Americanos), Jorge Valero, disse que o governo venezuelano expressa sua conformidade com a solução aprovada ontem pelo organismo, na qual foi declar